Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Silval Barbosa teria recebido R$ 4 milhões para sua campanha de 2010, e Riva o montante de R$ 3 milhões.
Silval e Riva
RDNews
Thaisa Pimpão
O governador Silval Barbosa (PMDB) teria recebido cerca de R$ 4
milhões para sua campanha política de 2010, no esquema ilegal
investigado pela Polícia Federal, por meio da Operação Ararath. Além
dele, o deputado estadual José Riva (PSD), atualmente preso em Brasília,
também teria sido a destinação final de um montante na ordem de R$ 3
milhões. As informações são da Folha de S. Paulo, em reportagem
publicada nesta quarta (21).
Segundo o jornal, o empresário Júnior Mendonça, que tem delação
premiada com a PF, em seu depoimento, assim como documentos encontrados
na casa do ex-secretário estadual Eder Moraes, também detido na Capital
federal, teriam revelado a transação financeira feita para beneficiar
Riva em 2011. Ainda de acordo com a reportagem, o BIC Banco autorizou o
empréstimo para levantar dinheiro para o deputado. “Os valores
decorrentes desta transação foram retirados da conta da Amazônia
Petróleo [de propriedade de Mendonça] mediante transferências para
contas de empresas interpostas indicadas pelo citado deputado estadual”,
diz trecho da matéria.
O envolvimento do senador Blairo Maggi (PR) também é citado na
reportagem do jornal paulistano. Conforme as informações publicadas, um
dos empréstimos teria sido supostamente tomado por ele, quando ainda era
governador. O destino do dinheiro seria interferir em um processo de
"compra" de uma vaga vitalícia no TCE. “[Blairo] Obteve de Gércio
[Mendonça], por meio de Eder, vantagem pecuniária de R$ 4 milhões em
favor de Alencar Soares Filho, então conselheiro do Tribunal de Contas",
diz a Folha, ao citar um trecho da decisão do ministro Dias Toffoli, do
STF.
Confira, abaixo, a íntegra da reportagem da Folha de S.Paulo.
Saiba mais
Alencar se debruça sobre processo e não comenta suposta venda de vaga
OPERAÇÃO ARARATH
Francis Amorim
De Barra do Garças
Alvo da Operação Ararath, o ex-conselheiro do TCE, Alencar Soares
preferiu silenciar diante das citações da suposta negociação relatada
por Júnior Mendonça, que seria o pivô de um esquema criminoso de lavagem
de dinheiro e que aceitou contar como funcionava as articulações por
meio de delação premiada. Um dia após ter a casa revirada por agentes
federais, Alencar Soares veio à Capital onde se debruça sobre o conteúdo
das investigações que o colocam como o protagonista de um suposto
esquema de venda de sentenças no Estado. Alencar não atendeu as ligações
do Rdnews, porém, seu filho, o empresário Leandro Soares, informou que o
ex-conselheiro estaria se "inteirando" dos fatos para, somente depois,
comentar o assunto. O conselheiro Sérgio Ricardo, que teria comprado a
cadeira, também preferiu não comentar o assunto.
Conforme a relatos da Procuradoria Geral da República, que constam na
decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou a deflagração da 5ª
etapa da Operação Ararath, o cobiçado cargo de conselheiro do TCE teria
custado ao ex-deputado estadual Sérgio Ricardo, R$ 4 milhões, dinheiro
este repassado ao conselheiro aposentado.
Nesta terça (20), o conteúdo do inquérito vazou depois que a PF
realizou a 5ª fase da Operação, que resultou na expedição de mandados de
busca, apreensão e prisão de autoridades de Mato Grosso, como o
deputado José Riva e o ex-secretário de Fazenda e da Casa Civil Eder
Moraes. No inquérito consta citações de dois conselheiros do TCE e um
ex-conselheiro, Sérgio Ricardo, Humberto Bosaipo (afastado pelo Supremo
Tribunal Federal) e Alencar Soares Filho.
De acordo com depoimento do empresário Júnior Mendonça, Alencar
Soares teria "recebido vantagem no montante de R$ 4 milhões para que
deixasse o cargo em favor de Ricardo". Quantia igual também teria sido
repassada ao ex-conselheiro por Eder para a devolução do valor que
recebera do ex-deputado, conforme compromisso firmado com o governador
Blairo Maggi durante viagem à África do Sul. Alencar fez parte da
comitiva.
À ação da PF na residência do conselheiro aposentado repercutiu em
Barra. Alencar foi por duas vezes deputado estadual e em outras duas
oportunidades, concorreu sem sucesso à prefeitura da cidade, tendo,
inclusive, deixado o TCE em 2012 com a pretensão de disputar pela
terceira vez o cargo de prefeito.
Fonte RDNews
Visite a pagina do MCCE-MT

