
Um novo alerta alerta sobre o esquemão que estaria se armando em benefício dos deputados Sérgio Ricardo e Campos Neto (foto) foi dado pelo jornalista Eduardo Gomes, em seu blog, recentemente lançado na internet. Confira o que escreveu Eduardo Gomes:
Portabilidade
Martelo batido. A mistura de portabilidade com hereditariedade mudará a composição do pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE). A decisão foi sacramentada entre algumas paredes. Alcançado pela expulsaria aos 70 anos o conselheiro Ary Campos limpa as gavetas pra vestir pijamas. Sua cadeira será ocupada pelo deputado estadual Sérgio Ricardo (PR). Numa aposentadoria precoce – bem remunerada e que não pode ser detalhada – o conselheiro Alencar Soares dá adeus ao TCE, pega o caminho de Barra do Garças e se estrutura pra tentar novamente ser deputado estadual. Será substituído pelo deputado Campos Neto (PP).
Fiat lux!
Portabilidade é a prerrogativa da Assembléia Legislativa em transformar deputados e ex-deputados em conselheiros do TCE. Melhor explicando o momento: Campos Neto e Sérgio Ricardo serão ungidos conselheiros inamovíveis e vitalícios.
Engana bobo
Pra não instituir oficialmente a hereditariedade, Ary será substituído por Sérgio Ricardo. Paralelamente ao adeus de Ary, Alencar Soares pegará o boné. A vaga de Alencar está sacramentada para Campos Neto, filho varão e herdeiro de Ary. Eles se entendem muito bem!
Paga Zé
A Assembléia ficará sem Sérgio Ricardo e Campos Neto, mas o povo mato-grossense, não. Continuaremos pagando a fatura dessa dupla e da passagem de Ary e Alencar pelo TCE.
E daí?
A manobra pra recompor o TCE será mais um pescoção na legislação que disciplina a composição do seu pleno. A lei estabelece que: três conselheiros serão escolhidos pelo governador – um de sua livre escolha e dois oriundos dos cargos de auditor e de membro do Ministério Público Especial junto ao TCE – e quatro pela Assembléia.
Digitais
Quem é quem no TCE: Antonio Joaquim, presidente (nomeado pelo governador Dante de Oliveira em 7 de abril de 2000). José Carlos Novelli, vice-presidente (nomeado por Dante em 29 de junho de 2001). Valter Albano (nomeado por Dante em 27 de dezembro de 2001). Ary Leite Campos (nomeado pela Assembléia em 13 de maio de 1986). Alencar Soares, 62 anos, (nomeado pela Assembléia em 11 de agosto de 2006). Valdir Teis (nomeado pela Assembléia, mas com todas as impressões digitais de Blairo Maggi, em 14 de dezembro de 2007). Humberto Bosaipo (nomeado pela Assembléia em 14 de dezembro de 2007).
Psiu!
Ninguém vai mugir nem tugir. A Assembléia transformará Sérgio Ricardo e Campos Neto em conselheiros. Viva a portabilidade e viva a hereditariedade no TCE. Ponto final.
Em sua edição deste sábado, 9 de maio, o jornal A Gazeta, o mais poderoso de Mato Grosso, ainda que de forma enviesada, também aborda o assunto, dando a entender que o esquemão está em andamento na calada da noite. Veja o que divulgou A Gazeta no seu Aparte:
Listão
No momento o TCE não tem nenhum conselheiro perto de completar os 70 anos, mas já se fala em uma pequena renovação na Corte.
Na disputa por uma vaga estão os deputados Campos Neto (filho do conselheiro Ari Campos), Roberto França e Sérgio Ricardo (foto).
À noite
Ninguém imagina que tipo de "acordão" esteja em andamento. As reuniões vêm ocorrendo na calada da noite.
Um detalhe que não pode ser ignorado quando o assunto é o TCE são os altos salários de todos os servidores lotados no órgão.
Os valores não chegam nem perto daqueles pagos aos funcionários públicos da estrutura do Executivo estadual.
Fonte: Pagina do Enock
