Não existe democracia sem informação disponível e facilitada para os cidadãos sobre os políticos. E é isso que pretendemos fornecer, para auxiliar os eleitores na hora de eles formarem sua opinião a respeito dos candidatos - afirma o juiz Marlon Reis, do MCCE.
Parcerias para análises e debates eleitorais multiplataforma
Agência o Globo
RIO - Às vésperas das semifinais da Copa, o país começa
neste domingo outra maratona: a campanha eleitoral de 2014. E, para a
cobertura no papel e no site que levará aos leitores sobre a disputa
deste ano, O GLOBO vai encorpar a análise de fatos e informações com
parcerias exclusivas com instituições de peso. Pesquisadores e
professores do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Uerj,
trarão artigos examinando alianças e brigas do cenário político, assim
como mudanças e tendências de preferência do eleitorado.
Já o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), impulsionador
da Lei da Ficha Limpa, vai oferecer um aplicativo para que o eleitor
confira a ficha dos candidatos, numa ação inédita em conjunto com o
jornal. E, em outra parceria estreante nas páginas do GLOBO, a Diretoria
de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP-FGV)
analisará o quadro eleitoral com ferramentas interativas, como
monitoramento das redes sociais, e contará com o apoio da infografia
on-line do jornal. Além disso, O GLOBO, como em outras eleições,
convidará candidatos para sabatinas.
TEMPERATURA VIRTUAL
As redes sociais vão dar o tom da parceria com a DAPP-FGV.
Pesquisadores do órgão vão apontar quais temas do quadro eleitoral estão
sendo mais debatidos nas redes, em quais horários e em quais regiões do
país.
O acompanhamento da "temperatura" virtual também vai auxiliar o
jornal na análise do que os internautas falam sobre os políticos
inclusive durante os debates.
- Eleições são o momento em que a sociedade faz uma reflexão. É quase
uma repactuação de expectativas para o país. Queremos, por meio da
tecnologia, subsidiar essa reflexão com informações qualificadas - diz
Marco Ruediger, diretor da DAPP-FGV.
A FGV usará um programa de computador que faz uma varredura do
Facebook, do Twitter e do Instagram, filtrando os assuntos por
parâmetros de pesquisa como local (qual assunto está sendo mais debatido
em determinado dia e hora por usuários de redes sociais no Nordeste,
por exemplo), nuvem de palavras (as palavras mais citadas) e série
histórica de temas debatidos.
CONSULTA SOBRE BENS E FICHA DOS CANDIDATOS
Outro instrumento será o que a FGV chama de Mosaico Orçamentário: um
aplicativo em que o eleitor poderá consultar o orçamento federal,
acompanhar as transferências aos estados e propor formas de aplicação
dos recursos - numa espécie de orçamento participativo digital.
A tecnologia também será fundamental na parceria com o MCCE. Nela, um
aplicativo batizado de Transparência vai permitir que o eleitor veja
informações como declarações de bens e programas de campanha.
Desenvolvido pelo voluntário Edson Pieczarka para o MCCE, o
aplicativo usa informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e já
foi posto em prática nas eleições de 2012. Este ano, porém, há
novidades: o eleitor poderá saber se a ficha do candidato é limpa ou
suja - isto é, se ele tem processos e condenações que possam torná-lo
inelegível - e postar comentários. Além do acesso por telefones
celulares, este ano o aplicativo estará disponível também via
computador.
- São ações essenciais para a observância de um dos principais
aspectos da democracia, que é a transparência. Não existe democracia sem
informação disponível e facilitada para os cidadãos sobre os políticos.
E é isso que pretendemos fornecer, para auxiliar os eleitores na hora
de eles formarem sua opinião a respeito dos candidatos - afirma o juiz
Marlon Reis, do MCCE.
ARTIGOS DE CIENTISTAS POLÍTICOS
Completando a cobertura, O GLOBO também trará artigos de
especialistas do Iesp. Adalberto Cardoso, diretor-executivo do instituto
e um dos que vão escrever análises sobre o quadro político-eleitoral,
ressalta o "momento privilegiado de debate" que uma campanha eleitoral
traz:
- A imprensa cumpre o papel de alimentar a discussão em torno das
propostas dos candidatos, além de produzir informação balizada - diz
Cardoso, destacando a expectativa de fornecer "reflexão crítica sobre o
que dizem candidatos e partidos a respeito do que pretendem para o
país".
Outros nomes do Iesp que analisarão a campanha para O GLOBO são, por
exemplo, Argelina Figueiredo, Carlos Milani, Fabiano Santos, João Feres
Jr., Marcus Figueiredo e Maria Regina Soares de Lima.
Fonte Agência O Globo
Visite a pagina do MCCE-MT



