Esta não é a primeira vez que a ONG Moral faz solicitações referentes aos “resquícios” da operação Ararath. No último dia 23, foi impetrada uma representação junto à AL que pedia a cassação de Riva por suposta quebra de decoro parlamentar.
Folha Max
O Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (ONG
Moral) exigiu em carta pública, protocolada nesta semana junto ao
Tribunal de Contas do Estado (TCE), que sejam revisados os balancetes da
Assembleia Legislativa referentes aos últimos cinco anos. A solicitação
foi direcionada ao corregedor do órgão fiscalizador, conselheiro Valter
Albano.
A alegação da entidade foi a de que o Legislativo também entrou em
suspeição após a deflagração da operação Ararath pela Polícia Federal,
uma vez que já adquiriu combustível da rede de postos Amazônia Petróleo,
do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior.
Conhecido como Júnior Mendonça, ele é delator premiado junto à PF e
ao Ministério Público Federal (MPF) e contribui com as investigações que
apuram crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de
dinheiro em Mato Grosso.
De acordo com a nota da ONG Moral, o gasto da Assembleia com
combustível, anualmente, é de cerca de R$ 1,7 milhão e é preciso que
seja “desmitificado”. A indagação é acerca da aprovação das contas,
tendo em vista que a empresa é apontada pelas investigações da Ararath
como uma das principais operadoras do sistema ilegal.
Também é solicitado pela ONG que seja criada uma força-tarefa dentro
da Corte de Contas para rever a documentação e apurar possíveis
irregularidades. A expectativa da entidade é de que haja uma resposta ao
pedido no prazo máximo de 15 dias.
A carta pública ainda lembra que, em 2002, durante a operação Arca
Noé, também deflagrada pela PF para desmantelar esquema de lavagem de
dinheiro, foram apreendidos documentos na AL que resultaram em diversos
processos contra o então presidente da mesa diretora, deputado estadual
José Riva (PSD).
Segundo a ONG Moral, as suspeitas de desvio de recursos públicos
nunca foram combatidas pela Corte. “Em todos aqueles anos, o Tribunal de
Contas aprovou sem ressalvas as contas eivadas de ladroagem do dinheiro
do erário”, é exposto em outro trecho.
PEDIDOS
Esta não é a primeira vez que a ONG Moral faz solicitações referentes
aos “resquícios” da operação Ararath. No último dia 23, foi impetrada
uma representação junto à AL que pedia a cassação de Riva por suposta
quebra de decoro parlamentar.
Já início deste mês, outra representação, desta vez junto ao Conselho
Superior do Ministério Público do Estado (MPE), solicitava o
afastamento do procurador-geral de justiça Paulo Prado.
O mais recente pleito da entidade, protocolado neste dia 11, é
direcionado também ao TCE e cobra uma investigação sobre a suposta
compra de vaga na Corte. Devem ser investigados os conselheiros Alencar
Soares (já aposentado) e Sérgio Ricardo.
Todos estes são citados em um dos inquérito da Ararath, deflagrada pela Justiça Federa
Fonte Folha Max
