Em ano de eleições, deputados priorizam suas bases eleitorais e a maioria das sessões não é realizada por falta de quorum
Baixo número de opositores dificulta emplacar a abertura de investigação
Hiper Notícias
THIAGO ANDRADE
Mesmo diante de denúncias graves do Ministério Público Federal (MPF) envolvendo o governo do Estado e até mesmo deputado estadual, a Assembleia Legislativa (AL/MT) não deve abrir nenhuma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as irregularidades. Duas CPIs chegaram a ser cogitadas.
Os crimes apurados pela operação Ararath devem passar longe da Assembleia Legislativa. Apesar de o deputado José Riva (PSD) ter sido preso, mesmo que ilegalmente, durante a quinta fase da operação, os parlamentares não devem fazer nada para apurar as supostas irregularidades.Apesar do habeas corpus, Riva tem contra si cerca de 100 ações, desde improbidade administrativa até envolvimento em outros delitos.
No ano passado, o
grupo de oposição ao governo chegou a cogitar a abertura de
investigações sobre o contrato do governo do Estado com empreiteiras.
Principalmente, com relação aos grandes números recebidos pela empresa
Trimec.
Os valores pagos a empreiteira nas gestões de Blairo Maggi (PP) e Silval Barbosa (PMDB) já somam mais de R$ 300 milhões. A empresa está na lista dos investigados pela Polícia e Federal e pelo MPF. A suspeita de que ela usada para abastecer um grande esquema de lavagem de dinheiro existente no Estado.
O autor do requerimento é o deputado Dilmar Dal Bosco, que nesta semana afirmou que não vai mais trabalhar com a hipótese de abrir a CPI tendo em vista que o caso já está sob investigação da PF e do MPF.
A outra CPI engatilhada na Casa é a do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação). Essa comissão seria criada para investigar supostas irregularidades no uso dos recursos arrecadados com a cobrança do fundo pelo governo do Estado. A principal desconfiança é de que além das obras voltadas para a Copa do Mundo, os recursos do Fethab tem sido usados pelo governo para pagar salário dos servidores.
O deputado Zeca Viana (PDT) também não vê chances da CPI ser instalada, uma vez, que a oposição é composta de sete deputados. O número é insuficiente para a abertura de uma investigação na Casa, uma vez que é necessária a assinatura de um terço dos deputados, ou seja, oito assinaturas de apoio.
No início do ano o presidente da Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB), chegou a afirmar que a proposição de qualquer CPI neste ano será encarada como uma iniciativa de cunho eleitoral, que não merece crédito.
Para Romoaldo, a necessidade de abertura de uma nova investigação deveria ter sido discutida e aprovada ainda no ano passando, quando foram encerrados os trabalhos da CPI do MT Saúde e da CPI das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
Na oportunidade em que os relatórios finais destas duas comissões foram aprovados, o peemedebista chegou a afirmar em tom irônico que estava “aberta a corrida” para emplacar uma nova investigação.
Os valores pagos a empreiteira nas gestões de Blairo Maggi (PP) e Silval Barbosa (PMDB) já somam mais de R$ 300 milhões. A empresa está na lista dos investigados pela Polícia e Federal e pelo MPF. A suspeita de que ela usada para abastecer um grande esquema de lavagem de dinheiro existente no Estado.
O autor do requerimento é o deputado Dilmar Dal Bosco, que nesta semana afirmou que não vai mais trabalhar com a hipótese de abrir a CPI tendo em vista que o caso já está sob investigação da PF e do MPF.
A outra CPI engatilhada na Casa é a do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação). Essa comissão seria criada para investigar supostas irregularidades no uso dos recursos arrecadados com a cobrança do fundo pelo governo do Estado. A principal desconfiança é de que além das obras voltadas para a Copa do Mundo, os recursos do Fethab tem sido usados pelo governo para pagar salário dos servidores.
O deputado Zeca Viana (PDT) também não vê chances da CPI ser instalada, uma vez, que a oposição é composta de sete deputados. O número é insuficiente para a abertura de uma investigação na Casa, uma vez que é necessária a assinatura de um terço dos deputados, ou seja, oito assinaturas de apoio.
No início do ano o presidente da Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB), chegou a afirmar que a proposição de qualquer CPI neste ano será encarada como uma iniciativa de cunho eleitoral, que não merece crédito.
Para Romoaldo, a necessidade de abertura de uma nova investigação deveria ter sido discutida e aprovada ainda no ano passando, quando foram encerrados os trabalhos da CPI do MT Saúde e da CPI das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
Na oportunidade em que os relatórios finais destas duas comissões foram aprovados, o peemedebista chegou a afirmar em tom irônico que estava “aberta a corrida” para emplacar uma nova investigação.


