Embora a decisão beneficiasse apenas o secretário, o Gaeco decidiu suspender todos os demais depoimentos agendados. Isto porque outros intimados passaram a recorrer à Justiça, diante da suspensão do depoimento do titular da Pasta.
DC
O Grupo Especial de Combate Contra o Crime Organizado (Gaeco) deve
remarcar, nesta semana, as oitivas sobre irregularidades em licitações
promovidas pela Secretaria de Trabalho, Emprego e Assistência Social
(Setas), suspensas pela Justiça no último dia 8. Ainda restam 15 pessoas
a serem ouvidas.
Conforme o coordenador do Gaeco, promotor Marco Aurélio Garcia, novas
pessoas também devem ser convocadas para prestarem esclarecimento
acerca do caso. As notificações, entretanto, devem ocorrer apenas após
análise e todo material coletado durante busca e apreensão realizada na
sede da pasta no último dia 29, com a deflagração da Operação Arqueiro.
Isto porque o Ministério Público quer evitar que novas ações sejam
ajuizadas com o intuito de suspender as oitivas, como ocorreu com o
atual secretário da Setas, Jean Estevan Campos Oliveira. O gestor
recorreu a Justiça para suspender seu depoimento junto ao Gaeco alegando
não ter conhecimento total dos documentos que estão servindo como base
da investigação. A desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho deferiu
o pleito.
Embora a decisão beneficiasse apenas o secretário, o Gaeco decidiu
suspender todos os demais depoimentos agendados. Isto porque outros
intimados passaram a recorrer à Justiça, diante da suspensão do
depoimento do titular da Pasta.
A suspensão, entretanto, deve interferir diretamente no andamento das
investigações. Isto porque a previsão do Gaeco era encerrar a fase de
oitivas nesta semana e finalizar o inquérito até o final deste mês.
Até o momento, 24 pessoas já foram ouvidas. Para não atrapalhar o
andamento da apuração, os nomes só serão divulgados quando for oferecida
a denúncia. O grupo não descarta intimar a ex-secretária da Setas,
primeira-dama Roseli Barbosa, uma vez que era ela quem estava a frente
da pasta quando foram realizadas as licitações investigadas.
O Ministério Público investiga a existência de um suposto conluio
entre servidores da pasta e funcionários de institutos sem fins
lucrativos para fraudes em licitações e convênios. As empresas e os
institutos estariam envolvidos no esquema que teria funcionado junto ao
programa “Qualifica Mato Grosso”, implantado na gestão da primeira-dama
Roseli Barbosa à frente a Setas.
Conforme o Gaeco, nos últimos dois anos estas instituições receberam
aproximadamente R$ 20 milhões do governo do Estado para executar
programas sociais do governo do Estado. Até o momento, o Gaeco já
identificou a participação de nove pessoas no esquema. A qualidade dos
cursos oferecidos pelo governo também está sendo questionada.
Fonte Folha Max
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