quarta-feira, 14 de abril de 2010

deputados manobram para acabar com CPI da Unemat

Professores temem trama de deputados para acabar com CPI da Unemat. Percival Muniz não vê lógica na paralisação das investigações
O presidente da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), professor Otávio Ribeiro Chaves (foto) denunciou que os deputados estaduais Adalto de Freitas (PMDB), Airton Português (PP) e J. Barreto (PR) estariam articulando para que a CPI da Unemat fosse arquivada. De acordo com Chaves, o reitor Taisir Karim teria visitado a Assembleia Legislativa, na semana passada, pedindo para que a investigação fosse interrompida. Segundo Chaves, a visita foi articulada pelo deputado federal, Pedro Henry (PP).


“O Daltinho, o Airton Português e o J. Barreto estão lá agora numa tentativa de acabar em pizza essa CPI. A Unemat está cheia de problemas, eles estão assustados e teve uma visita da reitoria da Unemat instrumentalizada pelo Pedro Henry na Assembleia Legislativa. Isso já é o reflexo dessa visita”, denunciou o professor.

Segundo Otávio Ribeiro Chaves, o pedido havia sido feito porque há um processo eleitoral em curso na Unemat e as investigações poderiam prejudicar o desempenho dessas pessoas. Chaves também afirmou que pessoas que pleiteiam cargos na eleição deste ano também poderiam ser afetadas.

“A informação que eu tive é de que há um processo eleitoral em curso no estado, enfim, isso vem colocar em evidência pessoas que estão ligadas a esse processo eleitoral”.

“Nós estamos fazendo as denúncias de irregularidades nessa atual gestão como também das falcatruas na própria Faespe. Nós já descobrimos, a partir da CPI, que as provas do concurso público foram feitas através da Faespe, na primeira tentativa do concurso, e não da Unemat. Então o governador Blairo Maggi mentiu. Isso foi uma jogada, porque a Faespe é uma entidade privada e, portanto deveria participar de processo licitatório. Então é uma série de irregularidades que a gente já suspeitava e que estão sendo confirmadas pela CPI e que deve ter prejudicado muita gente”.

Presidente da CPI nega paralisação dos trabalhos

Procurado pela reportagem do site PnB Online, o presidente da CPI da Unemat, deputado estadual Percival Muniz (PPS) confirmou que houve um pedido da comunidade universitária para que houvesse uma paralisação temporária dos trabalhos até que fosse escolhido o novo reitor da Universidade.

“O que eu tenho conhecimento é de que há um núcleo de deputados que tem recebido da comunidade universitária um pedido para suspender o trabalho da CPI até a eleição da Unemat, porque estaria contaminando o processo. A candidata do PT está “queimando” os outros candidatos tentando usar a CPI como forma de contaminar o processo eleitoral interno”.

De acordo com Percival Muniz, esse pedido foi feito na semana passada. Percival disse que não consegue ver ligação entre a eleição da Unemat e a CPI instalada na Assembleia Legislativa, mas disse que pediu para que a exposição dos motivos fosse apresentada por escrito à comissão, para que o assunto fosse discutido em reunião.

“Nesse caso não seria acabar e sim suspender até que seja realizada a eleição da Unemat”.

Percival confirmou que foi procurado pelo deputado estadual Adalto de Freitas, que acompanhava um dos candidatos a reitoria da Unemat. “O Daltinho me procurou com um candidato a reitor da Unemat na semana passada, no sentido de mostrar que a CPI está contaminando o processo eleitoral interno”.

Percival lembrou que para que a CPI seja suspensa, precisa haver uma solicitação em plenário. “Primeiro precisa ser aprovado na Comissão, segundo tem que ter maioria na comissão e depois tem que levar isso para o plenário para ele autorizar ou não. A priori não vejo muito lógica nisso não (suspender os trabalhos da CPI)”.

Questionado sobre a visita de Henry e Karim à Assembleia Legislativa, Percival disse que não tinha conhecimento disso.

Da Redação PnB Online

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Deputados negam conchavo para acabar com CPI da Unemat

14/4/2010 - 11:16

O deputado estadual Adalto de Freitas (PMDB) disse que somente alertou o presidente da CPI da Unemat, Percival Muniz (PPS), no sentido de que a investigação não interfira na escolha do novo reitor da Universidade. J. Barreto (PR) se contradisse ao tentar negar a afirmação do presidente da Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), professor Otávio Ribeiro Chaves, que acusa Freitas, Barreto e Airton Português (PP) de articularem o fim da CPI da Unemat. Já o deputado Airton Português (PP) nega que tenha articulado algo nesse sentido.

Durante entrevista ao site PnB Online, o professor afirma que “Daltinho, Airton Português e J. Barreto, estão numa tentativa de acabar em pizza a CPI. A Unemat está cheia de problemas, eles estão assustados e teve uma visita da reitoria da Unemat instrumentalizada pelo Pedro Henry na Assembleia Legislativa. Isso já é o reflexo dessa visita”.

O deputado Daltinho negou que haja alguma intenção no sentido de acabar com a CPI. “A Assembleia está muito acima disso. Não estamos tentando parar nada. O que acontece é que fizemos uma visita na Unemat e estamos tentando marcar uma reunião com o presidente da CPI, o deputado Percival Muniz (PPS). Nós fizemos, na verdade, um alerta para que a investigação não interfira nas eleições internas para reitor da Unemat, funcionando como palanque eleitoral”, explicou.

Já o deputado J. Barreto se contradisse ao falar com a reportagem do PnB. Primeiro ele admite a possibilidade de pedir suspensão dos trabalhos.

“Nós realmente queremos uma reunião com o deputado Percival (Muniz) para conversar sobre essa CPI, que não está andando por causa da campanha. Todo mundo está em campanha, ninguém pode ser hipócrita e nem mentiroso. Todo mundo está visitando suas bases (eleitorais) e não reúne. Nós queremos reunir para ver se vai suspender e poder falar: “ó, daqui 90 dias eu volto”. Porque desse jeito está enrolado”.

Mas, depois, J. Barreto nega que queira sugerir a paralisação. “Não, não. Não sugerimos nada. Ainda não reunimos com ele. Nós estamos pedindo uma reunião. Fala com o Português (Airton). Ele é o relator. O presidente e o relator podem falar melhor. Eu sou membro”.

Contudo logo em seguida, quando é questionado se a campanha atrapalha os trabalhos, J. Barreto volta a admitir que fará o pedido de suspensão temporária da investigação.

“Ninguém se reúne. Está sem tempo com a oposição fazendo campanha política. Vamos fazer uma reunião com o Percival pra decidir”.

O deputado estadual Airton Português (PP) diz que não sugeriu nem paralisação, nem suspensão da CPI, principalmente porque tem que seguir o Regimento Interno a Assembleia Legislativa. “Eu não vou sugerir isso porque temos, antes de tudo, o regimento interno da AL. Temos que estar de acordo com ele e devemos fazer o nosso trabalho na CPI. Tínhamos uma reunião marcada ontem que não aconteceu porque o Percival tinha um compromisso fora, então não teve a reunião”, explicou.

Mas Português confirma que a CPI tem tido dificuldades por causa da campanha eleitoral. “Existe mesmo uma dificuldade por causa da campanha. Os deputados, de forma geral, são agentes políticos e estão preocupados com sua campanha, mas é uma preocupação que precisamos deixar fora do processo da CPI”, afirmou.

Euziany Teodoro PnB online

Fonte: Preto no Branco