quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ERROS RECORRENTES DOS INSTITUTOS DE PESQUISA PODEM SE REPETIR NESTE ANO


Pesquisas eleitorais nunca foram confiáveis no Brasil. Não são poucas as denúncias de candidatos que foram procurados por institutos de pesquisa, com a oferta de "fabricar" números favoráveis às suas candidaturas. 






Pesquisas eleitorais nunca foram confiáveis no Brasil. Não são poucas as denúncias de candidatos que foram procurados por institutos de pesquisa, com a oferta de "fabricar" números favoráveis às suas candidaturas. Em 2012, por exemplo, uma dessas organizações patrocinou as maiores aberrações eleitorais, apresentando números de boca de urna que foram sumariamente desmentidos pelo eleitor. E a meca da manipulação dessas pesquisas é o estado de São Paulo.

Em Campinas, por exemplo, não haveria nem segundo turno para prefeito em 2012. Em parceria com os meios de comunicação local, a eleição do candidato do PSB, Jonas Donizette, era considerada favas contadas. Só que não. Veio o segundo turno, e o candidato do PT, Márcio Pochmann, mordeu o calcanhar do favorito até o encerramento da votação.

Agora, em 2016, os institutos de pesquisa voltam com força total em Campinas. A população, atordoada, não faz a menor ideia de onde essas empresas tiram números fantasiosos, que apontam Jonas Donizette como líder isolado na corrida eleitoral do município. Dono de um dos mais altos índices de rejeição, e considerado pela população um prefeito fraco, que esconde o fracasso de sua administração na crise econômica, o representante do PSB corre o risco de sequer ser o mais votado no primeiro turno.

Pelo menos é o que revela um estudo independente, organizado por entidades civis que repudiam a manipulação eleitoral que está em curso na cidade. Os números, eles guardam a sete chaves. Mas se forem confirmados na apuração das urnas, eles ingressarão imediatamente com uma ação na Justiça, pedindo que nenhuma pesquisa seja divulgada no segundo turno, por suspeição de contaminação eleitoral na metodologia aplicada pelos institutos de pesquisas.

O segundo turno, em Campinas, é dado como líquido e certo. Talvez seja por isso que, na reta final da campanha, o atual prefeito, e candidato à reeleição, tenha abandonado o tom murmúrio e lamento que pautou sua propaganda, avançando agora para o lado da baixaria, para derrubar seu principal adversário, o ex-prefeito Dr. Hélio, do PDT.

Fonte  Brasil 247


PÁTRIA AMADA BRASIL!


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terça-feira, 27 de setembro de 2016

DECLARAÇÃO DE VOTO


Como poderia votar naqueles que direto ou indiretamente atentaram contra o Estado Democrático de Direito, contra os interesses nacionais e contra os direitos dos trabalhadores? Quem contribuiu com o roubo de mais de 54 milhões de votos da presidente Dilma não merece o meu voto. Se não respeitam a democracia não devem participar da vida pública. Enfim, não voto em golpistas! 





Por Antonio Cavalcante Filho 



Há poucos dias da eleição em primeiro turno, nossa jovem democracia, tão violentada por partidos políticos, por setores golpistas e por uma campanha “xoxa”, movimentada por marqueteiros que recebem quantias milionárias (vindas de onde, ninguém sabe) se percebe um desinteresse incomum dos eleitores. Verificamos uma guerra de números de suposta preferência eleitoral, veiculadas por pesquisas contratadas por pessoas diferentes e que são idênticas, mas pagas por valores díspares, mesmo que seja o mesmo serviço e o mesmo instituto.

Pesquisa eleitoral é tema que deveria se ocupar a Justiça Eleitoral. Mas, diante desse quadro de indecisão e desmotivação do nosso eleitorado, me inclino a fazer uma declaração de voto baseada em tudo o que foi motivo de debate até agora, percebendo os desejos e necessidade de nossas cidades.

Primeiramente declaro em quem não voto. 

Não terá o meu voto o politiqueiro que faz da representação política uma carreira, uma profissão, que após alguns mandatos, mesmo ainda jovens se acham no direito de se aposentarem com salários exorbitantes. O politicoíde carreirista profissional é sempre um fisiológico. O sujeito já foi secretário, vereador, deputado estadual, deputado federal, prefeito, enfim, o politicalhão, após se candidatar a quase tudo, ainda faz da política uma artimanhazinha mesquinha de se auto locupletar. Estes, mesmo depois de velhos e já doentes, querem sempre mais poder. Por vontade própria, jamais largarão o “osso”.

Também não votarei nos candidatos que fazem campanhas milionárias contratando verdadeiros exércitos de cabos eleitorais, marqueteiros caríssimos e frotas de carros adesivados. Não voto nos porcolíticos que poluem a cidade com placas, cavaletes e inundam as ruas com os seus cartazes e “santinhos”. Não voto nos mentirosos e desonestos que se aproveitam das pessoas mais simples, que iludem os alienados, os analfabetos políticos e ainda, por cima, compram votos de pobres eleitores sem consciência crítica. Não voto de jeito nenhum em candidatos que se conluiem com mercenários, oportunistas e picaretas, formando com esses, o círculo vicioso da delinquência eleitoral. Esse tipo são os mais perigosos pois, se eleitos, farão grandes estragos no erário público.

Não voto também em nenhum candidato de qualquer partido ou coligação que apoia a conspiração midiático-parlamentar-judicial a qual os coxinhas e nazi-doidos apelidaram de impeachment, mas que na realidade foi um golpe contra a democracia. Como poderia votar naqueles que direto ou indiretamente atentaram contra o Estado Democrático de Direito, contra os interesses nacionais e contra os direitos dos trabalhadores? Quem contribuiu com o roubo de mais de 54 milhões de votos da presidente Dilma não merece o meu voto. Se não respeitam a democracia não devem participar da vida pública. Enfim, não voto em golpistas!

Mas terá o meu voto candidato que argumentar que os vereadores recebem vencimentos irreais, que destoam da maioria dos servidores públicos e de toda a sociedade pagadora de impostos. Não é crível que um vereador receba remuneração maior que a de um professor, que ensina nossas crianças, e o tipo de profissional que é a base da capacitação de todos os outros. Quem é que não é grato a um professor ou professora pelos ensinamentos que marcam para a vida toda?

Ora, o vereador ou vereadora preocupado de fato com a cidade que pretende servir, deve renunciar ao salário ou, na pior das hipóteses, aprovar lei que coloque sua remuneração em paridade com a dos professores. Não se admite que a despesa com a câmara municipal ultrapasse a 1% da receita tributária.

Mordomia, nem pensar.

Pelo fim dos jetons, verbas remuneratórias, auxílio-creche, auxilio-saúde, celular ilimitado e carros luxuosos com motoristas. Vivemos um mundo em que “suas excelências” consomem demais, produzem de menos, e uma das causas pode ser a “vida nababesca”, que atrai aproveitadores, que gastam rios de dinheiro para se eleger, e o processo eleitoral acaba deixando de fora aquelas pessoas vocacionadas, com verdadeiro interesse de servir as comunidades (com ou sem recebimento de salários pela delegação política que o povo lhe confiou).

Posso dizer que voto naquele ou naquela que me garantir que os serviços públicos que são competência dos municípios, como transporte, saúde e educação, de fato serão prestados com qualidade e a custo zero, se for o caso.

Cito o município de Maricá (Rio de Janeiro), que instituiu o transporte público municipal 100% gratuito, conforme prevê o artigo 30, inciso V da Constituição Federal.

Sabemos que os grandes insumos que encarecem o transporte público são os combustíveis e a manutenção dos veículos, salários dos motoristas e cobradores incluídos. Ora, contando com a imunidade recíproca, em que um ente federado (município) não deve pagar tributo ao outro (União ou Estado), é claro que a aquisição de veículos será bem menos onerosa do que é ao particular, os combustíveis ficarão bem mais barato, e em relação ao custo com salários, isso cai pela metade, afinal não haverá despesa com cobradores de passagem.

No caso de Cuiabá outro problema tem a ver com o trânsito: os radares. A mim é impensável que apenas a “indústria da multa” possa resolver um problema que é grave: a violência no trânsito; mas a solução pensada pela prefeitura acaba por criar mais incômodos para a população. Que tal instalar redutores sonoros de velocidade, ao invés das máquinas “arrecadadores de multa”, que são os radares eletrônicos?

Sabendo-se que grande parte dos acidentes vitimam motociclistas, com custo de internação nos hospitais, não seria o caso de discutir essa situação em especial, e não penalizar a todos os demais proprietários de veículos?

Por fim, e não menos importante: ganha meu voto aquele candidato ou candidata que se propor a realizar uma auditoria nas contas da Prefeitura de Cuiabá, porque acredito ser impossível ter uma dívida tão alta quando não existe obra que justifique essa despesa anterior.

Talvez uma auditoria possa esclarecer o boato de que a Sanecap, que foi “doada” a um particular com direito a explorar o povo cuiabano eternamente e prestar maus serviços, tinha em seus quadros algumas servidoras contratadas. E a função delas era servir aos diretores daquela empresa, e não ao povo; e os “serviços” nada a tinha a ver com a finalidade pública, seriam aquelas meras acompanhantes de políticos.

Assumindo essas pautas, o futuro gestor merece ser votado!

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News


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A operação de Temer e a evanescência da esquerda


O fato é que as esquerdas conseguem mobilizar apenas militantes. São inapetentes em propor algo que aglutine, ao menos uma parte, da imensa maioria social que rejeita o governo. Nas eleições municipais preferiram alimentar a velha síndrome de Caim do que unir-se para enfrentar o avanço do conservadorismo. 



GGN

por Aldo Fornazieri

Mesmo antes que se completasse um mês de duração do governo ilegítimo de Michel Temer o mundo aventureiro e irresponsável das elites e de seus consultores chegou à conclusão desalentadora de que nenhuma das reformas almejadas pelo conglomerado golpista será realizada. Os movimentos protelatórios começaram ainda na época da interinidade: prometia-se o céu com a aprovação definitiva do impeachment. Consumado o golpe, as injunções da conjuntura jogaram as promessas de propostas para depois das eleições. Avizinhando-se a data das eleições, agora as coisas estão ficando para 2017, 2018 e para 2019. Ou seja: para o futuro governo. A única reforma efetivamente encaminhada, a do Ensino Médio, se revelou coisa de governo autoritário no método e desastrosa no conteúdo.

Impopular, ilegítimo, com uma série de citações, junto com seus pares, nas delações da Lava Jato, Temer não mostrou ser o político habilidoso de que se cantava em prosa e verso. Parte do seu ministério inicial caiu sob o golpe de denúncias. O ministério atual prima pelas declarações desastrosas, pelos desmentidos subsequentes, pela irrelevância de muitos ministros, pelas pessoas inadequadas em pastas altamente sensíveis para a sociedade. A parte da sociedade que foi contra o afastamento de Dilma hostiliza abertamente o atual governo. E quem era contra a Dilma, também não o quer. Como já se afirmou em outro artigo, é um governo que será abandonado paulatinamente porque dele não emerge nenhuma perspectiva de poder futuro. Os aliados de ocasião e de oportunismo, o deixarão pelo caminho.

Mas o processo do golpe criou uma degradação muito mais grave no mundo da política brasiliense: o fim das fidelidades, a propensão para as traições, o esgueirar-se nas sombras das desconfianças. Convêm lembrar que partidos e políticos que estavam no governo Dilma até às vésperas do fatídico dia 17 de abril, abandonaram o barco para votar pela abertura do processo de impeachment. Recentemente, os pelotões combativos de Eduardo Cunha o abandonaram no meio do nada, estimulados pelo próprio governo que o ex-presidente da Câmara ajudou a esculpir. Nada de digno, honroso e grandioso se construirá com uma política orientada por esses valores. O mundo da política brasiliense tem a mesma tez moral do mundo do juiz Moro: a traição como forma de se manter no poder ou de se livrar da cadeia. É uma moral muito mal-cheirosa.

Com essas circunstâncias, o governo Temer não tem condições morais e políticas de exigir sacrifícios da sociedade e dos trabalhadores. Consequentemente, não tem condições de cobrar fidelidade dos aliados. Por que os aliados no Congresso sacrificariam seus interesses eleitorais por um governo inviável? Ainda mais se levando em conta que esse governo emergiu como expressão da infidelidade e da traição.

Dado este cenário de desalentos, parte da elite já pensa em operar Temer do poder. Ou seja: afastá-lo. O caminho mais fácil seria via a ação movida pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral contra a chapa Dilma-Temer. O fracasso do governo Temer seria altamente problemático para as forças que o colocaram no poder quando se olha para 2018. As desculpas de que as mazelas foram provocadas pelo governo Dilma não se sustentam. Ocorre que tiraram a Dilma em nome da salvação do país. Além da inviabilidade das reformas e do próprio governo, alguns setores das elites se preocupam com a possibilidade do recrudescimento da radicalização política após as eleições.

Assim, no rastro da ideia de operar Temer a frio, por um tribunal, sem embate político, no início de 2017, surgem especulações acerca de nomes que poderiam ser eleitos indiretamente pelo Congresso, por força da Constituição. Os dois nomes mais citados são os de Henrique Meirelles e Nelson Jobim, ambos com bom trânsito no PMDB, no PSDB e no PT. Poderia surgir a ideia de um governo de transição, com um pacto predefinido em torno de pontos programáticos para chegar até 2018.  Já que o governo Temer não é paz, uma das tarefas do governo de transição seria apaziguar o país. Nenhuma reforma que provocasse grandes tensões seria votada. A principal tarefa desse governo consistiria em assegurar um mínimo de governabilidade e paz e aplainar o terreno para que em 2018 houvesse uma eleição tranquila. Esse governo se colocaria à margem daquela disputa. Mesmo assim, se esta saída se viabilizar, não deixaria de ser um pacto das elites, uma “transição transada”.

A evanescência da esquerda

Em que pese a rejeição popular ao governo Temer e o potencial de luta de jovens, mulheres e alguns movimentos sociais, a exemplo do MTST, a esquerda organizada continua vivendo em um estado fugaz, de tibieza, de instabilidade, entre o lusco fusco do existir e do dissolver. Mesmo no alto da sua arrogância, parece não saber o que quer. Alimenta medo até mesmo do “Fora Temer e Diretas Já”. Não há centralidade de lutas, plataformas unificadoras, unidade de ação. Convoca-se uma greve geral que não é greve geral. Os atos de rua convocados pelas frentes primam pela confusão. Os “exércitos do Stédile” não têm generais. As “trincheiras” do presidente da CUT não têm soldados.

O fato é que as esquerdas conseguem mobilizar apenas militantes. São inapetentes em propor algo que aglutine, ao menos uma parte, da imensa maioria social que rejeita o governo. Não conseguem propor um movimento de desempregados ou um movimento pelo emprego. Nas eleições municipais preferiram alimentar a velha síndrome de Caim do que unir-se para enfrentar o avanço do conservadorismo. Podem ficar de fora do segundo turno em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte, para citar quatro casos emblemáticos. Se não houver uma reviravolta na reta final da campanha, sairão massacradas das eleições.

O PT, imperturbável na sua desgraça, se alimenta de uma grande ilusão em relação a 2018: acredita que será herdeiro automático do fracasso do governo Temer. Na verdade, o jogo será bem diverso e as eleições municipais já indiciam o caminho. No rastro do colapso do sistema partidário, o eleitor se refugia nos indivíduos. Busca candidatos de perfil pragmático, antipolítico e moralista. O futuro a estes pertence. É por isto que João Doria, Russomando, Crivella, João Leite se destacam nas eleições. Por pragmático e pouco afeito as querelas partidárias, o governador Alckmin poderá ter sua vez em 2018. Mas algo pior poderá acontecer: a viabilização de um candidato truculento como Bolsonaro ou o surgimento de uma espécie de moralizador a la Deltan Dallagnol ou juiz Moro. Para os próximos longos anos, o futuro do Brasil tende a ser dominado por políticos desse perfil, já que o sistema partidário se deixou destruir e se autodestruiu. Não há nenhuma certeza de que a dignidade da política será resgatada nos anos vindouros.

Aldo Fornazieri – Professor de Filosofia Política.

Fonte GGN


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domingo, 25 de setembro de 2016

O golpe das corporações


Essa operação, disfarçada de combate à corrupção, propiciou a assunção de um governo contra o povo: em consórcio com a mídia, a lava-jato pautou, nos últimos meses, a política institucional, principalmente no Congresso, através das manchetes seletivas produzidas todos os finais de semana (pelo núcleo jurídico). Objetivo: desestabilizar o governo que já enfrentava dura crise econômica e apear Dilma do poder a qualquer custo. 



Infelizmente, parte da inteligência colonizada brasileira não é capaz de perceber que as teorias que têm como fulcro a democracia procedimental não dão conta de explicar certos fenômenos. Por isso, vemos, extasiados, expoentes das ciências sociais afirmarem que não houve golpe “porque as instituições estão funcionando”. Que beleza!

Como já tratamos em outros posts, a coalizão política do golpe é liderada pelos caciques do PMDB e do PSDB. Não sei se nessa ordem. Aliás, na mídia, em 23/09, vimos a seguinte manchete: “PSDB é mais fiel ao governo Temer que PMDB”. Por enquanto, o desmonte das políticas públicas e sociais agrada os neoliberais tucanos, ávidos pelo poder em 2018. Vamos ver até quando esses (ajuntamentos de) interesseiros comerão na mesma panela.

Temos também o núcleo empresarial, encabeçado pela turma do pato amarelo e seus conglomerados associados.

Porém, há outros grupos que têm interesse num estado voltado à manutenção de privilégios de classe e de corporações: amplos segmentos policiais e do campo jurídico. Se voltarmos no tempo, encontraremos esses mesmos segmentos presentes nos bastidores dos golpes da proclamação da república e da ditadura civil-militar.

Já tratamos também dessa coalizão. Mas, é preciso que analisemos, mesmo que sucintamente, uma complexa engenharia política que engendra enredos jurídicos e institucionais, com o objetivo de reposicionar, contra a democracia, certas corporações estratégicas ao estado de direito.

Denominemos de campo jurídico-institucional. Os líderes dessa coalizão antidemocrática, antinacional e antipopular são Rodrigo Janot (e segmentos do Ministério Público Federal), delegados da Polícia Federal (com o apoio de milhares de policiais militares e civis país afora), Sérgio Moro (e outros parceiros do Tribunal Regional Federal 4, além dos convictos procuradores ligados à 13ª Vara Federal de Curitiba) e o ministro Gilmar Mendes (o PSDB no Supremo).

Esse grupo é alavancado, apoiado e protegido seletivamente pela mídia: umbilicalmente comprometida com o capital especulativo e rentista e com os segmentos historicamente mais atrasados da nossa sociedade.

A mídia é um outro núcleo da ampla coalizão golpista. O jornalismo, transformado em tribunal inquisitorial (porque condena antes da pronúncia da justiça, ao arrepio da Constituição), produz manchetes bombásticas sobre o que é seletiva e propositadamente escolhido pelo núcleo jurídico. 

Quando, eventualmente, ficam evidentes as denúncias messiânicas, como a performance de Dallagnol, por exemplo, a mídia trata da questão como um mero erro “técnico”.

Para incriminar a esquerda e os movimentos sociais, manchetes bombásticas. Afinal, as eleições serão daqui a alguns dias. Para inocentar a direita, meros erros jurídicos.

Ademais, a grande imprensa esconde propositadamente a justiça de exceção: por exemplo, o TRF4 decidiu, nesta quinta-feira (22/9) que a operação "lava jato" não precisa seguir as regras dos processos comuns. Em outras palavras, às favas o estado de direito: a República de Curitiba está acima da lei.

Não esqueçamos: a lava-jato é uma operação judicial-policial cuja estrela-guia foi treinada nos Estados Unidos e cujo objetivo único, nos últimos tempos, é destruir um símbolo popular e, com isso, pretende-se, acabar de vez com os sonhos “de uma gente que ri, quando deve chorar e não vive, apenas aguenta”.

Essa operação, disfarçada de combate à corrupção, propiciou a assunção de um governo contra o povo: em consórcio com a mídia, a lava-jato pautou, nos últimos meses, a política institucional, principalmente no Congresso, através das manchetes seletivas produzidas todos os finais de semana (pelo núcleo jurídico). Objetivo: desestabilizar o governo que já enfrentava dura crise econômica e apear Dilma do poder a qualquer custo.

Mesmo que os analistas políticos tradicionais não queiram perceber, é evidente que os interesses (ideias/crenças) desses atores políticos articulados numa ampla coalizão de direita perverteram as regras procedimentais da democracia formal e manipularam as instituições republicanas para armar esse golpe, travestido de impeachment.

Enquanto um segmento da justiça parece tão proativo a ponto de suplantar a própria legalidade, observamos o sistema de justiça mais amplo leniente, omisso e cheio de vícios quando se trata de crimes praticados pelas elites tradicionais.

É que, no fundo, a justiça opera, também, para que os seus interesses corporativos prevaleçam sobre os interesses públicos e populares. As negociações para o aumento do Judiciário nos momentos mais nevrálgicos da crise política explicitaram essa faceta do golpe.

Já o núcleo policial, aqui inclusas as forças armadas, atua nos bastidores. Nas propostas de reformas (regressivas e inconstitucionais ) do governo de plantão, nem uma linha acerca de privilégios (trabalhistas, funcionais e previdenciários) desse segmento.

Enquanto isso, as ninfas do Supremo continuam a assistir tudo em berço esplêndido. Um estagiário de direito me perguntou: para que um tribunal constitucional numa terra sem lei? Alguém se habita a responder?

Enquanto os torquemadas acima-da-lei perseguem uns, inclusive em hospitais (contingência que era respeitada até pela ditadura), nada (nem na mídia, nem nos tribunais, nem nas operações policiais) acerca das delações contra políticos do PSDB; não se sabe o endereço do banido da Câmara e sua esposa; não se fala mais de Daniel Dantas, do Banestado, dos sonegadores do CARF, dos titulares das contas secretas do HSBC na Suíça, da lista de Furnas, etc., etc., etc. E todos dormem na mais tranquila paz. Uma paz dos cemitérios.

Na sociedade civil, parte da classe média tradicional, outro núcleo do golpe, (entre os quais, os batedores de panelas), vomita ódio nas redes sociais e caminha em uníssono com seus negócios cujo único objetivo é eliminar os interesses dos pobres e dos segmentos socialmente vulneráveis. E há quem defenda, inclusive, eliminar os pobres.

E assim, os dias vão se passando em Pindorama: jogo jogado no congresso, na mídia e nos tribunais.

E viva o combate à corrupção! Sem panelas.

Fonte Brasil 247
  


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sábado, 24 de setembro de 2016

Como “quebrar” um país em dois anos


Não demora muito e estaremos entregando nossas riquezas de “mão beijada”, abrindo mão da soberania e de efetuar investimentos em escola e educação, para dar dinheiro aos muito-ricos. Aliás os Golpistas já decidiram: gastança com juros para bancos são ilimitadas, mas estão congelados os investimentos em hospitais e escolas pelos próximos anos.
 




Por Vilson Nery


A lição que os golpistas brasileiros dão ao mundo é de que é muito fácil desestabilizar um país enorme como o nosso, entregar com facilidade as riquezas aos rentistas do primeiro mundo (deixando os muito-ricos ainda absurdamente mais-ricos), e acabar com a Democracia com poucos (e bem planejados) movimentos.

Como se sabe houve a formação de um consórcio entre alguns partidos políticos derrotados nas eleições de 2014: PSDB, DEM e PPS à frente, que se uniu à uma parte medrosa do judiciário e com algumas estruturas herdadas da ditadura militar, polícia federal e alguns procuradores da república juntos, para conspirarem contra o país.

O nosso PIB (Produto Interno Bruto), as riquezas somadas do país, era de U$ 462 bilhões de dólares em 1990; subiu para U$ 644,7 bilhões de dólares em 2000; saltou para U$ 2,477 trilhões dólares em 1990. Sim eu escrevi trilhões de dólares, ou seja: o Brasil ficara 400% mais rico em dez anos, e em 2013 o PIB do nosso país estava em U$ 2,246 trilhões de dólares.

Isso significa que estávamos em 2013 lado a lado com a Índia e o Reino Unido, que agrega Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, formando o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

O país esteve em ascendência nos últimos anos.

Em 2014 houve a decisão política de tocar o Golpe contra Democracia, e em 2015 uma crise mundial do petróleo refletiu no Brasil, e sob o patrocínio da FIESP, Revista Veja e Rede Globo, o crime contra a Constituição foi consolidado.

Foi mais fácil o Golpe do Brasil que o similar no Paraguai e Honduras.

Mas o Brasil é grande, portanto os efeitos aqui também são monstruosos, já há desemprego, as contas públicas estão desequilibradas, prefeituras e estados decretando estado de calamidade, e o país perdendo rapidamente a sua credibilidade internacional.

Não demora muito e estaremos entregando nossas riquezas de “mão beijada”, abrindo mão da soberania e de efetuar investimentos em escola e educação, para dar dinheiro aos muito-ricos. Aliás os Golpistas já decidiram: gastança com juros para bancos são ilimitadas, mas estão congelados os investimentos em hospitais e escolas pelos próximos anos. Só se fala em punir os pobres, mas cobrar impostos dos ricos, inclusive sobre as grandes fortunas, é assunto proibido.

Mas os Golpistas erraram “na mão”, era só para derrubar a Dilma e aprovar leis legalizando pedaladas, acabando com a lava jato e perdoando os criminosos que roubaram o país desde há muito tempo.

O Golpe quebrou o Brasil.

Há desemprego generalizado, prefeituras estão a pão e água, alguns estados ensaiam o decreto de calamidade pública por falta de perspectivas, e se ameaça uma greve geral nos serviços públicos. Imaginemos hospitais sem enfermeiros, escolas sem professores e delegacias sem hospitais. É o começo do fim, guerra civil e bagunça generalizada. Os membros das instituições que não respeitaram a Democracia (Magistratura e Ministério Público a frente), oriundos da “Casa Grande”, serão de novo chamados a agredir e encurralar os da “Senzala”, mas lá vai um alerta, com gente de “barriga vazia” não haverá diálogo!

Sinceramente, isso era previsto: um golpe para dar poder a bandidos!

Eu não tive culpa, desde sempre fui contra o Golpe e a favor da Democracia.

Vilson Pedro Nery, advogado Especialista em Direito Público e Mestrando em Direito pela UFMT

Fonte Fat&Notícia

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Independente da sua posição política, defenda a DEMOCRACIA. Diga NÃO ao golpe e aos golpistas!




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Um tiro contra a Filosofia e a Sociologia – A Educação Brasileira retorna à Ditadura Militar


Ao que tudo indica, o decreto absurdo que bane a sociologia e a filosofia, caso permitamos que seja implementado, trará enormes prejuízos para a democracia, uma vez que não há democracia sem capacidade de pensar e sem sensibilidade para os elementos determinantes das relações sociais: o poder, os interesses, as ilusões objetivas, as diferenças e influencias culturais, etc. 


Alexandre Frota e a cultura



Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho 

“Sempre que ouço a palavra cultura, tenho vontade de sacar uma arma” (Herman Göring, ministro de Hitler e um dos planejadores do holocausto judeu)

Para fazer frente às “ideologias”, à “ameaça do comunismo e da subversão”, a Ditadura Militar implementou uma série de medidas e de leis. Nas práticas adotadas, por exemplo, espiões e alcaguetes infiltrados nas universidades foram encarregados de mapear os agitadores e aponta-los aos órgãos repressivos, exatamente como o capitão Willian Pina Botelho que se infiltrou entre os manifestantes agora em São Paulo.

Do ponto de vista de políticas para a educação, tendo em vista a criação de uma geração sem crítica, sem reflexão e inteiramente submissa aos imperativos da obediência, a Ditadura preparou leis para banir a sociologia e à filosofia dos currículos substituindo-as por disciplinas de doutrinação autoritária.

A lei n. 5692/71, deslocou as disciplinas relacionadas à ciências humanas (a filosofia, a sociologia e a psicologia) introduzindo no lugar delas as matérias de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil (OSPB). Na verdade, essas disciplinas nunca existiram, nem poderiam existir, como conteúdos de conhecimento específicos porque elas não passavam de nomes dados pela Ditadura aos seus interesses ideológicos.

A sociologia, diferente desses simulacros de conteúdo, é uma disciplina que existe, que conta com inúmeros grandes nomes (Marx, Durkheim, Weber, Adorno, Habermas, etc.), e se ramifica em muitas escolas e tradições de pesquisa. A Moral e Cívica é um mera invenção sem qualquer conteúdo.

Não havia o que ensinar sob a rubrica Educação Moral e Cívica. Que Moral seria essa, quando, há um século, o moralismo havia sido superado pela critica e a pesquisa das ciências humanas? Moral aqui era só a síntese do que os militares entendiam por sociedade obediente, disciplinada e ordeira.

Do mesmo modo, Cívica, não tinha nada que ver com civilizado ou civilização, menos ainda com “civil”, a não ser no sentido de ensino da adoração aos símbolos da pátria, ou seja, um tipo de nacionalismo vazio já moribundo nos tempos da República Velha. Ressuscitar essas coisas era, na verdade, inventar um freezer social, congelar a política e varrer qualquer questionamento.

O essencial era isso: recuperar mitologias ocas para produzir cérebros anestesiados e incapacitados de esboçar a menor atitude crítica. Era como um regime para que os jovens perdessem a musculatura cultural e se tornassem anêmicos, incapazes de luta. E é isso que o Decreto do governo Temer, encabeçado por "Mendoncinha", o ministro da educação (que comédia) quer nos impor. É um projeto de educação orientado para a "segurança nacional", ou seja, para objetivos autoritários.

Os anos finais da Ditadura ressuscitaram um intenso debate que, muito prolongado e arrastado, terminou por reintroduzir a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias no Ensino Médio.
Está no artigo 35 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (dezembro de 1996) quanto ao ensino médio, § IV:

IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio.

A implementação dessa lei nunca foi satisfatória, faltando aos políticos de esquerda na democracia uma real compreensão do que estava em jogo. Para se ter uma ideia desse descompromisso com a necessidade do pensamento crítico em uma sociedade democrática, tanto a profissão de jornalista quando a de sociólogo, duas importantes frentes da crítica social e política,  incluem-se hoje entre aquelas que se pode obter registro sem diploma. O STF foi fundamental para isso, ao derrubar a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Veja-se a lista:

“As categorias regulamentadas por lei que devem realizar o registro profissional no MTE [Ministério do Trabalho e Emprego] são: Arquivista e Técnico de Arquivo; Artista e Técnico em espetáculos de diversão; Atuário; Guardador e lavador de veículos autônomo; Jornalista; Publicitário e Agenciador de Propaganda; Radialista; Secretário e Técnico em secretariado; Sociólogo; e Técnico de segurança do trabalho.”

Ao que tudo indica, o decreto absurdo que bane a sociologia e a filosofia, caso permitamos que seja implementado, trará enormes prejuízos para a democracia, uma vez que não há democracia sem capacidade de pensar e sem sensibilidade para os elementos determinantes das relações sociais: o poder, os interesses, as ilusões objetivas, as diferenças e influencias culturais, etc.

Tomara que uma grande resistência se levante nas escolas, e que o ensino médio no país inteiro se decida por medidas de combate a esse decreto absurdo. Cada vez mais me convenço que o país terá que parar se quiser parar o golpe.

Caros leitores, Os convido a visitar e curtir a página MÁQUINA CRÍTICA. Nosso desejo é mobilizar o pensamento crítico em favor da democracia, sem esquecer outros temas e debates que importam. Ps: Continuaremos normalmente nossa colaboração com O Cafezinho, que está nos apoiando nesse projeto. Abraços

Fonte O cafezinho 



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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Reforma do Ensino Médio, ou por um CÉREBRO COXINHA!


Só uma greve geral de toda a classe trabalhadora, com professores, alunos e pais, para derrotar esse governo GOLPISTA e sua política, do contrário serão as trevas em solo brasileiro. 




O golpe contra a Presidente eleita Dilma Rousseff não foi por acaso. A mídia, a direita partidária, o judiciário, a derrota da democracia, e os coxinhas atacando as organizações dos trabalhadores não foi por acaso. Querem aniquilar o cérebro da classe trabalhadora brasileira que pensa e por tabela todas as suas conquistas. Não é casual que Alexandre Frota, o professor com “notório saber”, especialista em filme pornográfico, tem sido o “mentor” coxinha recebido pelo ministro golpista Mendonça Filho.

A nova reforma do ensino médio, proposta pelo governo golpista de plantão, além de representar um brutal corte de gastos na educação, quer a instituição de milhões de cérebros coxinhas no país, ou seja, querem um povo midiota que não pense nada, que não conteste nada, que aceite o capitalismo como um sistema natural e eterno.

Na reforma, retira-se a obrigatoriedade de Filosofia, Sociologia, Educação Física e Artes dos jovens. Na reforma, obrigam-se os jovens a optarem no primeiro ano do ensino médio por uma das áreas do conhecimento (exatas, humanas, biomédicas, linguagens), tirando-lhes a oportunidade de conhecer as bases das diversas áreas. Na reforma, desmonta-se o ingresso nacional integrado via Enem que possibilitou que milhares de jovens trabalhadores de diversas regiões do país tivessem acesso aos mais variados cursos universitários. Na reforma, ACABAM COM A PROFISSÃO DO PROFESSOR, isso mesmo ACABAM, já que não se precisará mais ter curso de licenciatura ou afins para ser PROFESSOR, basta ter NOTÓRIO SABER, ou seja, qualquer picareta poderá dar aulas sem concurso público, lembrando que isso também implica fechar centenas de cursos superiores de licenciatura no país. Pensem em um médico com “notório saber”, mas sem formação em medicina, fazendo cirurgia do seu fígado. É isso que querem fazer com o cérebro dos novos jovens, colocar professor sem formação para dar aulas.

O governo Temer, golpista, vendeu o pré-sal e está vendendo o resto do país para garantir dinheiro para a classe dos ricos, logo, decidiu que não financiará mais a escola pública. Deram o golpe, porque diziam que o PT era irresponsável e gastava demais, ou seja, para essa cambada golpista, escola pública para trabalhadores é gasto. Então, eles decidiram que não precisam formar trabalhadores críticos, o que querem é uma multidão de CÉREBROS COXINHAS, midiotas, manipuláveis.

Só uma greve geral de toda a classe trabalhadora, com professores, alunos e pais, para derrotar esse governo GOLPISTA e sua política, do contrário serão as trevas em solo brasileiro. A educação pública está indo para o ralo com essa medida provisória dos GOLPISTAS. Dia 05 de outubro é o dia em que essas manifestações precisarão atingir o ápice em âmbito nacional, se possível com centenas de milhares ocupando Brasília, até lá, contudo, é preciso movimentação permanente nas escolas para barrar esse GOLPE que está sendo dado na EDUCAÇÃO PÚBLICA.

Por: Gílber Martins Duarte – Militante SOCIALISTA LIVRE – Dirigente estadual do Sind-UTE/MG e da Subsede Uberlândia – Doutor em Análise do Discurso/UFU – Professor da Rede Estadual de Minas Gerais –EDITOR DO BLOG www.socialistalivre.wordpress.com



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O sentido da reforma apressada do 2º grau


A MP do ensino médio, que Temer assinou nesta quinta-feira, é um primeiro passo para a adoção do projeto 'escola sem partido', expressão que na verdade significa escola insípida e técnica, que não forma cidadãos críticos diante do mundo mas jovens preocupados com o 'sucesso' imediato. 



Brasil 247

Por Tereza Cruvinel

A MP do ensino médio, que Temer assinou nesta quinta-feira, é um primeiro passo para a adoção do projeto 'escola sem partido', expressão que na verdade significa escola insípida e técnica, que não forma cidadãos críticos diante do mundo mas jovens preocupados com o 'sucesso' imediato.  A rapidez com que o governo implementou  a mudança drástica  neste segmento do ensino tão determinante para a formação dos valores e compromissos da juventude parece ter endereço certo e razões ainda pouco claras. E ainda o fez por medida provisória com força de lei, vale dizer, com vigência imediata,  restringindo a possibilidade de um debate mais amplo. Embora a explicação tenha sido a de que era urgente enfrentar o problema da grade curricular por demais extensa do segundo grau, a  reforma atende a uma parte da base conservadora de Temer que vem defendendo o projeto que se denomina “escola sem partido”.

A principal mudança curricular introduzida pela MP permite que, a partir do meio do segundo grau, o estudante monte sua própria grade, podendo se dispensar de estudar matérias importante para sua percepção do mundo, como filosofia e sociologia, ou introdução às ciências sociais. Poderá ele, se planeja estudar engenharia no ensino superior,  concentrar-se nas matérias da grade relacionada com matemática. Ou, se pensa em ser médico ou biólogo, dispensar-se de matérias de ciências humanas para concentrar-se nas de ciências da natureza.

O resultado deste pragmatismo será a formação de jovens que podem ser muito competentes em suas áreas de interesse específico, mas desprovidos de elementos que lhes permitam um posicionamento crítico diante do mundo. Não teremos bons médicos ou bons engenheiros se eles não forem capazes de compreender a sociedade em que vivem e o papel que nela podem e devem desempenhar. Com a grade reduzida e autodirigida,  os secundaristas estarão sendo privados de conhecimentos e ferramentas que, mesmo não sendo relacionadas diretamente com suas áreas de interesse profissional para o futuro, seriam importantes para sua formação como cidadãos.

O outro aspecto negativo da reforma é a permissão para que o secundarista tranque sua matrícula, preservando os créditos já obtidos, para retomar os estudos mais adiante. Isso pode ser um estímulo à evasão, e não uma garantia de continuidade dos estudos quando cessados os impedimentos.  Na adolescência, as tentações do mundo são grandes. O mais provável é que, com a garantia de créditos, tenhamos jovens trancando matrícula por qualquer motivo, como uma viagem ao exterior ou um emprego temporário. Muitos acabarão não retornando, engrossando o universo dos que nem trabalham nem estudam, os nem-nem.

Lamentavelmente, mudança tão importante foi adotada unilateralmente, sem qualquer debate prévio com a sociedade, com os especialistas em educação, com as entidades que congregam os estudantes e  também com os pais.  Quem acham você, meninos e meninas? Com a palavra Ubes.

Fonte Brasil 247

 
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

As convicções imperiais de Moro


É o fim de linha para o processo de corrupção moral de farsantes que atuam conforme interesses estrangeiros na tentativa de relegar o Brasil a uma republica bananeira, sem democracia, sem Judiciário, sem projeto nacional.





Por Emir Sader

Antes mesmo de abrir os bagulhos que trouxe da sua nova viagem aos States, Moro transformou a Lula de novo em réu da sua operação Lava Jato.  São tantas as viagens ao Império, que não fica claro se mora lá e vem operar aqui ou se mora aqui e vai seguidamente receber instruções lá. Um bom tema de investigação para o Parlamento.

O certo é que ele não teve coragem, diante do fiasco espetacular da nova farsa montada por seus comparsas no hotel de Curitiba, que recebeu condenação unânime, inclusive dos que apoiam a tal operação, de tomar uma decisão sozinho. A sensação era a de que, uma vez mais, seus comparsas tinham tomado uma atitude precipitada, para buscar protagonismo, que tivesse efeito na campanha eleitoral, e que esse novo passo em falso colocava a Moro e sua gangue em situação difícil, porque seria impossível, na base da ridícula demonstração do power point e da falta de provas, tornar a Lula réu de novo.

Mas, diante da situação difícil, Moro foi buscar novas instruções, certamente dos mesmos que, segundo o Wikileaks, o fizeram depositário dos materiais obtidos pelos EUA na espionagem da Presidência da Republica do Brasil, no Ministério de Minas e Energia e na própria Petrobras, e que lhe permitiram começar a operação. Como confissão de que não somente seus comparsas, mas ele mesmo, não tem provas, mas convicções, Moro referendou a mesma decisão da farsa do power point. Isto é, não acumulou nenhuma acusação com provas contra o Lula, ele foi reforçar suas convicções na sua pátria por opção e veio tomar rapidamente a decisão, para reforçar a manipulação no momento eleitoral.

Significativamente, o Lula vai ao Nordeste falar com o povo enquanto o Moro vai ao império falar com seus patrões. Cada um na sua, cada um com sua gente. Enquanto um tenta ampliar os espaços democráticos do pais, no meio de tantos golpes à democracia, o outro reforça a ideia de que a Lava Jato não cabe na democracia brasileira.

Trata-se da continuidade do projeto ambicioso do Moro e dos seus comparsas de reescrever a historia recente do Brasil, como cópia ridícula da Operação Mãos Limpas da Italia. Só que agora com todas as acusações voltadas sobre a esquerda, o PT e o Lula. Com a tentativa grotesca de tentar invalidar a historia recente do pais, que não seria um momento virtuoso de combate às desigualdades sociais, mas uma farsa, montada pela corrupção de recursos públicos.

Haveria, assim, que destruir a imagem do Lula, para invalidar esse período da história do Brasil, reverter seu sentido, mostrar que só foi possível graças à corrupção, mesmo se não há provas, apenas convicções. Dai a decisão esfarrapada de tornar a Lula réu em base à falta de provas, à ridicularizaçã no Brasil e no mundo power point, à grotesca alegação da falta de provas e da sobra de convicções.

Moro chega assim ao fim de linha. Esgotou as investigações, as tentativas de que as pressões para delações premiadas contanto que impliquem ao Lula sejam feitas, sejam fontes de provas forjadas, usa delações premiadas canceladas, confessa que os malabarismos realizados com dinheiro público no hotel de Curitiba é tudo o que dispõem contra Lula. Que o apartamento que não é de Lula e o sitio que tampouco o é, são as únicas evidencias para as convicções dele e dos seus comparsas.

Como marionete da direita brasileira e dos projetos macabros do Império contra o Brasil – que supõe desmontar as bases econômicas do projeto de desenvolvimento com distribuição de renda, incluído a destruição da Petrobras e do pré-sal -, revelando-se um obstinado militante contra a democracia, a distribuição de renda e o projeto nacional do Brasil, Moro esgota o seu caminho. Logo logo vai se mudar de vez pros States, receber algum titulo de doutor honoris causa de alguma universidade fajuta de Miami e gozar de boas remunerações pelos serviços prestados.

Mas com esse novo passo em falso – que se soma à tentativa frustrada prender o Lula e a outras denuncias pirotécnicas de seus comparsas – o Moro corre o grave risco de ser desmascarado em público e freado nas suas aventuras pelo próprio STF e até mesmo pelo Congresso. A farsa dos seus amigos recebeu condenação unanime, se ele a reforçou antes que ela fosse completamente abandonada, é porque é sua ultima cartada. Pelo menos foi assim que decidiram na reunião que recém realizou no Império e cujas decisões tomou nem bem desceu da nova incursão nos States, a quem ele se deve de corpo e alma.

É o fim de linha para o processo de corrupção moral de farsantes que atuam conforme interesses estrangeiros na tentativa de relegar o Brasil a uma republica bananeira, sem democracia, sem Judiciário, sem projeto nacional.

Colunista do 247, Emir Sader é um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros

fonte Brasil 247


PARALISAÇÃO  NACIONAL NO DIA 02/09, ÀS 16:Hs NA PRAÇA IPIRANGA

Essa não é mais uma luta apenas deste ou daquele sindicato. Mas sim uma luta de todos os trabalhadores contra o capital opressor e de todos os brasileiros conscientes que não aceitam o desmonte do país para transforma-lo numa republiqueta de bananas.





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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Centrais e movimentos promovem dia nacional de paralisação nesta quinta


Mobilização inclui paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas das empresas, passeatas e manifestações que serão preparatórias para a construção de uma greve geral no país





São Paulo – Por "Nenhum Direito a Menos", CUT, CTB, UGT, Força Sindical, Nova Central, CSP-Conlutas e Intersindical, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo promovem quinta-feira (22) dia nacional de paralisação contra as propostas para o mundo do trabalho que vêm sendo anunciadas pelo governo Michel Temer. A mobilização inclui paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas das empresas, passeatas e manifestações, que serão atividades preparatórias para a construção de uma greve geral no país.

Em São Paulo, às 10h, trabalhadores farão concentração diante da sede Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), na Avenida Paulista. Às 11h, sindicalistas entregarão à entidade patronal pauta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

Às 15h, trabalhadores e militantes de várias categorias profissionais vão se reunir no vão livre do Masp, onde os professores da rede pública estadual estarão em assembleia. Às 16h, haverá ato público.

Além de projetos como a ampliação da terceirização, a manifestação chama a atenção para a reforma da Previdência e para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os investimentos sociais pelo poder público, em especial nas áreas de saúde e educação por 20 anos. "É contra esses ataques aos direitos sociais e trabalhistas que todos os trabalhadores têm de participar do dia nacional de paralisação e se preparar para a greve geral", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Dia 22 de setembro, todos nós, trabalhadoras e trabalhadores, temos que estar nas ruas, dando um recado para esse governo golpista, dizendo que não vamos tolerar que mexam em nossos direitos”, disse.

As centrais defendem um projeto de desenvolvimento com criação de empregos e distribuição de renda, trabalho decente, aposentadoria digna e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.

De acordo com o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, a principal bandeira da mobilização será a denúncia das medidas que vêm sendo anunciadas por Temer em relação à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e à Previdência. "Somos contra uma reforma da Previdência que estipule uma idade mínima para aposentadoria; contra aumento de jornada e contra a flexibilização das relações trabalhistas", afirmou.

Os sindicalistas criticam a postura do governo em relação ao debate dessas questões. "Tudo ainda está muito jogado no ar. Ninguém diz as coisas como deveriam ser ditas. O governo apresenta uma coisa, depois muda e diz que não falou. O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) falou em 80 horas, depois recuou. Vem o ministro do Trabalho e fala em 12 horas por dia", criticou o diretor da CUT nacional João Cayres, que também é secretário-geral da CUT paulista. "Essa história da idade mínima vai prejudicar justamente os mais pobres, que começam a trabalhar muito mais cedo. Vão ter que trabalhar muito mais para se aposentar."

A Frente Brasil Popular também criticou as propostas de congelamento no investimento público e o pacote de privatizações, incluindo a entrega do pré-sal.

Ensaio

 

A ideia das centrais é que no dia 22 se inicie um processo mais amplo de construção de uma greve geral no país, caso seja necessário. "O diálogo frequente com os sindicatos e as bases têm sido importante para essa construção da greve geral", afirma Freitas.

"A gente acredita que o governo está segurando um pouco por conta das eleições municipais. Depois disso, vão querer passar o trator. Precisamos estar atentos e preparados", diz Cayres. Sobre o movimento de quinta-feira, ele afirma que a intenção maior é fazer mobilizações nos locais de trabalho, nas várias regiões. "Nós vamos realizar assembleias nas fábricas e no setor público também, como em hospitais, explicando para os trabalhadores o que está em risco. Há 55 projetos (de lei) no Congresso que incluem retirada de direitos", afirmou.



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