quinta-feira, 8 de abril de 2010

Projeto "Ficha Limpa" é atropelado. O de Maluf anda

Por Julio César Cardoso

Esse é o Parlamento de enganadores, com algumas exceções, que permite em regime de urgência, em plenário da Câmara, a apreciação do projeto de mordaça ao Ministério Público, de autoria do indecoroso Paulo Maluf, mas nega o mesmo tratamento ao projeto "Ficha Limpa", de iniciativa popular. Que moral tem o PMDB, PT, PTB, PP E PR para representarem o povo brasileiro, se preferem o projeto de Paulo Maluf?


Os representantes desses partidos têm medo de quê? Ou estão todos com o rabo preso? Mas ainda há uma alternativa ao cidadão. Enquanto o PMDB, PT, PTB, PP e PR não votarem o projeto "Ficha Limpa", prevalecerá a recente decisão do TSE que passou a exigir certidão de conduta ilibada dos candidatos. Não é uma vergonha o Tribunal Eleitoral preencher a competência que seria do Legislativo? Mas o eleitor saberá responder nas urnas o desaforo desses partidos.

E o deputado José Genoíno (PT/SP) tem a cara-de-pau de vir dizer que o problema "Ficha Limpa ou "Ficha Suja" se resolve com o voto do eleitor. O voto do eleitor não absolve a vida pregressa do candidato ou político eleito. Quem tem de isentar corrupto é a Justiça brasileira, que lamentavelmente se mostra morosa para a sorte desses senhores.

Não se poderia esperar outra forma de conduta do deputado Genoíno contra a votação do projeto "Ficha Limpa", pois ele é aquele ex-presidente do PT/Caixa dois/mensalão, com pendência grave na Justiça.

Lamentavelmente, essas manobras políticas só contribuem para continuar conspurcando a imagem desgastada do Congresso Nacional e da política brasileira.

Num País sério, políticos como Jose Genoíno, João Paulo Cunha, Paulo Maluf e outros indecorosos já teriam sido cassados e banidos de vez da política nacional e presos.

Dinheiro da Nação é jogado no lixo com a manutenção de mandatos políticos de parlamentares "fichas sujas", travestidos de servidores públicos.

Fonte: Brasil Wiki
Leia mais:

OAB: adiamento do Ficha Limpa frustra milhões de brasileiros que exigem ética
Ophir Cavalcante protestou veementemente contra o adiamento do projeto Ficha Limpa

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, protestou veementemente contra o adiamento do projeto Ficha Limpa (PLP 518/09), que seria votado em plenário nesta quarta-feira (07) e foi devolvido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para novas emendas. Em entrevista na Câmara dos Deputados, onde se reuniu com o presidente da Casa, deputado Michel Temer - o qual prometeu que o projeto estará pronto para votação em plenário dia 02 de maio -, Ophir disse que o adiamento provoca um sentimento de frustração junto à sociedade brasileira. "É uma decisão que frustra mais de 1,5 milhão de brasileiros que esperavam, neste momento, construir um novo horizonte e exigem ética na política".


Mesmo lamentando a decisão do adiamento, Ophir destacou o empenho do presidente da Câmara dos Deputados para levar a matéria à votação e afirmou que a OAB e a sociedade organizada acreditam que a matéria será votada e aprovada pela Câmara em maio, seguindo para o Senado. "Vamos continuar lutando por essa grande proposta", afirmou. "A sociedade organizada e os partidos políticos que estão envolvidos nessa luta não vão permitir que o Ficha Limpa deixe de ser aprovado ainda este ano". O projeto barra as candidaturas daqueles que tenham condenações judiciais por um colegiado, e não por um único juiz, por crimes eleitorais e de improbidade administrativa.

"Vamos continuar essa luta e tenho esperança e otimismo quanto à vitória", prosseguiu o presidente nacional da OAB. Ele conclamou inclusive as pessoas e os movimentos engajados na mobilização pela aprovação do PLP 518 "para que façam com que o volume de assinaturas de apoio a ele torne-se ainda maior, passando das atuais 1,5 milhão para 3 milhões de assinaturas, mostrando que o povo brasileiro quer mudança, quer ética na política, pois é hora de construirmos um Brasil novo" .

Fonte: Aqui Acontece
 
Nota pública MCCE sobre adiamento da votação do Projeto Ficha Limpa

Foi com surpresa e decepção que o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) recebeu a notícia que, antes mesmo de ser levado a Plenário, o colégio de líderes, em sua maioria, decidiu encaminhar o substitutivo do PLP 518/09, Projeto Ficha Limpa, à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). Pelos sucessivos diálogos com parlamentares, a qualidade do texto e o tempo de discussão da proposta na Casa, entendemos que o projeto já está pronto para votação.

O Movimento defende que não há argumento concreto que justifique o adiamento desta votação. Do mesmo modo, tentativas de descaracterizar o projeto não serão aceitas, uma vez que o grupo de trabalho, criado pelo próprio presidente da Casa, com representantes de todos os partidos políticos, não só acatou as sugestões do MCCE, como aprimorou a proposta.

O maior questionamento do Movimento e da sociedade é quanto à necessidade de remeter o projeto à CCJ, o que nada mais seria do que uma forma de atrasar a votação da proposta. Ora se entre 23 de fevereiro e 17 de março, repetimos, um Grupo de Trabalho foi formado na casa com o único objetivo de elaborar um substitutivo que agregasse sugestões de todos os partidos, qual a razão para retroceder à CCJ?

Diante disso, o MCCE afirma a Campanha Ficha Limpa seguirá, com a mobilização da sociedade e a pressão popular para a votação do projeto. Se para alguns líderes partidários, 1,6 milhão de assinaturas, dizem pouco, para as entidades que compõem o MCCE, elas expressam que a luta por um cenário eleitoral brasileiro mais transparente não deve esmorecer, principalmente às vésperas de mais um pleito eleitoral.

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - MCCE

CNBB e MCCE lamentam adiamento da votação do Ficha Limpa

                                                           (Foto ilustrativa)


Raphael Leal

Canção Nova Notícias, DF

O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, lamentou nesta quarta-feira, 7, o adiamento da votação do Projeto Ficha Limpa e incentivou as pessoas a se mobilizarem para que o desejo do povo seja respeitado.

Nas próximas duas semanas, o texto do projeto deve passar por eventuais mudanças. As propostas foram encaminhadas para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem até o dia 29 para aprovar um parecer sobre as alterações.

Assista à reportagem aqui: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=276031

Fonte: Canção Nova