Gaeco volta a denunciar João Emanuel dessa vez junto com o jornalista e ex-deputado Maksuês Leite, o ex-secretário-geral da Câmara, Aparecido Alves, o ex-chefe do setor jurídico da Câmara, advogado Rodrigo Cyrineu, Renan Moreno Lins Figueiredo e Gleisy Ferreira de Souza. Emanuel e os 3 primeiros responderão, caso a Justiça aceite a denúncia, pelos crimes de peculato e formação de quadrilha
João Emanuel volta a ser denunciado. Dessa vez, ele tem como parceiro, a
ex-deputado Maksuês Leite que é jornalista e, curiosamente, comanda um
programa na TV Cuiabá em que gosta de fazer denúncias sobre o
comportamento de governantes e políticos.
Da pagina do Enock Cavalcante
APRENDIZ
Gaeco denúncia Emanuel, Maksuês e mais 4
Gláucio Nogueira, editor do Gazeta Digital
O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o ex-vereador João
Emanuel Moreira Lima e outras 5 pessoas, entre elas o ex-deputado
estadual Maksuês Leite, por suposta fraude na aquisição de materiais
gráficos para a Câmara Municipal de Cuiabá. Na denúncia, os 5 promotores
de Justiça responsáveis pelo caso afirmam que a atuação do grupo, que
deverá responder a processo por peculato, desvio dos cofres públicos
mais de R$ 1,6 milhão, valor que deveria ser pago pela compra de
cartilhas e outros produtos, que nunca foram produzidos.
Além de Emanuel e Maksuês, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime
Organizado (Gaeco) denunciou o ex-secretário-geral da Casa, Aparecido
Alves de Oliveira, o ex-chefe do setor jurídico da Câmara, Rodrigo Terra
Cyrineu, Renan Moreno Lins Figueiredo e Gleisy Ferreira de Souza.
Emanuel e os 3 primeiros responderão, caso a Justiça aceite a denúncia,
pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. Já Maksuês e Gleisy
podem ser responsabilizados por peculato e falsidade ideológica, uma vez
que a investigação trouxe indícios de que o ex-parlamentar era, de
fato, dono da gráfica, conforme emails acessados e documentos
apreendidos.
O trabalho de investigação confrontou informações fiscais,
financeiras e físicas tanto da Propel Comércio de Materiais para
Escritório quanto da Câmara de Cuiabá. Além disso, os promotores
obtiveram autorização judicial para a interceptação telefônica dos
acusados e material recolhido em cumprimento a mandados de busca e
apreensão. “João Emanuel tão logo assumiu a função de Presidente do
Parlamento Cuiabano (…) deflagrou medidas destinadas a saquear o
dinheiro público”, narra trecho da denúncia.
Para isso, segundo o Gaeco, ele nomeou “comparsas” em funções
específicas como Alves, Cyrineu e Figueiredo. Em 3 dias, Emanuel
contratou a empresa, dando início à prestação de serviços, sem verificar
que a Propel possuía capacidade econômica incompatível e não teria
condições de fornecer todos os produtos. Essas e outras irregularidades
deveriam ter sido verificadas no parecer jurídico.
Cartilhas - Um dos 2 grupos de encomendas feitas à
Propel previa a produção de 150 mil livros. Deste total, segundo as
notas, 134 mil foram entregues. “Apenas para se ter noção do disparate
dessa contratação, a cidade de Cuiabá contava com 569.830 habitantes.
Sendo assim, caso houvesse realmente a distribuição dos mencionados
livros para a população cuiabana, 1 em cada 4 habitantes (incluídos aí
crianças e recém-nascidos) deveria ter ao menos um dos exemplares”.
Os promotores acreditam que as cartilhas foram feitas em pequenas
quantidades, apenas após Emanuel tomar conhecimento da investigação,
momento em que entregou uma lista de escolas que, teoricamente, teriam
recebido o material. Diligências efetuadas mostram que algumas
instituições admitem terem recebido 1 ou 2 exemplares de cada livro, mas
apenas em outubro do ano passado.
Outra alegação do ex-vereador é a de que o material era distribuído
em audiências públicas. Nenhum dos 23 parlamentares disse ter
presenciado esta distribuição. Somando a quantidade encontrada no
almoxarifado da Câmara com o que foi entregue às escolas e aos
vereadores, há a comprovação de que Emanuel produziu, de fato, 2,5 mil
exemplares, menos de 2% do que foi comprado. “Ao fim e ao cabo, houve
desvio de aproximadamente 98% (noventa e oito por cento) do valor total
pago para a confecção desses itens citados”, afirmam os promotores.
Procurado, Maksuês afirmou que ainda não tomou conhecimento da
denúncia. Disse respeitar o trabalho do MPE e que está pronto para se
defender à Justiça. Cyrineu se disse surpreso com a denúncia, uma vez
que em nenhum momento foi ouvido pelos promotores. Reconheceu que atuou
como advogado na fase preliminar da contratação da Propel e que coube a
ele apenas a análise da legalidade da contratação. Os demais não
atenderam as ligações da reportagem.
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Advogado Rodrigo Cyrineu agora é réu
Gláucio Nogueira,
editor do Gazeta
Digital
As interceptações telefônicas obtidas pelos promotores de Justiça do
Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) mostram que o
ex-vereador João Emanuel tentou encobrir um esquema de fraude em
licitação que retirou dos cofres públicos mais de R$ 1,6 milhão em
materiais gráficos que nunca foram sequer produzidos.
Denunciado com outras 5 pessoas nesta segunda-feira (28), ele sabia
da investigação desde setembro do ano passado, quando chegou a ser
ouvido pelos promotores. Para evitar problemas com a Justiça, que
autorizou as interceptações, o ex-parlamentar tentou orientar tanto o
representante da gráfica Propel, Gleisy Ferreira de Souza, também
denunciado.
Em diálogo registrado às 9h32 do dia 22 de novembro, Emanuel conversa
com o ex-secretário geral da Casa, Aparecido Alves de Oliveira, outro
denunciado. Eles comentam sobre uma audiência marcada na Promotoria de
Patrimônio Público, momento em que Aparecido diz a Emanuel para
“orientar certinho o menino para não dizer besteira”.
A identidade do “menino” é descoberta cerca de uma hora depois.
Emanuel liga para o próprio gabinete e pede para falar com Amarildo, sem
que fosse identificado. Gleisy acaba atendendo o telefone, momento em
que o ex-parlamentar pede a ele para que tenha cuidado com o aparelho,
provavelmente antevendo uma eventual interceptação.
Logo depois, ao conversar com Amarildo, o ex-presidente da Câmara
recebe a informação de que Gleisy quer resolver “uma situação”, o que os
promotores acreditam ser um pagamento em dinheiro. “Fala para ele que
na quarta-feira a gente passa alguma coisa para ele, porque hoje está
sem condição”, respondeu Emanuel.
As ligações induzem ao entendimento de que o “menino” citado por
Amarildo seria Gleisy, que deveria ser orientado a impedir qualquer
possibilidade de comprovação da fraude.
Outra prova de que os acusados teriam combinado as informações
prestadas ao Gaeco está em outra ligação, efetuada na tarde de 22 de
novembro. Então chefe do almoxarifado e também denunciado, Renan Moreno
Lins Figueiredo, conversa com um servidor da Câmara não identificado.
Perguntado sobre como foi o depoimento, Renan confessou. “Só teve um
momento em que ele ‘botou quente’ lá, mas não mudou o planejamento”.
Além de Emanuel, Aparecido e Renan, o Gaeco denunciou pelos crimes de
peculato e formação de quadrilha o advogado Rodrigo Terra Cyrineu.
Gleisy, por sua vez, foi denunciado junto com o ex-deputado estadual
Maksuês Leite, dono da Propel, pelos crimes de peculato e falsidade
ideológica.
Aparecido Alves que já foi da cúpula dos tucanos em Mato Grosso, na Era
Dante, depois de se mudar com armas e bagagens para a turma do Riva,
agora amarga a condição de réu, acusado pelo Ministério Público de
peculato e formação de quadrilha
Fonte Gazeta Digital
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