Vereador do PSD tentou de todas as formas adiar ou cancelar sessão extraordinária; social-democrata é acusado de vários crimes pelo Ministério Público
Hiper Notícias
PABLO RODRIGO
Com 20 votos a favor, 4 abstenções e uma ausência, o vereador João Emanuel (PSD) perdeu o mandato em sessão extraordinária nesta sexta-feira (25) por quebra de decoro parlamentar. O social-democrata é acusado pelo Ministério Público do Estado (MPE) em falsificação de documentos públicos, licitação fraudulenta, formação de quadrilha e grilagem de terras, entre outros crimes.
Com essa decisão, João Emanuel automaticamente vira ficha suja. Outra pena é a perda dos direitos políticos por 10 anos, que são os dois anos restantes do mandato e mais 8 previstos pela Lei Eleitoral. A defesa do ex-vereador vai recorrer no Tribunal de Justiça (TJ/MT) ou em outras instâncias, como STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou STF (Superior Tribunal Federal).
O processo de cassação de João Emanuel foi marcado por uma série de ações, algumas controversas, outras embasadas em decisões
judiciais e até ameaças de divulgação de vídeos em que vereadores
apareceriam recebendo propina do vereador cassado.
Em 28 de novembro de 2013, o Gaeco apresentou à imprensa vídeo em que o vereador negocia pagamento de R$ 500 mil para uma empresária. Emanuel fez isso porque corria risco de ser denunciado por se apossar ilegalmente das áreas dessa empresária.
Em 28 de novembro de 2013, o Gaeco apresentou à imprensa vídeo em que o vereador negocia pagamento de R$ 500 mil para uma empresária. Emanuel fez isso porque corria risco de ser denunciado por se apossar ilegalmente das áreas dessa empresária.
Na gravação, Emanuel
se propõe em pagar os valores dos terrenos com dinheiro desviado da
Câmara de Vereadores. Os lotes da empresária foram entregues para dono
de factoring, onde o social-democrata havia emprestado R$ 500 mil para
fundo de campanha à Assembleia Legislativa.
Essa gravação originou a operação Aprendiz, desencadeada pelo Gaeco, o setor investigativo do Ministério Público. Emanuel chegou a ser preso por obstruir investigações.
Essa gravação originou a operação Aprendiz, desencadeada pelo Gaeco, o setor investigativo do Ministério Público. Emanuel chegou a ser preso por obstruir investigações.
Fonte Hiper Notícias
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Câmara de Cuiabá
Em 5 anos, 3 vereadores por Cuiabá foram cassados por quebrar decoro
Em cinco anos, 3 vereadores por Cuiabá foram cassados. João Emanuel (PSD) é o terceiro a perder o mandato no Legislativo cuiabano. A cassação ocorreu nesta sexta (25), após 20 parlamentares votarem a favor. Outros 4 optaram pela abstenção, sendo Marcrean Santos (PRTB), Lueci Ramos, Maurélio Ribeiro (ambos do PSDB) e Chico 2000 (PR). Ainda foi registrada a ausência do próprio social-democrata.
O primeiro a deixar a Câmara foi Ralf Leite (sem partido), em agosto de 2009, por 16 votos. O segundo foi Lutero Ponce (PMDB), em novembro do mesmo ano, com 14 votos a favor da cassação. A perda de mandato de João Emanuel ocorreu em tempo recorde, tendo em vista que a sessão durou apenas 3h30. As sessões que culminaram nas cassações de Ralf e Lutero duraram 6h e 8h, respectivamente.
A tendência dos parlamentares cassados é cair no esquecimento, uma vez que devido à saída vergonhosa do cenário político, muitos procuram seguir a vida no anonimato, seja cuidando dos negócios da família ou mudando totalmente de ramo profissional. Em 2012, Ralf conseguiu reverter a decisão por meio de liminar obtida no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e retornou ao Legislativo quase 3 anos após a cassação. Lutero, por sua vez, está afastado desde a perda do mandato e hoje trabalha como empresário.
Ralf foi cassado por quebra de decoro parlamentar por envolvimento com um travesti menor de idade e por tentativa de suborno de policiais militares. Apesar disso, em julho de 2012 o ex-vereador retoma as atividades na Câmara e ainda buscou receber cerca de R$ 340 mil referentes aos salários retroativos ao período em que esteve cassado. Todavia, não concorreu à reeleição.
Em 5 anos, 3 vereadores por Cuiabá foram cassados por quebrar decoro
João Emanuel, Ralf Leite e Lutero Ponce perderam os mandatos na Câmara
RD News
Camila Cervantes
Em cinco anos, 3 vereadores por Cuiabá foram cassados. João Emanuel (PSD) é o terceiro a perder o mandato no Legislativo cuiabano. A cassação ocorreu nesta sexta (25), após 20 parlamentares votarem a favor. Outros 4 optaram pela abstenção, sendo Marcrean Santos (PRTB), Lueci Ramos, Maurélio Ribeiro (ambos do PSDB) e Chico 2000 (PR). Ainda foi registrada a ausência do próprio social-democrata.
O primeiro a deixar a Câmara foi Ralf Leite (sem partido), em agosto de 2009, por 16 votos. O segundo foi Lutero Ponce (PMDB), em novembro do mesmo ano, com 14 votos a favor da cassação. A perda de mandato de João Emanuel ocorreu em tempo recorde, tendo em vista que a sessão durou apenas 3h30. As sessões que culminaram nas cassações de Ralf e Lutero duraram 6h e 8h, respectivamente.
A tendência dos parlamentares cassados é cair no esquecimento, uma vez que devido à saída vergonhosa do cenário político, muitos procuram seguir a vida no anonimato, seja cuidando dos negócios da família ou mudando totalmente de ramo profissional. Em 2012, Ralf conseguiu reverter a decisão por meio de liminar obtida no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e retornou ao Legislativo quase 3 anos após a cassação. Lutero, por sua vez, está afastado desde a perda do mandato e hoje trabalha como empresário.
Ralf foi cassado por quebra de decoro parlamentar por envolvimento com um travesti menor de idade e por tentativa de suborno de policiais militares. Apesar disso, em julho de 2012 o ex-vereador retoma as atividades na Câmara e ainda buscou receber cerca de R$ 340 mil referentes aos salários retroativos ao período em que esteve cassado. Todavia, não concorreu à reeleição.
Lutero também foi cassado por quebra de decoro
parlamentar, improbidade administrativa e corrupção, acusado de causar
rombo de R$ 7 milhões ao erário. Em março deste ano, houve audiência do
julgamento do ex-parlamentar. Na ocasião, disse que foi injustiçado e
que não quer mais saber de política. Atribui ainda o fato da cassação à
perseguição sofrida pelo então presidente da Câmara, Deucimar Silva
(PP).
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Escândalos na Câmara de Cuiabá "contaminam" 4 ex- presidentes
afastamento do presidente da Câmara de Cuiabá João Emanuel (PSD), que foi destituído pelos 16 vereadores da base governista acusado de prevaricação e retornou ao cargo no último dia 13 por força de liminar, é apenas mais um dos sucessivos escândalos que arranham a imagem do Legislativo cuiabano. Além do social-democrata, todos os ex-presidentes protagonizaram fatos que contribuíram para que a pecha de “Casa dos Horrores” estigmatizasse a instituição.
O antecessor Júlio Pinheiro (PTB), embora não tenha enfrentado acusações de corrupção, protagonizou um escândalo de ordem pessoal. Em abril do ano passado, o petebista foi detido pela PM após ameaçar agredir a esposa com um garfo de churrasco. Embriagado, o petebista também teria jogado pedras contra as vidraças da residência, além de danificar móveis e utensílios domésticos.
Já o ex-presidente Deucimar Silva (PP) responde processo por improbidade administrativa e teve os bens bloqueados pela Justiça em até R$ 3,4 milhões. O progressista, que durante o mandato à frente do Legislativo foi alvo de CP, é acusado de ter superfaturado em R$ 2,9 milhões a reforma do telhado do prédio da Câmara. Além dele, outras três pessoas e a Alos Construtora, que executou o projeto, respondem a processo no Judiciário.
Antes de Deucimar, a Câmara de Cuiabá foi presidida por Lutero Ponce (PMDB), que acabou sendo cassado por improbidade administrativa e deixou a vida pública. Entre as falhas cometidas pelo peemedebista estão compra excessiva de alimentos para o café da manhã dos parlamentares, aquisições de materiais sem licitação e contratação de empresas fantasmas. A investigação da Delegacia de Polícia Fazendária (Defaz) apontou rombo de pelo menos R$ 7,4 milhões. Para piorar sua situação, o TCE ainda determinou que o ex-presidente devolvesse ao erário R$ 2 milhões.
Outra ex-presidente da Câmara que se notabilizou pelos escândalos de corrupção foi Chica Nunes (ex-PSDB, hoje no DEM). Indiciada pela Defaz por formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, falsificação de documento público e coação de testemunha, ela é acusada de ter desviado pelo menos R$ 6,6 milhões. A situação embaraçosa enfrentada pela ex-parlamentar é resultado de denúncias feitas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a partir da constatação de compras inusitadas por parte do Legislativo, como aquisição de 2,4 mil litros de refrigerante, 228 litros de leite, entre outros. Condenada em primeira instância, Chica chegou a ter a prisão decretada pela Justiça, mas escapou de ir para o xilindró, por estar exercendo mandato na Assembleia.
Fonte Rd News
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Escândalos na Câmara de Cuiabá "contaminam" 4 ex- presidentes
afastamento do presidente da Câmara de Cuiabá João Emanuel (PSD), que foi destituído pelos 16 vereadores da base governista acusado de prevaricação e retornou ao cargo no último dia 13 por força de liminar, é apenas mais um dos sucessivos escândalos que arranham a imagem do Legislativo cuiabano. Além do social-democrata, todos os ex-presidentes protagonizaram fatos que contribuíram para que a pecha de “Casa dos Horrores” estigmatizasse a instituição.
O antecessor Júlio Pinheiro (PTB), embora não tenha enfrentado acusações de corrupção, protagonizou um escândalo de ordem pessoal. Em abril do ano passado, o petebista foi detido pela PM após ameaçar agredir a esposa com um garfo de churrasco. Embriagado, o petebista também teria jogado pedras contra as vidraças da residência, além de danificar móveis e utensílios domésticos.
Já o ex-presidente Deucimar Silva (PP) responde processo por improbidade administrativa e teve os bens bloqueados pela Justiça em até R$ 3,4 milhões. O progressista, que durante o mandato à frente do Legislativo foi alvo de CP, é acusado de ter superfaturado em R$ 2,9 milhões a reforma do telhado do prédio da Câmara. Além dele, outras três pessoas e a Alos Construtora, que executou o projeto, respondem a processo no Judiciário.
Antes de Deucimar, a Câmara de Cuiabá foi presidida por Lutero Ponce (PMDB), que acabou sendo cassado por improbidade administrativa e deixou a vida pública. Entre as falhas cometidas pelo peemedebista estão compra excessiva de alimentos para o café da manhã dos parlamentares, aquisições de materiais sem licitação e contratação de empresas fantasmas. A investigação da Delegacia de Polícia Fazendária (Defaz) apontou rombo de pelo menos R$ 7,4 milhões. Para piorar sua situação, o TCE ainda determinou que o ex-presidente devolvesse ao erário R$ 2 milhões.
Outra ex-presidente da Câmara que se notabilizou pelos escândalos de corrupção foi Chica Nunes (ex-PSDB, hoje no DEM). Indiciada pela Defaz por formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, falsificação de documento público e coação de testemunha, ela é acusada de ter desviado pelo menos R$ 6,6 milhões. A situação embaraçosa enfrentada pela ex-parlamentar é resultado de denúncias feitas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a partir da constatação de compras inusitadas por parte do Legislativo, como aquisição de 2,4 mil litros de refrigerante, 228 litros de leite, entre outros. Condenada em primeira instância, Chica chegou a ter a prisão decretada pela Justiça, mas escapou de ir para o xilindró, por estar exercendo mandato na Assembleia.
Fonte Rd News
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