segunda-feira, 26 de maio de 2014

O eterno perseguido político. Até na desculpa o reeducando é reincidente


Riva, segundo a PF, participou do esquema montado por Éder Moraes, que ainda está preso na Papuda, através de diversas empresas, mas ele declara agora que a culpa é de Pedro Taques
 




Prosa e Política

Depois de três dias na Papuda o deputado e agora reeducando José Riva, concedeu uma coletiva para dizer que sua prisão foi … adivinhem?…foi…injusta e perseguição política orquestrada por … Pedro Taques.
 
Vocês assistiram ao vídeo da semana passada, nele eu conto que José Riva, desde a primeira condenação, em 1991, tornada sem efeito em 92, ele já alegou que era um perseguido político. O jovem ex-prefeito de Juara havia sido processado por vender um terreno que não era dele a duas pessoas diferentes, e alegou perseguição política. Isso não é invenção nem boato, está na sentença que você pode ler aqui e aqui (*). Ela é pública.

Desta vez Riva diz que Pedro Taques orquestrou a delação premiada do agiota Junior Mendonça, alvo central da operação Ararath, e que entregou à Polícia Federal todo o esquema de lavagem de dinheiro através de operações financeiras fraudulentas que alimentavam um esquema violento de propinas, que ia desde compra de vagas no Tribunal de Contas de MT até pagamentos a autoridades judiciais, conforme inquérito da Polícia Federal.

Riva, segundo a PF, participou do esquema montado por Éder Moraes, que ainda está preso na Papuda, através de diversas empresas, mas ele declara agora que a culpa é de Pedro Taques, que não tem nada com isso, mas é seu único opositor no estado.

Como se vê, até na desculpa o reeducando é reincidente.

(*) Na decisão do juiz Pedro Sakamoto, que censurou o blog, ele não ordenou que tirasse a decisão do ar. Ordenou que eu não comentasse sobre ela, mas retirar, ele não mandou.

Fonte Prosa e Política

Leia mais:

José Riva recebe aplausos em Cuiabá após ser solto 



 Cenário MT

Deputado José Riva foi preso na última terça pela PF na operação 'Ararath'. Nesta segunda-feira ele se pronuncia sobre prisão em coletiva de imprensa. 

O deputado estadual José Geraldo Riva, do PSD de Mato Grosso, recebeu aplausos na manhã desta segunda-feira (26) minutos antes de se pronunciar em coletiva de imprensa, em Cuiabá, a respeito de sua prisão pela Polícia Federal (PF) pela operação "Ararath" no último dia 20.

Solto após três dias de confinamento no Complexo da Papuda, em Brasília, o parlamentar é alvo de investigação por crimes financeiros e lavagem de dinheiro, mas também já responde a 107 processos judiciais por crimes de peculato, improbidade administrativa e corrupção.


No início de seu pronunciamento, Riva recebeu manifestações de apoio por parte dos que compareceram à coletiva de imprensa no auditório da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e fez questão de agradecer o auxílio recebido "nesse momento difícil" e deixou claro que não foi maltratado pela PF ou pelos agentes penitenciários em momento algum.




Prisão ilegal

No entanto, o principal ponto do discurso do parlamentar é de que sua prisão pela PF foi ilegal. Segundo ele, a Procuradoria-Geral da República teria induzido o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a erro.

Isso porque, em sua representação contra o deputado, a PGR teria dado a entender que Riva estava afastado da função de deputado - o que lhe suprimiria o foro privilegiado.

"As informações prestadas ao ministro foram distorcidas. Deixaram a entender que estava afastado da função de deputado. Estou convicto de que as informações da PGR foram maliciosamente distorcidas para me prejudicar", declarou o deputado.

Determinada pelo ministro Dias Toffoli, a prisão de Riva foi revogada três dias depois pelo mesmo ministro. Durante o tempo em que ficou em cárcere, o deputado sequer chegou a ser interrogado sobre sua suposta participação no esquema investigado pela PF na operação Ararath.

Apesar da soltura, o STF recolheu o passaporte do deputado para que ele não consiga deixar o país e o proibiu de manter contato com qualquer um dos demais investigados pela operação.

Entre eles, estão o ex-secretário de estado de Fazenda Éder Moraes (PMDB), também preso na terça-feira em cumprimento de mandado judicial e levado a Brasília, o governador do estado, Silval Barbosa (PMDB), e o senador Blairo Maggi (PR).

Éder Moraes continua preso em Brasília. O governador Silval Barbosa também chegou a ser preso, mas não devido a um mandado de prisão: durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, agentes da PF encontraram uma arma de fogo com registro vencido. Silval foi preso e levado à superintendência da PF em Cuiabá, onde permaneceu até pagar fiança de R$ 100 mil e ser liberado ainda no mesmo dia.

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