“A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro não merecia esse tratamento. Ela é uma magistrada excepcional, uma das mais bem preparadas, e foi induzida ao erro. Anexaram uma certidão do processo civil, na ação de improbidade, no qual houve um problema no cartório e a mídia não foi entregue, mas no processo criminal eles tiveram sim acesso ao vídeo”,
Olhar Jurídico
Da Redação - Jardel P. Arruda
O advogado do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral, Vilson Nery, afirmou que o advogado Eduardo Mahon está tentando “criar uma cortina de fumaça” ao acusa-lo de ter violado as prerrogativas advocatícias quando juntou em um processo uma conversa entre o vereador João Emanuel (PSD) e seu defensor.
“Estão jogando uma cortina de fumaça que pode revelar até uma falta profissional do Mahon. Ele sabe, desde novembro do ano passado, que o telefone celular do João Emanuel está grampeado. Cabe ao advogado instruir o seu cliente o que ele deve e o que não deve falar”, disse Vilson, que é advogado do Movimento Contra Corrupção Eleitoral (MCCE).
Nery foi o responsável por levar a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que suspendeu os trâmites da cassação de João Emanuel devido a falta de uma das provas da acusação dentro do processo administrativo – o vídeo no qual o parlamentar aparece supostamente negociando uma licitação -, um áudio de uma conversa entre Mahon e o vereador peessedista, cujo teor comprovaria que ambos teriam sim a posse da mídia.
“A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro não merecia esse tratamento. Ela é uma magistrada excepcional, uma das mais bem preparadas, e foi induzida ao erro. Anexaram uma certidão do processo civil, na ação de improbidade, no qual houve um problema no cartório e a mídia não foi entregue, mas no processo criminal eles tiveram sim acesso ao vídeo”, com explicou o advogado do MCCE.
Sem quebra nas prerrogativas
O advogado Vilson Nery também nega que tenha existido qualquer quebra nas prerrogativas do advogado Eduardo Mahon. Segundo ele, o áudio divulgado está ao acesso de qualquer pessoa, na ação criminal que corre contra o vereador João Emanuel, a qual não corre em segredo de Justiça.
“Todo advogado criminalista, e o Eduardo Mahon atua muito nessa área, sabe como funciona o sistema de grampo brasileiro. É o sistema guardião. Se você liga para um telefone grampeado, parabéns, você foi registrado, entrou em uma teia. E aquele áudio foi legalmente autorizado sobre um alvo. Azar de quem falou com ele, não importa se era advogado dele”, explicou.
O advogado ainda salientou o fato de ser membro do Tribunal de Defesa das Prerrogativas há quatro mandatos, tendo sido reconduzido ao cargo duas vezes por pressão dos colegas. “Pediram para eu continuar porque sou um dos mais atuantes. Eu conheço todas as interpretações mais aplicadas pelos magistrados de todo o país. E, mesmo assim, se entenderem que estou violando as prerrogativas, vou responder pelos meus atos com tranquilidade”, concluiu.
Fonte Olhar Jurídico
Saiba mais
DEU NA GAZETA: Faissal Calil acusa defesa de João Emanuel de má-fé. Ao induzir desembargadora Maria Aparecida ao erro, no caso do Golpe do DVD, advogado Eduardo Mahon teria incorrido, na avaliação do presidente da CCJ, que também é advogado, em litigância de má fé. VEJA EM VÍDEO
Fonte Pagina do Enock
Leia mais:
Nery se diz atacado e afirma que Mahon está em sinuca de bico jurídica
Eduardo Mahon protocolou pedido de afastamento de Vilson Nery do TDP e da advocacia
O advogado Vilson Nery, um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)
Isso é Notícia
DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO
O advogado Vilson Nery, que coordena o Movimento de Combate à
Corrupção Eleitoral (MCCE) e também integra o Tribunal de Prerrogativas
da OAB-MT, afirmou ao Isso é Notícia que acredita que o advogado Eduardo Mahon está em uma sinuca de bico jurídica e por isso tenta desviar o foco de si.
“Mahon é um grande advogado, mas está cometendo um erro atrás de outro. Ele apresentou uma certidão para a desembargadora [Maria Aparecida Ribeiro] dizendo que não tinha cópia do DVD, mas essa certidão era do processo civil, no Criminal ele já havia recebido toda a documentação”, explicou.
“Ele deu uma certidão errada para criar toda essa celeuma. Essa agressão pela qual estou passando é desnecessária, acredito que nos próximos dias ele irá refletir e ver que está equivocado”, disse Nery.
Na última quarta-feira (16), o MCCE apresentou petição à desembargadora pedindo que ela reconsiderasse sua decisão de suspender o processo de cassação do vereador João Emanuel (PSD). O Movimento alega que Ribeiro foi induzida ao erro após a documentação apresentada por Mahon.
Como argumento, o MCCE anexou na petição uma interceptação telefônica, de novembro do ano passado, em que Emanuel aparece pedindo a Mahon um vídeo para mostrar ao deputado estadual José Riva (PSD) e ao governador Silval Barbosa (PMDB).
Pela divulgação da interceptação telefônica, Mahon protocolou pedido de afastamento de Nery das funções de advogado e da composição do Tribunal de Prerrogativas, por supostamente ter agido de forma ilegal ao apresentar gravação de um advogado e seu cliente.
“Ele precisa entender que quem estava sendo interceptado era o vereador e que foi tudo feito de forma legal, com autorização da Justiça. Estou no quarto mandato no TDP e conheço as prerrogativas dos advogados. Ele está, na verdade, querendo tirar o foco dele. Se ele gastasse toda essa energia que vem gastando, tentando pressionar a OAB, o TDP, o MCCE, com certeza uma ou outra tese dele já teria vencido alguma etapa”, alfinetou.
Ao Isso É Notícia, Mahon criticou, também a petição pelo fato do MCCE não ser parte no processo. "O MCCE não é parte no processo e, por isso, essa petição apresentada ontem deve ser desentranhada, porque ele não pode peticionar em processo alheio”.
No entanto, Nery alega que qualquer pessoa que tenha conhecimento de alguma irregularidade deve agir para que isso não tenha continuidade. “Qualquer pessoa pode chegar na desembargadora e explicar que ela pode ter sido enganada. O MCCE e qualquer um pode denunciar que há um equívoco. Fizemos um protocolo público, havia mais de 60 pessoas no local, nada que fizemos foi escondido”.
Quanto a hipótese da desembargadora voltar atrás em sua decisão, o advogado afirmou que, após tomar conhecimento da petição do Movimento, ela deve, no mínimo, prestar mais atenção no caso.
“Eu tenho certeza que qualquer decisão dela, depois de sopesar todas as informações, será justa. Só acho equivocada a defesa do vereador, não pode sair atacando todo mundo, falando mal do MPE, dos vereadores, da imprensa, isso não ajuda que as teses do Emanuel sejam provadas”, criticou.
Apoio
Em apoio ao advogado Vilson Nery, o ativista, também integrante do MCCE, Antonio Cavalcante Filho, disse acreditar que não houve nenhuma infração e que os fatos serão esclarecidos.
“Isso na hora que estiver tramitando vai ser esclarecido que o Vilson não cometeu nenhuma infração. Ele é um advogado que tem histórico de ser pautado pela ética, de atuar em movimentos sociais e ser conhecido por ser defensor dos interesses coletivos. Réu são aqueles que estamos denunciando ao longo dos anos”, disse.
“Mahon é um grande advogado, mas está cometendo um erro atrás de outro. Ele apresentou uma certidão para a desembargadora [Maria Aparecida Ribeiro] dizendo que não tinha cópia do DVD, mas essa certidão era do processo civil, no Criminal ele já havia recebido toda a documentação”, explicou.
“Ele deu uma certidão errada para criar toda essa celeuma. Essa agressão pela qual estou passando é desnecessária, acredito que nos próximos dias ele irá refletir e ver que está equivocado”, disse Nery.
Na última quarta-feira (16), o MCCE apresentou petição à desembargadora pedindo que ela reconsiderasse sua decisão de suspender o processo de cassação do vereador João Emanuel (PSD). O Movimento alega que Ribeiro foi induzida ao erro após a documentação apresentada por Mahon.
Como argumento, o MCCE anexou na petição uma interceptação telefônica, de novembro do ano passado, em que Emanuel aparece pedindo a Mahon um vídeo para mostrar ao deputado estadual José Riva (PSD) e ao governador Silval Barbosa (PMDB).
Pela divulgação da interceptação telefônica, Mahon protocolou pedido de afastamento de Nery das funções de advogado e da composição do Tribunal de Prerrogativas, por supostamente ter agido de forma ilegal ao apresentar gravação de um advogado e seu cliente.
“Ele precisa entender que quem estava sendo interceptado era o vereador e que foi tudo feito de forma legal, com autorização da Justiça. Estou no quarto mandato no TDP e conheço as prerrogativas dos advogados. Ele está, na verdade, querendo tirar o foco dele. Se ele gastasse toda essa energia que vem gastando, tentando pressionar a OAB, o TDP, o MCCE, com certeza uma ou outra tese dele já teria vencido alguma etapa”, alfinetou.
Ao Isso É Notícia, Mahon criticou, também a petição pelo fato do MCCE não ser parte no processo. "O MCCE não é parte no processo e, por isso, essa petição apresentada ontem deve ser desentranhada, porque ele não pode peticionar em processo alheio”.
No entanto, Nery alega que qualquer pessoa que tenha conhecimento de alguma irregularidade deve agir para que isso não tenha continuidade. “Qualquer pessoa pode chegar na desembargadora e explicar que ela pode ter sido enganada. O MCCE e qualquer um pode denunciar que há um equívoco. Fizemos um protocolo público, havia mais de 60 pessoas no local, nada que fizemos foi escondido”.
Quanto a hipótese da desembargadora voltar atrás em sua decisão, o advogado afirmou que, após tomar conhecimento da petição do Movimento, ela deve, no mínimo, prestar mais atenção no caso.
“Eu tenho certeza que qualquer decisão dela, depois de sopesar todas as informações, será justa. Só acho equivocada a defesa do vereador, não pode sair atacando todo mundo, falando mal do MPE, dos vereadores, da imprensa, isso não ajuda que as teses do Emanuel sejam provadas”, criticou.
Apoio
Em apoio ao advogado Vilson Nery, o ativista, também integrante do MCCE, Antonio Cavalcante Filho, disse acreditar que não houve nenhuma infração e que os fatos serão esclarecidos.
“Isso na hora que estiver tramitando vai ser esclarecido que o Vilson não cometeu nenhuma infração. Ele é um advogado que tem histórico de ser pautado pela ética, de atuar em movimentos sociais e ser conhecido por ser defensor dos interesses coletivos. Réu são aqueles que estamos denunciando ao longo dos anos”, disse.
Fonte Isso é Notícias
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