sábado, 24 de junho de 2017

Criando o coxinha de amanhã: Globo e vice firmam contrato, independência ou morte!


A educação não se dá apenas na sala de aula. Ela se dá no ambiente em que o jovem frequenta, em sua casa e, cada vez mais, nas redes de comunicação. Ao dominar a comunicação de massa, uma potência domina o presente e o futuro de uma nação. O jovem formada pela Vice Media é, inexoravelmente, o coxinha de amanhã, o alienado suicida que destrói seu país, sua identidade nacional, sem ganhar qualquer outra. 





Por Pedro Augusto Pinho

Meu inteligente leitor certamente já se questionou algumas vezes: por que um país tão rico em recursos naturais, com tão expressivas massa continental e população, não é uma potência, como os Estados Unidos da América (EUA), ou a Federação Russa (Rússia, que o golpista presidente chama República Soviética da Rússia), ou a República Popular da China (China)?

Não há só uma razão, como é óbvio. Mas entre as mais significativas, no meu entender, está a permanente ausência de um projeto político da construção da cidadania brasileira ! Aliás deveríamos até enfatizar que, na preocupação das elites, dos detentores do poder, sempre se buscou o inverso: desconstruir nossa identidade nacional, promover o "vira-latismo", o desprezo ou a vergonha por sermos brasileiros.

Recordemos que a construção da cidadania, no entendimento de pensadores contemporâneos – como Pierre Bourdieu, Nancy Fraser, Charles Taylor e tantos outros – se dá com a educação, iniciada já no berço e que se prolonga por toda vida. Não é este adestramento meritocrático, que provoca maior discriminação, mas a consciência de si mesmo e, por consequência, de seus humanos semelhantes. É a educação da autonomia, da liberdade, de que trata Paulo Freire, ou, também, dos saberes, como descreve Boaventura de Sousa Santos. Esta educação começa na formação da identidade. Se não sei quem sou, se não tenho meus referenciais étnicos, sociais, nacionais, o que serei então? Um boneco, um robô produtivo para outro?

Esta educação da "escola sem partido" tem, na verdade, um partido. E ele nem é um partido nacional, mas uma ameaça que paira hoje sobre todas as nações: a ditadura da banca (o sistema financeiro que se denomina nova ordem mundial). E aliada e cúmplice da banca, que a oculta e se opõe a tudo que lha combata, está a grande mídia. Esta mídia cada vez mais monopolizada, que estudos sobre a comunicação social revelam estar nas mãos de meia dúzia de megagrupos. Ela não é instrumento de informação, muito ao contrário, constitui-se em veículo de doutrinação. A quem se interessar pelo assunto recomendo o trabalho do brasileiro Maximiliano Martin Vicente, "História e comunicação na nova ordem mundial" (UNESP, SP, 2009).

Vejamos, agora, a matéria publicada em The Wall Street Journal (edição on line, 22/06/2017) de Lukas I. Alpert, com o significativo título: VICE MEDIA assina contrato com Grupo GLOBO do Brasil".

Primeiro devemos saber o que é Vice Media. De origem canadense, esta empresa se transferiu para os EUA, em 2001, e passou a contar com acionistas como The Walt Disney Company, Hearst Corporation e associação com a 21st Century Fox, de Rupert Murdock, entre outros grupos de empresas voltadas para a comunicação de massa. Tanto que, a Vice também possui a revista Vice, a rede Viceland (TV a cabo), a Vice Music, detentora de diversos selos (labels), a Vice Films, a Vice Book e a "Vice Guide to Everything", que promete levar a você "uma abordagem nova, mais condensada e divertida da notícia" (!). Entendeu?

Talvez a Globo, como nas pichações no Rio de Janeiro, em 1964 – Chega de intermediários, Lincoln Gordon para presidente –, tenha deixado de ser a porta-voz para ser do próprio dono da voz: o sistema financeiro internacional, a banca.

Não me surpreenderia ler que a Som Livre também contratasse (sic) a Vice Music, o o Jornal Nacional assumisse ser a versão brasileira da Vice Guide to Everything.

Pronto, a maior rede de comunicação do Brasil passa a ser no Brasil.

Vamos para as consequências, que ultrapassam, e em muito, as simplesmente jurídicas, econômicas, trabalhistas. Elas atingirão ainda mais fortemente a desconstrução da própria nacionalidade. O que a banca, nesta fase de sua dominação planetária, está fazendo é destruir os Estados Nacionais. Tem dúvida? Veja, fora das mídias da banca, o que está acontecendo na Líbia, no Iraque, no Paquistão, na Ucrânia, na União Europeia (em andamento), na Síria (sangrenta tentativa) e a razão da maior onda migratória, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), desde sua criação. Na América do Sul, a banca ataca a Venezuela, onde está a maior reserva de petróleo conhecida, e o Brasil, que além da Amazônia, do nióbio, das terras produtoras de alimentos, também tem a Arábia Saudita em petróleo submarino, o pré-sal.

A educação não se dá apenas na sala de aula. Ela se dá no ambiente em que o jovem frequenta, em sua casa e, cada vez mais, nas redes de comunicação. Ao dominar a comunicação de massa, uma potência domina o presente e o futuro de uma nação. O jovem formada pela Vice Media é, inexoravelmente, o coxinha de amanhã, o alienado suicida que destrói seu país, sua identidade nacional, sem ganhar qualquer outra.

Sem receio, pois se trata de uma colônia, The Wall Street Journal (WSJ) afirma que o foco deste contrato é a atuação sobre a juventude, como pretende a Vice Media. E que espera alcançar 53 milhões de "doutrinados" (viewers), nos canais da Globosat, e, "eventualmente, criar um canal próprio da Viceland". Também antevê uma expansão das "operações da Vice" no Brasil, mais intensamente fora do eixo São Paulo - Rio de Janeiro.

Meus prezados leitores, não basta o Fora Temer e o Diretas Já, temos que ir às ruas clamando: Independência ou Morte!

Fonte Brasil 247

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Impunidade e lentidão da justiça marcam 12 anos do 'mensalão tucano'


Ao que tudo indica, pelo menos até aqui, tucanos envolvidos em corrupção continuam a contar com uma "ajudinha", para continuar impunes. A maior suspeita, porém, incide sobre o próprio Judiciário 


Sem desfecho: Faz 18 meses que Eduardo Azeredo foi condenado a 20 anos de prisão e segunda instância ainda não tem data


Rede Brasil Atual

Por  Helena Sthephanowitz

Se o chamado "mensalão do PT" fez os jornalões criarem manchetes espetaculosas, analistas e colunistas fazerem ilações à vontade e foi assunto interminável nos meios políticos e jurídicos, o mensalão tucano, –  apesar de ter menos réus e mais amigos no STF – ganhou da mídia tradicional o apelido de "mensalão mineiro", para descolar o caso do envolvimento de figuras do PSDB. Mesma mídia que varreu o escândalo para debaixo do tapete. Pois o mensalão tucano segue parado na Justiça confirmando o receio de todos os que esperam do Judiciário uma atuação imparcial, pouco importando para o desfecho do processo as características pessoais do réu – como sua filiação partidária. 

Revelado durante a CPI dos Correios, em 2005, somente em 2009 a denúncia foi recebida. E desde então, em situação oposta ao do caso batizado de "mensalão do PT", o mensalão tucano virou um símbolo da morosidade judicial.

Doze anos após o processo ser apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-diretor da antiga Comig (atual Codemig, companhia de desenvolvimento do Estado), Lauro Wilson de Lima Filho fez 70 anos em maio e pediu, na semana passada, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser beneficiado pela prescrição. Acusado pelo crime de peculato, seu processo estava na fase que antecedia o julgamento. Ele é o quarto réu que provavelmente deixará de ser julgado.

Na sexta-feira (16), fez um ano e meio que Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais (1995-1998), ex-presidente do PSDB, e atual diretor executivo da Fiemg (Federação de Indústrias de Minas), foi condenado –em primeira instância – a 20 anos e dez meses de prisão por peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, todos esses crimes cometidos no âmbito do mensalão do PSDB.

Segundo a PGR, o tucano liderava um esquema de corrupção que desviou milhões em dinheiro público de empresas estatais mineiras para irrigar sua fracassada campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Azeredo recorre em liberdade e seu julgamento em segunda instância ainda não tem sequer data marcada.

Em 2014, quando era deputado federal, ele renunciou ao cargo para que o processo voltasse à primeira instância, a partir da qual é possível um número maior de recursos. A tática deu certo. Azeredo pode vir a ser mais um impune do caso do mensalão tucano – em 2018 ele chegará aos 70 anos. Além disso, como ex-governador, ele recebe o salário nominal integral do cargo que ocupou: uma nada mal mesada de R$ 18,5 mil.

E se alguém acha que ainda vai ver algum tucano atrás das grades, essa possibilidade vai ficando cada dia mais distante. O processo também não tem previsão de julgamento. 

De acordo com o Ministério Público (MP), no mensalão do PSDB foram desviados pelo menos R$ 15 milhões, sendo R$ 5 milhões das estatais, R$ 3,5 milhão da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa), R$ 1,5 milhão da Codemig e o restante do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). 

Também impune está Claudio Mourão. O atraso no processo, a lentidão da Justiça e a falta de vontade política, beneficiou o ex-tesoureiro da campanha de Eduardo Azeredo, que é classificado pelo MP como figura fundamental na operação de desvio de dinheiro de empresas estatais dirigidas por políticos do PSDB no estado de Minas Gerais. Os crimes de peculato e formação de quadrilha, atribuídos pelo MP a Mourão, prescreveram em abril de 2014, quando o réu completou 70 anos.

Outra ação, esta contra José Afonso Bicalho, que dirigia o extinto Bemge (banco estatal de Minas) em 98, passou a tramitar na segunda instância em 2015. Em 2018, ele também chega aos 70 anos, e, ao que tudo indica, será mais um que ficará impune. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas, o processo está em fase de instrução.

Outro réu, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que coordenou a campanha de Eduardo Azeredo, já teve os crimes prescritos. Ex-PFL e ex-DEM, o atual presidente do PSB-MG foi o primeiro a se beneficiar da lentidão da Justiça ao ultrapassar a idade imputável. Também réu no mensalão tucano, Fernando Moreira Soares, morreu em 2015.

Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves. Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério. Em 98, ele foi candidato a vice-governador na chapa ao lado de Eduardo Azeredo. Clésio até agora nem sequer prestou depoimento porque entrou com recurso em que questionava a legitimidade de uma juíza para julgá-lo.

processo foi aceito pelo Supremo Tribunal Federal em 2009, mas foi para o Ministério Público de Minas em 2014, após Azeredo e Clésio Andrade renunciarem respectivamente aos cargos de deputado federal e senador. No STF, Azeredo e Clésio são réus acusados por peculato e formação de quadrilha. 

Ao que tudo indica, pelo menos até aqui, os políticos do PSDB envolvidos em casos de corrupção, continuarão a contar sempre com uma "ajudinha", para continuar impunes.

A maior suspeita porém, enquanto essa situação perdurar, sempre incidirá sobre o próprio Judiciário.

Fonte Rede Brasil Atual

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Aécio: um moleque em julgamento. E quase presidiu o país


Os moleques e os canalhas não nos devem tirar de nossa crença de que a liberdade é um valor que só quando é inevitável se viola. É que ela, tal como o voto popular, é algo tão sagrado que só um moleque há de tratá-la com irresponsabilidade. A pena que desejo para Aécio Neves é mais grave que essa, nem por isso é feroz. É a morte política, a sua extirpação da vida pública. 





Por Fernado de Brito

É difícil não nutrir sentimentos de vingança que nos façam desejar, hoje, a prisão de Aécio Neves.

Porque se estará discutindo a prisão de um moleque que é um dos maiores responsáveis pela ruína da economia e da democracia no Brasil.

Não aceitou o resultado das urnas e, da própria boca, confessou tê-lo contestado no TSE “apara encher o saco do PT”.

Não fossem outras, bastaria essa para merecer o “moleque” com que me referi a ele.

É certo que um simples moleque não chegaria onde Aécio chegou, porém.

A sua falta de caráter apoiou-se em outras, muitas outras, cujo ódio à esquerda atirou em sua aventura presidencial gente que hoje ainda posa de moralista e indignado.

Inclusive policiais e procuradores que agora o querem preso, mas que o louvavam enquanto servia aos propósitos de destruir o governo que os brasileiros elegeram.

Canalhice muito mais grave que as praticadas por um playboy que achou que a vida pública era só um jogo de influências e espertezas.

Hoje é um dia de dura prova não para ele,mas para as consciências dos homens e mulheres de bem deste país.

Não somos, ao contrário das bestas-fera, quem despreza a liberdade e o direito, como fez Aécio Neves quando se arrastou o ex-presidente Lula na tal condução coercitiva, comemorando aquela detenção ilegal.

O instituto da prisão preventiva é grave demais para ser utilizado quando o potencial criminoso pode ser posto sob controle por outros meios, inclusive o obrigatório recolhimento domiciliar.

Não se defende prisão imotivada  nem mesmo que seja para “encher o saco do Aécio”.

Muito menos porque isso vá desagradar alguns que me leem.

Quando se abre mão dos valores democráticos, corre-se o risco de virar um moleque como aquele personagem.

É claro que alguns dos votos que a negativa de sua prisão terá não se deverão a este senso democrático, mas ao compadrio de alguns ministros, inclusive um que, ministro da Justiça, com ele reunia-se para “escalar” delegados de polícia que fossem mais convenientes para “investigá-lo”.

Não importa. Os moleques e os canalhas não nos devem tirar de nossa crença de que a liberdade é um valor que só quando é inevitável se viola. É que ela, tal como o voto popular, é algo tão sagrado que só um moleque há de tratá-la com irresponsabilidade.

A pena que desejo para Aécio Neves é mais grave que essa, nem por isso é feroz. É a morte política, a sua extirpação da vida pública.

E esta não depende de ministros-juízes, não depende de promotores e policiais que o acobertaram por anos a fio. Não reconheço nenhum deles como “esperança do Brasil”

Esperança do Brasil é seu juiz supremo, aquele que não querem que possa dar seu veredito: o povo brasileiro.

Fonte Tijolaço

segunda-feira, 19 de junho de 2017

PEDALANDO E COMETENDO CRIMES


Não existe adversário político que ouse enfrentar o “Grande Chefe”, que se sente à vontade para nomear parentes em altos cargos públicos sem concurso e sem merecimento; ele acha que pode bisbilhotar a vida dos inimigos fazendo uso de homens, armas e da estrutura do exército imperial, mas os milionários matogrowskianos apoiam integralmente o seu “Soberano”, inclusive porque ele não cobra impostos dos ricos e poderosos, mas o faz sem dó nem piedade contra os desempregados, os subempregados, escravos assalariados, enfim, dos pobres em geral. 







Por Antonio Cavalcante Filho 


Eu não sei de onde vem essa história, ou se trata apenas de uma simples estória, um conto “Matogrowskyssense”, oscilando entre o real e o imaginário. Mas, como dizia um conterrâneo lá das bandas do meu querido nordeste, o Chicó: “Não sei, só sei que foi assim!” Chicó, ao contrário do que muitos pensam, realmente existiu e viveu no sertão paraibano de Taperoá e foi imortalizado na peça teatral (que virou filme) “Auto da Compadecida”, escrita por Ariano Suassuna, em 1955.


Não sei se é real, mas aconteceu assim, diria Chicó:


Dizem que existe, em um espaço qualquer do mundo, um império bolivariano conhecido por “Matogrowsky”, uma porção de território comunista onde os seus ricos camponeses, verdadeiros senhores feudais, cultivam algumas variedades de produtos tóxicos que são lançados em negócios internacionais e vendidos a outros países.


Esses camponeses matogrowskianos, proprietários de grandes latifúndios, são tão comunistas como o seu “Comandante Maior”, e dele têm a total proteção, é tanto que, não apenas desmatam as florestas, o serrado, agridem toda a região pantaneira, como ainda tentam regulamentar o trabalho escravo e lançam impunemente uma enormidade de dejetos tóxicos nas águas dos rios daquele Império. E isso vem gerando algum desconforto na população, porque o número de pessoas com câncer vem aumentando, mas o Imperador faz de conta que não é com ele.


Não existe adversário político que ouse enfrentar o “Grande Chefe”, que se sente à vontade para nomear parentes em altos cargos públicos sem concurso e sem merecimento; ele acha que pode bisbilhotar a vida dos inimigos fazendo uso de homens, armas e da estrutura do exército imperial, mas os milionários matogrowskianos apoiam integralmente o seu “Soberano”, inclusive, porque ele não cobra impostos dos ricos e poderosos, mas o faz sem dó nem piedade contra os desempregados, os subempregados, escravos assalariados, enfim, dos pobres em geral. Dizem até que ele é a reencarnação do Rei Luís XIV, apelidado de "o Grande" e "Rei Sol", aquele que dizia: "L'État c'est moi" (O Estado sou eu).


Ultimamente, uma família de conhecidos salteadores, que há muito vinha saqueando o Império matogrowskiano, tenta fazer um arremedo de oposição ao “Todo Poderoso”, ainda que quase sempre caia em contradição. É que os desejos de ambos, o do atual Comandante Imperial e os dos membros da antiga facção criminosa, sempre foram o de lançar as mãos sobre o dinheiro do tesouro real.


Dia desse, ao fazer uma tentativa de oposição, um dos membros daquela quadrilha, cujo chefe responde a mais de 100 processos, e é conhecido em toda a região e países circunvizinhos como o rei da “Ficha Suja”, questionou a sexualidade do Imperador, fato este, que resultou em revolta popular contra a fala discriminatória de uma das descendentes do “Ficha Suja Mor”. Apenas um religioso conservador, ligado ao partido do ultradireitista, deputado Bolsonewsky, que defende uma ditadura militar mundial, gostou da crítica e vibrou aos gritos de “abaixo a ditadura gaysista”!


Parece que o “Grande Rei” vem fazendo umas “pedaladas”, termo bastante usado naquele “Império Comunista” para descrever a conduta de gestão de pegar dinheiro separado para uma prestação de carnê não vencido, e quitar uma dívida que estava indo para o Serasa das Contas Imperiais.


Por exemplo, para quitar o soldo dos soldados e pagamento de seus vassalos, o “Reencarnado Rei Sol” guardava uma reserva de 60 milhões de unidades monetárias, e usou esse valor para quitar dívida com os Centros de Curas de Enfermos que já estavam sem remédios para conter o escorbuto e a malária, moléstias que assolam o império matogrowskiano. Os adversários do Imperador chiaram, dizendo que esse tipo de gestão de recursos financeiros levou a cassação do mandato de uma política ultradireitista no reino capitalista vizinho a Matogrowsky. Dizem que a tal “dama de ferro” teria cometido uma coisa chamada “pedalada fiscal”. Por isso foi encaminhada ao cadafalso, tendo o pescoço decepado em praça pública. O Imperador matogrowskiano fez exatamente o mesmo em seu reino, tirando dinheiro do pagamento de salários para socorrer as despesas com os doentes; já a sua colega do país vizinho tinha retirado dinheiro de bancos para entregar aos pobres e camponeses.


“Foi decapitada, bem feito!”, disse rindo o Imperador na época da desgraça da vizinha que ele próprio ajudara a decapitá-la.


Hoje, as nuvens estão densas sobre ele, eis que foi recentemente flagrado tirando dinheiro da escola dos órfãos e o destinando aos seus vassalos mais próximos, que se incumbem de lhe dar uma vida de luxo, ostentação e facilidades. Os órfãos tentaram reclamar por meio de seus pais e de entidades populares, mas foram “grampeados” e ameaçados pelo exército a serviço do Imperador.


Mas o pior é que um namorado da antiga ama de leite de um dos ministros do Imperador teve seu sigilo invadido, porque foram instalados aparelhos rudimentares em seus aposentos visando saber quais são as suas atividades na alcova (isso se chama “grampo”). O caso vem gerando grande repercussão em Matogrowsky, e já há quem fale sobre uma possível cassação do “Imperador Comunista” e a sua execução em praça pública, tal como ocorreu um ano antes com a sua colega capitalista da nação vizinha. Mas, o Soberano matogrowskiano não está nem aí pra isso, afinal de contas, "L'État c'est moi" (O Estado sou eu), pensa ele.


E se não for verdade? Se, na realidade, o “Todo Poderoso Rei Luís XIV Reencarnado” for apenas um simples mortal, que mal faz? “É sempre assim: depois de morrer, todo mundo fica bonzinho!” disse satanás na peça O Auto da Compadecida. Enquanto isso, ele é livre para continuar pedalando e cometendo crimes.


E aquelas tantas promessas não cumpridas pelo Supremo Monarca de Matogrowsky antes de assumir o Trono, como é que ficam? Pode alguém da plebe (os comedores de mortadela) se perguntar. E é aí que ele, o Iluminado Soberano, deve ficar se contorcendo como o João Grilo na peça de Ariano Suassuna: “Ô promessa desgraçada! Ô promessa sem jeito!”.


Como alguém pode chamar de “Império Comunista” e de “bolivariano” um Estado dominado por ricos latifundiários e empresários bilionários? Perguntarão também os atônitos “baderneiros e vândalos dos movimentos revoltosos” (como a Mídia do Imperador costuma apelidar, aqueles que não se curvam à tirania dos poderosos).


Não sei se tudo isso é verdade ou fantasia, diria Chicó, mas acho que é assim que está acontecendo.


Antonio Cavalcante Filho é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News


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SE TEMER É O CHEFE, SAIBA QUEM FAZ PARTE DA QUADRILHA


Esta é uma boa pista para a Polícia Federal seguir, se dela sobrar algum delegado independente depois que se colocou em curso o plano de Aécio Neves (líder da outra organização) para abafar a Lava Jato. 





Por Joaquim de Carvalho

Se Michel Temer é o chefe da mais perigosa organização criminosa do Brasil, na definição do criminoso confesso Joesley Batista, quem são os membros da quadrilha?

Aqui, uma tentativa de identificar a tropa do Michel, que governa o Brasil desde maio do ano passado.

Eliseu Padilha – é secretário da Casa Civil e tem uma forte ligação com Michel Temer desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. Logo depois que a Câmara dos Deputados, então presidida por Michel barrou a instalação da CPI que investigaria a denúncia de compra de votos para a emenda da reeleição, foi nomeado ministro dos Transportes. A nomeação foi o resultado da pressão exercida por Michel Temer sobre Fernando Henrique Cardoso, conforme este narra em seu Diários da Presidência.

Geddel Vieira Lima – era o braço direito de Michel Temer na Câmara dos Deputados, primeiro quando este foi líder da bancada e depois presidente da casa. Num dos episódios narrados por Fernando Henrique, quando houve impasse na nomeação de Padilha para o Ministério dos Transportes, Temer engoliu seco. No mesmo dia, Geddel foi à imprensa e detonou o governo, por causa das denúncias da compra de votos. Resultado: Padilha foi nomeado, Geddel parou de criticar e Temer seguiu com tranquilidade na Presidência da Câmara dos Deputados. “O PMDB chegou ao nível da chantagem”, registou Fernando Henrique. Nos governos Lula e Dilma, Geddel ocupou ministérios e a diretoria da Caixa Econômica Federal, de onde Joesley Batista e outros empresários conseguiam empréstimos a juros baixos, pagando propina. Nos primeiros meses do governo Temer, chegou a ministro da Secretaria de Governo, mas caiu depois que pressionou o ministro da Cultura a liberar a construção de um prédio em área tombada de Salvador. Segundo o ministro, Marcelo Calero, Temer tentou ajudar Geddel e também o pressionou. Ontem, pelo Twiter, Calero se vingou: “Bangu neles”.

Moreira Franco – Ex-governador do Rio de Janeiro,  era um político decadente em 1998, quando perdeu a eleição para o Senado. Mas encontrou refúgio na assessoria especial de Fernando Henrique Cardoso, por indicação de Michel Temer.  Deixou de disputar votos em eleições majoritárias e continuou na área onde sempre se deu bem: bastidores, principalmente no contato com empresários. Foi quem coordenou o Programa Ponte para o Futuro, que deu as diretrizes para os corte dos gastos sociais e as reformas trabalhistas e da Previdência. Genro de um antigo chefe político do Rio, Amaral Peixoto, é sogro de Rodrigo Maia, eleito duas vezes no governo de Michel Temer para presidir a Câmara dos Deputados.

Eduardo Cunha – Quando Temer se elegeu vice-presidente, na chapa de Dilma Rousseff, assumiu as operações da dupla Temer Geddel na Câmara. Negociava emendas e projetos de lei e ameaçava com requerimentos de informações e CPIs empresários de quem queria arrancar dinheiro. Respondia a Temer, conforme Joesley Batista, mas era dois em um se comparado a Temer/Geddel. Tinha conhecimento legislativo e, ao mesmo tempo, agia com truculência.

Todos os coronéis têm subesquemas – Lúcio Funaro, por exemplo, é ligado a Eduardo Cunha –, mas no topo da pirâmide se encontra Michel.

Capitães

Wagner Rossi – já foi coronel, mas perdeu a patente depois que foi demitido do Ministério da Agricultura, no governo de Dilma Rousseff, onde estava por indicação de Michel Temer. Na gestão de Rossi, a revista Veja publicou reportagem que mostrava a ação de um lobista no interior do Ministério da Agricultura – ele chegou até a distribuir dinheiro vivo a assessores da comissão de licitação (ver tópico Júlio Froes, franco atirador). Foi o responsável por aproximar Temer de Joesley Batista, cliente do Ministério da Agricultura. Por intermédio de Rossi, Michel usou o jatinho de Joesley para férias da família, em janeiro de 2011. Rossi tem um grande trunfo: é pai de Baleia Rossi, deputado federal, líder da bancada do PMDB, posto que pertenceu a Michel Temer 22 anos atrás, no governo Fernando Henrique Cardoso.

Rodrigo Rocha Loures – chegaria rapidamente a coronel não fosse o flagrante que o mostra correndo com uma mala de dinheiro de propina destinada a Michel Temer. Era assessor de Temer quando este, vice-presidente, assumiu a articulação política no governo Dilma e chegou à Câmara logo depois do golpe. Com poderes plenos, Temer tirou Osmar Serraglio da Câmara e abriu vaga para Rocha Loures, primeiro suplente do Paraná, assumir. Isso mostra que Serraglio, um peba segundo Aécio Neves (chefe de outra organização), não chegou a ministro por méritos próprios. Era o único jeito de ajeitar Loures na Câmara, onde Michel Temer tem poderes de imperador.

Sandro Mabel – foi deputado federal sob Temer presidente da Câmara. Ex-empresário, tem ligação com industriais e agricultores do centro-oeste. Trabalhava no Palácio do Planalto, em sala próxima de Temer, mas desertou depois que o cerco da Procuradoria da República ao Palácio do Planalto se fechou.

José Yunes – Foi deputado estadual quando Temer era procurador geral do Estado no governo Montoro e depois secretário de Segurança, nos anos 80. Era assessor de Temer quando confessou ter servido de mula para receber 4 milhões de reais de propina da Odebrecht . Segundo ele, a encomenda era para Eliseu Padilha, um coronel da tropa. Ele teria sido apenas o transportador. Yunes tem outras ligações com Temer. O jornalista Luís Nassif revelou que sua família é proprietária de uma incorporadora, que recebeu grandes investimentos do banco Pine, fechado nos Estados Unidos e no Panamá por lavagem de dinheiro. Estão no nome de Temer alguns imóveis incorporados pela empresa da família de Yunes. Yunes é também primo do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Temer, hoje empenhado em evitar a prisão do presidente.

Tenentes 

Gustavo da Rocha Vale – subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria da Casa Civil (Eliseu Padilha). Cresceu no conceito da organização quando elaborou o parecer que fundamentou a decisão de Michel Temer, então interino, de tirar da presidente Dilma Rousseff o direito de usar aviões da FAB. No caso do edifício de Salvador objeto de interesse de Geddel, também agiu para tentar convencer o ministro da Cultura a ceder ao pleito.

Marcelo Caetano – Secretaria da Previdência Social no Ministério da Fazenda, é quem dá a cara para explicar a reforma que destroça a previdência pública. Antes de aparecer com sua cabeça iluminada para explicar até onde queria baixar o facão, reuniu-se com empresários de fundos de previdência privada.

Sargento

Mílton Ortolan – era o secretário executivo do Ministério da Agricultura quando estourou o escândalo do lobista Júlio Froes. Foi o primeiro a cair, mas não foi desamparado. Joesley Batista conta que, a pedido de Temer, passou a pagar-lhe 20 mil reais por mês. O ministro Wagner Rossi caiu em seguida, mas também não ficou ao léu. Joesley, atendendo a Michel Temer, lhe garantia um mensalão de 100 mil reais. Nenhum deles disse de quem partiu a ordem para manter no Ministério da Agricultura um homem da mala (outro, não Loures, ver tópico Júlio Fores). Ortolan voltou para sua cidade de origem, Americana, onde tinha sido secretário municipal e hoje dirige uma entidade espírita.

Franco-atiradores

José Baptista Lima Filho – era coronel da Polícia Militar quando Temer assumiu a Secretaria de Segurança Pública pela segunda vez, no governo Fleury.  Desde então, segundo investigação da Polícia Federal, se tornou operador de Temer. Ricardo Saud, diretor da JBS, diz que ele também foi mula, mas do próprio presidente. A empresa lhe entregou 1 milhão de reais em propina que deveria ser encaminhada ao próprio Temer. Está em nome de Lima uma fazenda em Duartina, interior do Estado, para onde Temer costuma ir com frequência. Em uma ocupação depois do golpe, militantes do MST encontraram na fazenda documentos destinados a Temer. Na empresa onde o coronel Lima dá expediente, a Polícia Federal encontrou documentos relacionados à reforma da casa de parentes de Temer e também a offshores – empresas de paraíso fiscal.


Arlon Vianna – é chefe de gabinete do escritório regional da Presidência da República em São Paulo e biombo de Michel Temer no Estado. Todos os pedidos dirigidos a Temer que guardem relação com São Paulo passam por ele.  Arlon é tesoureiro do PMDB no Estado e suas ações podem ser interpretadas como as intenções de Temer. Por exemplo, Temer autorizou a candidatura de Marta Suplicy a prefeita de São Paulo, em 2016, depois que ela deixou o PT. Mas Temer trabalhou mesmo foi por João Doria, do PSDB. A evidência é que Arlon, longa manus de Temer, colocou seu pessoal para trabalhar por Doria e divulgou notas pela rede social que detonavam Marta, em plena campanha.  Para os peemedebistas, era a senha: Temer está com Doria. Agora se sabe que Arlon fazia mais do que operar politicamente para Temer. Ele cuidou da reforma da casa da sogra de Temer.

Júlio César Froes Fialho – Lobista, sem cargo no serviço público, despachava no interior do Ministério da Agricultura, na gestão de Wagner Rossi, em 2011. É um mistério sua presença lá. Wagner Rossi, o ministro, é de Ribeirão Preto, Mílton Ortolan, seu secretário executivo, de Americana, e Júlio morava em Sorocaba, onde Michel Temer tinha uma forte base eleitoral. 

Mas Rossi e Ortolan assumiram a culpa. Segundo testemunhas, Júlio Froes chegou a distribuir dinheiro vivo a assessores que atendiam seus pleitos, especialmente na comissão de licitação.  Ao ser entrevistado, agrediu o repórter da Revista Veja, com socos que quebraram um dente. Mais tarde, se descobriu que Júlio Froes já tinha cumprido pena de três anos de cadeia por tráfico de drogas. Júlio também não foi desamparado. Alguns meses depois, o prefeito de Votorantim, cidade vizinha de Sorocaba, nomeou a mulher de Júlio para um cargo de assessoria. Antes de ser flagrado, Júlio também promovia cursos em câmara municipais do interior de São Paulo, para ensinar “boas práticas” legislativas.

Edgar ou Edgard – Na gravação que o diretor da JBS Ricardo Saud fez de suas conversas com Rodrigo Rocha Loures, aparece o nome de Edgar ou Edgard, que poderia ser outra mula de Michel Temer, já que o coronel Lima já estaria muito visado.

No círculo próximo de Michel, existe o Edgard Silveira Bueno Filho, que foi assessor de Michel Temer, quando este era chefe da procuradoria do Estado, no governo Montoro.

Quando Michel foi para a Secretaria de Segurança Pública, Edgard o acompanhou e ali permaneceu até ser nomeado por José Sarney para uma vaga de desembargador no Tribunal Regional Federal em São Paulo, que estava sendo criado. Servia a dois Temer. Michel, na Procuradoria e na Secretaria de Segurança, e Feud, irmão mais velho de Michel, advogado, de quem Edgard foi formalmente sócio. O escritório tinha como sócio o tio de Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, o criminalista que defende Temer.

Depois de se aposentar do Tribunal, Edgard foi advogado de Roberto Elias Cury num processo em que este representa os interesses de uma família proprietária de um imóvel desapropriado pela União para abrigar o Tribunal Regional Federal, o mesmo em que Edgard havia sido desembargador.

Cury cobrava da União 210 milhões pela desapropriação em 2001, dez vezes mais o valor de mercado. Cury, o cliente de Edgard, ex-assessor de Michel, era nada menos que o maior credor de indenizações do poder público, não só da União.

Por uma área na Serra do Mar, ele cobrou 1,2 bilhão de reais, por se apresentar como proprietária de terrenos desapropriados para implantação do Parque Estadual da Serra do Mar, criado no governo Montoro, no qual Temer foi chefe da Procuradoria do Estado e tinha como braço direito Edgard Silveira Bueno Filho.

A Procuradoria é que dá a palavra final nos processos de desapropriação. Quando o escândalo do prédio do Tribunal veio à tona, o jornalista Frederico Vasconcellos lembrou da ligação de Edgard com Michel Temer. Diz Frederico, no meio de uma matéria, para apontar o elo político de Edgard:

— Bueno (Edgard) já dividiu escritório de advocacia com o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP).

Seria este o Edgard indicado por Rodrigo Rocha Loures para sucedê-lo na tarefa de carregar as malas de dinheiro de Temer?

Esta é uma boa pista para a Polícia Federal seguir, se dela sobrar algum delegado independente depois que se colocou em curso o plano de Aécio Neves (líder da outra organização) para abafar a Lava Jato.


Fonte Diário do Centro do Mundo

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domingo, 18 de junho de 2017

FECHADO EM CASA, AÉCIO TEME PRISÃO


Fechado em casa, Aécio recebe políticos, teme prisão e diz que sua situação é “kafkiana”. Apesar de recluso, Aécio tem se articulado em várias frentes para tentar impedir sua cassação no Senado, evitar a implosão completa de sua base política em Minas e reforçar sua defesa pública. Ele também tem atuado na vida partidária e foi um dos responsáveis pelo movimento que manteve o PSDB na base de Michel Temer, pelo menos por ora.



Do Estadão:

Fechado em sua casa no Lago Sul, em Brasília, desde o dia 17 de maio, quando foi divulgado conteúdo do áudio que registrou o pedido de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista sob o argumento de que precisava de dinheiro para custear sua defesa na Operação Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem dito a quem o visita que sua situação é “kafkiana”.

Segundo aliados que estiveram com ele nos últimos dias, o tucano avalia que em condições normais de temperatura e pressão o pedido de prisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot – previsto para ser analisado na próxima terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal –, seria rejeitado.

O senador avalia, porém, que no atual cenário tudo pode acontecer. Esse temor se cristalizou quando a Primeira Turma do STF manteve a prisão de sua irmã, Andrea Neves. Ao saber da decisão, Aécio se desesperou. O tucano não consegue conter o choro quando fala sobre Andrea. “Ele está profundamente indignado, sobretudo com a situação da irmã”, disse José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela 


Apesar de recluso, Aécio tem se articulado em várias frentes para tentar impedir sua cassação no Senado, evitar a implosão completa de sua base política em Minas e reforçar sua defesa pública. Ele também tem atuado na vida partidária e foi um dos responsáveis pelo movimento que manteve o PSDB na base de Michel Temer, pelo menos por ora.

Minas. Aécio também montou uma força-tarefa para impedir uma debandada de quadros do PSDB mineiro para outros partidos. O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) e o deputado federal Marcos Pestana (PSDB-MG) assumiram a linha de frente do grupo que por mais de dez anos foi majoritário na política de Minas.

O plano A para 2018 é apoiar o ex-presidente da Assembleia Dinis Pinheiro (PP) para o governo. Antes da divulgação da gravação, o senador esperava disputar o Senado.

Agora, se não perder os direitos políticos e não for preso, tentará a Câmara. “É cedo para dizer o que vai acontecer. Aécio está sendo investigado, mas outros tucanos também estão”, afirmou o deputado federal Caio Nárcio (PSDB-MG).

O senador afastado também tem mantido conversas regulares com caciques tucanos. Seus interlocutores mais frequentes são os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), o senador Tasso Jereissati. Aécio tenta demonstrar que não está politicamente isolado mas tem tomado alguns cuidados para evitar que seus movimentos sejam considerados obstrução de Justiça.

Como teme estar grampeado, as conversas mais delicadas, sobretudo com o PMDB, são feitas pessoalmente ou por meio de interlocutores.

Pessoas próximas ao senador consideraram um erro a postagem feita na semana passada nas redes sociais de uma foto que mostrava uma reunião em sua casa com caciques tucanos. A imagem está sendo usada pela Procuradoria-Geral da República para embasar o pedido de prisão contra o tucano.

(…)

Fonte Diário do Centro do Mundo

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