Schneider considera que soltura de ex-secretário prejudica investigação de outros inquéritos
Folha Max
GILSON NASSER
Da Redação
O juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, negou o
pedido de revogação da prisão do ex-secretário Éder Moraes Dias, que
está preso em Brasília. A decisão do magistrado foi no início da noite
de ontem.
Acusado de 38 delitos, Éder Moraes foi preso no dia 20 de maio
durante a quinta fase da "Operação Ararath" que investiga um esquema
bilionário de desvio de recursos públicos através de praticamente todos
poderes em Mato Grosso. Ele chegoua s er liberado na madrugada da última
sexta-feira após revogação de prisão concedida pelo ministro do Supremo
Tribunal Federal, Dias Toffolli.
No entanto, na manhã de sábado, agentes da Polícia Federal prenderam
novamente o ex-secretário da Copa, Casa Civil e Fazenda num hotel de
luxo as margens do lago Paranoá. Ele se encontra detido na carceragem da
Polícia Federal e deve retornar ainda nesta terça-feira ao complexo
penitenciário da Papuda.
Ao recusar a revogação da prisão de Éder, o magistrado considerou que
uma soltura do réu poderia prejudicar outras investigações que estão em
curso pela Polícia Federal e Ministério Público Federal. Agora, a
defesa do ex-homem forte dos governos de Blairo Maggi (PR) e Silval
Barbosa (PMDB) deve buscar outras medidas jurídicas.
A primeira delas é esperar a análise de um pedido nas mãos do
ministro Dias Toffolli em que argumentam que a decisão do STF sobrepõe
automaticamente a Schneider. Outra medida será ingressar com
habeas-corpus junto ao Tribunal Regional Federal
Fonte Folha Max
Saiba mais:
Defesa de Eder tenta 'cartada' para tira-lo da prisão
Advogados do peemedebista tentam levar a decisão sobre a prisão para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ex-poderoso secretário de Fazenda recebeu habeas-corpus
THIAGO ANDRADE
A defesa do ex-secretário de Estado Eder Moraes (PMDB) tenta uma manobra para livrar o peemedebista da prisão preventiva. Os advogados querem levar para o Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão sobre a detenção do ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso.
A defesa avalia esta como a melhor alternativa, uma vez que, na semana passada, o ministro do STF (Supremo , Dias Toffoli, decidiu colocar Eder em liberdade. O ministro acatou a tese dos advogados do ex-secretário de que ele não representaria risco às investigações.
Eder foi colocado em liberdade na última sexta-feira (30), mas foi preso novamente no domingo (01) atendendo ao pedido de prisão do juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso.
Conforme o Tribunal Regional Federal, Schneider não revogou e nem reformou a prisão preventiva de Eder, até o momento.
Como parte do caso ainda está sob sigilo, a Polícia Federal não diz por qual motivo o ex-secretário chegou a ser solto. Acontece que o segundo pedido de prisão preventiva já havia sido decretado por Schneider quando foi deflagrada a quinta fase da operação Ararath, no último dia 20, data em que Eder foi preso pela primeira vez.
O peemedebista está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Eder foi levado para o Distrito Federal, atendendo ao pedido do Ministério Público Federal (MPF), que levou em consideração o grande poder que ele exerce no Estado, e por já ter tentado atrapalhar as investigações da PF.
Ainda que consiga a revogação da prisão, o homem forte dos governos de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB) não poderá deixar o Brasil, isso porque a PF investiga ligações de Eder com paraíso fiscal, como o Panamá, segundo relatos do delator do caso, Gercio Marcerlino Mendonça Junior, o Junior Mendoça.
Fonte Hiper Notícias
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