Michel Temer bancou ontem um jantar - provavelmente com o nosso dinheiro - para convencer deputados a votarem a favor da PEC.
Se não conseguirmos impedir esse gigante retrocesso, o que sobrará à população são mesmo os ossos, e olhe lá.
Começa hoje a sessão da Câmara que dará início à votação da PEC 241, que, se aprovada, congelará o gasto público por 20 anos.
O que está em jogo aqui são duas visões diferentes do papel do Estado, que se chocam pelo mundo todo.
A defendida pela esquerda hoje, a grosso modo, é a de que o Estado
deve gerir alguns setores estratégicos, os quais não podem ser
explorados apenas pela iniciativa privada - que segue somente a lógica
do lucro - porque são essenciais para o bem-estar da população.
Educação e saúde certamente são dois destes setores, e os países com
melhor IDH confirmam a tese da esquerda: na Finlândia, por exemplo,
referência mundial em educação, todas as escolas são públicas.
Já a visão de Estado defendida pela direita, ou seja, pelos que
bancaram a ascensão do governo golpista, é a de que o Estado deve ser o
menor possível, limitando-se a garantir a ordem e a propriedade privada
através do uso da força.
Uma proposta de Emenda Constitucional que congele os investimentos
públicos em saúde e educação pelos próximos 20 anos nada mais é,
portanto, do que a imposição da receita da direita para a economia aos
próximos presidentes eleitos.
Não basta dar um golpe para colocar no poder a ideologia que perdeu as últimas quatro eleições presidenciais.
É preciso garantir que os próximos eleitos sigam a cartilha neoliberal, nem que seja na marra.
Caso seja aprovada a PEC 241, as eleições serão, daqui para a frente,
apenas um teatro para mostrar ao mundo como a nossa democracia e as
nossas instituições estão funcionando perfeitamente.
É ou não é o maior caso de aparelhamento do Estado por uma ideologia de que se tem notícia?
Claro que, para tentar angariar algum apoio da população, Temer e sua
grande fiadora, a mídia cartelizada, vendem a PEC 241 não como uma
posição ideológica, mas como a única salvação possível para o Brasil.
‘Vamos tirar o Brasil do vermelho’, diz a propaganda governamental.
A Globo diz, em editorial,
que 'Se as corporações (referindo-se ao MPF, que manifestou-se dizendo
que a PEC é inconstitucional) conseguirem sabotar o ajuste, o desastre
terá dimensões de catástrofe. Inclusive contra elas próprias, devido aos
efeitos na vida de mais de 200 milhões de brasileiros causados pela
hecatombe econômica que virá'.
Para a grande comandante do golpe e da direita nacional, o importante
é o Estado manter as gordas verbas publicitárias para a mídia amiga (O
Cafezinho revelou o aumento escandaloso do dinheiro público injetado na
mídia de direita após o golpe, aqui, aqui e aqui). Em outros
setores menos importantes, como saúde e educação, o Estado deve se
abster de investir e deixar os mega empresários do ensino privado e dos
planos de saúde lucrarem em paz oferecendo serviços de péssima
qualidade.
Michel Temer bancou ontem um jantar - provavelmente com o nosso dinheiro - para convencer deputados a votarem a favor da PEC.
Se não conseguirmos impedir esse gigante retrocesso, o que sobrará à população são mesmo os ossos, e olhe lá.
Fonte O Cafezinho
NINGUÉM PODE SER OBRIGADO A VOTAR NO "MAL MENOR". JÁ ESTAMOS CANSADOS DE SABER QUE MESMO O "MENOS PIOR", DEPOIS DE ELEITO, PIORA
EU NÃO VOTO EM GOLPISTAS!
NINGUÉM PODE SER OBRIGADO A VOTAR NO "MAL MENOR". JÁ ESTAMOS CANSADOS DE SABER QUE MESMO O "MENOS PIOR", DEPOIS DE ELEITO, PIORA
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