terça-feira, 26 de maio de 2009

Utopia: uma cartilha




Utopia: uma cartilha





Luiz Gonzaga Teixeira





Índice



1.Primeira idéia

2. O que é Utopia

3. Pequena história da palavra Utopia

4. As idéias utópicas

5. Como participar do movimento

6. Comunidade

7. O possível e o impossível

8. Federação

9. Como seria morar na Utopia?

10. Sexo e emancipação feminina

11. Política

12. Exploração

13. Educação

14. Modelo educacional

15. Personalidades

16. Guia de leitura

17. Resumo do manifesto utópico



Primeira idéia





Parece que há muitos milhares de anos, desde aquele tempo em que o homem vivia em cavernas e ainda não sabia escrever, que ele tem o costume de imaginar uma vida diferente, um lugar melhor. O homem costuma inventar na sua cabeça um país que nunca existiu e ali dentro coloca tudo que for preciso e que ele achar certo. E é isso a Utopia, esse costume de imaginar uma outra situação, diferente da situação em que estamos vivendo. Mas não é só isso. Geralmente, quem inventa um outro país é porque está vendo alguma coisa errada num lugar em que está vivendo. Por isso, as utopias sempre são uma forma de fazer crítica. E, ainda, é preciso lembrar que o homem nem sempre se contentou em sonhar. Muitas vezes ele tentou e em outras ele conseguiu realizar o seu sonho, no todo ou em parte. A Utopia, portanto, além de sonhos e crítica, é ou pode ser movimento e ação. E existem utopias de todos os tipos. Existem utopias religiosas, comunidades, muitos livros, etc. Muitos utópicos, até, nem sabem que são.





Por exemplo: um religioso cria um convento ou vai orar em um convento já pronto, um grupo de vizinhos resolve plantar um horta comunitária, a mulher casada suspira ao cair da tarde porque sabe que o dia seguinte vai ser igual a ela queria um dia diferente... pelo menos nesse ato preciso eles estão sendo utópicos. O que lhe falta é consciência e, porque falta consciência, pode ser que também falte persistência. Mas, muitos utópicos sabem muito bem o que é Utopia. Esses pensam e vivem buscando esse país tão sonhado, essa vida nova. Alguns escrevem livros. Outros procuram mudar sua maneira de viver no dia-a-dia, na sua alimentação, na sua maneira de trabalhar, de consumir, de ter amigos, na família. Outros trabalham para organizar um partido político ou dar um golpe de Estado com o fim de transformar o país na (ou pela) Utopia. Outros se retiram para um sítio e, geralmente junto com um grupo de amigos, vão viver em comunidade, segundo o esquema de vida que consideram o mais certo. Essa cartilha fala de todos os utópicos, mas, principalmente, desses que sabem que são utópicos e buscam a Utopia com consciência e persistência. Como já dissemos, os utópicos são muitos diferentes entre si. Mas alguma coisas são comuns à maioria, só um ou outro é que não concorda: por exemplo, quase todas as utopias propõem eliminar as diferenças sociais. Ou seja, são utopias socialistas. As idéias que vamos expor aqui são comuns à maioria, mas não necessariamente a todas as utopias.





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Fonte:http://antonioluizcosta.sites.uol.com.br/cartilha.htm