quinta-feira, 29 de maio de 2014

ASSEMBLEIA: Na tribuna, Riva diz que prisão foi ilegal e que confia na justiça divina


O parlamentar ainda demonstrou mandar recado aos demais deputados. Isso porque sustentou que é nessas situações em que se aprende a “reconhecer os amigos” 

 Em pronunciamento, Riva afirma  que saiu da prisão melhor do que entrou


RD News


O deputado José Riva (PSD) falou diretamente com a população pela primeira vez nesta quarta (28), após deixar a prisão em Brasília, onde permaneceu por três dias durante a semana passada. O social-democrata  usou a tribuna da Assembleia para garantir que saiu do Complexo da Papuda melhor do que entrou.

 Riva também reiterou ser inocente das acusações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF), após investigação da Polícia Federal, por meio da Operação Ararath, de que estaria envolvido no esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros em Mato Grosso. De acordo com informações do delator, empresário Júnior Mendonça, Riva teria feito empréstimos ilegais que somam mais de R$ 10 milhões, entre 2006 e 2010.

Aos colegas, fez declarações reflexivas. “Seja lá qual for o sofrimento, qualquer coisa que acontecer em nossas vidas, se nos fizer pessoas melhores, vale a pena. Eu não fui o primeiro e não serei o último a passar por isso, mas uma coisa posso garantir: saí melhor do que entrei”, disse.

O parlamentar ainda demonstrou mandar recado aos demais deputados. Isso porque sustentou que é nessas situações em que se aprende a “reconhecer os amigos”. Acrescentou também ter convicção da ilegalidade de sua prisão ao repetir que as informações prestadas pelo MPF ao ministro do STF, Dias Toffoli, foram distorcidas. “Não vou viver de lamentações, se a prisão for ilegal mesmo, essas pessoas que fazem o mal, vão pagar. Existe um ser supremo, lá em cima, que nos julgará e com Justiça. porque a Justiça da terra falha”, completou.

Fonte RD News

Saiba mais


Avilmar, um testa de ferro de José Riva 




Prosa e Política

Uma das empresas usadas no esquema de lavagem de dinheiro operado pelo agiota Junior Mendonça, revelado pela Polícia Federal na operação Ararath, é a L.B. Notari, sediada na zona rural de Juara. Segundo depoimento do agiota, os depósitos feitos nessa empresa referiam-se a empréstimos feitos ao deputado estadual José Riva (PSD).

Embora a empresa estivesse em nome de Lindomar Braga Notari e Adelmo Braga Notari, seu representante legal era Avilmar de Araújo Costa, apresentado ao agiota por José Riva. “Que o depoente nunca teve qualquer negócio com AVILMAR, mas foi apresentado a este por meio de RIVA como sendo AVILMAR proprietário de uma financeira: QUE por esta razão o depoente tem a convicção de que estes depósitos foram realizados a mando de RIVA”, revelou Junior Mendonça em sua delação à PF, que você pode ler na íntegra aqui.




Agora veja trecho do relatório da Polícia Federal:




Em Juara, Avilmar é bastante conhecido como testa-de-ferro de José Geraldo Riva, como revelou o jornalista Fabio Pannunzio, em 2010: Tempos atrás, quando a Polícia Federal esteve em seu encalço, o pecuarista Avilmar Araújo se mudou para Minas Gerais. Ele foi um dos investigados por ter sido supostamente beneficiado pelo esquema de empresas fantasmas que José Geraldo Riva criou para desviar dinheiro da Assembleia Legislativa.
 
Na cidade, todos o conhecem como um homem muito rico, que vez por outra aparece propondo um negócio chamado “vaca de papel”. Consiste na entrega de um determinado valor a fazendeiros que têm pastagens disponíveis para o pagamento de uma renda anual arbitrada no equivalente a um determinado número de bezerros. De acordo com informações de um criador de gado de corte da região, os negócios são informais, regidos por contratos de gaveta, para que não haja a cobrança de impostos.

Seu enriquecimento, segundo pessoas que conviveram com ele no Nortão de Mato Grosso, foi vertiginoso. O cadastro do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA) confirma: Avilmar tem pelo menos nove propriedades rurais somente em Mato Grosso, todas elas situadas em Juara. Em apenas uma de suas fazendas, teria pelo menos 20 mil cabeças de gado.

O nome dele aparece nas investigações deflagradas a partir da Operação Arca de Noé, que revelou os negócios irregulares entre a Assembléia Legislativa de Mato Grosso e uma factoring do Comendador Arcanjo, o maior bicheiro do Centro-Oeste brasileiro. Em sua conta-corrente foi localizado um cheque emitido pela Assembléia Legislativa em favor de uma das empresas-fatasmas do esquema, a Baronia Publicidade e Marketing Ltda. Na época, o testa-de-ferro de Riva alegou que pegou um empréstimo na factoring de Arcanjo e que ela depositou, sem seu conhecimento, o cheque da ALMT em sua conta-corrente.

Localizá-lo é literalmente impossível. Ele declara endereços em Uberlândia, Patos de Minas e em Juara. Mas não foi encontrado em nenhum dos telefones que aparecem nos imóveis onde residiu nos últimos 20 anos.




Em 2013, a Polícia Rodoviária Federal, prendeu Avilmar em uma rodovia de Minas Gerais, com R$ 790 mil em notas de R$ 100, 50 mil euros e de três cheques no valor de R$ 58 mil, cada, em nome da assembleia legislativa de Mato Grosso (foto ao lado). Os cheques estavam assinados por José Riva. Aos policiais que o prenderam, Avilmar disse ter encontrado os cheques da assembleia no chão de Cuiabá.
 
Ainda em 2010, José Riva declarou ao Tribunal Regional Eleitoral, crédito com Avilmar de Araujo Costa, no valor de R$ 500.000,00.






CURIOSIDADE: Um leitor, morador do norte do estado, contou ao Prosa que o testa-de-ferro de Riva, o Avilmar, agora já tem um testa pra chamar de seu. Pro vocês verem como o negócio é próspero

 Fonte Prosa e Política


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