terça-feira, 24 de junho de 2014

ALVOS DA ARARATH: Justiça Federal nega absolvição sumária a Eder por crime financeiro


Juiz federal Jeferson Schneider nega, com uma canetada, ousado pedido do advogado Paulo Lessa para “absolvição sumária” e mantém o multi-atividades Éder Moraes preso no xilindró da Papuda. Em repetidas ocasiões, ex-secretário chefe da Casa Civil e ex-secretário de Fazenda se queixou que Blairo Maggi e Silval Barbosa lhe viraram as costas. Mantém-se a expectativa com relação a uma possível delação premiada a ser adotada pelo preso da Papuda – que pode provocar maremoto em Mato Grosso, que não tem mar.

 
 Éder Moraes preso na Papuda (foto meramente ilustrativa)


Abandonado e esquecido pelos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa, o multi-atividades Éder Moraes, que chegou a pontificar como o todo poderoso do Palácio Paiaguás, durante as três últimas administrações estaduais, continua vivendo o seu inferno astral. Recolhido ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasilia, há mais de um mês, Éder teve, mais uma vez o pedido de relaxamento de sua prisão negado pela Justiça Federal, neste inicio de semana. Vejam que, em ousadia processual e estilística, para dizer o mínimo, o advogado Paulo Lessa pedia nada menos que a absolvição sumária de Éder diante de todas as acusações que pesam contra ele. Desde o inicio do ano, Éder vem se queixando de abandono por parte de Silval e Maggi, em repetidas ocasiões. Essas queixas tem sido avaliadas como uma desesperada pressão de quem pontifica como “homem bomba” no cenário político de Mato Grosso. A expectativa com relação a uma delação premiada de Éder Moraes se mantém. Tal delação, para a política de Mato Grosso, seria como aquele fenomenal trabalho de Hércules, que limpou em um dia os currais do rei Aúgias, que guardavam três mil bois e que há mais de trinta anos não eram limpos, currais que estavam tão fedorentos que exalavam um gás mortal. Para limpá-los, segundo a lenda, Hércules desviou dois rios. Se Éder der com a língua nos dentes, imaginam muitos, Mato Grosso vai virar de ponta cabeça. Confira o noticiário. (Enock Cavalcanti)

Eder Moraes e outros três réus tiveram pedido negado pela Justiça Federal. Grupo responde por crimes financeiros investigados na operação Ararath.


Renê DiózDo G1 MT

A Justiça Federal em Mato Grosso indeferiu pedido de absolvição sumária feito pelas defesas do ex-secretário de estado Éder Moraes (PMDB) e outros três réus por crimes financeiros, os quais são investigados na operação Ararath. Proferida nesta segunda-feira (23), a decisão do juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, é a terceira derrota do ex-secretário na tentativa de deixar a carceragem da Papuda, em Brasília, onde está detido há mais de um mês.

O G1 tentou contato com o advogado de Éder, Fábio Lessa, para comentar a decisão, mas ele não atendeu aos telefonemas da reportagem.

Éder foi preso em Cuiabá  no dia 20 de maio durante a quinta etapa da operação Ararath, pela Policia Federal, suspeito de atuar como operador político de um esquema de fraudes e transações financeiras ilegais envolvendo autoridades dos três poderes do estado.

Uma série de processos em diferentes seções judiciárias foi gerada por conta das investigações da Ararath, inclusive o que tramita na 5ª Vara Federal, com Éder como réu por lavagem de dinheiro e crimes financeiros ao lado de sua esposa Laura Tereza da Costa Dias, do ex-secretário adjunto de Fazenda, Vivaldo Lopes, e do superintendente regional do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol. Ele também chegou a ser preso durante a operação Ararath, mas foi liberado.

Absolvição sumária

De acordo com o juiz Jeferson Schneider, o pedido de absolvição sumária dos réus não teve embasamento no Código do Processo Penal, motivo pelo qual foi indeferido.

Além disso, o magistrado marcou na decisão a primeira audiência do caso, agendada para o próximo dia 3 com o delator do caso, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, colaborador ‘premiado’ das investigações. A inquirição deverá ser acompanhada pelos réus (Éder deverá acompanhar por videoconferência, direto do presídio da Papuda).

Antes do pedido de absolvição sumária que teve objetivo de favorecer a todos os quatro réus do processo, Éder tentou outras duas vezes deixar o presídio no Distrito Federal. Primeiro, lançou mão de um pedido de revogação da prisão na Justiça Federal em Mato Grosso, o qual foi negado por Jeferson Schneider, e depois com um pedido de Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Além do advogado de Éder, a reportagem tentou contato com as defesas de sua esposa Laura, de Cuzziol e de Vivaldo Lopes. De acordo com a decisão do juiz Scheider, Laura ainda precisa apresentar procuração de um advogado para defendê-la no processo. Já o advogado de Cuzziol não foi localizado desde sua prisão. O advogado de Vivaldo Lopes, Ulisses Rabaneda, não atendeu às ligações da reportagem nesta terça-feira, assim como o defensor de Éder.

Fonte pagina do Enock Cavalcanti