DEU NO RD NEWS:
Inquérito da Operação Ararath, deixa entrever que, com acesso aos milhões fornecidos pelo banco clandestino de Junior Mendonça, o deputado Riva pode ter montado esquema milionário de controle dos deputados na Assembleia e de pagamento a “jornais amigos e aos jornalistas amestrados”
Pelo que revela trecho do inquérito da Operação Ararath, publicada pelo
RD News, dados apontam que Geraldo Riva e Éder Moraes movimentaram
intensamente o dinheiro que o banco clandestino operado pelo empresário
Junior Mendonça colocava à sua disposição. As informações foram
fornecidas pelo próprio Junior Mendonça, em delação premiada. - Da Pagina do Enock
LAVAGEM DE DINHEIRO
Riva pode ser elo de envolvimento de deputado em fraude, diz
Camila Cervantes,
do RD NEWS
Reprodução
Trecho do inquérito em que mostra como o deputado Riva atuava para realizar empréstimos junto a Junior Mendonça
O deputado estadual José Riva (PSD) supostamente se valia do esquema
clandestino de lavagem de dinheiro, por meio do BicBanco, operado pelo
empresário Junior Mendonça, para obter recursos milionários,
incompatíveis com sua remuneração como parlamentar. Segundo inquérito da
Operação Ararath, para conseguir as movimentações financeiras, Riva
usava nome de terceiros para dissimular a origem e o destino dos
recursos obtidos. Os pagamentos de empréstimos que teriam sido tomados
pelo deputado eram feitos por Edemar Adams (já falecido), ex-diretor da
Assembleia.
Conforme relatório preliminar, ficou evidenciado um esquema para a obtenção de recursos por parte do ex-secretário estadual de Fazenda Eder Moraes (PMDB), do ex-governador, hoje senador Blairo Maggi (PR), do governador Silval Barbosa (PMDB), bem como Riva, “configurando os crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro”. Diante da situação, ao realizar as transições bancárias com Riva, Junior Mendonça, em depoimento, destaca que desconfiou se tratar de lavagem de dinheiro, uma vez que sabia que os rendimentos do social-democrata, como deputado, eram insuficientes para efetuar tais empréstimos.
Conforme relatório preliminar, ficou evidenciado um esquema para a obtenção de recursos por parte do ex-secretário estadual de Fazenda Eder Moraes (PMDB), do ex-governador, hoje senador Blairo Maggi (PR), do governador Silval Barbosa (PMDB), bem como Riva, “configurando os crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro”. Diante da situação, ao realizar as transições bancárias com Riva, Junior Mendonça, em depoimento, destaca que desconfiou se tratar de lavagem de dinheiro, uma vez que sabia que os rendimentos do social-democrata, como deputado, eram insuficientes para efetuar tais empréstimos.
Isso porque, segundo ele, Riva sempre apresentou a função de deputado
como sua única profissão. “os empréstimos tomados por Riva não poderiam
ser quitados no prazo estabelecido somente com o salário de deputado
estadual, até porque Riva nunca declarou a origem dos recursos para
pagamento das dívidas, mas sim que Edemar iria providenciar”, diz trecho
do inquérito. Segundo informações, de 2006 a 2010, o empresário
movimentou cerca de R$ 10 milhões com o deputado.
Na negociata, algumas pessoas jurídicas foram usadas para a
efetivação dos pagamentos, a fim de ocultar a origem do dinheiro. De
acordo com Mendonçã, após a primeira operação de empréstimo, quem pagava
as dívidas era Edemar, à época, secretário geral do Legislativo, por
meio de dinheiro em espécie. Em algumas ocasiões, segundo depoimento, o
próprio Riva justificava que a quantia emprestada seria “para atender as
necessidades do sistema”. “Junior Mendonça certa vez questionou Riva
sobre o que seria o sistema. Este relatou que seriam deputados da
Assembleia e a imprensa”.
Após o falecimento de Edemar, em outubro de 2010, os empréstimos
foram diminuindo. Sendo assim, o inquérito revela que Riva assumiu os
pagamentos dos empréstimos, sem intermédio de outra pessoa. “A quitação
desses empréstimos, em sua maioria, se dava na forma de dinheiro em
espécie, mas algumas vezes recebeu por meio de pagamento de terceiros,
na conta corrente da empresa Globo Fomento, nas contas 65400 e 64595,
agência 1263 do Banco Bradesco”.
Em seu depoimento, Mendonça ainda ressalta que Riva utilizava como
depositante a empresa de fachada L.B. Notari e CIA LTDA ME, cujo
proprietário era Avilmar de Araújo Costa, nos valores de R$ 99.590 mil e
R$ 90.410 mil, tendo como favorecido Globo Fomento Mercantil. A empresa
tem sede em Juara, principal base eleitoral de Riva. Conforme o
inquérito, Mendonça se encontrava com Avilmar na ante-sala da
Presidência da Assembleia, que à época era ocupada por Riva. Avilmar
chegou a ser preso, em Minas Gerais, portanto altas somas de dinheiro em
espécie, sem comprovação de origem ilícita e com cheques do
Legislativo. O fato causou polêmica, na ocasião, porque Riva afirmou que
a Assembleia não emita cheques há tempos.
Outro lado
Procurado pelo Rdnews, o advogado do deputado Riva, Valber Melo, não atendeu nem retornou as ligações.
Fonte RD News
Saiba mais
Mendonça diz que Costa comprou decisão
Juarez Costa, prefeito de Sinop, Mato Grosso
Gláucio Nogueira,
Editor do Gazeta Digital
O esquema operado pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, e pelo ex-secretário Eder Moraes Dias foi usado para comprar uma decisão favorável ao prefeito de Sinop (500 km ao norte da Capital), Juarez Costa (PMDB), que respondia no Tribunal Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) a processo de cassação.
A afirmação foi feita pelo próprio empresário, colaborador premiado da operação Ararath. O episódio é registrado em planilhas apreendidas na casa de Mendonça que fazem parte dos 10 inquéritos para apurar o esquema.
A afirmação foi feita pelo próprio empresário, colaborador premiado da operação Ararath. O episódio é registrado em planilhas apreendidas na casa de Mendonça que fazem parte dos 10 inquéritos para apurar o esquema.
A compra da decisão favorável teria custado R$ 500 mil, segundo depoimento de Mendonça. O valor foi pago ao então presidente do TRE, Evandro Stábile, que deferiu a liminar e o manteve no cargo. Conforme o empresário, a decisão de pagar para que Costa permanecesse no cargo partiu do próprio governador Silval Barbosa (PMDB), preocupado com a perda de poder no interior de Mato Grosso.
Mendonça recebeu estas informações do ex-membro do Pleno do TRE,
Eduardo Jacob, já falecido. Ele teria dito ao empresário que Juarez
estava temeroso em trazer, de Sinop para Cuiabá. Mendonça então sacou o
dinheiro e levou até a casa de Jacob, recebendo um cheque datado para 60
dias com juros de 3%. O cheque teria sido resgatado, dias depois, com o
pagamento em espécie.
O empresário justificou o empréstimo dizendo que, conforme a conversa com Jacob, Silval seria o garantidor da transação.
Outro lado – A reportagem tentou contato com o prefeito Juarez, mas até o momento não obteve sucesso.
FONTE A GAZETA
Leia mais:
CADEIRA DOS DEUSES
Conselheiro do TCE lava fortuna em contas de filho e empresa, diz PF
RAFAEL COSTA
Do FOLHA MAX
Alvo da Operação Ararath, o conselheiro aposentado Alencar Soares, que é investigado sob a suspeita de ter recebido R$ 4 milhões para pedir aposentadoria do cargo e ceder a vaga ao então deputado estadual Sérgio Ricardo (PR), “lavou” a quantia de dinheiro usando contas bancárias de dois filhos e de uma empresa jurídica. O inquérito da Polícia Federal ao qual FOLHAMAX teve acesso revela que Alencar usou as contas de Leonardo Soares e Leandro Soares, Alexandre de Freitas Bezerra e a Paz Administradora.
Em depoimento, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, conhecido como Júnior Mendonça, informou que foi o responsável pelo levantamento do dinheiro. Durante uma viagem a Àfrica do Sul da comitiva do governo do Estado, Alencar Soares revelou que o então governador Blairo Maggi (PR) afirmou que não gostaria de vê-lo fora da Corte de Contas.
Por sua vez, Alencar informou que já havia recebido R$ 2,5 milhões antecipados de Sérgio Ricardo e gasto a quantia. Ao retornar para Cuiabá, o secretário de Fazenda na época, Éder Moraes, entrou em contato com Junior Mendonça. Em uma conversa no seu gabinete, Eder afirmou “estamos precisando resolver um assunto de R$ 2,5 milhões, que Blairo Maggi determinou que resolvesse”.
Dias após, Alencar Soares entrou em contato com Júnior Mendonça para recuperar um cheque no valor de R$ 2,5 milhões e foi orientado a efetuar quatro depósitos na conta da empresa PAZ Administradora. Inicialmente, foram depositados 3 cheques nos valores de R$ 300 mil, R$ 200 mil e R$ 250 mil, respectivamente. Um quarto cheque foi depositado em nome de terceiro no valor de R$ 1,750 milhão na conta da PAZ Administradora.
Em março de 2010, Eder Moraes novamente se encontrou com Junior Mendonça e informou que o compromisso de Blairo Maggi com Alencar Soares seria de R$ 4 milhões e precisaria de R$ 1,5 milhão. Saindo de lá, Junior Mendonça se reuniu com Alencar Soares que orientou a pagar parte em espécie e outras em depósitos bancários.
Fonte Folha Max
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O empresário justificou o empréstimo dizendo que, conforme a conversa com Jacob, Silval seria o garantidor da transação.
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FONTE A GAZETA
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RAFAEL COSTA
Do FOLHA MAX
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Em depoimento, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, conhecido como Júnior Mendonça, informou que foi o responsável pelo levantamento do dinheiro. Durante uma viagem a Àfrica do Sul da comitiva do governo do Estado, Alencar Soares revelou que o então governador Blairo Maggi (PR) afirmou que não gostaria de vê-lo fora da Corte de Contas.
Por sua vez, Alencar informou que já havia recebido R$ 2,5 milhões antecipados de Sérgio Ricardo e gasto a quantia. Ao retornar para Cuiabá, o secretário de Fazenda na época, Éder Moraes, entrou em contato com Junior Mendonça. Em uma conversa no seu gabinete, Eder afirmou “estamos precisando resolver um assunto de R$ 2,5 milhões, que Blairo Maggi determinou que resolvesse”.
Dias após, Alencar Soares entrou em contato com Júnior Mendonça para recuperar um cheque no valor de R$ 2,5 milhões e foi orientado a efetuar quatro depósitos na conta da empresa PAZ Administradora. Inicialmente, foram depositados 3 cheques nos valores de R$ 300 mil, R$ 200 mil e R$ 250 mil, respectivamente. Um quarto cheque foi depositado em nome de terceiro no valor de R$ 1,750 milhão na conta da PAZ Administradora.
Em março de 2010, Eder Moraes novamente se encontrou com Junior Mendonça e informou que o compromisso de Blairo Maggi com Alencar Soares seria de R$ 4 milhões e precisaria de R$ 1,5 milhão. Saindo de lá, Junior Mendonça se reuniu com Alencar Soares que orientou a pagar parte em espécie e outras em depósitos bancários.
Fonte Folha Max
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