A campanha conservadora contra a integração latino-americana sofrerá um
revés tremendo quando o programa Mais Médicos começar a apresentar seus
efeitos concretos
“O que brilha com luz própria , ninguém pode apagar
Seu brilho pode alcançar a escuridão de outras costas
Que pagará este pesar do tempo que se perdeu....
Das vidas que nos custou e das que nos podem custar..
O pagará a unidade dos povos em questão....
E a quem negar esta razão, a história condenará...”
Canción por La Unidad Latinoamericana
Pablo Milanez
Médicos cubanos: avança a integração da América Latina!
Fonte: Brasil de Fato
Por Beto Almeida
Não faltaram emoção, lágrimas e dignidade na chegada
dos 176 médicos cubanos, que desembarcaram, neste sábado (24) à noite em
Brasília (DF), para um trabalho indispensável em municípios
brasileiros, mais de 700, ainda sem qualquer assistência médica. Quando
aqueles cidadãos cubanos, muitos deles negros, muitas mulheres, com
bandeirolas brasileiras e cubanas nas mãos, pisaram o solo brasileiro,
ali estava o retrato do enorme progresso social, educacional e sanitário
alcançado pela Revolução Cubana. Mas, também, uma prova concreta de que
a integração da América Latina está avançando; não é só comércio, é
também saúde. O Brasil coopera com Cuba na construção do Complexo
Portuário de Mariel – sua mais importante obra de infraestrutura
atualmente –, e Cuba coopera com o Brasil preenchendo uma lacuna imensa,
a falta de médicos.
A campanha conservadora
contra a integração latino-americana sofrerá um revés tremendo quando o
programa Mais Médicos começar a apresentar seus efeitos concretos. Esses
resultados terão a força para revelar o teor medieval das críticas
feitas pelas representações médicas e pela mídia teleguiada pela
publicidade da indústria farmacêutica.
Volumosa desinformação
Tendo
em vista o volume de desinformação que circulou contra a vinda de
médicos estrangeiros, mas contra os médicos cubanos em especial, é
obrigatório travar a batalha das ideias, primeiramente, em defesa da
Revolução Cubana como uma conquista de toda a humanidade. Cercada,
sabotada e agredida, a Revolução Cubana, que antes de 1959 possuía os
mais tenebrosos indicadores sociais, analfabetismo massivo, mortalidade
infantil indecente, desemprego e atraso social generalizado, consegue
libertar-se da condição de colônia e, mesmo sem ter uma base industrial
como a brasileira por exemplo, passa a exportar médicos, professores,
vacinas, desportistas. Exporta, principalmente, exemplos!
Esse
salto histórico da Revolução Cubana deixa desconcertada a crítica, seja
emanada pela mídia colonizada pelas lucrativas transnacionais
fabricantes de farmacos ou equipamentos hospitalares, seja a crítica da
oligarquia difundida pelas representações médicas. Os que questionam a
qualidade da formação profissional dos médicos cubanos são desafiados a
responder por que a mortalidade infantil em Cuba é das mais baixas do
mundo, sendo inferior, inclusive, àquela registrada no Estado de
Washington, nos EUA.
Cuba e a libertação africana
Vale
lembrar que Cuba possuía, antes de 1959, pouco mais de 6 mil médicos,
dos quais a metade deixou o país porque não queria perder privilégios,
nem concordava com a socialização da saúde. Apenas cinco décadas depois,
é esta mesma Cuba que tem capacidade de exportar milhares de médicos
para socorrer o povo brasileiro de uma indigência grave construída por
um sistema de saúde ainda determinado pelos poderosos interesses das
indústrias hospitalar, farmacêutica e de equipamentos, que privilegiam a
noção de uma medicina como um negócio, uma atividade empresarial a
mais, não como um direito, como determina nossa Constituição.
Já
em 1963, quando a Revolução na Argélia precisou, iniciou-se a prática
cubana de enviar brigadas médicas aos povos irmãos. Ensanguentada pela
herança da dominação francesa, a Revolução Argelina encontrou em Cuba a
fraternidade concreta, quando ainda não havia na Ilha um contingente
médico tão numeroso como o existente atualmente. Predominou sempre na
Revolução Cubana a ideia de que em matéria de solidariedade
internacional compartilha-se o que se tem, não o que lhe sobra. Foi
exatamente ali, na Argélia, que se estabeleceram laços indestrutíveis
entre a Revolução Cubana e os diversos movimentos de libertação da
África. A partir de então, Cuba participou com brigadas militares e
médicas em diversos processos de libertação nacional do continente. De
tal sorte que, em 1966, a primeira campanha de vacinação contra a
poliomielite realizada no Congo foi organizada por médicos cubanos! Os
CRMs conhecem esta informação? Sabem que a poliomielite foi erradicada
em Cuba décadas antes do Brasil fazê-lo?
Será o Revalida capaz de avaliar a dimensão libertadora da medicina cubana?
Quando
Angola foi invadida por tropas do exército racista da África do Sul,
baseado nas supremas leis do internacionalismo proletário, Agostinho
Neto, presidente angolano, também médico e poeta, solicitou a Fidel
Castro ajuda militar para garantir a soberania da nação africana. Uma
das mais monumentais obras de solidariedade foi realizada por Cuba que,
ao todo, enviou a Angola cerca de 400 mil homens e mulheres para, ao
lado dos angolanos e namíbios, expulsar as tropas imperialistas
sul-africanas tanto de Angola como da Namíbia. E sob a ameaça de uma
bomba atômica, que Israel ofereceu à África do Sul argumentando que as
tropas cubanas tinham que ser dizimadas porque pretendiam chegar até
Pretória..... Na heroica Batalha de Cuito Cuanavale – que todos os
jornalistas, historiadores e militantes deveriam conhecer a fundo – lá
estavam as tropas cubanas, mas lá estavam também as brigadas médicas de
Cuba, que se espalharam por vários pontos de Angola. A vitória de Angola
e da Namíbia contra a invasão da África do Sul foi também a derrota do
regime do Apartheid. Citemos Mandela: “A Batalha de Cuito Cuanavale foi
o começo do fim do Apartheid. Devemos o fim do Apartheid a Cuba!”.
Qual
exame Revalida será capaz de dimensionar adequadamente o desempenho de
um médico cubano em Cuito Cuanavale, com sua maleta de instrumentos numa
das mãos e na outra uma metralhadora, livrando a humanidade da
crueldade do Apartheid? Como dimensionar o bem que o fim do Apartheid,
com a decisiva participação cubana, proporcionou para a saúde social da
História da Humanidade?
As crianças de Chernobyl em Cuba
O
sentido de solidariedade internacionalista está tão plasmado na
sociedade cubana que, quando aquele terrível acidente ocorreu na Usina
Nuclear de Chernobyl, em 1986, o Estado cubano recebeu das organizações
dos Pioneiros – que congregam crianças e adolescentes cubanos – a
proposta de oferecer tratamento médico às crianças contaminadas pela
radioatividade vazada no desastre. Um documentário realizado pelo
extinto Programa Estação Ciência, dirigido pelo jornalista Hélio Doyle,
exibido com frequência na TV Cidade Livre de Brasília, registra como
Cuba compartilhou seus recursos médicos e hospitalares, mas, sobretudo,
sua fraterna solidariedade com cerca de 3 mil crianças russas que foram
levadas para tratamento na Ilha, nas instalações dos Pioneiros, em
Tarará. Destaque-se, primeiramente, que a ideia partiu dos Pioneiros.
Segundo, que Cuba não se colocava na condição de doadora, mas apenas
cumprindo um dever solidário. Lembravam que o povo soviético havia sido
solidário com Cuba quando os EUA iniciaram o bloqueio contra a Ilha
cortando a cota de petróleo e do açúcar, suspendendo o comércio
bilateral, na década de 1960. A URSS passou a comprar todo o açúcar
cubano, pelo dobro do preço do mercado internacional, e a abastecer Cuba
de petróleo, pela metade do preço de mercado mundial. São páginas
escritas, em uma outra lógica, solidária, fraterna, socialista. É de se
imaginar o quanto os dirigentes das representações médicas brasileiras
poderiam aprender com aquelas crianças cubanas que ofertaram tratamento
às 3 mil crianças russas, um contingente menor que o de médicos cubanos
que virão para o Brasil.
Impublicável
A
cooperação entre Brasil e Cuba, em matéria de saúde, não está
iniciando-se agora. Durante o governo Sarney, recém restabelecidas as
relações bilaterais, em 1986, foram as vacinas cubanas contra a
meningite que permitiram ao nosso país enfrentar aquele surto. Na época,
a mídia teleguiada também fez uma sórdida campanha contra o governo
Sarney, primeiro por reatar as relações, mas também por comprar grandes
lotes da vacina desenvolvida pela avançada ciência de Cuba. De modo
venenoso, tentou-se desqualificar as vacinas, afirmando serem de
qualidade duvidosa, tal como agora atacam a medicina cubana. Na época,
foram as vacinas cubanas que permitiram controlar aquele surto e salvar
vidas. Mas também trouxeram, por meio do exemplo, a possibilidade de que
aprendêssemos um pouco dos valores e das conquistas de uma revolução.
Afinal, por que um país com poucos recursos, com uma base industrial
muito mais reduzida, conseguia não apenas elevar vertiginosamente o
padrão de saúde de seu povo, mas também desenvolver uma tecnologia com
capacidade para produzir e exportar vacinas, enquanto o Brasil, com uma
indústria muito mais expandida, capaz de produzir carros, navios e
aviões, não tinha capacidade para defender seu próprio povo de um surto
de meningite? São sagradas as prioridades de uma revolução. E é por isso
que, ainda hoje, a sexta maior economia do mundo se vê na obrigação de
recorrer a Cuba para não permitir a continuidade de um crime social
configurado na não prestação de atendimento médico a milhões de
brasileiros.
Mais recentemente, quando a
Organização Mundial da Saúde convocou a indústria farmacêutica
internacional a produzir vacinas para combater um tenebroso surto de
febre amarela que se espalhou pela África, obteve como resposta desta
indústria o mais sonoro e insensível “não”. Os preços que a OMS podia
pagar pelas vacinas não eram, segundo as transnacionais farmacêuticas,
apetitosos. Milhões de vidas africanas passaram a correr risco, não
fosse a cooperação entre dois laboratórios estatais: o Instituto Bio
Manguinhos, brasileiro, e o Instituto Finley, cubano. Essa cooperação
permitiu a produção, até o momento, de 19 milhões de doses da vacina que
a África necessitava, a um preço 90 por cento menor que o preço do
mercado internacional. Onde foi publicada esta informação? Apenas na
Telesur e na imprensa cubana. A ditadura dos anúncios da indústria
farmacêutica, que dita a linha editorial da mídia brasileira em relação
ao programa Mais Médicos e à cooperação da medicina de Cuba,
simplesmente impediu que o grande público brasileiro tomasse
conhecimento desta importantíssima cooperação estatal brasileiro-cubana.
Os médicos cubanos e o furacão Katrina
Para
dimensionar a inqualificável onda de insultos que os médicos cubanos
vêm recebendo aqui na mídia oligárquica, lembremos um fato também
sonegado por esta mesma mídia, que revela suas dificuldades monumentais
para o exercício do jornalismo como missão pública. Quando ocorreu o
trágico furacão Katrina, que devastou Nova Orleans, deixando uma
população negra e pobre ao abandono, dada a incapacidade e o
desinteresse do governo dos EUA em prestar-lhe socorro naquela
oportunidade, também foi Cuba que colocou à disposição do governo
estadunidense – malgrado toda a hostilidade ilegal deste para com a Ilha
– um contingente de 1.300 médicos, postados no Aeroporto de Havana,
com capacidade de chegar para prestar ajuda à população afetada pelo
furacão. Aguardavam apenas autorização para o embarque, e em questão de 3
horas de voo estariam em Nova Orleans salvando vidas. Aguardaram horas,
mas esta autorização nunca chegou da Casa Branca. A resposta animalesca
do presidente George Bush foi um sonoro “não” à oferta de Cuba, o que
tampouco foi divulgado pela mídia oligárquica, provavelmente para
protegê-lo do vexame de ver difundido seu tosco caráter, que tal recusa
representava. Os EUA estão sempre prontos para enviar militares e
mercenários pelo mundo, mas são incapazes de prestar ajuda ao seu
próprio povo, e também arrogantes o suficiente para permitir uma ajuda
de Cuba à população pobre e negra afetada pelo furacão.
Uma Escola de Medicina para outros povos
Também
não circulam informações aqui de que Cuba, após o furacão Mity, que
devastou a América Central e parte do Caribe, decidiu montar uma Escola
Latino-americana de Medicina que, em pouco mais de 10 anos de
funcionamento, já formou mais de 10 mil médicos estrangeiros
gratuitamente. Entre eles, 500 jovens negros e pobres dos EUA, moradores
dos bairros do Harlem e do Brooklin, de elevados índices de violência.
Eles me revelaram que se tivessem continuado a viver ali, eram fortes
candidatos a serem presa fácil do narcotráfico. Frisavam que estar ali
em Cuba, formando-se em medicina gratuitamente, era uma possibilidade
que a maior potência capitalista do mundo não lhes oferecia. Há,
estudando na ELAM, cerca de uma centena de jovens do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), filhos de assentados da reforma
agrária. Isto significa que Cuba compartilha com vários países do mundo
seus modestos recursos. Também estudam lá cerca de 600 jovens do Timor
Leste, sendo que existem 40 médicos cubanos trabalhando já agora no
Timor. O tipo de exame Revalida seria capaz de dimensionar esta
solidariedade cubana com a saúde dos povos?
Ampliar a integração em outras áreas
Também
não se divulgou por aqui que Cuba montou três Faculdades de Medicina na
África, (Eritreia, Gambia e Guiné Equatorial), em pleno funcionamento,
com professores cubanos. Toda esta campanha de insultos contra Cuba e os
médicos cubanos abre uma boa possibilidade para discutir e conhecer
mais a fundo todas estas conquistas da Revolução Cubana, mas,
especialmente, para que as forcas progressistas reflitam sobre quantas
outras possibilidades de cooperação existem entre Brasil e Cuba, em
muitas outras áreas.
Mas serve, também, para
reavaliar a posição de certos parlamentares médicos da esquerda no
Brasil que se opõem, inexplicavelmente, ao Programa Mais Médicos, alguns
chegando ao absurdo de apresentarem projetos de lei proibindo, pelo
prazo de 10 anos, a abertura de qualquer novo curso de medicina no
Brasil. Cuba abre faculdades de medicina na África, parlamentares da
esquerda brasileira – padecendo da doença senil do corporativismo tosco –
propõe a não abertura de mais cursos de medicina aqui. Realmente,
setores de nossa esquerda também precisam da cooperação médica cubana, a
começar para curarem-se de espantosa desinformação acerca de Cuba!
Qualificar o debate sobre a integração
Enfim,
um debate democrático e qualificado em torno do programa Mais Médicos,
da presença de médicos cubanos aqui no Brasil e em mais de 70 países, e
também sobre as conquistas da Revolução Cubana, deve ser organizado
pelos partidos e sindicatos, pelo movimento estudantil, pelos movimentos
sociais, pela Solidariedade a Cuba, pelas TVs e rádios comunitárias,
como forma de impulsionar a integração da América Latina, que, neste
episódio, está demonstrando o quanto pode ser útil à população mais
pobre. A TV Brasil pode cumprir uma função muito útil, pode divulgar
documentários já existentes sobre o trabalho de médicos em regiões
inóspitas e adversas em diversos países.
É
preciso expandir esta integração, avançar pela educação, pela
informação, não havendo justificativas para que o Brasil ainda não
esteja conectado com a Telesur, por exemplo, que tem divulgado amplo
material jornalístico informando que três milhões e meio de cidadãos
latino-americanos já foram salvos da cegueira graças à Operação Milagro,
pela qual médicos cubanos e venezuelanos realizam, gratuitamente,
cirurgias de cataratas em vários países da região. Isso não é notícia
relevante? Enquanto o povo argentino, por exemplo, já pode sintonizar
gratuitamente a Telesur, por sua TV digital pública, e informar-se de
tudo isto, o povo brasileiro está impedido, praticamente, de receber
informações que revelam o andamento da integração da América Latina.
Mas, com a chegada dos médicos cubanos, a integração será cada vez mais
pauta da agenda do debate político nacional e receberá, certamente, um
impulso político e social notável, pois o povo brasileiro saberá, com
nobreza e humanismo, valorizar e apoiar o Programa Mais Médicos. Aliás, é
exatamente isto o que tanto apavora a medicina capitalista.
Há 70 mil engenheiros estrangeiros no Brasil hoje!
Segundo
dados recentes do Ministério do Trabalho, existem hoje trabalhando no
Brasil cerca de 70 mil engenheiros estrangeiros. Nenhuma gritaria foi
feita. Neste caso, trata-se de petróleo e outros projetos, muito
lucrativos para as transnacionais. Mas quando se trata de salvar vidas,
acendem-se todas as fogueiras do inferno da nova inquisição contra uma
cooperação que é lógica e indispensável, solidária e humanitária. Por
que é aceitável a importação de telefones, equipamentos médicos,
remédios, cosméticos, roupas, caviar, bebidas, vacinas e não se aceita a
cooperação de médicos de Cuba, sendo este o único país em condições
objetivas de apresentar-se prontamente e de maneira eficaz com
profissionais experimentados? Será que as representações médicas
brasileiras possuem sequer uma remota ideia de que estão proferindo
insultos a esta bela história da medicina socialista de Cuba?
Quem pagará a conta da demora?
A
presidenta Dilma tem inteira razão em convocar os médicos cubanos, algo
que já poderia ter sido feito há mais tempo, amenizando a dor e o
sofrimento de milhões de brasileiros abandonados por um sistema de saúde
e por uma mentalidade de parcelas das representações médicas que, por
mais absurdo que pareça, ainda tentam justificar este abandono. Aliás,
com a determinação da presidenta Dilma está absolutamente revelada a
importância da integração da América Latina, não havendo justificativas
para que esta modalidade de integração nas esferas sociais não avance
também para outras áreas, como a educação, por exemplo. Foi exatamente
com o método cubano denominado “Yo, si, puedo”, que Venezuela,
Bolívia e Equador são países declarados pela UNESCO como “Territórios
Livres do Analfabetismo”, sempre com a participação direta de
professores cubanos. Muito em breve será a Nicarágua, que vai recuperar
aquele galardão, que já havia conquistado durante a Revolução
Sandinista, mas depois perdeu na era neoliberal. Por quanto tempo o
Brasil terá apenas projetos pilotos, em apenas três cidades, com o
método de alfabetização cubano que, aliás, já tem absoluta comprovação e
reconhecimento mundiais? Que espera a sexta economia do mundo em
convocar ainda mais a cooperação cubana para erradicar o analfabetismo?
Quem pagará a conta desta injustificável demora? Como diz a canção de
Pablo, será paga pela unidade latino-americana. Pero, cuantas vidas puede custar?
Termino
com a declaração da Dra. Milagro Cárdenas Lopes, cubana, negra, 61
anos: “Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos
por amor”, afirmou. Em seguida, dirigiu-se com seus companheiros para
os ônibus organizados pelo Exército Brasileiro, que cuida de seu
alojamento. Sinal eloquente de que a integração está escrevendo uma nova
página na história da América Latina.
Beto Almeida é diretor da Telesur.
Fonte: Brasil de Fato
Fonte: Brasil de Fato
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