Riva responde por mais de 100 processos na Justiça, sendo que a maioria por improbidade administrativa. “Riva é um candidato suicida. Se chegar a se eleger, já entrará no governo com a espada no pescoço”
foto Davi ValleRdnews
Ceará, do MCCE, incentiva a população a fazer denúncias sobre crimes eleitorais por meio do Plantão da Cidadania
Camila Cecílio
A partir do momento em que os candidatos às eleições deste ano
registrarem candidatura na Justiça Eleitoral, o Movimento de Combate a
Corrupção Eleitoral (MCCE) dará início aos trabalhos do Plantão da
Cidadania. O grupo, que atua desde os três últimos pleitos, deve contar
com o apoio da OAB e da Ong Moral para acompanhar denúncias de crimes
eleitorais.
De acordo com o membro do MCCE, Antonio Cavalcante Filho, o Ceará, a
participação da população será essencial. Explica que as denúncias
poderão ser feitas por meio do site www.mcce-mt.org
e pelos telefones 3624-9199 e 3624-1272, que são da sede do Sintep, em
Cuiabá. “Tudo que for recebido, como vídeos e fotos, será repassado para
a nossa assessoria jurídica”, reforça.
Ceará lembra que a atuação do Plantão da Cidadania foi responsável,
por exemplo, pela denúncia contra o deputado estadual José Riva (PSD) –
na época candidato à reeleição – por suposta compra de votos em Campo
Verde, nas eleições de 2010.
Em entrevista ao Grupo Rdnews, o representante do
MCCE afirma que o movimento deverá contestar a candidatura de Riva, que
pretende concorrer ao governo de Mato Grosso. Acontece que o social
democrata responde por mais de 100 processos na Justiça, sendo que a
maioria por improbidade administrativa. “Riva é um candidato suicida. Se
chegar a se eleger, já entrará no governo com a espada no pescoço”,
disse. Os registros de candidatura devem ser oficializados até sábado
(5), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Fonte RD NEWS
Para MCCE, eleitor deve ficar atento aos fichas-suja e aos fichas-encardidas
O presidente do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral em Mato
Grosso (MCCE-MT), Antonio Cavalcanti Filho, é o convidado ao vivo do
RDTV desta quarta (02) para falar sobre as ações da entidade no intuito
de garantir a fiscalização das candidaturas à majoritária e às
proporcionais no Estado. Além disso, o convidado vai revelar os detalhes
da plataforma eletrônica que permite as pesquisas de processos
judiciais e de prestações de contas que incidem sobre os potenciais
candidatos nas eleições-2014.
Fonte RD News
Leia mais
Deputado com 107 processos se lança ao governo de MT 40 dias após prisão
José Riva foi preso na operação Ararath, em maio, e solto após três dias. Parlamentar do PSD responde a mais de 100 processos por corrupção.
Do G1 MT
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Deputado com 107 processos se lança ao governo de MT 40 dias após prisão
José Riva foi preso na operação Ararath, em maio, e solto após três dias. Parlamentar do PSD responde a mais de 100 processos por corrupção.
Do G1 MT
A disputa eleitoral deste ano pelo cargo de governador do estado de
Mato Grosso tem, entre os candidatos, o deputado estadual José Riva
(PSD), que acumula 107 processos na Justiça contra si. O parlamentar,
que sempre negou as acusações, foi lançado candidato em convenção
partidária nesta segunda-feira (30), em Cuiabá, 40 dias após ter sido
preso pela Polícia Federal (PF) na operação Ararath, a qual apura
esquema de crimes financeiros e fraudes que teriam movimentado
ilegalmente cerca de R$ 500 milhões.
Liberado três dias depois do Complexo da Papuda, carceragem no Distrito
Federal para onde foi levado pela PF, Riva retornou a Mato Grosso e
retomou as atividades parlamentares, mas anunciou que abandonaria a
carreira política. O deputado declarou que deixaria de disputar eleições
alegando que não precisava de cargo político para viver, mas voltou
atrás e teve o nome homologado para a disputa majoritária na convenção
do PSD - com apoio dos partidos aliados PT do B, PRTB, PTN, PEN, PTC,
PPL e Solidariedade.
Nascido no estado do Espírito Santo, Riva se mudou aos 20 anos para
Mato Grosso, onde desenvolveu sua carreira política. Técnico em
contabilidade, três anos depois, tornou-se prefeito da cidade de Juara, a
690 km de Cuiabá, que hoje conta com pouco mais de 33 mil habitantes.
Foi eleito deputado estadual em 1994 e reeleito em 1998. Outras
reeleições para o cargo de deputado estadual se sucederam em 2002, 2006 e
2010.
Desde que assumiu o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Mato
Grosso (ALMT), o parlamentar tem revezado posições na presidência e na
vice-presidência da Casa. Nos últimos meses, mesmo afastado do cargo
máximo da ALMT (hoje exercido pelo peemedebista Romoaldo Júnior), ainda
despachava no gabinete da Presidência.
No plano judicial, Riva responde a 107 processos.
Entre eles, ações judiciais por casos como de improbidade
administrativa e peculato. Seu nome já foi mencionado em casos de
corrupção no estado.
Um deles ficou conhecido como “escândalo das calcinhas”: o parlamentar
foi condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 2,1 milhões por
desvios de recursos da ALMT. O dinheiro teria sido remetido a empresas
de fachada, como uma fabricante de lingerie que recebeu R$ 3 milhões,
segundo o processo. Riva negou qualquer envolvimento com desvio de
dinheiro.
Em outros casos, o deputado teve seu nome ligado a transações ilegais
com factorings de propriedade do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, hoje
preso. A esposa do parlamentar, Janete Riva, também chegou a ser alvo de
investigações; ela foi presa pela PF na operação Jurupari, em 2010, sob
acusações de crimes ambientais e trabalho escravo numa propriedade
rural da família.
O último caso envolvendo Riva é o da operação Ararath, na qual ele
figura, segundo as investigações, como um dos beneficiários de um esquema de transações financeiras ilegais em funcionamento no estado.
O esquema seria baseado num banco clandestino operado pelo empresário
Gercio Marcelino Mendonça Júnior, que colabora com as investigações como
delator premiado. A quinta etapa da operação, no dia 20 de maio,
consistiu no cumprimento de uma série de mandados judiciais expedidos
por conta das investigações, entre eles o mandado de prisão preventiva
contra Riva.
A prisão foi revogada e, após três dias, o deputado foi liberado. Além
de refutar qualquer crime financeiro ou fraude, ele alegou que sua
prisão no dia 20 de maio foi ilegal porque possui foro privilegiado na
condição de deputado estadual.
Fonte G1
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