Juiz federal Jeferson Schneider nega, com uma canetada, ousado pedido do advogado Paulo Lessa para “absolvição sumária” e mantém o multi-atividades Éder Moraes preso no xilindró da Papuda. Em repetidas ocasiões, ex-secretário chefe da Casa Civil e ex-secretário de Fazenda se queixou que Blairo Maggi e Silval Barbosa lhe viraram as costas. Mantém-se a expectativa com relação a uma possível delação premiada a ser adotada pelo preso da Papuda – que pode provocar maremoto em Mato Grosso, que não tem mar.
Éder Moraes preso na Papuda (foto meramente ilustrativa)
Abandonado e esquecido pelos ex-governadores Blairo Maggi e Silval
Barbosa, o multi-atividades Éder Moraes, que chegou a pontificar como o
todo poderoso do Palácio Paiaguás, durante as três últimas
administrações estaduais, continua vivendo o seu inferno astral.
Recolhido ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasilia, há mais de
um mês, Éder teve, mais uma vez o pedido de relaxamento de sua prisão
negado pela Justiça Federal, neste inicio de semana. Vejam que, em
ousadia processual e estilística, para dizer o mínimo, o advogado Paulo
Lessa pedia nada menos que a absolvição sumária de Éder diante de todas
as acusações que pesam contra ele. Desde o inicio do ano, Éder vem se
queixando de abandono por parte de Silval e Maggi, em repetidas
ocasiões. Essas queixas tem sido avaliadas como uma desesperada pressão
de quem pontifica como “homem bomba” no cenário político de Mato Grosso.
A expectativa com relação a uma delação premiada de Éder Moraes se
mantém. Tal delação, para a política de Mato Grosso, seria como aquele
fenomenal trabalho de Hércules, que limpou em um dia os currais do rei
Aúgias, que guardavam três mil bois e que há mais de trinta anos não
eram limpos, currais que estavam tão fedorentos que exalavam um gás
mortal. Para limpá-los, segundo a lenda, Hércules desviou dois rios. Se
Éder der com a língua nos dentes, imaginam muitos, Mato Grosso vai virar
de ponta cabeça. Confira o noticiário. (Enock Cavalcanti)
Eder Moraes e outros três réus tiveram pedido negado pela Justiça Federal.
Grupo responde por crimes financeiros investigados na operação Ararath.
Renê DiózDo G1 MT
A Justiça Federal em Mato Grosso indeferiu pedido de absolvição
sumária feito pelas defesas do ex-secretário de estado Éder Moraes
(PMDB) e outros três réus por crimes financeiros, os quais são
investigados na operação Ararath. Proferida nesta segunda-feira (23), a
decisão do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, é
a terceira derrota do ex-secretário na tentativa de deixar a carceragem
da Papuda, em Brasília, onde está detido há mais de um mês.
O G1 tentou contato com o advogado de Éder, Fábio Lessa, para comentar a decisão, mas ele não atendeu aos telefonemas da reportagem.
Éder foi preso em Cuiabá no dia 20 de maio durante a quinta etapa da
operação Ararath, pela Policia Federal, suspeito de atuar como operador
político de um esquema de fraudes e transações financeiras ilegais
envolvendo autoridades dos três poderes do estado.
Uma série de processos em diferentes seções judiciárias foi gerada
por conta das investigações da Ararath, inclusive o que tramita na 5ª
Vara Federal, com Éder como réu por lavagem de dinheiro e crimes
financeiros ao lado de sua esposa Laura Tereza da Costa Dias, do
ex-secretário adjunto de Fazenda, Vivaldo Lopes, e do superintendente
regional do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol. Ele também
chegou a ser preso durante a operação Ararath, mas foi liberado.
Absolvição sumária
De acordo com o juiz Jeferson Schneider, o pedido de absolvição sumária dos réus não teve embasamento no Código do Processo Penal, motivo pelo qual foi indeferido.
Além disso, o magistrado marcou na decisão a primeira audiência do
caso, agendada para o próximo dia 3 com o delator do caso, o empresário
Gércio Marcelino Mendonça Júnior, colaborador ‘premiado’ das
investigações. A inquirição deverá ser acompanhada pelos réus (Éder
deverá acompanhar por videoconferência, direto do presídio da Papuda).
Antes do pedido de absolvição sumária que teve objetivo de favorecer a
todos os quatro réus do processo, Éder tentou outras duas vezes deixar o
presídio no Distrito Federal. Primeiro, lançou mão de um pedido de
revogação da prisão na Justiça Federal em Mato Grosso, o qual foi negado
por Jeferson Schneider, e depois com um pedido de Habeas Corpus no
Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Além do advogado de Éder, a reportagem tentou contato com as defesas
de sua esposa Laura, de Cuzziol e de Vivaldo Lopes. De acordo com a
decisão do juiz Scheider, Laura ainda precisa apresentar procuração de
um advogado para defendê-la no processo. Já o advogado de Cuzziol não
foi localizado desde sua prisão. O advogado de Vivaldo Lopes, Ulisses
Rabaneda, não atendeu às ligações da reportagem nesta terça-feira, assim
como o defensor de Éder.
Fonte pagina do Enock Cavalcanti
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