quinta-feira, 3 de outubro de 2013

TJ rejeita embargos e confirma condenação de Riva e Bosaipo por improbidade adminstrativa


José Riva e Humberto Bosaipo perderam a couraça que os protegia no judiciário estadual desde que dez magistrados foram aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2010.






24 Horas News


A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça confirmou nesta terça-feira, 1, as decisões proferidas pelo Tribunal de Justiça que condenou o  deputado José Riva (PSD) e o ex-deputado Humberto Bosaipo, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado,  por ato de improbidade administrativa. O Judiciário decidiu acolher o parecer do Ministério Público e rejeitou, por unanimidade, dois embargos de declaração interpostos pelas defesas dos políticos tentando reverter a decisão.

Conforme parecer do Ministério Público, entre os argumentos utilizados pelas defesas dos acusados estão a violação do princípio do juiz natural, usurpação de competência do Superior Tribunal de Justiça por suposta existência de foro privilegiado nas ações de improbidade e cerceamento de defesa. Para o Ministério Público, as razões apresentadas pelos acusados não justificam o pretendido efeito infringente ao acórdão que confirmou a sentença de primeiro grau.

Além de contestar todos os pontos elencados pelas defesas, o Ministério Público ainda questionou a via recursal utilizada. “Cumpre observar que a via dos embargos não se presta a atender pretensão de reexame de matéria já decidida pelo Tribunal. A sua finalidade é integrativa, limitando-se a sanar obscuridade, omissão ou contradição contida no julgamento, hipóteses que não se mostram presentes na espécie”, diz um trecho do parecer ministerial.

Fonte 24 Horas News

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Reflexo do mensalão: Deputado estadual de Mato Grosso também tenta um Embargo Infringente 


Além da acusação de desviarem dinheiro do TJ, os magistrados, segundo a denúncia feita pelo então corregedor Orlando Perri (hoje presidente do TJ), serviam de guardiões das ações que poderiam surgir contra Riva e Bosaipo, o que por muitos anos os manteve impunes






Do Blog da Adriana Vandoni
O deputado estadual de Mato Grosso José Riva (PSD) e o conselheiro do Tribunal de Contas Humberto Bosaipo, seu corréu em mais de 180 processos por improbidade administrativa e peculato, tentaram reverter, através de Embargos Declaratórios com efeito de Infringentes (recurso contra acórdãos não unânimes), a primeira condenação por improbidade administrativa que sofreram e que já fora confirmada pelo Tribunal de Justiça de MT (Embargos protocolos 90817/2012 e 85984/2012).
 
Ontem, a Quarta Câmara Cível, rejeitou por unanimidade, os Embargos Declaratórios com efeito de Infringentes, pedidos por Riva e Bosaipo, pelo qual tentavam, em mais um dos intermináveis recursos, anular a condenação que os deixou inelegíveis. O julgamento dos embargos estava pautado para o dia 24 de setembro, semana passada, quando Riva entrou com um estranho pedido de adiamento por uma semana. O Relator indeferiu, mas os outros dois deferiram.

Quais as razões desse estranho pedido de adiamento? Não posso comentar, pois estou sob censura decretada pelo desembargador Pedro Sakamoto, em novembro de 2009, e portanto, proibida por ele de emitir “opinião pessoal” a respeito de qualquer um dos mais de 180 processos de José Riva.

Segundo o Ministério Público Estadual os dois são acusados de desviar dinheiro da Assembleia através de pagamentos a diversas empresas de fachada (fantasmas), no período em que ambos eram deputados estaduais. Bosaipo hoje é conselheiro do Tribunal de Contas afastado por decisão judicial e Riva ainda é deputado estadual, presidente da Assembleia afastado também por decisão judicial.

Com a derrota de ontem eles continuam condenados aqui no Tribunal e inelegíveis, restando-lhes os recursos ao STJ e STF.

José Riva e Humberto Bosaipo perderam a couraça que os protegia no judiciário estadual desde que dez magistrados foram aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça, em 2010. Além da acusação de desviarem dinheiro do TJ, os magistrados, segundo a denúncia feita pelo então corregedor Orlando Perri (hoje presidente do TJ), serviam de guardiões das ações que poderiam surgir contra Riva e Bosaipo, o que por muitos anos os manteve impunes. De lá pra cá vem perdendo os recursos – por anos muito bem usados para adiar julgamentos e esperar a prescrição. Estratégia vitoriosa para as acusações de crimes como formação de quadrilha, já caducados.

Fonte Prosa e Política


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