CASA DE HORRORES: Empresário Junior Mendonça, delator da Ararath, depõe na Delegacia Fazendária sobre venda de combustíveis à Assembleia Legislativa – há muito tempo submetida ao poder do deputado José Geraldo Riva (PSD). Delegado Rogers Elizandro Jarbas garante que “ao que tudo indica, existe uma ilegalidade MUITO GRANDE por trás dessas aquisições. Os indícios nos apontam que o quantitativo de combustíveis adquiridos de 2009 a 2013 pela Assembleia não corresponde aos veículos utilizados pela Casa Legislativa”
As investigações da Delegacia Fazendária avança em direção nova, em
relação ao Poder Legislativo, há anos submetido ao controle do deputado
estadual José Geraldo Riva (PSD): não se trata mais de desdobrar as
investigações da Operação Arca de Noé, conduzida pelo então procurador
da República Pedro Taques, que identificou a utilização de
empresas-fantasmas, pela Mesa Diretora, como elemento fundamental para a
produção do rombo que, segundo cálculos do Ministério Público, pode ter
superado a casa do meio bilhão de reais, no ínicio dos anos 2000.
Agora, o que se investiga são gastos mais recentes, com a compra
exagerada de combustíveis, o que demonstraria que a quadrilha
identificada e já levada às barras da Justiça por promotores de Justiça
como Célio Fúrio e Roberto Turin, teria continuado a atuar, de forma
incessante e ousada, até os dias atuais. Confira o noticiário. (Enock Cavalcanti)
NOVA INVESTIGAÇÃO
Delator da Ararath depõe sobre venda de combustíveis a AL
Júnior Mendonça esteve na sede da Defaz nesta quinta-feira
TVCA
A Delegacia Fazendária (Defaz), da Polícia Civil, colheu nesta
quinta-feira (17) depoimento do empresário Gércio Marcelino Mendonça
Júnior, o “Júnior Mendonça”, como parte das investigações iniciadas no
ano passado sobre supostas ilegalidades nos pregões realizados pela
Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para a compra de
combustíveis. Operador financeiro e principal delator do esquema
investigado na operação Ararath, da Polícia Federal (PF), Júnior
Mendonça compareceu à sede da Defaz na tarde desta quinta-feira também
como colaborador.
A empresa dele, a Amazônia Petróleo, era a vencedora dos pregões
lançados pela ALMT entre 2009 e 2013 para compra de combustíveis. O
empresário entrou e deixou a sede da Defaz sem falar com a imprensa.
Entretanto, o delegado Rogers Elizandro Jarbas esclareceu que, desde o
início das investigações, Júnior Mendonça tem colaborado e se colocado à
disposição para fornecer detalhes sobre a suspeita de esquema
envolvendo a aquisição de combustíveis. O delegado deixou claro que a
suspeito recai não exatamente sobre o valor das transações entre a ALMT e
a empresa de Júnior, mas sobre o volume de combustíveis fornecidos. “O
formato em que era feita essa aquisição está sob investigação. Ao que
tudo indica, existe uma ilegalidade muito grande por trás dessas
aquisições. Os indícios nos apontam que o quantitativo de combustíveis
adquiridos de 2009 a 2013 pela Assembleia Legislativa não corresponde
aos veículos utilizados pela Casa Legislativa. Não é uma questão de
preço, é uma questão da quantidade de litros de combustíveis adquiridos
em relação à frota”, resumiu o delegado.
Ele também enfatizou que o objeto da investigação da Defaz é distinto
do alvo da operação Ararath, um esquema de agiotagem, fraude e
transações financeiras ilegais que perdurou desde 2006 em Mato Grosso
tendo como principal articulador o próprio Júnior Mendonça, o qual teria
funcionado ao longo desses anos como um “banco clandestino” às ordens
do ex-secretário de estado Éder Moraes (PMDB) – preso desde o dia 20 de
maio no Distrito Federal – e em favor de diversos interesses nos três
poderes do estado. No último dia 3, Júnior Mendonça compareceu à sede da
Justiça Federal em Cuiabá para prestar depoimento na condição de
delator premiado sobre crimes financeiros e de lavagem de dinheiro
investigados na operação Ararath.
Fonte pagina do Enock
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