quarta-feira, 28 de maio de 2014

LAVAGEM DE DINHEIRO Riva pode ser elo de envolvimento de deputado em fraude, diz inquérito


DEU NO RD NEWS: 

Inquérito da Operação Ararath, deixa entrever que, com acesso aos milhões fornecidos pelo banco clandestino de Junior Mendonça, o deputado Riva pode ter montado esquema milionário de controle dos deputados na Assembleia e de pagamento a “jornais amigos e aos jornalistas amestrados”


Pelo que revela trecho do inquérito da Operação Ararath, publicada pelo RD News, dados apontam que Geraldo Riva e Éder Moraes movimentaram intensamente o dinheiro que o banco clandestino operado pelo empresário Junior Mendonça colocava à sua disposição. As informações foram fornecidas pelo próprio Junior Mendonça, em delação premiada. - Da Pagina do Enock


LAVAGEM DE DINHEIRO

Riva pode ser elo de envolvimento de deputado em fraude, diz 

Camila Cervantes,

do RD NEWS 

Reprodução

Trecho do inquérito em que mostra como o deputado Riva atuava para realizar empréstimos junto a Junior Mendonça


 O deputado estadual José Riva (PSD) supostamente se valia do esquema clandestino de lavagem de dinheiro, por meio do BicBanco, operado pelo empresário Junior Mendonça, para obter recursos milionários, incompatíveis com sua remuneração como parlamentar. Segundo inquérito da Operação Ararath, para conseguir as movimentações financeiras, Riva usava nome de terceiros para dissimular a origem e o destino dos recursos obtidos. Os pagamentos de empréstimos que teriam sido tomados pelo deputado eram feitos por Edemar Adams (já falecido), ex-diretor da Assembleia.

Conforme relatório preliminar, ficou evidenciado um esquema para a obtenção de recursos por parte do ex-secretário estadual de Fazenda Eder Moraes (PMDB), do ex-governador, hoje senador Blairo Maggi (PR), do governador Silval Barbosa (PMDB), bem como Riva, “configurando os crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro”. Diante da situação, ao realizar as transições bancárias com Riva, Junior Mendonça, em depoimento, destaca que desconfiou se tratar de lavagem de dinheiro, uma vez que sabia que os rendimentos do social-democrata, como deputado, eram insuficientes para efetuar tais empréstimos.


Isso porque, segundo ele, Riva sempre apresentou a função de deputado como sua única profissão. “os empréstimos tomados por Riva não poderiam ser quitados no prazo estabelecido somente com o salário de deputado estadual, até porque Riva nunca declarou a origem dos recursos para pagamento das dívidas, mas sim que Edemar iria providenciar”, diz trecho do inquérito. Segundo informações, de 2006 a 2010, o empresário movimentou cerca de R$ 10 milhões com o deputado.

Na negociata, algumas pessoas jurídicas foram usadas para a efetivação dos pagamentos, a fim de ocultar a origem do dinheiro. De acordo com Mendonçã, após a primeira operação de empréstimo, quem pagava as dívidas era Edemar, à época, secretário geral do Legislativo, por meio de dinheiro em espécie. Em algumas ocasiões, segundo depoimento, o próprio Riva justificava que a quantia emprestada seria “para atender as necessidades do sistema”. “Junior Mendonça certa vez questionou Riva sobre o que seria o sistema. Este relatou que seriam deputados da Assembleia e a imprensa”.

Após o falecimento de Edemar, em outubro de 2010, os empréstimos foram diminuindo. Sendo assim, o inquérito revela que Riva assumiu os pagamentos dos empréstimos, sem intermédio de outra pessoa. “A quitação desses empréstimos, em sua maioria, se dava na forma de dinheiro em espécie, mas algumas vezes recebeu por meio de pagamento de terceiros, na conta corrente da empresa Globo Fomento, nas contas 65400 e 64595, agência 1263 do Banco Bradesco”.

Em seu depoimento, Mendonça ainda ressalta que Riva utilizava como depositante a empresa de fachada L.B. Notari e CIA LTDA ME, cujo proprietário era Avilmar de Araújo Costa, nos valores de R$ 99.590 mil e R$ 90.410 mil, tendo como favorecido Globo Fomento Mercantil. A empresa tem sede em Juara, principal base eleitoral de Riva. Conforme o inquérito, Mendonça se encontrava com Avilmar na ante-sala da Presidência da Assembleia, que à época era ocupada por Riva. Avilmar chegou a ser preso, em Minas Gerais, portanto altas somas de dinheiro em espécie, sem comprovação de origem ilícita e com cheques do Legislativo. O fato causou polêmica, na ocasião, porque Riva afirmou que a Assembleia não emita cheques há tempos.

Outro lado

Procurado pelo Rdnews, o advogado do deputado Riva, Valber Melo, não atendeu nem retornou as ligações.

Fonte RD News

Saiba mais

Mendonça diz que Costa comprou decisão


Juarez Costa, prefeito de Sinop, Mato Grosso


Gláucio Nogueira,  
Editor do Gazeta Digital 

O esquema operado pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, e pelo ex-secretário Eder Moraes Dias foi usado para comprar uma decisão favorável ao prefeito de Sinop (500 km ao norte da Capital), Juarez Costa (PMDB), que respondia no Tribunal Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) a processo de cassação.

A afirmação foi feita pelo próprio empresário, colaborador premiado da operação Ararath. O episódio é registrado em planilhas apreendidas na casa de Mendonça que fazem parte dos 10 inquéritos para apurar o esquema.

A afirmação foi feita pelo próprio empresário, colaborador premiado da operação Ararath. O episódio é registrado em planilhas apreendidas na casa de Mendonça que fazem parte dos 10 inquéritos para apurar o esquema.

A compra da decisão favorável teria custado R$ 500 mil, segundo depoimento de Mendonça. O valor foi pago ao então presidente do TRE, Evandro Stábile, que deferiu a liminar e o manteve no cargo. Conforme o empresário, a decisão de pagar para que Costa permanecesse no cargo partiu do próprio governador Silval Barbosa (PMDB), preocupado com a perda de poder no interior de Mato Grosso.

Mendonça recebeu estas informações do ex-membro do Pleno do TRE, Eduardo Jacob, já falecido. Ele teria dito ao empresário que Juarez estava temeroso em trazer, de Sinop para Cuiabá. Mendonça então sacou o dinheiro e levou até a casa de Jacob, recebendo um cheque datado para 60 dias com juros de 3%. O cheque teria sido resgatado, dias depois, com o pagamento em espécie.

O empresário justificou o empréstimo dizendo que, conforme a conversa com Jacob, Silval seria o garantidor da transação.

Outro lado – A reportagem tentou contato com o prefeito Juarez, mas até o momento não obteve sucesso.

FONTE A GAZETA


Leia mais:


CADEIRA DOS DEUSES 

Conselheiro do TCE lava fortuna em contas de filho e empresa, diz PF 

Suspeita é que Alencar Soares vendeu vaga para Sérgio Ricardo no valor de R$ 4 milhões 

  Alencar e Sérgio foram alvos de busca e apreensão da PF há uma semana


RAFAEL COSTA


Do FOLHA MAX


Alvo da Operação Ararath, o conselheiro aposentado Alencar Soares, que é investigado sob a suspeita de ter recebido R$ 4 milhões para pedir aposentadoria do cargo e ceder a vaga ao então deputado estadual Sérgio Ricardo (PR), “lavou” a quantia de dinheiro usando contas bancárias de dois filhos e de uma empresa jurídica. O inquérito da Polícia Federal ao qual FOLHAMAX teve acesso revela que Alencar usou as contas de Leonardo Soares e Leandro Soares, Alexandre de Freitas Bezerra e a Paz Administradora.

Em depoimento, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, conhecido como Júnior Mendonça, informou que foi o responsável pelo levantamento do dinheiro. Durante uma viagem a Àfrica do Sul da comitiva do governo do Estado, Alencar Soares revelou que o então governador Blairo Maggi (PR) afirmou que não gostaria de vê-lo fora da Corte de Contas.

Por sua vez, Alencar informou que já havia recebido R$ 2,5 milhões antecipados de Sérgio Ricardo e gasto a quantia. Ao retornar para Cuiabá, o secretário de Fazenda na época, Éder Moraes, entrou em contato com Junior Mendonça. Em uma conversa no seu gabinete, Eder afirmou “estamos precisando resolver um assunto de R$ 2,5 milhões, que Blairo Maggi determinou que resolvesse”.

Dias após, Alencar Soares entrou em contato com Júnior Mendonça para recuperar um cheque no valor de R$ 2,5 milhões e foi orientado a efetuar quatro depósitos na conta da empresa PAZ Administradora. Inicialmente, foram depositados 3 cheques nos valores de R$ 300 mil, R$ 200 mil e R$ 250 mil, respectivamente. Um quarto cheque foi depositado em nome de terceiro no valor de R$ 1,750 milhão na conta da PAZ Administradora.

Em março de 2010, Eder Moraes novamente se encontrou com Junior Mendonça e informou que o compromisso de Blairo Maggi com Alencar Soares seria de R$ 4 milhões e precisaria de R$ 1,5 milhão. Saindo de lá, Junior Mendonça se reuniu com Alencar Soares que orientou a pagar parte em espécie e outras em depósitos bancários.

Fonte Folha Max

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