sexta-feira, 20 de outubro de 2017

MBL pode responder por lavagem de dinheiro e estelionato e perder a marca Marca


MBL pertence a advogado e foi surrupiada pela turma de Kim Kataguiri, Fernando Holiday e Renan Santos. Grupo é alvo de ação na Justiça e deve responder por lavagem de dinheiro e estelionat. E de fraude, a família de Renan Santos entende. Eles respondem a mais de 125 processos na Justiça, que no total ultrapassam R$ 20 milhões. Renan, sozinho, tem mais de 45 processos trabalhistas e 16 ações cíveis nas costas.




Pragmatismo

Mauro Donato, DCM 
 
O III Congresso Nacional do MBL ocorrerá nos dias 11 e 12 de novembro em São Paulo. Contará com a presença de João Doria, Nelson Marchezan Jr, Marco Feliciano, Luiz Felipe Pondé e outros desconhecidos para discutir ‘as importantes conquistas que tivemos no país nos últimos anos’, conforme descrito na apresentação do evento, com painéis como ‘A falácia do discurso de igualdade’. Ingressos a 100 reais.

Mas é MBL ou MRL? Porque MBL é uma marca que, segundo o advogado Vinícius Carvalho Aquino, pertence a ele.

Não será surpresa, portanto, se em breve sair uma determinação judicial proibindo o uso da marca MBL pelos meninos paulistas do MRL. O terceiro congresso do MBL teria, por exemplo, que se redefinir como o primeiro do MRL.

Vinícius Aquino afirma ter criado o MBL com amigos em Maceió. Foi ele também quem encomendou a um amigo publicitário, Paulo Gusmão ,da Agência P, a marca, logotipo, tudo.

A agência registrou isso tudo e as normas que regulam a propaganda protegem os criadores”, disse Vinícius ao DCM. Ele é detentor do CNPJ do Movimento Brasil Livre.

De acordo com o advogado, com o avanço das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, o MBL ganhou corpo e se espalhou pelo país todo. Havia saído de controle.

Quando alcançou São Paulo, entretanto, teve sua marca surrupiada pela turma de Kim Kataguiri, Fernando Holiday e Renan Santos e atrelada à empresa MRL.

É a MRL (Movimento Renovação Liberal) quem recebe todos os recursos de doações, filiações, vendas de produtos ou ingressos como o do tal Congresso. O dinheiro vai para essa empresa que é administrada por Renan Santos e dois irmãos (há ainda Marcelo Carratú Vercelino, um empresário).

Pode isso? Quem responde é Vinícius:

Não pode. Além de usarem a marca MBL indevidamente e sem autorização pois ela é minha, eles comercializam produtos e têm fins lucrativos através de uma pessoa jurídica que não tem essa finalidade. O MRL do Renan é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Quem faz doação a uma OSCIP pode abater do imposto de renda, por exemplo. Uma OSCIP não pode vender nada.”

O advogado entrou com representação no Ministério Público para explicar toda a questão e denunciar o MRL por estelionato. “Estão usando meu nome para arrecadar dinheiro pra eles. Quem se associa ao MBL, na verdade está se filiando ao MRL.”

Não é só isso.

E evasão de divisas também. Para a Receita Federal, essa empresa pertence apenas à Stephanie Santos, irmã do Renan. Mas ela mora na Alemanha. Eles faturam com filiação, com vendas, e onde está o dinheiro? Eles nunca prestaram contas de nada, para ninguém. Não se sabe quantos filiados têm, quanto arrecadam. Não prestam contas porque não podem, a pessoa jurídica que possuem não pode exercer essas práticas”, explicou Vinícius.

De fato, a filiação ao MRL e suas mensalidades são uma mina de dinheiro. Divididas em categorias, elas vão de R$ 30,00 até R$ 10 mil por cabeça.

Camisetas são vendidas a R$ 50,00 (atenção, a que leva a inscrição ‘Lula Preso’ está em promoção por R$ 29,90 no site). Vendem também bonecos do Pixuleco (cujo registro, segundo o advogado Vinícius Aquino, também pertence a ele) e outras bugigangas.

Em resumo, quem pagou – e continua pagando mensalmente – não é nada de coisa alguma. Apenas os quatro fundadores é que continuam aparecendo como únicos membros no ‘estatuto’ da empresa fraudulenta.

E de fraude, a família de Renan Santos entende. Eles respondem a mais de 125 processos na Justiça, que no total ultrapassam R$ 20 milhões. Renan, sozinho, tem mais de 45 processos trabalhistas e 16 ações cíveis nas costas.

Ele é acusado de fechamento fraudulento de empresa, dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em trabalhadores e até ações por danos morais. Uma delas do jornalista da Globo José Roberto Burnier, a quem Renan chamou de canalha em vídeo.

Já condenados em muitas dessas ações, os membros da família Santos (donos do MRL) não pagam e nem são pegos. Oficiais de Justiça não encontram ninguém nos endereços registrados como sedes e também não é possível encontrar bens em nome deles (daí a suspeita do advogado Vinícius Aquino de evasão de divisas).

Essa é a turma anti-corrupção que afirma estar passando o país a limpo e que agora quer nos livrar de exposições de arte “pedófila”. Vamos todos ao I Congresso do MRL para saber o que mais eles têm a propor.


https://www.facebook.com/antoniocavalcantefilho.cavalcante


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Temer abre os cofres por Aécio: R$ 200 milhões.


"Não basta a Aécio dizer 'muito obrigado'. Temer espera receber sua retribuição na Câmara, onde tramita a segunda denúncia da Procuradoria contra ele. Aécio já ajudara a organizar o enterro da primeira denúncia. O Planalto espera que auxilie muito mais no segundo velório. Uma mão lava a outra. Mas o resto permanece sujo. O ruído que se ouve ao fundo é o eco do diálogo vadio que Aécio manteve com o delator Joesley Batista" 

 



Por Josias de Souza

Michel Temer liberou R$ 200 milhões em emendas para salvar o mandato de Aécio Neves (PSDB-MG), na sessão de ontem do Senado Federal; a denúncia foi feita pelo jornalista Josias de Souza, colunista do Uol; "unido a Aécio Neves por solidariedade política e penal, Michel Temer mobilizou-se para devolver ao senador tucano o mandato, a liberdade noturna e o passaporte. Para virar votos no plenário do Senado, Temer autorizou seus operadores políticos a acenar com a liberação de R$ 200 milhões em emendas orçamentárias"

Unido a Aécio Neves por solidariedade política e penal, Michel Temer mobilizou-se para devolver ao senador tucano o mandato, a liberdade noturna e o passaporte. O presidente gastou mais do que saliva. Para virar votos no plenário,Temer autorizou seus operadores políticos a acenar com a liberação de R$ 200 milhões em emendas orçamentárias.

Convalescendo de uma cirurgia, o senador Romero Jucá, presidente do PMDB e líder do governo, avisara que não daria as caras no plenário nesta terça-feira. Ao farejar o cheiro de queimado, Temer estimulou-o a comparecer. Além de gotejar mais um voto no cesto de Aécio, Jucá ajudou o Planalto a demonstrar aos aliados que havia milhões de razões para socorrer Aécio.

A denúncia da compra de senadores foi feita pelo jornalista Josias de Souza, colunista do Uol. "Unido a Aécio Neves por solidariedade política e penal, Michel Temer mobilizou-se para devolver ao senador tucano o mandato, a liberdade noturna e o passaporte. Para virar votos no plenário do Senado, Temer autorizou seus operadores políticos a acenar com a liberação de R$ 200 milhões em emendas orçamentárias", diz ele. 


Fonte Uol



Saiba Mais: 

Mais da Metade dos senadores que votaram a favor de Aécio é alvo no STF

Dos 44 senadores que votaram a favor do retorno de Aécio Neves (PSDB-MG) ao Senado na última terça-feira (17), 28 são alvos de inquérito ou ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) e 19 são investigados na Operação Lava Jato.

Veja como votou cada senador na sessão que derrubou afastamento de Aécio:






 Ganhou, mas não levou: Aécio teve no Senado a vitória amarga dos canalhas.




Por Kiko Nogueira

A imagem definitiva da saga de Aécio Neves é a dele na janela de sua casa em Brasília, no Lago Sul, logo após o resultado da votação no Senado que o livrou do afastamento, olhando a movimentação na rua.

A foto, assinada por Natália Lambert, retrata o que restou do senador tucano: um pária, salvo por seus cúmplices, com medo da vida real.


Blindado pelos colegas, Aécio não poderá aparecer em público tão cedo. A antiga promessa da direita foi reduzida a um jagunço dedicado a salvar a própria pele, refém de si mesmo.


Escreveu na manhã da terça uma carta quase tão patética quanto a do comparsa Temer, no mesmo tom desesperado, apelando para os baixos instintos dos políticos.


A decisão foi apertada. Precisava de 41 votos, teve 44. O líder do PSDB, Paulo Bauer, que alegou uma crise hipertensiva, foi direto do hospital para o Congresso. 


Romero Jucá ignorou um atestado médico para participar das articulações ao longo do dia. Na semana passada, foi internado e submetido a uma cirurgia de diverticulite aguda.


O líder do DEM, Ronaldo Caiado, apareceu em uma cadeira de rodas depois de fraturar o úmero ao tentar domar uma mula em sua fazenda em Goiás. Como adiantou o DCM, o animal passa bem. 




Aécio ganhou, mas não levou. Se desmoraliza de vez, leva a Casa junto, o STF e a República. Enterra com ele o PSDB e o PMDB.



As panelas permanecem enfiadas onde Marisa Letícia falou que estão, mas definitivamente não estão mais com ele. 



Três anos depois de perder por pouco um pleito presidencial e de, na sequencia, atirar o Brasil no caos (que o engoliria), o Mineirinho assiste a sua derrocada através das persianas de seu tugúrio, entregue à vitória amarga dos canalhas. 









segunda-feira, 16 de outubro de 2017

FASCISMO: SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER


Essa fusão simbiótica nefasta na qual se constrói a ultradireita brasileira, com fuleiros personagens desclassificados, dos tipos Kim Patroca Kataguiri (agora também crítico de arte) e o seu sinistro MBL (Movimento Brasil Livre); o ator pornô e reconhecido sociólogo-educador Alexandre Frota; o pastor credit card machine Marco Feliciano e o risível machista norte-americanizado Jair Bolsonaro, ambos financiados por mercadores capitalistas e apoiados por uma classe média inconsequentemente niilista ressentida, autodestrutiva e 'pulsionalmente' mortal e sem moral. 




Por Cássio Vilela Prado

O crescimento vertiginoso de seitas-religiosas das mais diversas grifes com os mais colossais merchandisings pastorais colaboram de forma incomensurável para o concorrente aumento do neofascismo no mundo. Aquilo que o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900) denunciou em sua vasta obra parece que não surtiu efeito algum sobre grande parcela da civilização. Ao contrário, cada vez mais se observa um perigoso estreitamento entre os homens da Terra e o metafísico reino do céu: "tudo está escrito na Bíblia", interpretado aos modos das mais diversas mentes perversas (na maioria das vezes) de seus pastores/padres/sacerdotes/curas/pegureiros/ministros/califas... em suas missões mercantis ofertando passaportes para o além eterno e feliz, comprados delirantemente (reciprocamente, também na maioria das vezes) por um rebanho vazio e perdido em cima e acima do solo terrestre.

Nem mesmo as famosas '95 teses' do professor de teologia e monge agostiniano alemão, Martinho Lutero (1483-1546), personagem central da Reforma Protestante, que se erigiu contra vários dogmas do catolicismo romano da época, sobretudo a doutrina de que o perdão e a glória de Deus poderiam ser adquiridos pelo comércio das indulgências (dízimos, ofertas, presentes...) foi capaz de frear o modus operandi da nova ordem burguesa que se ascendia com o pós-feudalismo, obviamente, resultando em sua excomunhão da Igreja Romana.

Sem contar o materialismo dialético de Karl Marx (1818-1883) à Psicanálise do austríaco Sigmund Freud (1856-1939) que não conseguiriam deter a aurora turva e insistente de Sócrates (399 a.c.) tampouco a mítica ave de minerva hegeliana que não voou, para sempre prisioneira no casebre noturno do espírito absoluto.

Disso tudo se constata que o homem nunca acreditou em si mesmo nem no mundo onde ele habita. No espectro de seu espelho imaginário e na refração da luz da consciência, esse ser não cessa de eleger e adorar ídolos: de ouro, de barro, de carne, de armas... Contraditoriamente, além dos céus, ele investe também nos porta-vozes carnais à sua semelhança: "os homens de Deus aqui na Terra".

Quem dessa gleba não pertencer certamente será excomungado de seus templos, igrejas e mentalismos, a la Lutero, prenunciando assim uma possível e iminente eclosão de combates raivosos com aroma de sangue queimado, enxofre e incenso.

Em nome de Deus, mata-se! Aliás, essa era a máxima da Inquisição Medieval até o recente Estado Islâmico (ISIS): destruição do inimigo (o Outro eleito) em nome de Alá (Allah) e da gloriosa vida eterna alucinada, contudo, sem garantia alguma, embora seja permitido alucinar/delirar.

Paulatinamente e de forma vigorosa esse discurso e o modus vivendi religioso truculento adentram-se na política brasileira, dizimando a laicidade do Estado e a liberdade democrática, bem como a arte, a cultura, a educação, banhados e travestidos de representantes da ordem e da família brasileira, sob sinuosos pseudomoralismos oportunistas, a nova (mas sempre retrógrada) direita métier porra louca ressentida com a vida, consigo mesma e com a alteridade (diferença).

Essa fusão simbiótica nefasta na qual se constrói a ultradireita brasileira, com fuleiros personagens desclassificados, dos tipos Kim Patroca Kataguiri (agora também crítico de arte) e o seu sinistro MBL (Movimento Brasil Livre); o ator pornô e reconhecido sociólogo-educador Alexandre Frota; o pastor credit card machine Marco Feliciano e o risível machista norte-americanizado Jair Bolsonaro, ambos financiados por mercadores capitalistas e apoiados por uma classe média inconsequentemente niilista ressentida, autodestrutiva e 'pulsionalmente' mortal e sem moral.

Evidentemente este humilde e desconhecido escritor que agora redige esse pequeno texto não tem pretensão alguma de tentar mudar as mentes imutáveis, altos calibres históricos reconhecidos já citados acima não conseguiram clarear suficientemente esse imbróglio anticivilizatório nos mais diferentes tempos e culturas.

Entretanto eu não posso assistir tacitamente ao desmonte e à destruição total da Pátria e da Terra que a mim e ao meu filho também pertencem.

Assim sendo, por ora, vamos nomear os monstros-carrascos da nossa Civilização.

Eles querem retornar à horda, ao malfazejo. Eu não!

Não obstante, terão que passar por cima de vários cadáveres, inclusive do meu....

Pode parecer fácil, mas não será!

Ainda existem muitos brasileiros democratas esclarecidos e solidários!!!

Fonte Brasil 247


 

TRANSFORMAÇÃO


Sim, senhoras e senhores: a “organização” se revela extremamente perigosa, e se não imperasse no Judiciário uma espécie de garantia processual intitulada “direitos tucanos”, haveria muito mais “gente de bens” atrás das grades. Isso demonstra que alguns espertalhões e nazi-doidos, que gritavam “Fora Dilma” e “intervenção militar já”, cometem crimes bem mais contundentes (e sanguinários) que as tais pedaladas fiscais.

 




Por Antonio Cavalcante Fulho



O nome do alquimista francês Nicolas Flamel foi mencionado em um filme da série Harry Potter como sendo o descobridor da Pedra Filosofal, aliás, esse é o nome da atração cinematográfica. A pedra seria uma substância capaz de transformar metais impuros em ouro, além de outras propriedades, como a imortalidade. Concentro-me aqui na primeira característica: “transformação”, para tratar do governo Taques.

E no caso que cito, a “transformação”, ao contrário da Pedra Filosofal, do alquimista Flamel, a do “Pedregulho de Mato Grosso”, é de uma substância inferior, que transforma algo que já não era bom em outro muito pior.

Quando começou esse rolo dos grampos telefônicos, com pessoas comuns do nosso convívio, envolvendo ainda autoridades públicas e jornalistas, além das amantes de políticos, que tiveram seus telefones grampeadas clandestinamente, entendemos na época de que tudo não passaria de uma bela “trapalhada”, típica daquelas que vemos nos filmes de comédia (antes fosse somente isso).

Mesmo quando veio a público o escândalo criminoso, achamos até engraçado, comparando inclusive esse episódio com um filme do Makswell Smarth, o “Agente 86” (se bem que poderia ser Agente 45, do PSDB). Qual o espião que compraria um equipamento de espionagem, pediria a emissão de nota fiscal em nome próprio, e daria o endereço do quartel da Polícia Militar para a entrega dos aparelhos? Não chega a ser hilária a conduta desses “espiões atrapalhados? Os golpistas de 2016, em Mato Grosso, me faz lembrar dos também golpistas de 1964, quando o Brasil foi desgovernado por uma junta de militares que ficou conhecida jocosamente como os três patetas.

O pior é que os “arapongas pantaneiros”, muito além de “atrapalhados”, pelo que tudo indica, formaram um grupo muito mal-intencionado, que maculou a Polícia Militar. Essa turma, ao longo do tempo está gerando danos irreparáveis não só à Polícia Militar como também à imagem da Polícia Civil, com delegados se comportando “contra ou a favor”, como se o episódio fosse uma pelada de várzea, um joguinho de futebol num dos campinhos sem-grama lá do CPA, ao atingirem a honra de promotores de justiça e ameaçarem a independência de magistrados.

Sim, senhoras e senhores: a “organização” se revela extremamente perigosa, e se não imperasse no Judiciário uma espécie de garantia processual intitulada “direitos tucanos”, haveria muito mais “gente de bens” atrás das grades. Isso demonstra que alguns espertalhões e nazi-doidos, que gritavam “Fora Dilma” e “intervenção militar já”, cometem crimes bem mais contundentes (e sanguinários) que as tais pedaladas fiscais.

A cara de pau do senhor Pedro Taques, cuja ciência precisa estudar esse comportamento, me parece coisa absurda, porque negou o tempo inteiro que alguém de sua confiança tenha cometido algo ilícito, até ameaçou (ainda que veladamente) o desembargador Orlando Perri, que é o relator nas investigações do esquema criminoso da “grampolândia”, principalmente ao promotor de justiça que “ousou” investigar os crimes.

Não quero acreditar que o Ministério Público vá amordaçar o promotor Mauro Zaque e proteger pessoas investigadas, como fez com o “Motosserra de Ouro”, o governador do “escândalo dos maquinários”, o golpista corresponsável em desestabilizar o país ao apoiar a derrubada de uma presidente legítima, o delatado por Silval Barbosa, o acusado de ter aumentado o valor do “mensalinho” aos deputados quando governava Mato Grosso, o investigado na “Lava Jato”, que, segundo Rodrigo Janot, é líder de uma organização criminosa, o hoje, todo poderoso ministro latifundiário do agronegócio e banqueiro Blairo Maggi.

De uma simples conduta inicial, de criminosamente fazer interceptações telefônicas, coisa que o povão chama de “grampo”, a organização criminosa dos “Agentes 45”, os “arapongas atrapalhados” de Mato Grosso, evoluiu. Não mais se ouvem os jornalistas investigativos, os deputados de oposição e nem a amante, o que a “galera” quer agora é “hard core” (algo executado de forma extrema), talvez, (quem sabe?) partindo para atos de máfia italiana.

Li hoje, no jornal, que Pedro Taques quer ir à China “vender rodovias” de Mato Grosso, e fiquei aqui pensando. La atrás, quando ainda candidato, ele se manifestou contra a privatização da estrada de Chapada dos Guimarães, (uma ação entre amigos) planejada, na época, pela “dupla dinâmica” Riva e Silval.

Então, por que um sujeito que tem parte do secretariado preso no Carumbezão quer fazer negócios que vão afetar a vida de diversas gerações de mato-grossenses? O que há por trás disso? Por que vender nossas rodovias para os “comunistas chineses”, logo o Pedro Taques que detesta os vermelhos com todas as forças de sua alma?

Há poucos dias, lá foi ele mais uma vez pedir bexiga para os ministros do seu professor de direito constitucional e guru, o usurpador da república Michel Temer, dinheiro que, para atender as demandas de Mato Grosso, antes do golpe, que apelidaram de impeachment, Dilma repassava sem chiar. No entanto, para atender aos interesses de um político derrotado, certas figuras da política mato-grossense resolveram apoiar o conluio conspiratório que rasgou a constituição, e com isso afundou o Brasil. Agora precisam mendigar recursos em Brasília!

Tudo isso me dá medo.

Mas volto aos grampos.

Lembro-me de que os comandados do TX são acusados de fraudar o sistema de protocolo de documentos na Casa Civil, delito este que nem os piores bandidos, que por ali passaram, ousavam fazer. Os comandados, que se diziam oficiais da gloriosa Polícia Militar, tramaram contra um desembargador do Tribunal de Justiça (houve uma ata notarial em defesa dos juízes da maçonaria e contra o doutor Perri) e ameaçaram as pessoas que estavam legalmente investigando esses malfeitos.

Esses secretários de Estado que estão em cana, há poucos dias, eram comensais do governador, participavam de convescotes, celebrações, revellion em família, viagem de férias. É possível acreditar que seriam amadores ou preparavam um grande saque aos cofres do Estado? Tudo é possível!

Já que o nosso “Flamel às avessas” (inverso ao da Pedra Filosofal), o do “Pedregulho de Mato Grosso”, diz que “transformou” o Estado e criou o “Pró-Escola” e o “Pró-Estrada”, sugiro também a instituição do “Pró-Cadeia”. Se trata de um amplo programa de reforma e humanização dos presídios, com a ampliação dos espaços, construção de celas arejadas e ambientes para o banho de sol. Seria uma espécie de “Meu Cadeião Minha Vida”.

Não estou falando aqui de criar mordomias para os “homens de bens”, mas de imprimir condições dignas de cumprimento de penas. Acho que, se a Justiça funcionar, haverá necessidade de um programa de “transformação” de tamanha magnitude, bem mais verdadeiro do que a tão propalada “Caravana da Transformação”, que não passa de uma mera campanha eleitoral extemporânea mascarada, com o agravante do uso da máquina administrativa, apta a ensejar a penalidade que a lei exige.

Com tanta “gente bacana” indo para o xilindró, onde por alguns anos irão ver o sol nascer quadrado, já é hora de investir também no “Pró-Cadeia”. Mas nada de superfaturar, por favor!

Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, é sindicalista e escreve neste espaço às sextas-feiras - E-mail: antoniocavalcantefilho@outlook.com

Fonte RD News


domingo, 15 de outubro de 2017

FUNARO EXPÔS AS VÍSCERAS DO GOLPE E NELAS ESTÃO STF, PGR E A CLASSE MÉDIA


Se não existe mais qualquer mobilização dos ditos indignados que povoaram com tanto afinco as ruas do país nos domingos ensolarados, é porque são tão hipócritas e corruptos quanto o próprio Temer. A cada dia que passa, a permanência desse pária no cargo que a democracia jamais o outorgaria nos humilha e nos reduz. Se ainda está lá, é porque em boa medida a humilhação e a redução cai bem para uma grande parcela da sociedade desse país.





Diário do Centro do Mundo


Por Carlos Fernandes 

Não que tenha sido qualquer novidade, mas num país onde ainda existe gente que se presta a acreditar que a terra é plana, algumas coisas precisam ser esfregadas na cara.

Assim é com o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff do poder através do maior consórcio de punguistas, estelionatários, vigaristas e corruptos que se tem notícia na história republicana do Brasil. 

 Pois bem, se ainda existia alguma dúvida que foi por interesses escusos e pelo poder econômico – e não por um bando de imbecis vestidos de verde e amarelo a idolatrar um pato – que uma presidenta honesta foi deposta, as vísceras do golpe foram manifestas. Mais uma vez. 

Na série de vídeos divulgados da delação do doleiro Lúcio Funaro, o comparsa de quadrilheiros da estirpe de Eduardo Cunha, Moreira Franco e Michel Temer deixa claro como a compra de deputados foi primordial para a aprovação do impeachment. 

Foi no balcão de negócios que se transformou um processo político inteiramente maculado pela grande imprensa, pelo poder judiciário e pelos setores financeiros nacionais e internacionais que incontestavelmente o destino da democracia brasileira estava sendo selado. 

Cristalino está que por trás daquele fatídico dia em que deus, a família e a moral foram invocados para que a malta da Câmara dos Deputados votasse “sim”, estava acordada a mesma compra de parlamentares que permitiu a FHC aprovar a emenda constitucional da reeleição.

Dissecado de todas as maneiras o processo fraudulento que culminou na desmoralização do Brasil enquanto nação democrática, seria premente que o golpe sofrido pelo país em 2016 fosse sumária e inquestionavelmente anulado. 

“Seria” se não tivéssemos um Supremo Tribunal Federal conivente com o achaque praticado pelos criminosos que ora ocupam os mais altos cargos da república. 

Foi justamente pela inépcia, pela covardia e pela parcialidade do poder judiciário, tanto na figura da Procuradoria-Geral da República quanto do próprio STF, que chegamos ao absurdo do país inteiro ter sido lesado sob o aval e o abrigo dos estabelecidos guardiões da Constituição Federal. 

Nessa esteira de ilegalidades que pôs e até agora mantém Michel Temer na Presidência da República, não se pode desconsiderar também o que poderíamos chamar de Acordo de Leniência entre os ladrões do golpe e a nossa tola e ridícula classe média brasileira. 

Se não existe mais qualquer mobilização dos ditos indignados que povoaram com tanto afinco as ruas do país nos domingos ensolarados, é porque são tão hipócritas e corruptos quanto o próprio Temer. 

A cada dia que passa, a permanência desse pária no cargo que a democracia jamais o outorgaria nos humilha e nos reduz. 

Se ainda está lá, é porque em boa medida a humilhação e a redução cai bem para uma grande parcela da sociedade desse país.

Fonte Diário do Centro do Mundo

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SER TUCANO É A MELHOR GARANTIA DE IMPUNIDADE


Foi preciso que um tucano emplumado fosse ameaçado de prisão para que o Senado peitasse o Supremo em defesa do seu direito constitucional de decidir sobre seus membros. Foi isso que faltou quando Delcídio foi preso. Se o já desacreditado Senado não cassar o mandato do Aécio, ou afastá-lo do seu exercício, considerando as graves acusações que pesam sobre ele, então se concluirá que a melhor maneira de ficar impune neste país é filiar-se ao PSDB




Por Ribamar Foseca

Com o voto vacilante de minerva da sua presidenta, ministra Carmen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal devolveu ao Senado o direito de decidir sobre o destino dos seus membros. A questão, sobre quem tem competência legal para afastar ou não parlamentares do exercício do mandato, provocou uma divisão na Suprema Corte, onde o tema foi exaustivamente discutido na última quarta-feira. A decisão, que reconheceu o direito do Congresso Nacional de dar a última palavra nos casos de medidas cautelares envolvendo parlamentares, foi tomada por 6 votos contra 5, com o voto de desempate da ministra Carmen Lúcia, que gaguejou bastante na leitura dos seus argumentos, dando a impressão de estar dominada por uma dúvida atroz. Por essa decisão, que beneficiou o senador Aécio Neves, afastado há dias do exercício do mandato pelo próprio Supremo, o STF foi duramente criticado. 

Na verdade, apesar do acúmulo de provas contra o senador tucano, prevaleceu o dispositivo constitucional segundo o qual nenhum membro do Legislativo pode ser preso, a não ser em flagrante por crime inafiançável, e, também, o entendimento de que a Carta Magna não prevê o afastamento de parlamentares por determinação do Judiciário. Com isso Aécio, gravado pedindo propina e flagrado com uma mala de dinheiro conduzida pelo primo, deverá continuar livre, leve e solto para prosseguir em suas traquinagens, porque o Senado, recheado de sujeitos iguais a ele, não parece disposto a puni-lo. Prova disso é que já existem rumores de que os seus colegas estariam tramando para que a votação em plenário, para decidir se ele volta ou não ao exercício do mandato, seja secreta, de modo a impedir o desgaste eleitoral dos que votarem a seu favor. Todos sabem que numa votação aberta os senadores terão muita dificuldade para salvá-lo. 

Embora a decisão tomada pelos ministros tivesse respaldo no respeito à Constituição, o que não fazia já faz algum tempo, o Supremo deixou claro que a Justiça hoje no Brasil está estribada no seguinte pressuposto: aos tucanos os favores da Lei; aos petistas os rigores da Lei e mais as convicções. Não faz muito tempo o senador petista Delcidio do Amaral foi preso, com autorização da Suprema Corte, apenas porque fez a tolice de insinuar que tinha influência sobre os seus ministros. Ele não praticou nenhum crime inafiançável mas ninguém levantou a voz, nem mesmo entre petistas, para defendê-lo com os mesmos argumentos constitucionais utilizados agora em favor do tucano. E a cassação do seu mandato teve tramitação relâmpago no Senado. No caso de Aécio, que nem foi preso, até petistas estranhamente saíram em sua defesa, reforçada pela posição firme do comando do Poder Legislativo, que falou grosso e se impôs depois de ter, recentemente, a sua sede invadida, o chefe da sua segurança preso e seus computadores apreendidos pela Policia Federal por ordem de um juiz de primeira instância.

Foi preciso que um tucano emplumado fosse ameaçado de prisão para que o Senado peitasse o Supremo em defesa do seu direito constitucional de decidir sobre seus membros. Foi isso que faltou quando Delcídio foi preso. Na verdade, já fazia tempo que o Judiciário interferia, sem a menor cerimonia, nas decisões dos outros poderes, inclusive anulando, com a canetada de um só ministro do STF, atos aprovados pela Câmara dos Deputados, um colegiado com mais de 500 membros eleitos pelo povo. Apesar da Constituição Federal estabelecer que os poderes da República são independentes e harmônicos entre si, o Judiciário vinha se impondo como o poder maior, por culpa, inclusive, dos próprios parlamentares que, além de recorrerem à Suprema Corte todas as vezes em que tinham interesses contrariados dentro do Legislativo, vinham aceitando sem reclamar as decisões que interferiam em suas atividades, encolhendo-se e cedendo espaço aos togados. 

São muitos os exemplos dessa interferência do poder Judiciário no Legislativo e, também, no Executivo, ignorando solenemente dispositivos constitucionais. O caso da anulação da nomeação de Lula para a Casa Civil da Presidência da República, no governo Dilma, foi um dos mais gritantes, escancarando a posição política da Suprema Corte, desmoralizada pouco tempo depois quando validou ato idêntico do governo Temer ao nomear Moreira Franco. A partir de agora o Poder Legislativo estará mais fortalecido para defender os direitos constitucionais dos seus membros, o que significa que o Juiz Sergio Moro também não poderá mais prender nenhum parlamentar como antes, perdendo parte substancial do poder que o transformou em super-herói. E isso pode beneficiar, entre outros, o ex-deputado Eduardo Cunha, preso há cerca de um ano em Curitiba. 

Enquanto a Lava-Jato emprega há mais de dois anos dezenas de investigadores para vasculharem, com lupa, a vida do ex-presidente Lula, sem encontrarem absolutamente nenhum fiapo de prova que possa incriminá-lo, contra Aécio as provas se amontoam. Ainda assim ele permanece incólume, sorridente e mantendo conchavos com Temer, o que se constitui uma desmoralização para o Legislativo e para o Judiciário. Se o já desacreditado Senado não cassar o seu mandato ou afastá-lo do seu exercício, considerando as graves acusações que pesam sobre ele, então se concluirá que a melhor maneira de ficar impune neste país é filiar-se ao PSDB. O povo brasileiro não acredita mais nele, mas a legenda ainda exerce grande poder no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, onde tem correligionários, simpatizantes e admiradores com poder de decisão. O desgaste entre o eleitorado, porém, é tão grande que nas próximas eleições o ninho deverá encolher bastante, perdendo postos importantes sobretudo em São Paulo. O seu apoio ao golpe e ao governo Temer, inclusive cedendo o relator para a segunda denúncia contra ele na Câmara, foi devastador para a sua sobrevivência.