É importante que o eleitor não caia na velha história do ‘voto útil’
Ficha-suja, Google nele!
É importante que o eleitor não caia na velha história do ‘voto útil’
Por MARGARETH BOTELHO
As mudanças políticas, econômicas e sociais costumam ser exaustivamente lentas no Brasil.
Cercadas por artifícios postergatórios, fica a impressão de que não se pretende fazê-las funcionar.
Em 2014, a Lei da Ficha Limpa completa 4 anos e, pela primeira vez, terá plena efetividade em uma eleição onde serão escolhidos desde o futuro presidente da República como os governadores de estados, passando por senadores, deputados federais e estaduais.
Com o objetivo de vetar candidaturas de políticos que tenham sido condenados em processos criminais ou por improbidade administrativa, a legislação deu esperança à população brasileira de que seria possível sim colocar em prática princípios de uma legítima democracia.
Na verdade, até o momento o que se vê são muitos, ou quase todos, fichas-sujas garantindo que concorrerão ao pleito de outubro.
O Tribunal de Contas da União (TCU) foi o primeiro a divulgar uma lista com 6,6 mil políticos que podem (eu disse podem) ser impedidos de se candidatar.
Cercadas por artifícios postergatórios, fica a impressão de que não se pretende fazê-las funcionar.
Em 2014, a Lei da Ficha Limpa completa 4 anos e, pela primeira vez, terá plena efetividade em uma eleição onde serão escolhidos desde o futuro presidente da República como os governadores de estados, passando por senadores, deputados federais e estaduais.
Com o objetivo de vetar candidaturas de políticos que tenham sido condenados em processos criminais ou por improbidade administrativa, a legislação deu esperança à população brasileira de que seria possível sim colocar em prática princípios de uma legítima democracia.
Na verdade, até o momento o que se vê são muitos, ou quase todos, fichas-sujas garantindo que concorrerão ao pleito de outubro.
O Tribunal de Contas da União (TCU) foi o primeiro a divulgar uma lista com 6,6 mil políticos que podem (eu disse podem) ser impedidos de se candidatar.

"Na verdade, até o momento o que se vê são muitos, ou quase todos, fichas-sujas garantindo que concorrerão ao pleito de outubro"
Neste documento, Mato Grosso reúne 212 nomes de gestores que pisaram na bola. Provavelmente essas mesmas pessoas estarão engrossando as demais listas, como a dos tribunais de contas dos Estados. Isto sem falar nas relações das justiças Eleitoral e Comum (Criminal e Cível).
No imaginário popular com base nos critérios definidos pela Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade estaria automaticamente declarada.
Ledo engano. A legistação, como qualquer outra, possui ressalvas e só tira fora por 8 anos candidato que tenha tido o mandato cassado ou esteja condenado por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz).
Quer dizer, não se enquadra como ficha-suja quem ainda tem chance de recursos às instâncias superiores.
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) de Mato Grosso tenta barrar inicialmente 4 candidaturas. Considera o deputado estadual José Riva (PSD), candidato ao governo, o caso de maior gravidade.
Em representação, lembra que o político responde a mais de 100 processos, sendo 4 com condenações colegiadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Cita também a recente prisão de Riva durante a 5ª fase da Operação Ararath. O político nega todas as acusações e antecipa que haverá um longo embate jurídico.
Enquanto isso e com registro em mãos, vai tocando a campanha pelo comando do Palácio Paiaguás.
Por esta e outras que expõem a fragilidade da lei é que o eleitor deve utilizar recursos próprios para listar os fichas-sujas de 2014.
Além do senso crítico individual, que já é um grande filtro, vale recorrer a ditado popular, como aquele do ‘Onde há fumaça, há fogo’, navegações incansáveis pelo site Excelências da Transparência Brasil, ou simplesmente dê um ‘google neles!’ e vasculhe pela internet as ações e condutas do candidato pelo qual nutre simpatia.
E se você não puder colocar a mão no fogo por seu candidato, troque. Não caia na velha história do ‘voto útil’.
O discurso do ‘não desperdiçar voto’ pode ser endosso para se eleger um picareta. Nem nós e as próximas gerações merecemos tamanha maldição.
Deixar salvo-condutos aos políticos mentirosos e corruptos é ignorar o legado moral e ético herdado de nossos pais e afirmar aos nossos filhos e netos que os fins, de fato, justificam os meios.
MARGARETH BOTELHO é jornalista em Cuiabá .
mbotelho.jor@hotmail.com
Fonte Mídia News
https://www.facebook.com/antoniocavalcantefilho.cavalcante
Visite a pagina do MCCE-MT
www.mcce-mt.org

