terça-feira, 3 de junho de 2014

Ong Moral apóia Operação Ararath e questiona atuação do TRE-MT


 Ong Moral manifesta apoio à Operação Ararath e cobra moralização no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, com novo julgamento de Silval Barbosa e conclusão do rumoroso caso de Campo Verde, que tem como réu o deputado José Riva e já custou até mesmo o afastamento do diretor da Policia Civil. Para a Ong, a pergunta que fica é a seguinte: “Como poderemos começar outra eleição, sem punir os que corromperam a anterior?” LEIA A NOTA 

Ong Moral divulgou na noite desta segunda-feira (2) nota manifestando seu apoio à Policia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Judiciário Federal pelo êxito da Operação Ararath em Mato Grosso.



Da pagina do Enock

Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania
ONG MORAL

NOTA PÚBLICA

Em razão dos gravíssimos fatos que vem sendo divulgados pela imprensa sobre a Operação Ararath, a ONG MORAL vem manifestar seu apoio à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Judiciário, esperando a continuidade das investigações e a punição dos culpados por tão graves fatos de desvio do dinheiro público em negociatas, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Conclama-se a população a ficar atenta, e se preciso for, voltar às ruas para exigir o aprofundamento das investigações, a celeridade nos processos para por fim à impunidade que reina em nosso estado há décadas.

A Ong Moral vai tomar posição e pedir providências sobre todos os casos denunciados, para tentar clarear para sociedade a verdade dos fatos. Para cada caso a entidade vai divulgar uma NOTA PÚBLICA, com objetivo didático de contribuir para que a população fique bem informada.

A QUESTÃO DO TRE-MT

Pelo que foi divulgado até agora na Operação em questão, um grave caso de corrupção pode ter ocorrido na Corte Eleitoral, que levou a manutenção do prefeito municipal de Sinop, que teria sido inocentado, após propina distribuída pelo governador do Estado. Vale lembrar que o Sr. Silval Barbosa também foi inocentado em um julgamento muito estranho no TRE-MT e responde outro processo que está para julgado em breve

Recentemente foi divulgado que a denúncia formulada contra o ex-membro do TRE-MT, André Pozetti, que teria recebido um veículo para livrar o prefeito de Brasnorte de cassação. Da denúncia feita pela Ong Moral ao Ministério Público Eleitoral, há meses, não se tem notícia. A que foi feita ao CNJ, foi por este remetida ao TSE, que por sua vez, repassou a TRE-MT, que instaurou um processo administrativo.

A Ong Moral requer esclarecimento de como se deu a distribuição do PAD ao juiz Samuel Dalia Júnior, suspeito de ligações com o denunciado no caso de Brasnorte, que também seria seu parceiro de rinha de galo.

O caso mais grave é o novo adiamento do julgamento do processo de cassação do deputado José Riva , conhecido como o “caso de Campo Verde”, que causou até a demissão de um diretor da Polícia Civil, que responde processo na Justiça Federal pelo seu envolvimento.

O processo se arrasta há mais de três anos. Estava na relatoria do então juiz Pozetti, que aceitou, para adiar o desfecho, todas as manobras, sobre a degravação das escutas telefônicas.

O processo passou para o juiz Blaszak. Temendo um julgamento célere e justo, a defesa de Riva buscou afastá-lo através de exceção de suspeição, relatada casuisticamente pelo juiz Francisco Mendes.

O próprio juiz Blaszak, depois de um ano de discussão na suspeição, decidiu se dar por suspeito para fazer andar o processo. O novo relator juiz Sebastião, teria deixado o processo pronto para julgamento, quando saiu, assumiu o juiz Agamenon. Este ficou meses sem movimentar o processo e aí o levou e o tirou da pauta no último dia 27, ninguém sabe por quê. Não sabe também por que está sob “segredo de Justiça”. A sociedade exige o imediato julgamento, sob pena de o parlamentar acusado concluir o mandado que conseguiu de forma ilícita, pela notória falta de vontade política do Tribunal Eleitoral, que mais uma vez se submeterá às chicanas de um corrupto.

Como poderemos começar outra eleição, sem punir os que corromperam a anterior?

Cuiabá, 02 de junho de 2.014.

ONG MORAL - Movimento Organizado pela Moralidade Pública

Fonte pagina do Enock


Visite a pagina do MCCE-MT