segunda-feira, 7 de julho de 2014

Parcerias para análises e debates eleitorais multiplataforma


Não existe democracia sem informação disponível e facilitada para os cidadãos sobre os políticos. E é isso que pretendemos fornecer, para auxiliar os eleitores na hora de eles formarem sua opinião a respeito dos candidatos - afirma o juiz Marlon Reis, do MCCE


 Parcerias para análises e debates eleitorais multiplataforma


Agência o Globo

RIO - Às vésperas das semifinais da Copa, o país começa neste domingo outra maratona: a campanha eleitoral de 2014. E, para a cobertura no papel e no site que levará aos leitores sobre a disputa deste ano, O GLOBO vai encorpar a análise de fatos e informações com parcerias exclusivas com instituições de peso. Pesquisadores e professores do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Uerj, trarão artigos examinando alianças e brigas do cenário político, assim como mudanças e tendências de preferência do eleitorado.

Já o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), impulsionador da Lei da Ficha Limpa, vai oferecer um aplicativo para que o eleitor confira a ficha dos candidatos, numa ação inédita em conjunto com o jornal. E, em outra parceria estreante nas páginas do GLOBO, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP-FGV) analisará o quadro eleitoral com ferramentas interativas, como monitoramento das redes sociais, e contará com o apoio da infografia on-line do jornal. Além disso, O GLOBO, como em outras eleições, convidará candidatos para sabatinas.

TEMPERATURA VIRTUAL

As redes sociais vão dar o tom da parceria com a DAPP-FGV. Pesquisadores do órgão vão apontar quais temas do quadro eleitoral estão sendo mais debatidos nas redes, em quais horários e em quais regiões do país.

O acompanhamento da "temperatura" virtual também vai auxiliar o jornal na análise do que os internautas falam sobre os políticos inclusive durante os debates.

- Eleições são o momento em que a sociedade faz uma reflexão. É quase uma repactuação de expectativas para o país. Queremos, por meio da tecnologia, subsidiar essa reflexão com informações qualificadas - diz Marco Ruediger, diretor da DAPP-FGV.

A FGV usará um programa de computador que faz uma varredura do Facebook, do Twitter e do Instagram, filtrando os assuntos por parâmetros de pesquisa como local (qual assunto está sendo mais debatido em determinado dia e hora por usuários de redes sociais no Nordeste, por exemplo), nuvem de palavras (as palavras mais citadas) e série histórica de temas debatidos.



CONSULTA SOBRE BENS E FICHA DOS CANDIDATOS

Outro instrumento será o que a FGV chama de Mosaico Orçamentário: um aplicativo em que o eleitor poderá consultar o orçamento federal, acompanhar as transferências aos estados e propor formas de aplicação dos recursos - numa espécie de orçamento participativo digital.

A tecnologia também será fundamental na parceria com o MCCE. Nela, um aplicativo batizado de Transparência vai permitir que o eleitor veja informações como declarações de bens e programas de campanha.

Desenvolvido pelo voluntário Edson Pieczarka para o MCCE, o aplicativo usa informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e já foi posto em prática nas eleições de 2012. Este ano, porém, há novidades: o eleitor poderá saber se a ficha do candidato é limpa ou suja - isto é, se ele tem processos e condenações que possam torná-lo inelegível - e postar comentários. Além do acesso por telefones celulares, este ano o aplicativo estará disponível também via computador.

- São ações essenciais para a observância de um dos principais aspectos da democracia, que é a transparência. Não existe democracia sem informação disponível e facilitada para os cidadãos sobre os políticos. E é isso que pretendemos fornecer, para auxiliar os eleitores na hora de eles formarem sua opinião a respeito dos candidatos - afirma o juiz Marlon Reis, do MCCE.

ARTIGOS DE CIENTISTAS POLÍTICOS

Completando a cobertura, O GLOBO também trará artigos de especialistas do Iesp. Adalberto Cardoso, diretor-executivo do instituto e um dos que vão escrever análises sobre o quadro político-eleitoral, ressalta o "momento privilegiado de debate" que uma campanha eleitoral traz:

- A imprensa cumpre o papel de alimentar a discussão em torno das propostas dos candidatos, além de produzir informação balizada - diz Cardoso, destacando a expectativa de fornecer "reflexão crítica sobre o que dizem candidatos e partidos a respeito do que pretendem para o país".

Outros nomes do Iesp que analisarão a campanha para O GLOBO são, por exemplo, Argelina Figueiredo, Carlos Milani, Fabiano Santos, João Feres Jr., Marcus Figueiredo e Maria Regina Soares de Lima.

Fonte Agência O Globo




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