quarta-feira, 19 de setembro de 2018

CANDIDATO DO PT ALCANÇA 19% DAS INTENÇÕES DE VOTOS E ABRE VANTAGEM SOBRE CIRO


Haddad sobe 11 pontos em uma semana e garante vaga no segundo turno, com Ciro estacionado e Alckmin em queda; petista empata com Bolsonaro, que tem rejeição de 42%, no segundo turno 



Ibope: Haddad cresce 11 pontos e se isola no segundo lugar; Bolsonaro mantém liderança

Candidato do PT alcança 19% das intenções de voto e abre vantagem sobre Ciro; presidenciável do PSL oscila dois pontos para cima e permanece na frente, diz pesquisa encomendada pelo ‘Estado’ e TV Globo




A quarta pesquisa Ibope/Estado/TV Globo desde o início oficial da campanha eleitoralnas eleições 2018 revela que o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, subiu 11 pontos porcentuais em uma semana e se isolou na segunda colocação, com 19%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que oscilou dois pontos porcentuais para cima e chegou a 28%.

A seguir aparece Ciro Gomes (PDT), que se manteve com os mesmos 11% da semana anterior.
Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou dois pontos para baixo, de 9% para 7%.

E Marina Silva (Rede) caiu três pontos, de 9% para 6%.

“Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários”, disse Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência.

A pesquisa divulgada nesta terça, 18, é a primeira do Ibope que capta os efeitos da oficialização de Haddad como candidato do PT, ocorrida no dia 11.

Em sua primeira semana como substituto de Luiz Inácio Lula da Silva — condenado e preso na Operação Lava Jato — , ele avançou de 8%, patamar que o colocava em situação de empate técnico com três adversários, para 19%, abrindo oito pontos de vantagem sobre Ciro, seu principal rival na disputa por uma vaga no segundo turno.

O levantamento é também o segundo desde que Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), quando participava de um evento de campanha.

Desde então, ele subiu seis pontos porcentuais, de 22% para 28%.

Os candidatos do PSL e do PT são os dois únicos que apresentaram tendência de alta desde o início da série de pesquisas Ibope, em 20 de agosto.

As simulações de segundo turno mostram empate técnico em três dos quatro cenários testados pelo Ibope.

Os dois primeiros colocados nas intenções de voto no primeiro turno, Bolsonaro e Haddad, teriam 40% cada em um confronto direto, caso ocorresse hoje.

Em um embate com Ciro Gomes, o candidato do PSL teria 39%, contra 40% do pedetista.

Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, trata-se de empate técnico.

O mesmo valeria para um duelo entre Bolsonaro e Alckmin (38% a 38%).

A única que perderia para o candidato do PSL fora da margem de erro é Marina, que teria 36% dos votos, ante 41% de Bolsonaro.

No quesito rejeição, Bolsonaro manteve a primeira colocação, com 42%, praticamente o mesmo resultado da semana anterior (41%).

Haddad, à medida que fica mais conhecido, ganha simpatizantes e também desperta mais repúdio: cresceu de 23% para 29% a parcela de eleitores que não votaria no petista de jeito nenhum.

No bloco inferior da lista de candidatos, Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) ficaram com 2% das preferências na pesquisa estimulada de primeiro turno.

Cabo Daciolo (Patriota) teve 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

O Ibope foi às ruas entre os dias 16 e 18 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas em 177 municípios.

A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Isso quer dizer que há 95% de chance de os  resultados refletirem o atual momento eleitoral.

A pesquisa foi contratada pelo Estado e pela TV Globo.

O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-09678/2018.



Fonte Vi o Mundo 



OS COXINHAS GOLPISTAS, MILITONTOS, MIDIOTAS E NAZI-DOIDOS SEGUIDORES DO "COISO" VÃO PIRAR 


Nova pesquisa Ibope divulgada no Jornal Nacional traz um crescimento de 11 pontos de Fernando Haddad.





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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

FORÇAS ARMADAS PREPARAM BOTE FINAL CONTRA A DEMOCRACIA


Só não vê quem não quer: os militares se preparam para não aceitar uma eventual e cada dia mais possível vitória de Fernando Haddad. Primeiro integrarão, junto com o Judiciário corrompido e a mídia, uma força tarefa voltada para impedir a todo custo que isso ocorra, com farto apelo a ameaças, denúncias, chantagens, calúnias e toda sorte de baixarias e sujeiras. Se nada disso der certo, tentarão uma intervenção direta ou apoiarão uma manobra antidemocrática qualquer para impedir a posse do candidato do Lula.





Por Bepe Damasco

Nunca fui de dar crédito a teorias conspiratórias com base em suposições, conjecturas e teses especulativas. Mas quando a realidade bate à porta é diferente. Nesses casos o melhor a fazer é se preparar para enfrentar a tormenta.
 
O sentimento nacionalista, que marcou sucessivas gerações das forças armadas brasileiras, foi banido da caserna. Lideradas por generais, almirantes e brigadeiros da ativa, e insuflados pelos radicais fascistas da reserva que gravitam em torno do Clube Militar, as tropas hoje se colocam na linha de frente dos defensores da rapinagem do patrimônio nacional.

Que ninguém se iluda: os militares se mantiveram em silêncio diante do fim da lei de partilha do petróleo, que resultou no crime de lesa pátria da entrega do pré-sal às petroleiras estrangeiras, por um único e simples motivo: a cúpula das três armas está sintonizada com os interesses imperialistas como nunca antes na nossa história.

Igualmente o ultraneoliberalismo do governo golpista de Temer conta com forte apoio fardado. O antipetismo visceral e doentio, que tomou o lugar do anticomunismo de outrora entre os oficiais de baixa e de alta patente, explica a passividade ante o fim da CLT (coisa que nem a ditadura ousou fazer) imposto pela reforma trabalhista, o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, o projeto de reforma trabalhista e tudo que é modalidade de roubo dos direitos do povo.

E o moralismo udenista presente hoje nas forças armadas é seletivo e tem viés político-ideológico. Por isso, só enxergam corrupção em Lula e no PT. A roubalheira generalizada promovida pela gangue que ocupa o governo da República depois do golpe de estado não incomoda nem um pouco. Não é por acaso que o inominável capitão nazista, antes rejeitado pelo alto oficialato, hoje é o candidato da maioria esmagadora dos militares.

Como Temer é essencialmente um governante frouxo e rejeitado pela quase unanimidade do povo brasileiro, o comandante do Exército, general Villas Bôas, não se peja em dar opiniões políticas, pressionar o STF para manter Lula preso e, absurdo dos absurdos, posar como chefe de um poder supremo e despótico avisando que os quartéis não aceitam a candidatura de Lula.

Em qualquer democracia minimamente consolidada, que tem como um de seus pilares fundamentais a subordinação das forças armadas ao poder civil, Villas Bôas seria demitido e preso. No Brasil, o monopólio midiático, pedra angular da ditadura de novo tipo que vivemos, reverbera suas declarações com a maior naturalidade.

Só não vê quem não quer: os militares se preparam para não aceitar uma eventual e cada dia mais possível vitória de Fernando Haddad. Primeiro integrarão, junto com o Judiciário corrompido e a mídia, uma força tarefa voltada para impedir a todo custo que isso ocorra, com farto apelo a ameaças, denúncias, chantagens, calúnias e toda sorte de baixarias e sujeiras. Se nada disso der certo, tentarão uma intervenção direta ou apoiarão uma manobra antidemocrática qualquer para impedir a posse do candidato do Lula.

Desde já, cabe à esquerda e às forças democráticas investirem na mobilização do povo, única força capaz de não permitir que o fiapo de democracia que ainda nos resta seja arrebentado de vez.




XÔ GOLPISTAS! AGORA HADDAD É LULA E LULA É HADDAD 13! 






domingo, 16 de setembro de 2018

O GOLPE EM TRÊS ATOS


As velhas cantilenas das casernas já estão de volta, entoando por aí seus sons fúnebres que lembram ditaduras, torturas, assassinatos e desaparecimentos de corpos. 




Por Antonio Cavalcante Filho 

A história ainda julgará a nossa atual geração, por permitir com a nossa indiferença ou covardia a marcha à ré, gestada e parida no golpe de 2016, impondo ao nosso povo, principalmente à classe trabalhadora e aos mais pobres décadas de retrocessos políticos, sociais e econômicos que já havíamos conquistados.

A narrativa do primeiro ato começa com a derrota eleitoral para a presidência do Brasil o combalido senador Aécio Neves, do PSDB, em 2014, que (“para encher o saco de seus adversários”) articulou a deposição da presidenta eleita, Dilma Roussef.

Com argumentos toscos, de ter cometido pedaladas fiscais (palavras que até já despareceram dos noticiários da burguesia), partidos golpistas, empresas de comunicação (mercadoras de opinião), setores do sistema de justiça e falsos movimentos financiados por bancos, grandes empresas nacionais e estrangeiras, derrubaram a presidente que investigava e punia a corrupção.

A farsa do golpe, apelidado de impeachment, começou em 2 de dezembro de 2015, quando o achacador da República, (hoje, já engaiolado), ex-presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha, deu início ao maior crime contra o Estado Democrático de Direito dos últimos 52 anos. Este assalto contra a jovem democracia, que durou 273 dias, se consumou em 31 de agosto de 2016, tendo como resultado o roubo de mais de 50 milhões de votos que o povo brasileiro depositara na Dilma Roussef.

Hoje, se percebe que diversos políticos que participaram desde a fase inicial do golpe já estão sendo desmascarados e alguns até punidos:

Com vergonha de pedir votos, Aécio Neves, do PSDB, para continuar com o foro privilegiado, faz campanha em Minas Gerais disputando uma vaga para deputado federal. Eduardo Cunha, do MDB, curte uma condenação de 15 anos de prisão por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. José Serra e FHC, do PSDB, já tiraram o “time de campo”. Geraldo Alckmin (PSDB) não decola nem com “reza brava”. Beto Richa (PSDB), ex-governador do Paraná e atual candidato ao Senado, foi preso com sua mulher, Fernanda Richa, na última terça feira, dia 11, pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP/Paraná.

O governador do Mato grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), é investigado no STJ, que no dia12, quarta-feira, autorizou mandados de busca e apreensão na sua casa e gabinete. A operação investiga pagamentos de propina a representantes da cúpula do governo em troca de créditos tributários a empresas. Um dos filhos do governador, Rodrigo Silva, foi preso.

Já aqui, em Mato Grosso, o governador Pedro Taques, que, ainda no PDT, se alinhou ao Aécio, traindo a base do governo Dilma, logo se filiou ao PSDB, tornando-se um dos maiores defensores do “impitimismo americanófilo golpista”. Candidato à reeleição, além de amargar uma rejeição histórica, em toda esquina Taques precisa explicar porque tantos assessores, um primo incluído, foram presos sob a acusação de infrações diversas.

O Tribunal de Contas da União, que deu suporte ao golpe, através do ex-deputado Augusto Nardes, também foi exposto, e o relator do “golpitiman” é réu em processo por corrupção.

O segundo ato do Golpe foi abrir o “feirão” e a entrega de patrimônio do povo brasileiro para empresas e países estrangeiros. O interessante é que tudo isso (esse “leilão 0800”) é tocado por bandidos da pior espécie, que atuam sob as barbas de fiscais como Raquel Dodge e Rodrigo Janot, do Ministério Público Federal.

Lá se foi o pré-sal, parte da Petrobrás, a Eletrobrás, a Embraer, entre tantas outras. Além do mais, os golpistas solaparam, sem dó nem piedade, nossos direitos sociais.

Sob o argumento de que uma reforma nas leis trabalhistas teria o efeito mágico de gerar postos de trabalho, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) foi estuprada por Michel Temer e seus partidos aliados (MDB, PSDB, DEM, PPS, entre outros). As despesas com escola e postos de saúde foram congeladas por 20 anos, significando que duas gerações de brasileiros irão ver o pronto socorro de Cuiabá nas mesmas condições atuais.

O terceiro ato é a intervenção da ditadura judicial e dos militares nos legítimos processos democráticos, com o desejo louco de tutelar a vontade das pessoas. A todo custo criaram uma farsa judicial para impedir Lula de disputar eleição. Mas ele lidera a preferência em todos os cenários pesquisados, e se deduz que a substituição de Luis Inácio por Fernando Haddad, este como candidato a presidente, cria francas condições para uma eleição vitoriosa do campo popular e assim resgatarmos a democracia que nos foi roubada.

A verdade é que os setores retrógrados da vida nacional não suportam a democracia, nem aceitam a vontade popular. Há alguns anos observamos chantagens na eleição, com alguns fascistas inventando falsos problemas para dar soluções midiáticas.

As velhas cantilenas das casernas já estão de volta, entoando por aí seus sons fúnebres que lembram ditaduras, torturas, assassinatos e desaparecimentos de corpos. Foi contra tudo isso que, ao defender a inviolabilidade da pessoa humana em plena ditadura militar, Alencar Furtado chamava-nos a atenção para os lares em prantos dos “órfãos do talvez ou do quem sabe”, dos filhos de pais vivos — quem sabe — mortos, talvez.  Das esposas que enviuvavam com maridos vivos, talvez; ou mortos, quem sabe? Viúvas do quem sabe ou do talvez. ”

Francamente, é esse o tipo de rescaldo do golpe que devemos combater com todas as forças.
Viva a Democracia!

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News


A GLOBO SEMPRE FOI GOLPISTA. DESLIGUEM ESSA MERDA QUE O BRASIL MELHORA!!!





SEM POVO NA RUA, O PRESIDENTE ELEITO NEM TOMA POSSE.


Em sua análise semanal na TV 247, o jornalista Breno Altman ressalta que, sem a mobilização popular, não haverá nem a posse do presidente eleito; "A batalha que se trava no Brasil é crucial, o resultado eleitoral terá que ser defendido nas ruas. Os militares estão disputando a tutela do regime democrático brasileiro", alerta o editor do site Opera Mundi.
 



"A ameça militar atinge cada vez mais a vida política do Brasil". Este é o alerta do jornalista Breno Altman, que expôs sua análise política semanal na TV 247, comentando também o episódio da facada que atingiu o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), além do possível fracasso da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) representando o partido do golpe, que não decola nas pesquisas. 

Observando o esfaqueamento do candidato Jair Bolsonaro, ocorrido em Juiz de Fora (MG), Altman considera necessário separar o que é um fato da sua repercussão. "O ataque contra Bolsonaro não é uma invenção, as informações médicas são legítimas, de fato ele ficou entre a vida e a morte, assim como foi um maluco que o feriu", argumenta. 

No entanto, Altman ressalta que a repercussão da facada foi manipulada, citando as fake news com montagens relacionadas a Bolsonaro. "A partir do fato, seus aliados começaram a se movimentar para extrair feitos políticos do esfaqueamento", observa. 

Partido do golpe fracassado 

Altman classifica a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), representando o partido do golpe, como "insustentável". "O tucano não tem para onde correr, restou a ele um discurso desconfiável de pacificação do País, colocando-o em cima do muro", afirma. 

Ameaça militar 

Nesta semana, o comandante geral do Exército Brasileiro, General Villas Bôas, declarou ao jornal Estado de S.Paulo que a legitimidade do próximo presidente eleito poderá ser questionada caso Lula fosse candidato, além de dizer que o parecer da ONU garantindo os direitos políticos do ex-presidente não deve ser acatado.

"Villas Bôas deveria ser preso, afastado e demitido de sua função, após a entrevista que concedeu. Ele cometeu um crime que fere a Constituição e deveria ser punido", defende Altman. 

O jornalista ressalta que a participação política dos militares vêm aumentando no Brasil. "O Exército é a última linha de defesa da burguesia brasileira", expõe. 

O general da reserva Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, declarou à Globo News que pretende fazer uma missão de paz na Venezuela. 
"Eu não desconsidero que o Exército brasileiro se envolva em uma aventura na Venezuela, financiado pelos EUA, para derrubar o governo legítimo de Nicolás Maduro. A posição das forças armadas hoje é de entreguismo, satélite dos interesses imperialistas", condena.

Altman ressalta ainda que, sem a mobilização popular, não haverá nem a posse do presidente eleito. "A batalha que se trava no Brasil é crucial, o resultado eleitoral terá que ser defendido nas ruas, general Mourão deixou claro que os militares estão disputando a tutela do regime democrático brasileiro", alerta. 

Inscreva-se na TV 247 e confira a entrevista análise de Breno Altman:


Fonte Brasil 247


NÃO ACEITAREMOS A INFÂMIA NAZI-FASCISTA, ANTI-POVO E ANTI-NAÇÃO DO GOLPE DENTRO DO GOLPE COMO DESEJAM ALGUNS MILITARES CONSPIRADORES



sábado, 15 de setembro de 2018

HADDAD ENFRENTA A GLOBO E SAI MAIOR NA CAMPANHA


Diante de sucessivas agressões na bancada do Jornal Nacional, da Globo, onde foi interrompido 62 vezes por William Bonner e Renata Vasconcellos sem conseguir terminar uma frase, o candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, rebateu as acusações que recebeu e não deixou nada sem resposta; Bonner afirmou que Dilma Rousseff, de seu partido, era investigada; "Eu desconheço um processo em que a Dilma seja investigada. Se formos discutir investigação, a Rede Globo é investigada", rebateu o candidato; em 30 minutos de entrevista, nenhuma proposta foi discutida 




O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, rebateu, um a um, os sucessivos ataques que recebeu na bancada do Jornal Nacional na noite desta sexta-feira 14, pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos. Sem falar de propostas, por não ter sido questionado sequer uma vez a respeito delas, respondeu às acusações que recebia e lembrou, dentro da Globo, que a própria emissora é investigada por fraude fiscal. Haddad citou o nome do ex-presidente Lula logo no início de sua fala: "Boa noite, presidente Lula. Milhões de brasileiros gostariam de vê-lo nesta cadeira aqui no Jornal Nacional".

Em meio às agressões, Bonner citou nomes do PT que são investigados ou réus na Justiça pela Operação Lava Jato, entre eles o de Dilma Rousseff. Haddad rebateu: "Eu desconheço um processo em que a Dilma seja investigada. Se formos discutir investigação, a Rede Globo é investigada". O ex-prefeito de São Paulo também disse que "a Rede Globo condena por antecipação". "Vocês não tratariam os problemas da Rede Globo como tratam os problemas da administração pública, mesmo se tratando de uma concessão", declarou.

Fernando Haddad também denunciou a "indústria" das delações premiadas, em que "todo mundo quer reduzir sua pena e gozar de sua liberdade", ao ser indagado sobre os citados do partido em investigações. Lembrado que é alvo de uma denúncia recente do Ministério Público Federal, Haddad trouxe a informação de que os promotores que lhe denunciaram estão sendo investigados pelo Conselho Nacional do Ministério Público por supostas irregularidades ao mover ações faltando 30 dias para a eleição, sendo que poderiam ter tomado decisões há três anos.

Bonner culpou o PT pela "crise em que o país mergulhou" e ouviu de Haddad que as "pautas-bomba" contra o governo Dilma, praticadas pelos partidos que deram o golpe parlamentar em 2016, tiveram mais influência na crise do que os próprios erros do partido. O candidato destacou que o tucano Tasso Jereissati admitiu recentemente o erro de seu partido, o PSDB. "Espero que o PSDB não vá sabotar o governo eleito como fez em 2014. O presidente do PSDB assumiu essa culpa ontem. Admitiu um crime contra a democracia, admitiu aprovar uma pauta contra o país", afirmou.

Ao longo de 30 minutos de entrevista, os jornalistas não perguntaram sobre nenhuma proposta do candidato. Em sua mensagem final, Haddad lembrou aos eleitores dos "12 anos de normalidade democrática em que vivíamos", com programas como Luz Para Todos, Universidade Para Todos, ProUni, escolas técnicas e universidades no interior, transposição do São Francisco, Transnordestina e empregos. "A partir do momento em que a oposição contestou o resultado das urnas em 2014, mergulhamos nessa crise da qual podemos sair em outubro".

Fonte Brasil 247


É HORA DE RESTABELECER A DEMOCRACIA. O SEU VOTO TEM ESTE PODER: TER UM PRESIDENTE PROFESSOR, QUE DEFENDE LIVROS E NÃO ARMAS... É DESTE LADO QUE ESTOU.


 


 

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

MORTE À INDEPENDENCIA!


Enquanto ecoavam os brados retumbantes de um povo heroico nas ruas, nas praças, nas sarjetas: “Eu sou Lula”! “Somos Milhões de Lula”! ”Lula Livre”! Lá, no suntuoso Templo da decrépita Themis, empoeiradas múmias de capas pretas, batiam o martelo do opressor: Morte à Independência! 





 RD News

 Por Antonio Cavalcante filho


Estamos chegando a quase 200 anos da data em que dizem que “ecoou” nas “Margens Plácidas do Ipiranga” o “grito retumbante”, tão decantado em versos e prosas: “Independência ou Morte”! No primário, nos ensinam que a partir daí deixamos de ser colônia de Portugal. Aquele “evento festivo”, que ainda hoje se comemora, completa nesta sexta-feira, 7 de setembro, 198 anos.
 
Sessenta e sete anos depois do tal “Grito”, com as relações dos Reinos do Brasil e de Portugal ainda estremecidas, uma cúpula militar e a aristocracia rural e semifeudal brasileira, com um golpe de estado, adotariam, em 15 de novembro de 1889, um regime “republicano” moldado na medida exata para atender às satisfações, os “direitos” e privilégios da mais “fina flor” dos que se impuseram como os “novos” donos do poder.

Esta mesma elite, em todos estes anos, de golpe em golpe, quase sempre de caráter antinacional, antipopular, antidemocrático e pró-imperialista, jamais deixaria espaço para que a classe trabalhadora tivesse o protagonismo da história e da política.

Hoje, vendo o Brasil sangrar mais uma vez com o golpe de 2016, forjado num conluio da aristocracia financeira interna e externa, da mídia, de parlamentares fisiológicos e de setores do sistema de justiça, que deveriam zelar pelo estado Democrático, precisamos refletir até que ponto temos de fato uma independência.

O nosso país é formado, em sua maioria, por negros e pardos. De acordo com o IBGE, na pesquisa realizada em 2012, quando a população do país era estimada em 198,7 milhões de pessoas, os brancos eram a maioria da população (46,6%), os pardos representavam 45,3% do total, e os pretos somavam 7,4%.

Na coleta de dados seguinte, no ano de 2016, a população brasileira saltou para 205,5 milhões de habitantes (aumento de 3,4% em relação à pesquisa anterior), e os brancos deixaram de ser maioria, representando 44,2% (queda de 1,8%). Os pardos passaram a representar a maior parte da população do Brasil (46,7%), um aumento de 6,6%, e os pretos são agora 8,2% do total de brasileiros.

Ou seja, a população autodeclarada branca no Brasil é minoria, então, por que não possuímos uma relação maior e mais sólida com os países africanos, que possuem tradições culturais que influenciaram na vida brasileira? Por que não podemos estabelecer centros de pesquisas em comum, universidades com projetos de parcerias, e mesmo o intercâmbio estudantil não é fomentado?

Lembro-me de que, quando o Brasil celebrou convênio para trazer médicos cubanos ao país, depois de tentar a vinda de profissionais espanhóis, e ainda de ter sido malsucedido na tentativa de levar jovens médicos brasileiros recém-formados para as cidades interioranas, os cubanos, negros em sua maioria, eram vaiados nos aeroportos por uma claque de brancos com jalecos da mesma cor.

Corei de vergonha alheia!

Com a “independência” da colonização do Reino de Portugal, ocorrida há dois séculos, não significou que ficamos independentes de outros “reinos” ou de novos impérios. No caso atual, somos lacaios dos Estados Unidos. Nosso país sempre foi dirigido por uma elite branca e escravocrata, corrupta, lesa-pátria e anti-povo. Uma minoria truculenta, que pela força se apoderou do estado para satisfazer suas cobiças, suas perversidades.

Foi graças a esta velha casta dominante, com o apoio de instituições formais como a Rede Globo de Televisão e seus satélites, de partidos como o MDB, PSDB e DEM, dos nanicos e das chamadas siglas de aluguel, de bancos como o Itaú e de industriais da FIESP, de setores informais como a Lava jato e de membros da magistratura, do Ministério Público e da maçonaria, que o Brasil sofreu mais um golpe contra a Democracia e seu povo.

Para essa minoria insensível e autoritária, que fala a língua do capitalismo e com algum sotaque europeu, a morte da independência do Brasil é seu objeto de desejo, pois querem nos deixar cada vez mais dependentes dos interesses econômicos, políticos e culturais do imperialismo, nos acorrentando para sempre aos seus interesses, egoísmos e ambições.

E tudo isso é para continuar com o privilégio de acumular cada vez mais fortunas, viajar à Disneylândia com regularidade, usufruir de férias na Europa, de preferência nas cidades badaladas e chiques, enquanto a população brasileira, pela Lei da Terceirização e Reforma Trabalhista volta à escravização, sem seus direitos duramente conquistados ao longo dos últimos 100 anos.

Com o congelamento de verbas da saúde e educação por vinte anos, os golpistas nos condenam à morte, ao analfabetismo e à ignorância.  Enfim, para a grande maioria da classe trabalhadora, assim como já acontecia antes da abolição, só resta agora continuar recebendo em seu lombo as “borrachadas” da polícia como a única presença estatal em sua vida.

Portanto, a velha elite escravocrata sabe que não existe independência sem justiça, sem igualdade, sem direitos, sem liberdade. É por isso que, enquanto ecoavam os brados retumbantes de um povo heroico nas ruas, nas praças, nas sarjetas: “Eu sou Lula”! “Somos Milhões de Lula”! ”Lula Livre”! Lá, no suntuoso Templo da decrépita Themis, empoeiradas múmias de capas pretas, batiam o martelo do opressor: Morte à Independência!

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News


A GLOBO NÃO FOI APENAS ALIADA DA DITADURA E SIMPATIZANTE DO GOLPE. A GLOBO É O GOLPE!