A quinta etapa da Operação Ararath, deflagrada na manhã de terça-feira (20) pela Polícia Federal em Cuiabá, dá uma noção do tamanho do esquema investigado em Mato Grosso contra crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.
Olhar Direto
Da Redação - Laura Petraglia
Anotações encontradas na casa do ex-secretário de Estado do
ex-governador Blairo Maggi (PR) e do governador Silval Barbosa (PMDB),
Eder Moraes, apontam como ele ‘alimentava o sistema’ (provável compra de
apoio político, financiamento de campanha eleitoral e pagamentos de
outros empréstimos tomados no ‘mercado financeiro paralelo’) por meio de
pagamentos efetuados a deputados estaduais, empreiteiras e até a um
prefeito.
Consta do inquérito 6407/33 de 2014 da Justiça Federal que Eder, preso na terça-feira (20) na quinta fase da Operação Ararath’, irrigava o que ele chamava de ‘sistema’, por meio de repasses dessas quantias vultuosas.
Na relação aparecem anotações com valores e abreviaturas de nomes dos beneficiados. Ao lado a sigla ‘BM’, que na ação é interpretada como Blairo Maggi, está descrita quantia de R$ 12 milhões. À abreviação ‘G. Maluf’ (supostamente deputado Guilherme Maluf) está atrelada a quantia de R$ 1,587 milhão. Ao ‘P. Muniz’ (interpretado como se fosse o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz) está atribuída a quantia de R$ 2 milhões. Ao lado do nome ‘Dilceu’ (supostamente ex-deputado Dilceu Dal’Bosco) consta a quantia de R$ 1,6 milhão. Ao deputado Daltinho estão atribuídos 2 valores: de R$ 900 mil e de R$ 600 mil. A ‘Fabris’ (Gilmar Fabris)consta o repasse da quantia de R$ 2 milhões.
Consta do inquérito 6407/33 de 2014 da Justiça Federal que Eder, preso na terça-feira (20) na quinta fase da Operação Ararath’, irrigava o que ele chamava de ‘sistema’, por meio de repasses dessas quantias vultuosas.
Na relação aparecem anotações com valores e abreviaturas de nomes dos beneficiados. Ao lado a sigla ‘BM’, que na ação é interpretada como Blairo Maggi, está descrita quantia de R$ 12 milhões. À abreviação ‘G. Maluf’ (supostamente deputado Guilherme Maluf) está atrelada a quantia de R$ 1,587 milhão. Ao ‘P. Muniz’ (interpretado como se fosse o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz) está atribuída a quantia de R$ 2 milhões. Ao lado do nome ‘Dilceu’ (supostamente ex-deputado Dilceu Dal’Bosco) consta a quantia de R$ 1,6 milhão. Ao deputado Daltinho estão atribuídos 2 valores: de R$ 900 mil e de R$ 600 mil. A ‘Fabris’ (Gilmar Fabris)consta o repasse da quantia de R$ 2 milhões.
Além desses estão anotados ‘A. Soares’ (ex-conselheiro do TCE Alencar
Soares), com o valor de R$ 1,5 milhão; transferência para as empresas
Gemini Construções Projetos Ltda, administrada pelo empresário Anildo
Lima Barros, no valor de R$ 500 mi; Além de transferência à empresa
Geosolo de R$ 5 milhões, supostamente para José Mura Júnior.
Na anotação de Eder constam ainda nomes e palavras soltas como “ação pública Rede/Cemat”, atreladas à palavra ‘controle’, “Tarso Genro” (ex-ministro da Justiça e atual governador do Rio Grande do Sul), "Pitta, Dantas e Cacciola", além de “Ministério Público”, “TCE”, “Polícia Federal e Receita Federal” atrelados à palavra ‘Monitoramento’ e equilíbrio fiscal.
Entenda o caso:
A quinta etapa da Operação Ararath, deflagrada na manhã de terça-feira (20) pela Polícia Federal em Cuiabá, dá uma noção do tamanho do esquema investigado em Mato Grosso contra crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli revela o funcionamento de uma instituição financeira “pirata” que abastecia campanhas eleitorais, “presenteava” autoridades e viabilizava até a compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado. O “banco clandestino” ainda auxiliava seus tomadores na ocultação da origem de recursos recebidos por empresas privadas.
Sofreram devassas em suas casas e/ou gabinetes nesta terça-feira o ex-secretário de Fazenda, Casa Civil e Secopa, Eder Moraes (PMDB); governador Silval Barbosa (PMDB); deputado estadual e presidente afastado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva (PSD); prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB); conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado Humberto Bosaipo; conselheiro do TCE e ex-deputado estadual Sérgio Ricardo e o promotor de justiça e membro do Gaeco Marcos Regenold Fernandes.
Dos pedidos de busca e apreensão solicitados pelo Ministério Público Federal e pela Procuradoria-Geral da República, Dias Toffoli só não acatou os mandados contra a casa e a empresa Amaggi, do senador Blairo Maggi (PR), que era governador do Estado durante o período em que o esquema foi identificado, em 2005, e que teria seguido até 2013, já sob a administração de seu sucessor, Silval Barbosa (PMDB).
As quatro primeiras etapas da Ararath apontam que o empresário Gercio Marcelino Mendonça Junior, o Júnior Mendonça se utilizou de sua empresa de factorind Globo Fomento Mercantil e depois de sua rede de postos de combustíveis Comercial Amazônia Petróleo para operar, sem autorização do Banco Central do Brasil, concedendo empréstimos de vulto a pessoas físicas e jurídicas, com tomada de garantias e cobrança de juros.
Mendonça optou por fazer delação premiada à Polícia Federal e seus depoimentos, junto ao que já havia sido apreendido nas etapas anteriores da operação, basearam a quinta fase da Ararath.
Fonte Olhar Direto
Saiba mais
Pai preso
Lis Ramalho, repórter do GD
Saiba mais
Pai preso
Janaina Riva não teme reflexos na campanha
Lis Ramalho, repórter do GD
A filha do deputado estadual José Riva (PSD), Janaina Riva,
garantiu que apesar da dimensão da 5ª fase da Operação Ararath, que
resultou na prisão de seu pai, não desistiu do projeto de campanha e
permanece com a pré-candidatura à Assembleia Legislativa ativa. Ela
participou do 31º Encontro de Prefeitos de Mato Grosso, na manhã desta
quinta-feira (22). “Vou continuar com meu projeto, a vida segue. Temos
muito trabalho construído, nossa base é muito sólida. Apesar de tudo,
acredito que não vai interferir na campanha, até porque as pessoas que
conhecem os trabalhos do deputado José Riva podem dizer o que ele fez”.
Janaina disse que não tem nenhuma informação a respeito da situação de José Riva, em Brasília, muito menos sobre o caso, que corre em segredo de Justiça. Ela destacou que a orientação do Supremo Tribunal Federal (STF) é que não se comente sobre o caso. “Falei agora a pouco com os advogados também, nenhuma novidade”.
Neste ano, seu marido, o ex-vereador João Emanuel (PSD), também foi preso na Operação Aprendiz e teve o mandato cassado, na Câmara Municipal de Cuiabá. Em 2010, a sua mãe, a ex-secretária de Estado de Cultura, Janete Riva (PSD) foi presa na Operação Jurupari, contra crimes ambientais. Questionada se teme que tudo isso seja usado durante a campanha eleitoral, Janaina se diz tranquila e disparou que a maldade está dentro de cada um. “As pessoas que fazem isso são pessoas que já não gostam de nós, mas há quem reconheça os trabalhos realizados pelo Riva”.
Durante o 31º Encontro que contou com a participação de vários prefeitos do interior e autoridades estaduais e federais, o clima ainda é tenso, entre os políticos. Nas entrevistas à imprensa, eles preferem não prolongar o assunto. Contudo, o deputado federal, Eliene Lima, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), prefeito de Juscimeira, Valdeci Colle e o deputado estadual, Airton Português, todos PSD, durante os discursos sobre o evento, acabaram estendendo apoio ao colega preso. Eles disseram que José Riva sempre foi municipalista, tendo muitos trabalhos realizados no interior, ressaltando os 50% dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que serão destinados aos municípios, a partir de 2015.
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Fonte Gazeta Digital
Janaina disse que não tem nenhuma informação a respeito da situação de José Riva, em Brasília, muito menos sobre o caso, que corre em segredo de Justiça. Ela destacou que a orientação do Supremo Tribunal Federal (STF) é que não se comente sobre o caso. “Falei agora a pouco com os advogados também, nenhuma novidade”.
Neste ano, seu marido, o ex-vereador João Emanuel (PSD), também foi preso na Operação Aprendiz e teve o mandato cassado, na Câmara Municipal de Cuiabá. Em 2010, a sua mãe, a ex-secretária de Estado de Cultura, Janete Riva (PSD) foi presa na Operação Jurupari, contra crimes ambientais. Questionada se teme que tudo isso seja usado durante a campanha eleitoral, Janaina se diz tranquila e disparou que a maldade está dentro de cada um. “As pessoas que fazem isso são pessoas que já não gostam de nós, mas há quem reconheça os trabalhos realizados pelo Riva”.
Durante o 31º Encontro que contou com a participação de vários prefeitos do interior e autoridades estaduais e federais, o clima ainda é tenso, entre os políticos. Nas entrevistas à imprensa, eles preferem não prolongar o assunto. Contudo, o deputado federal, Eliene Lima, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), prefeito de Juscimeira, Valdeci Colle e o deputado estadual, Airton Português, todos PSD, durante os discursos sobre o evento, acabaram estendendo apoio ao colega preso. Eles disseram que José Riva sempre foi municipalista, tendo muitos trabalhos realizados no interior, ressaltando os 50% dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que serão destinados aos municípios, a partir de 2015.
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