Equipe de agentes do braço
investigativo do Ministério Público entra na Setas, que foi admiinstrada
por Roseli Barbosa, esposa do governado
Marcos Lopes/HiperNotícias
Operação Arqueiro, do Gaeco, foi deflagrada contra suposto esquema de fraude na Setas, que foi dirigida por Roseli Barbosa
Hiper Notícias
PABLO RODRIGO/MAX AGUIAR
Após quase cinco horas de buscas dentro Setas (Secretaria de Estado de Ação Social), o Gaeco saiu com dois carros e uma caminhonete abarrotados de documentos apreendidos em diversos setores, principalmente o administrativo. O secretário Jean Estevan evitou a imprensa e saiu pela porta dos fundos do prédio, anexo ao Palácio Paiaguás, sede do governo do Estado.
A operação, denominada “Arqueiro”, começou por volta das 13h30 e se encerrou às 19h50 desta terça-feira. Nem membros do Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) ou servidores da Setas falaram com jornalistas sobre a operação Arqueiro.
Em alguns momentos, funcionários da pasta hostilizaram profissionais da imprensa. Antes do encerramento da busca e apreensão, a Secom e Setas emitiram notas em que mostram disposição em colaborar com o Gaeco, o setor investigativo do Ministério Público do Estado (MPE).
Logo ao chegarem à Setas, por volta das 13h30, agentes do Gaeco se reuniram com o secretário Jean Estevan, de portas fechadas. A imprensa foi proibida de entrar no local. A operação, batizada de Arqueiro, foi efetivada para combater fraudes em licitação para capacitar prestadores de serviços.
Documentos apreendidos são relacionados à gestão da ex-secretária Roseli Barbosa, esposa do governador Silval Barbosa. Roseli comandou a pasta de abril de 2010 a fevereiro deste ano. A suspeita é de que há fraude em convênios para capacitação profissionais, inclusive de outras secretarias. Quatro computadores já foram apreendidos.
As suspeitas recaem ao Instituto Concluir, dirigido por Aroldo Portela. A empresa já esteve envolvida em um polêmico caso, o das apostilas. O conteúdo foi considerado ofensivo à população de vários municípios entre eles Poconé e Cáceres.
Em comunicado, o Ministério Público afirma que o Gaeco já identificou a participação de nove pessoas no esquema. Os nomes dos envolvidos serão divulgados após o oferecimento da denúncia. O alvo são documentos contábeis, licitatórios, de liquidação e de prestação de contas referente a convênios firmados entre o Estado e Institutos de fachada para realização de cursos profissionalizantes.
Atualizada às 19h55
Fonte Hiper Notícias
Saiba mais
POPERAÇÃO ARQUEIRO
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POPERAÇÃO ARQUEIRO
Em dois anos, Setas gastou R$ 26 mi com cursos de qualificação
Com o intuito de apurar suposta fraude em licitação por parte da
Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), o
Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime
Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (29) a operação
Arqueiro.
Foram expedidos nove mandados de busca e apreensão, sendo a sede da Pasta o principal alvo. Os agentes foram em busca de documentos contábeis, licitatórios, de liquidação e de prestação de contas referente a convênios firmados entre o Estado e institutos que promoviam cursos profissionalizantes, alguns voltados para a realização da Copa do Mundo.
Entre os investigados estaria o programa “Qualifica Mato Grosso”, implantado na gestão da primeira-dama Roseli Barbosa na Setas.
A operação se deu em decorrência de investigações preliminares realizadas pelo Gaeco, em conjunto com o Núcleo de Ações de Competência Originária da Procuradoria Geral de Justiça (Naco), que apontam a existência de provável conluio entre servidores da Setas e funcionários dos institutos sem fins lucrativos para fraudes em licitações e convênios.
O Ministério Público foi provocado após a divulgação de erros grotescos em apostilas que estavam sendo utilizadas nos cursos de capacitação em hotelaria e turismo promovido pelo Palácio Paiaguás.
As empresas Microlins e os institutos de Desenvolvimento Humano (IDH/MT) e Concluir estariam envolvidas no esquema. Suas respectivas sedes também foram alvos de busca e apreensão.
Conforme o Gaeco, nos últimos dois anos estas instituições receberam aproximadamente R$ 20 milhões do governo do Estado para executar programas sociais referentes ao “Qualifica Mato Grosso” e “Copa em Ação”, entre outros programas.
Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan), no entanto, registram empenhos superiores a R$ 26 milhões às empresas entre 2012 e 2014. Deste montante, R$ 12,4 milhões foram destinados apenas ao Concluir em 2012.
Para obterem êxito nas contratações, nomes de “laranjas” foram utilizados pelos fraudadores. Em um dos casos exemplificados pelo Ministério Público, a pessoa contratada para elaboração do conteúdo das apostilas possuía apenas o ensino médio.
Em seu depoimento, a jovem confessou ter recebido pelo serviço a quantia de R$ 6 mil e que copiou todo o material da internet. Prova disso foi a apostila aplicada no curso de Atendimento em Hotelaria e Turismo, oferecido no programa de qualificação profissional para a Copa de 2014.
O material ofende e ridiculariza a história de quatro municípios mato-grossenses. Barão de Melgaço, Poconé, Santo Antônio de Leverger e Cáceres, que integram o Pantanal mato-grossense, aparecem no livro, distribuídos aos mais de 200 participantes do curso, com informações contidas no site de humor Desciclopédia.
Até o momento, o Gaeco já identificou a participação de nove pessoas no esquema. Os nomes dos envolvidos, entretanto, só serão divulgados após o oferecimento da denúncia. A qualidade dos cursos oferecidos pelo governo do Estado também está sendo questionada.
Fonte Diário de Cuiabá
Foram expedidos nove mandados de busca e apreensão, sendo a sede da Pasta o principal alvo. Os agentes foram em busca de documentos contábeis, licitatórios, de liquidação e de prestação de contas referente a convênios firmados entre o Estado e institutos que promoviam cursos profissionalizantes, alguns voltados para a realização da Copa do Mundo.
Entre os investigados estaria o programa “Qualifica Mato Grosso”, implantado na gestão da primeira-dama Roseli Barbosa na Setas.
A operação se deu em decorrência de investigações preliminares realizadas pelo Gaeco, em conjunto com o Núcleo de Ações de Competência Originária da Procuradoria Geral de Justiça (Naco), que apontam a existência de provável conluio entre servidores da Setas e funcionários dos institutos sem fins lucrativos para fraudes em licitações e convênios.
O Ministério Público foi provocado após a divulgação de erros grotescos em apostilas que estavam sendo utilizadas nos cursos de capacitação em hotelaria e turismo promovido pelo Palácio Paiaguás.
As empresas Microlins e os institutos de Desenvolvimento Humano (IDH/MT) e Concluir estariam envolvidas no esquema. Suas respectivas sedes também foram alvos de busca e apreensão.
Conforme o Gaeco, nos últimos dois anos estas instituições receberam aproximadamente R$ 20 milhões do governo do Estado para executar programas sociais referentes ao “Qualifica Mato Grosso” e “Copa em Ação”, entre outros programas.
Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan), no entanto, registram empenhos superiores a R$ 26 milhões às empresas entre 2012 e 2014. Deste montante, R$ 12,4 milhões foram destinados apenas ao Concluir em 2012.
Para obterem êxito nas contratações, nomes de “laranjas” foram utilizados pelos fraudadores. Em um dos casos exemplificados pelo Ministério Público, a pessoa contratada para elaboração do conteúdo das apostilas possuía apenas o ensino médio.
Em seu depoimento, a jovem confessou ter recebido pelo serviço a quantia de R$ 6 mil e que copiou todo o material da internet. Prova disso foi a apostila aplicada no curso de Atendimento em Hotelaria e Turismo, oferecido no programa de qualificação profissional para a Copa de 2014.
O material ofende e ridiculariza a história de quatro municípios mato-grossenses. Barão de Melgaço, Poconé, Santo Antônio de Leverger e Cáceres, que integram o Pantanal mato-grossense, aparecem no livro, distribuídos aos mais de 200 participantes do curso, com informações contidas no site de humor Desciclopédia.
Até o momento, o Gaeco já identificou a participação de nove pessoas no esquema. Os nomes dos envolvidos, entretanto, só serão divulgados após o oferecimento da denúncia. A qualidade dos cursos oferecidos pelo governo do Estado também está sendo questionada.
Fonte Diário de Cuiabá
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