"Segundo um assessor parlamentar, um dos alvos é o dinheiro para a educação.
Assessor: O cara saca o dinheiro e entrega para ele. Normal.
Fantástico: Mas não teria que sacar e comprovar onde gastou?
Assessor: Para quem?
Fantástico: Para a Câmara dos Vereadores.
Assessor: Como assim, se os vereadores são cúmplices?
Fantástico: Ou, se for o governador, para a Assembleia Legislativa.
Assessor: Que também é cúmplice.
Assessor: Que também é cúmplice.
Fantástico: Mas tem o Tribunal de Contas do Estado.
Assessor: Que também é cúmplice.
Fantástico: O senhor quer dizer que todos são envolvidos?
Assessor: Cúmplices. Todos são. É uma máfia". ( Fantástico G1)
Juiz Marlon Reis lança livro no qual comenta a corrupção no Legislativo brasileiro
Por Euler de França Belém
No livro “O Nobre Deputado” (Leya Brasil, 120 páginas), no qual a ficção
é a mais pura realidade, o juiz Marlon Reis relata a corrupção no
Parlamento brasileiro. Ele ouviu várias pessoas e um ex-deputado
federal, que detalharam como funciona a corrupção no Legislativo e a
“arte” de comprar votos na política patropi. O presidente da Câmara dos
Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), decidiu representar contra o
magistrado no Conselho Nacional de Justiça. Como o escritor não nominou
deputados específicos, dando nomes reais — criou o personagem Cândido
Peçanha (uma alusão a “ingênuo” e a “peçonha”?) —, é provável que não
será punido ou advertido pelo CNJ. Seus críticos estão vestindo a
carapuça?
Marlon Reis é um dos pais do projeto que levou à criação da Lei da Ficha Limpa.
Fonte Jornal Opção
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