segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ANO DA ESPERANÇA E DOS SONHOS, OU DA VERGONHA E DOS RETROCESSOS


O Brasil, que saiu da ditadura, mas nunca chegou à democracia, se prepara um 2017 em que pode aprofundar sua crise política e social ou apontar para a redemocratização, via eleições diretas. O ano será de disputa aberta entre ser de continuidade da vergonha, ou de renascimento da esperança e do sonho.




Rede Brasil Atual

Por Emir Sader, para a RBA

Este é um ano decisivo porque de transição, entre o golpe de 2016 e o que deve ser o ano das novas eleições presidenciais, em 2018. Pode ser o ano da consolidação do governo golpista, caso ele consiga blindar o processo eleitoral, eliminando Lula da disputa, ou pode ser a preparação do cenário de recuperação, por parte do povo, do direito de eleger por via direta, de novo, o presidente do país.

O Brasil saiu da ditadura, mas nunca chegou à democracia. O caráter predominantemente liberal da transição à democracia fez com que esta fosse um processo limitado às estruturas políticas – descentralizando o poder em torno do Estado, restabelecendo a autonomia dos três poderes da República, promovendo os processos eleitorais, a diversidade partidária, entre outras medidas.

Mas as estruturas profundas do poder na sociedade não foram afetadas, não foram democratizadas e, ao contrário, consolidaram os poderes monopolistas. Assim aconteceu com os latifúndios sobre a terra, com a concentração do sistema bancário em torno de alguns poucos bancos privados, assim como com os meios de comunicação que, por meio do mandato de cinco anos de Antonio Carlos Magalhães no Ministério das Comunicações (de 1985 a 1990), consolidou o poder dominante da Globo.

Os anos 1990, a década neoliberal, sasó fortaleceu a esses poderes, em especial projetando o sistema financeiro como o eixo central da economia do país. Com isso, as desigualdades só aumentaram e a sociedade brasileira nunca foi tão anti-democrática, porque nunca foi tão injusta.

Foi preciso esperar vários anos até que o país passasse pelo mais profundo processo de democratização da sua história, com a inclusão social, pelo reconhecimento dos seus direitos básicos, da grande maioria da sua população, a partir de 2003. Porém, foi um processo que não conseguiu quebrar a hegemonia que o capital especulativo havia assumido na economia. Assim como não conseguiu reformar o sistema político e democratizar os meios de comunicação.

Foi a conjunção desses elementos da herança recebida pelos governos do PT que terminou levando a direita a dar o golpe de 2016. Depois de 12 anos de avanços sociais e de estabilidade política, vieram anos de instabilidade institucional e de crise social, acompanhada da maior depressão econômica que o país já conheceu. O ano de 2014 foi da dura disputa eleitoral, 2015 foi o ano da preparação do golpe e 2016, o da sua realização.

Como se anuncia 2017? Um olhar sobre os primeiros acontecimentos pode fazer crer que ele seja um ano de continuidade de 2016, com a aprovação do cruel pacote de medidas do governo, apoiado sobre sua maioria parlamentar, a blindagem que lhe propicia a mídia e o silêncio cúmplice do Judiciário.

Também é o ano em que a direita pretende inviabilizar a candidatura de Lula, a grande iniciativa que, apoiada no sucesso dos governos do PT e da enorme popularidade do ex-presidente, coloca obstáculos aos retrocessos protagonizados pelo governo golpista.

Mas o ano também pode ser de um aprofundamento ainda maior da crise social e da consolidação como alternativa política da oposição. Porque o governo pode não conseguir aprovar todas as suas iniciativas, diante do enfraquecimento do seu apoio parlamentar, como aponta a derrota na negociação das dívidas dos estados.

Assim como o acúmulo de denúncias sobre Temer e membros do seu governo pode contribuir para debilitar sua capacidade de ação. A depressão econômica, por sua vez, tende a disseminar o descontentamento, não apenas entre os que se opuseram ao golpe, mas também entre os que se vão dando conta do fracasso e da incompetência de um governo corrupto.

Quanto às ações contra a pré-candidatura de Lula, a direita conta com a condenação em primeira e segunda instâncias, comandadas arbitrariamente pelos gestores da operação Lava Jato, como forma de inviabilizar que participe da disputa o amplo favorito nas pesquisas presidenciais, além de consagrado como, de longe, o melhor presidente que o Brasil já teve.

Mas pode-se fazer de tudo com medidas arbitrárias, menos contrapor-se ao amplo respaldo popular com que Lula conta. Há dois movimentos que tendem a chocar-se: o da operação Lava Jato e o do fortalecimento do ex-presidente. Haverá um impacto frontal entre eles? Algum dos dois campos piscará?

Há sintomas de que o campo da direita já não conta com a unidade que tinha. A mídia tem cada vez mais dificuldade para seguir apoiando amplamente o governo Temer. A Folha de S.Paulo e até o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se pronunciaram por eleições diretas, aderindo à tese da ilegitimidade do governo Temer para seguir adiante, bem como a de um Congresso com centenas de parlamentares envolvidos em acusações de corrupção, para eleger um novo presidente.

O ano será de disputa aberta entre ser de continuidade da vergonha, ou de renascimento da esperança e do sonho.

Fonte Rede Brasil Atual

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domingo, 15 de janeiro de 2017

MODERNIDADE LÍQUIDA


Um sincero arrependimento sobre os erros e “barcos furados” é recomendável e faz bem, a correção de rumos muito mais ainda, isso, porque existe espaços para a restauração da democracia que nos foi roubada. Já tenho visto cidadãos comuns, que se vestiram de verde e amarelo, que produziram vídeos no Youtube e reproduziram os discursos dos Bolsonaros e nazi-doidos, admitindo que perderam. É como diz um ditado: “Errar é humano”, mas permanecer nesse erro, mais do que burrice, é uma cretinice diabólica.




Por Antonio Cavalcante Filho 



Percebo que os coxinhas e os mentores do golpe contra a democracia entraram em parafuso porque a combinação não funcionou, o produto “vendido” não pode ser entregue. Cassaram o mandado de uma mulher eleita de modo legítimo, colocaram uma quadrilha no poder, cuja primeira iniciativa foi desarticular a CGU (Controladoria Geral da União), órgão que investigava e punia a corrupção.

Um dos objetivos do golpe era entregar o Brasil e suas riquezas para os ianques, mas com a eleição do bobalhão do Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, os golpistas não sabem o que fazer. E o país caminha para o buraco em ritmo acelerado.

Mato Grosso também é vítima, inclusive porque Pedro Taques se orgulha de apoiar os golpistas Aécio Neves e Michel Temer desde sempre, o que é um absurdo, alguém se autoproclamar “legalista”, “moderno” e apoiar políticas ultraconservadoras que acreditávamos já superadas em nosso país, principalmente os golpes.

Trago o título da obra do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que nos deixou na última semana, para discorrer sobre as tendências que vejo para este ano de 2017, em relação à administração do poder Executivo de Mato Grosso, sob a batuta de Pedro Taques, que desde o início do seu mandato (mesmo que na campanha tenha se apresentado como o “novo”), já apontava que uma onda conservadora que se abateria sobre o nosso Estado. E, assim, o que era para ser o “novo”, de repente se fez tão velho, retrógrado e antiquado que até mesmo práticas que imaginávamos há muito terem sido extintas, venham agora ressuscitar, tal qual um “Retorno das Múmias”.

No livro a que me refiro, no título Bauman entendia que a “Modernidade Líquida” compreende um período de intensa mudança na humanidade, tudo que era sólido se liquidificou. De acordo com o conceito, segundo o autor, “nossos acordos agora são temporários, passageiros, válidos apenas até novo aviso”.

É a visão pessimista que tenho do governo estadual, diante do acúmulo histórico destes dois anos de mandato de Taques, somadas as trapalhadas de alguns assessores, a maluquice de outros, a incompetência de muitos deles, e a desonestidade dos que estão presos (e de outros que deverão conhecer o xilindró muito em breve). Isso se o promotor e a juíza deixarem de absolver uns por antecipação!

Veja bem.

Na campanha eleitoral, o atual governador falava com críticas ácidas sobre os tais excessos de arrecadação e o envio de recursos financeiros extraordinários para a Assembleia Legislativa, mas isso não mudou nada com a “nova direção”. Os deputados continuam recebendo mimos representados por repasses polpudos, que aumentam conforme são necessários mais votos para os projetos que ele pretende aprovar. Nem sempre esses projetos são os melhores para os trabalhadores, e menos ainda para Mato Grosso.

E, para piorar, Taques dá os mesmos “excessos de arrecadação” (que é muita grana) para o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e para algumas empresas de comunicação. Estas levam R$ 70 milhões, quase o dobro dos R$ 40 milhões que Silval repassava.

Com relação à secretaria de Educação, ressalvado que ainda não se puniu o rombo criado por uma quadrilha que ali se instalou para dar vazão aos interesses do PSDB em custear a campanha eleitoral, num caixa 2 que o Tribunal Eleitoral finge que não sabe, é boa a notícia de que será aberto concurso público para a área de técnicos e professores. Mas é estranho existirem 15 mil contratados e o concurso só oferecer umas 3 mil vagas, o que pode significar que está se “jogando pra torcida”, uma simulação de que se deseja fazer a coisa certa, quando na verdade não existe uma réstia sequer de boa intenção.

O Detran é um caso à parte, uma autarquia que já foi referência em bom atendimento e qualidade na prestação de seus serviços, em matéria de tecnologia e era motivo de orgulho para o nosso povo. Imaginando que era boa ideia colocar um delegado de Polícia na gestão daquele órgão, e que tudo iria melhorar da noite para o dia, decidiu Taques estender os poderes da Delegacia Fazendária ao Departamento de Trânsito, e essa burrada penaliza a sociedade todos os dias.

Delegado de Polícia é competente para fazer gestão de inquérito policial onde há a supremacia estatal, o poder de requisitar, enfim, não se trata de um produto que requeira as habilidades de um administrador (que trata com gentes, servidores e usuários do serviço público). Portanto, delegado de Polícia não é gestor e isso explica porque houve o fechamento de diversas unidades de atendimento descentralizadas, em que os serviços de vistoria, emplacamento de veículos e outros, eram prestados para a sociedade.

Na época o sindicato dos servidores do Detran protestou contra as medidas, e pediu inclusive um concurso público e a nomeação e servidores comprometidos com o serviço. Em troca disso seus dirigentes sofreram perseguição do governador. A bem da verdade, o ex-governador que está “de férias” no presídio também tinha o sindicato como desafeto, quando este denunciava as irregularidades e pedia respeito aos trabalhadores e aos contribuintes.

Há coisas que “não Consignum” entender.

Por que a pessoa compra um veículo financiado e precisa pagar uma taxa de R$ 120 reais para registrar um tal gravame. Esse dinheiro é embolsado por uma empresa particular, mas quase nada fica com o Estado? O processo de registro de gravame (financiamento) é simples, basta digitar nos computadores do Detran e isso poderia ser feito por servidores do órgão.

Mas a burocracia é tanta que até mesmo uma assinatura em documento feita diante do servidor do Detran e, no interior do órgão, precisa ser levada a reconhecimento de cartórios extrajudiciais. Há documentos que são produzidos pelo Detran, que estão na base de dados do órgão, que o contribuinte precisa autenticar, se não o processo não anda.

Por que isso, “seo” Taques?

Paro por aqui a análise de setores emperrados da gestão Taques, e continuo em outro momento, porque o acervo de erros é grande e todo dia é ampliado.

Gestão se faz com competência, amor à causa e conhecimento. Nomear amigos, pessoas investigadas por improbidade, políticos sem qualquer preparo, não irá em nada melhorar a imagem de Taques perante a sociedade. Nem que gaste mais R$ 70 milhões com pagamento pela “limpeza” por meio de propaganda.

O fim dos penduricalhos do tipo dos gabinetes extraordinários, cessar a distribuição de cargos de chefia a políticos e partidos, é uma medida que se espera. A taxação do agronegócio é outra decisão que precisa ser tomada, custe o que custar. São bilhões que escapam dos cofres todos os anos com a farra fiscal (isenções, incentivos fiscais etc.).

Fecho com uma frase de Bauman, sobre as políticas de distribuição de renda no Brasil concedida ao jornalista Alberto Dines, em 2015: “Vocês estão no caminho certo e eu espero de todo o meu coração que vocês cheguem lá. Eu apenas direi que os representantes de 66 governos do mundo vieram para o Rio de Janeiro para se consultarem, para aprenderem sobre a experiência de retirar 22 milhões de pessoas da pobreza. Ninguém mais repetiu esse milagre, só o Brasil. Desejo que continuem isso, mas também agora algumas deficiências estão vindo à tona”.

Mesmo tantas vezes atacados por Pedro Taques, em razão do seu apoio ao golpe e a Aécio Neves, não há dúvidas de que os governos Lula/Dilma fizeram muitas coisas boas para o Brasil e seu povo, que agora, paulatinamente, vem sendo destruídas pelo que há de pior na politicalha brasileira. Mas o excesso de incompetência, a falta de preparo e a carência de vergonha na cara dos golpistas já começam a ser demonstradas à luz do dia.

Um sincero arrependimento sobre os erros e “barcos furados” é recomendável e faz bem, a correção de rumos muito mais ainda, isso, porque existe espaços para a restauração da democracia que nos foi roubada. Já tenho visto cidadãos comuns, que se vestiram de verde e amarelo, que produziram vídeos no Youtube e reproduziram os discursos dos Bolsonaros e nazi-doidos, admitindo que perderam. É como diz um ditado: “Errar é humano”, mas permanecer nesse erro, mais do que burrice, é uma cretinice diabólica.

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News

A VERDADE É ESTA:

Os coxinhas paneleiros encolerizados e analfabetos políticos, que bradavam o "Fora Dilma", estavam cagando e andando contra a corrupção. No fundo dos seus cérebros vazios de conhecimento e de solidariedade, o que sentiam na realidade, era ódio contra a inclusão social.





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sábado, 14 de janeiro de 2017

A CRETINICE DA GLOBO E A TRAGÉDIA DO BRASIL


A Globo não foi apenas cúmplice dos ataques à democracia e aos governos progressistas, mas teve participação golpista ativa; foi co-autora e sócia-fundadora das empreitadas golpistas nos últimos 52 anos: em 1964, no golpe civil-midiático-militar; e em 2016, no golpe jurídico-midiático-parlamentar. A Rede Globo é uma tragédia para o Brasil – a quebra do seu poder nefasto é um requisito para a democracia e para a soberania nacional.
 

Foi sobretudo no período do ditador Emílio Garrastazu Médici [1969-1974] que o terror de Estado foi institucionalizado como método oficial para a repressão e para o aniquilamento da resistência à ditadura civil-militar implantada em 1º de abril 1964.



Por Jeferson Miola

Uma potente arquitetura repressiva e de perseguição política foi montada no governo federal e nos Estados brasileiros com o engajamento financeiro de grandes grupos econômicos – entre os quais FORD, GM e ULTRAGAZ.

A Rede Globo avultou como o monopólio midiático dominante e, assim, logo se converteu na mais eficiente máquina de propaganda e de legitimação do regime – desinformando, alienando e entretendo a população, e ocultando a realidade e a face atroz da ditadura.

Em 1º de setembro de 1969, um mês antes do início do período do general Médici, a Globo lançou o Jornal Nacional [JN], programa noticioso que ainda nos dias de hoje exerce poderosa influência no debate político no Brasil, com força de organização, articulação e propagação do discurso hegemônico.

Em determinadas edições do JN daquela época, não por coincidência nos dias de cometimento de atrocidades pelo regime, o âncora do telejornal, Cid Moreira, com voz grave e solene finalizava o noticiário com uma conclamação: “brasileiros, nunca fomos tão felizes!” [sic].

Naquele que foi o ambiente mais macabro e horroroso da história do país, a Globo anunciava ao povo brasileiro uma suposta e nunca antes vivenciada felicidade! Com a infâmia, escondia o terror que dizimava a resistência democrática e, ao mesmo tempo, ocultava a censura, as cassações, perseguições, mortes, os desaparecimentos e exílios impostos pelo regime.

A Globo repete a cretinice nos dias atuais. Na edição do JN da última quinta-feira [12/01], fez uma reportagem bizarra sobre o que chama de “inflação pessoal”. Num exercício eufemístico, o JN individualizou a responsabilidade pela crise econômica e insinuou medidas que cada pessoa deveria adotar para enfrentar a própria “inflação pessoal”: se usa carro, substituir por ônibus; se a escola particular está cara, a pública é a alternativa; se o feijão pesa no orçamento, por que não deixar de comê-lo? …

Com tal enquadramento sobre a carestia e a perda de renda causada pelo desemprego brutal, a Globo teve o claro objetivo de ocultar a desastrosa política econômica do governo golpista – política que está afundando o Brasil e vai promover uma crise humanitária sem precedentes. A única diferença é que desta vez o William Bonner [o sucessor do Cid Moreira no JN] não exaltou que “nunca fomos tão felizes!”.

A Globo não foi apenas cúmplice dos ataques à democracia e aos governos progressistas, mas teve participação golpista ativa; foi co-autora e sócia-fundadora das empreitadas golpistas nos últimos 52 anos: em 1964, no golpe civil-midiático-militar; e em 2016, no golpe jurídico-midiático-parlamentar.

A Globo é a expressão fiel da índole da classe dominante brasileira: golpista, intolerante e anti-democrática, sempre a postos para derrubar governos progressistas e as políticas de distribuição de renda, igualdade social e independência nacional.

A Globo é nefasta à democracia e à construção do ideal de uma nação justa, igualitária e moderna. Nunca existirá democracia sem o controle democrático dos meios de comunicação e sem o fim do poder monopólico do noticiário e da informação em mãos de uma única família.

A Rede Globo é uma tragédia para o Brasil – a quebra do seu poder nefasto é um requisito para a democracia e para a soberania nacional.


Fonte Carta Maior

Saiba mais:


Geddel é Cunha que é Temer 

Por Conversa Afiada com Paulo Henrique Amorim

Publicado em 14 de jan de 2017 A TV Afiada de hoje é feita em frente ao suposto prédio ao suposto prédio La Vue, em Salvador (BA).

(É por causa dessa obra que Geddel deixou o Governo Federal). 

Agora, segundo nova operação da Polícia Federal, Geddel também se envolve em um esquema para tomar dinheiro da Caixa Econômica Federal. 

Junto com Eduardo Cunha! 

E mais: a pressão por uma delação de Cunha - e o que isso pode representar para o Governo Temer!

Assista à nova edição da TV Afiada!





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Vamos fingir que Temer, que indicou Geddel para a Caixa, não sabia dos esquemas com Cunha.


Curioso que, agora, ninguém se lembre da teoria do domínio do fato. Como dizia Jucá, Michel é Cunha — que é também Geddel, que é Assis Filho, que é Padilha, que é o golpe. Em breve, estarão todos juntos novamente, mas numa cadeia. 

Eles



Por Kiko Nogueira

O silêncio de Michel Temer diante do novo escândalo envolvendo dois de seus antigos homens fortes, Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima, é ensurdecedor.

Temer, o bom e velho covarde com quem nos acostumamos, manter-se-á calado porque tem as mãos sujas. Até quando é que são elas.

Num vídeo que viralizou, MT aparecia num culto da Assembleia de Deus confessando que as tarefas difíceis ele entregava para Cunha. A produtiva amizade culminou no impeachment. Hoje Cunha é uma ameaça porque sabe de tudo.

A operação Cui Bono (“Quem se beneficia”, em latim) da PF colocou Geddel como membro de uma “organização criminosa”. No posto de vice-presidente da Caixa, liberava empréstimos para empresas. Na sequencia, Cunha chegava para cobrar propina ou “doação” para o PMDB.

O nível da coisa fica explícito nas trocas de mensagens de um celular apreendido na Residência Oficial da Câmara. Questionado por Eduardo sobre uma movimentação envolvendo a J&F, Geddel responde:

— Ta resolvido Ta na pauta do CD de terça Vc tá pensando que eu sou esses Ministros q vc indicou? Abs.

Cunha devolve com o proverbial “rsrsrs”.

Geddel foi indicado para o cargo por Michel Temer, então vice decorativo e bastante ativo nas sombras, e presidente nacional do partido. De acordo com uma matéria do Globo de 2011, a indicação “foi acertada com o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci”.

Temer e Geddel se conhecem há 23 anos. A proximidade ficou evidente na pressão que Michel exerceu sobre Calero no episódio do edifício La Vue e na subsequente tentativa de segurar Geddel quando o escândalo estourou.

É assim que esse pessoal opera. Está tudo em casa. Veja o caso do novo secretário nacional de juventude, Francisco de Assis Costa Filho.

Substituto de Bruno Júlio, o indigente mental que defendeu mais chacinas em presídios, Assis Filho, do PMDB do Maranhão, teve os bens bloqueados num processo por enriquecimento ilícito e improbidade administrativa.

Ninguém olhou? Havia alternativa de um sujeito ficha limpa?

Provavelmente, não.

Curioso que, agora, ninguém se lembre da teoria do domínio do fato. Como dizia Jucá, Michel é Cunha — que é também Geddel, que é Assis Filho, que é Padilha, que é o golpe.

Em breve, estarão todos juntos novamente, mas numa cadeia.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Fatos do final de 2016 sinalizam como será 2017, o ano que se cumprirá a previsão de Dilma de que “não vai ficar pedra sobre pedra”


O cenário para os jovens é tenebroso. Se a PEC da Morte e a MP do Ensino Médio já lhes solapavam o futuro, imagine com a reforma da Previdência, exigindo 49 anos de contribuição para o salário integral e aposentadoria só aos 70 anos ou mais. O futuro está nas mãos do que têm coragem e lutam com lucidez contra todas as maldades do governo Temer e do PSDB. Num cenário tão difícil, a única certeza é a que temos que ocupar as ruas do Brasil para defender nossos direitos duramente conquistados. 




Por Francisco Luís, especial para o Viomundo

O ano de 2016 foi tão difícil, tão devastador — é como se uma jamanta, carregada,tivesse passado por cima dos brasileiros  a 200 km por hora –, que esperei até 31 de dezembro para escrever sobre as tendências para 2017.

Uma série de fatos ocorridos no final do ano indica que, em 2017, se cumprirá a previsão feita, em 25 de outubro de 2014, pela presidenta Dilma Rousseff de que “não vai ficar pedra sobre pedra”.
A Veja tinha saído coma reportagem de capa: Eles sabiam de tudo.

Segundo a matéria, o doleiro Alberto Yousseff teria dito que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta tinham conhecimento das irregularidades na Petrobras.

Naquele sábado que antecedeu o segundo turno da eleição presidencial, durante entrevista coletiva em Porto Alegre, Dilma reagiu (o negrito é meu):

“Eu quero aqui manifestar meu repúdio a esse tipo de processo, que é um processo golpístico. Quero dizer que eu tenho uma vida inteira que demonstra o meu repúdio à corrupção. Eu não compactuo com a corrupção, eu nunca compactuei. Quero que provem que eu compactuei com a corrupção e não esse tipo de situação em que se insinua e não tem prova. Nesse caso da Petrobras, ou qualquer outro, que tenha a ver com corrupção, eu vou investigar a fundo, doa a quem doer. Quero dizer que não vai ficar pedra sobre pedra.”

À série de fatos, portanto.

Primeira: Em 13 de dezembro, duas patrulhas do Exército cercam o trancaço feito por estudantes em Recife. No mesmo dia, em Brasília, a polícia reprime violentamente protesto contra a aprovação da PEC 241/55; e na Avenida Paulista,  alguns manifestantes jogam rojões na sede da Federação das Indústrias do Estado de São (Fiesp), durante ato repúdio à instituição pelos sucessivos ataques aos direitos sociais e trabalhistas dos brasileiros.

Na última sexta-feira,06/01/2017, o jornalista Maurício Dias, em CartaCapital, chama a atenção para a possibilidade de o Exército ser usado em manifestações cidadãs contra a perda de direitos.
Segunda: A crise institucional envolvendo  o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em 5 de dezembro, decisão liminar do ministro Marco Aurélio, do Supremo, afasta o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.

Em 7 de dezembro, num acordão envolvendo governo, aliados no Congresso e o Supremo, o plenário do STF mantém Renan na presidência para não atrapalhar a tramitação da PEC 55, que congela por 20 anos os investimentos públicos em Educação e Saúde, entre outras áreas.

Em 14 de dezembro, o ministro Luiz Fux, por pressão particularmente dos procuradores da Lava Jato, em decisão monocrática anula a votação na Câmara das “10 medidas contra a corrupção”.
Também ordena que o projeto, já Senado, volte à Câmara para nova votação.

O ministro Gilmar Mendes fuzila a decisão de Fux:“É o AI-5 do Judiciário”.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já havia dito que várias dessas medidas contra a corrupção são inconstitucionais.

A propósito: em outubro de 2016, o ministro Fux, em decisão também monocrática e muito criticada, arquivou, sem investigar, a denúncia de que a firma de advocacia do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes,  recebeu de 2010 a 2014  R$ 4 milhões de empresa alvo da Operação Acrônimo. Mais uma evidência de que a lei não é igual para todos.

Terceira: Nos primeiros minutos de 2017, o assassinato de 11 pessoas em Campinas, sendo nove mulheres, entre as quais a ex-mulher do assassino, que se matou em seguida, e o filho de oito anos de ambos.

Um ato bárbaro, fruto da cultura do ódio promovida por amplos setores da mídia e da direita, liderada pelo PSDB/DEM.

Ainda tivemos no início da tarde de 1º de janeiro de 2017 o massacre de detentos do complexo penitenciário Anísio Jobim (Compaj), de Manaus.

Na madrugada de 6 de janeiro de 2017, nova chacina de 33 presos. Desta vez, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, Roraima.

A lógica do golpe é a do uso da força, estimulando claramente atos bárbaros, visto que muitos de nossa sociedade acreditam no justiçamento e estão descrentes da Justiça, o que leva cada vez mais à  violência.

Caminhamos claramente para a barbárie, especialmente com o enfraquecimento do poder do Estado, devido à grave crise que vivemos.

Quarta: Em 15 de dezembro, o promotor Fernando Albuquerque Soares de Souza, do Ministério Público do Estado de São Paulo, denunciou 18 manifestantes por corrupção de menores e associação criminosos.

Eles foram presos em 4 de setembro na saída do Metrô Vergueiro, onde se reuniram para ir ao ato Fora Temer, na Avenida Paulista.

Entre as provas apesentadas pelo promotor estão vinagre (usado para diminuir os efeitos nocivos das bombas de gás lacrimogêneo), estojo de primeiros-socorros e um disco de metal para ser usado como escudo.

Segundo os jovens, o disco foi “plantado” pela polícia na mochila de um deles.

Como foram presos antes da manifestação, estão sendo acusados de algo que poderia vir a acontecer e não de algo que, de fato, ocorreu.

Só isso já mostra o absurdo da acusação contra os jovens.

Ao mesmo tempo, alerta para perigo que nos ronda atualmente.

Com base no que aconteceu com jovens, pode-se dizer que qualquer pessoa que vá a uma manifestação, levando vinagre e estojo de primeiros-socorros, pode ser presa sob a alegação de, em tese, colocar o patrimônio público em risco.

Pior a decisão promotor da Justiça Militar, do Ministério Público Federal.

Em tese, deveria defender a população dos abusos do poder Executivo e as liberdades preconizadas na Constituição Federal.

Mas ele decidiu arquivar o processo referente ao capitão do Exército Willian Pina Botelho, infiltrado nessa mesma operação.

Tudo isso mostra que as bases do Estado democrático de direito estão sendo solapadas, e o direito a liberdade de expressão e manifestação,cerceado.

Quinta: Governo Temer  enviou ao Congresso Nacional as reformas da previdência e trabalhista, que sinalizam a volta da escravidão e o fim do pouco que avançamos em termos de Estado do Bem-estar Social.

A boa notícia é que o STF pode julgar no começo deste ano a Medida Provisória do Ensino Médio — a  MP 746/2016 –, declarando-a inconstitucional, como já se manifestou o  Ministério Público Federal (MPF).

Se isso ocorrer, abrirá caminho para  barrarmos a MP da reforma trabalhista.

Em tese, o Judiciário deveria, pelo menos, barrar os abusos do Executivo que age contra os direitos sociais consagrados pela Constituição.

Sexta: Seis capitais e diversas cidades do País aumentaram o preço da passagem de ônibus. Isso levanta a possibilidade de 2017 tornar-se um 2013 piorado.

Em 2013, o desemprego era baixo e o país crescia. Em 2017, a economia deve continuar em recessão e chegaremos a 13 milhões de desempregados.

Sétima: A continuidade do acordo de delação da Odebrecht, que será reconhecido em março.

Logo, muita coisa ainda virá à tona, cumprindo-se o prognóstico feito por Dilma em 2014: “Não vai ficar pedra sobre pedra”.

O acordo de leniência da Odebrecht e as denúncias de corrupção já atingem o núcleo duro do PMDB e pesos pesados dos tucanos, como o governador Geraldo Alckmin e o senador José Serra, dificultando muito um acordo social, já que poderemos não ter  atores políticos fortes para levá-lo adiante.

Além disso, a previsão é de que a recessão prossiga com queda de 1% do PIB, fazendo definitivamente água a promessa dos golpistas de que a economia melhoraria com a saída de Dilma.

Eles se baseavam numa idéia furada, a de que a crise era de “confiança”.

Até outubro de 2016, o Banco Central apontava uma queda do PIB de 5%, ou seja, a crise se agravou e a tal “confiança” virou fumaça.

Podemos ter ainda o aprofundamento da crise institucional, visto que as denúncias da Odebrecht podem atingir membros do Judiciário e Ministério Público, como já  foi noticiado por Mônica Bergamo.

Além disso, o acordo de leniência da Odebrecht pode impactar nos bancos, que teriam sido usados para facilitar o fluxo ilegal de recursos. Claro que uma noticia como essa afeta a economia, que já vai mal, por falta de crédito.

Isso sem falar na possibilidade de crise global, especialmente provocada pelos bancos europeus, além do começo do governo Trump, nos Estados Unidos.

Ou seja, 2017 pode se assemelhar muito ao terrível ano de 2016.

Mas, tudo indica, será pior na repressão aos movimentos sociais, com mais perseguição e brutalidade, já que a resistência à perda de direitos deve ganhar novos aliados devido ao ataque à previdência pública.

Ainda mais que, calcula o Dieese, somente 30% da população terá aposentadoria pública.

O cenário para os jovens é tenebroso.

Se a PEC da Morte e a MP do Ensino Médio já lhes solapavam o futuro, imagine com a reforma da Previdência, exigindo 49 anos de contribuição para o salário integral e aposentadoria só aos 70 anos ou mais.

O futuro está nas mãos do que têm coragem e lutam com lucidez contra todas as maldades do governoTemer e do PSDB.

Num cenário tão difícil, a única certeza é a que temos que ocupar as ruas do Brasil para defender nossos direitos duramente conquistados.

Fonte Vi o Mundo

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CADÊ O MBL E SEUS CONGÊNERES?


Ô moçada do MBL e seus parceiros dos “Movimentos Nas Ruas”: por que não protestam contra a derrubada de direitos dos trabalhadores garantidos há décadas pela CLT? Por que não se mobilizam contra a entrega das nossas riquezas às multinacionais, inclusive na área do petróleo, que esse governo usurpador e lesa-pátria vem fazendo contra os interesses nacionais? Afinal, de que lado vocês estão, do lado do Brasil, ou dos seus achacadores? 




Por Antonio Cavalcante Filho 


Muitas pessoas respiraram aliviadas nestes últimos dias, dando graças a Deus pelo fim do ano velho, com muita esperança de que algo de diferente apareça neste novo ano, e que as angústias pelas dores e incertezas sejam “coisa do passado”. Vejo muita ingenuidade nessa conclusão, principalmente porque não é o tempo que muda a realidade, e sim as pessoas, com a adoção de novos valores, novos projetos, novas esperanças, isso de fato gera mudanças.

O ano que passou não foi ruim. Ruim foram as pessoas em 2016. E são elas que devem mudar, trocar suas atitudes, suas visões de mundo, na busca de luz, solidariedade, justiça e esperança.

A primeira semana do ano de 2017 está bastante calma em Mato Grosso, sem escândalos, ninguém se apropriando da “res pública” (ao menos por enquanto ninguém assim foi flagrado), e talvez seja porque a “alta cúpula” do poder está fora, desde o Executivo, passando pelo Legislativo, curtindo as belas paisagens praianas de Floripa.

O Estado está sendo tocado por servidores de carreira, e isso faz a diferença. Há os comentários jocosos de que o governador, seu vice e o presidente da Assembleia deveriam continuar fora de Mato Grosso, pelo menos esse “restinho” de mandato, assim as coisas funcionariam bem por aqui.

Mas isso não quer dizer que nossos problemas se acabaram. No “fechar” do ano foram publicadas diversas leis que tratam da mudança do Fundo Estadual de Habitação (Fethab), o que onera mais a produção e destina seus recursos para algumas finalidades que não ficaram bem claras. Posso deduzir que setores privilegiados foram ainda mais contemplados.

Houve a publicação de diversos decretos orçamentários, aumentando o cipoal tributário do Estado, prática que era combatida pelo governador quando era apenas e tão somente um candidato.

Isso se chama “pedalada”?

Por onde andam os coxinhas militontos “camisa amarela” do MBL (Movimento Brasil Livre), os midiotas do “Vem Pra Rua”, do “Muda Brasil, e os nazi-doidos dos Revoltados On Line e tantos outros fascistas que se esgoelavam nas ruas contra Dilma Roussef, pedindo o impeachment sem crime, dizendo que era só ela sair da cadeira presidencial que “jorraria leite e mel”? Onde estão aqueles golpistas que diziam que o “impechment” acabaria o desemprego, abaixariam os juros, a gasolina e a corrupção???...

Pois bem.

Por aqui em Mato Grosso o roubo da Seduc ainda não está esclarecido, e é bem provável que o “beiço” em R$ 56 milhões vá ficar sem nenhuma punição. Os caras estão fazendo confissões “meia-boca” e de imediato saem da cadeia, são sustados os processos e a “lista de santos” a serem canonizados aumenta, para desespero de quem defende de verdade a ética na administração pública e na política.

Me lembro que dirigentes de uma entidade que representa o comércio foi conduzido coercitivamente na Delegacia de Polícia para tratar dos rolos em incentivos fiscais que mantém um ex-governador encarcerado. Era amigo do MBL nas ações contra Dilma, e do mesmo modo contra ele (o “revoltado” pantaneiro) o processo não foi deflagrado, e não vimos o MBL e os demais “revoltados” se manifestarem publicamente.

Confesso que sinto curiosidade em saber o que os caras de “camisa amarela, estão fazendo, e principalmente quando é que vão reunir a galerinha ali na praça do Chopão em Cuiabá para protestar contra o absurdo que o Detran pratica contra os cidadãos, com longas filas e péssimo atendimento, justamente porque falta capacidade de gestão.

O que pensa o MBL e seus congêneres em saber que o agronegócio não recolhe impostos no Estado, e que a categoria que engloba o maior número de contribuintes é a dos servidores públicos, massacrados pelo governo Taques? Por que os “camisa-amarelas” criticavam os crimes eleitorais, mas se calam diante da notícia veiculada em processos penais, em documentos de delação premiada, de que houve caixa dois na campanha eleitoral de 2014, e um só “doador” de R$ 10 milhões na campanha eleitoral montou um bunker dentro do governo de Mato Grosso para fraudar licitações e contratos e assim recuperar o investimento?

Ô moçada do MBL e seus parceiros dos “Movimentos Nas Ruas”: por que não protestam contra a derrubada de direitos dos trabalhadores garantidos há décadas pela CLT? Por que não se mobilizam contra a entrega das nossas riquezas às multinacionais, inclusive na área do petróleo, que esse governo usurpador e lesa-pátria vem fazendo contra os interesses nacionais?

Afinal, de que lado vocês estão, do lado do Brasil, ou dos seus achacadores? 

Antonio Cavalcante Filho, cidadão, escreve às sextas feiras neste Blog. E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News


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