
Caso Manso:
A testemunha Maiara Nascimento Federici, que participou do passeio no lago de Manso com os vereadores Ralf Leite (PRTB) e Domingos Sávio (PMDB) no dia 5 de janeiro deste ano, acaba de informar à polícia que Ralf pagou R$ 600 para a manicure Maria José Aparecida Schutz protocolar, na polícia, falsa denúncia contra Domingos Sávio.
Três meses após o passeio, a manicure procurou a polícia para dizer que o vereador Domingos Sávio a abandonou no lago durante uma tempestade, o que teria colocado sua vida em risco.
Em depoimento prestado ao delegado João Bosco na delegacia de Chapada dos Guimarães na tarde desta quinta-feira (4 de junho), Maiara disse que o motorista de Ralf Leite, chamado Kaíto, levou Maria José para prestar depoimento naquela delegacia, na ocasião em que ela incriminou Domingos Sávio. Na volta de Chapada, ainda conforme a testemunha, o motorista Kaíto e a manicure passaram na casa dela para pegar as fotos do dia do passeio em Manso.
Maiara usou a palavra “armação” para qualificar a denúncia da manicure Maria José contra o vereador Domingos Sávio. De acordo com ela, em momento algum Maria José chorou durante o passeio de lancha, ou demonstrou estar traumatizada com a chuva que caiu no lago quando todos tomavam banho.
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A outra testemunha ouvida hoje pelo delegado João Bosco, Suellen Célia Figueiredo Garcia, disse que não tem conhecimento do suposto suborno pago por Ralf Leite à manicure que denunciou Domingos Sávio, mas confirmou que Maria José Aparecida voltou a nadar no lago de Manso três semanas após o passeio com os vereadores, o que demonstraria que ela não ficou traumatizada após o dia 5 de janeiro.
Tanto Maiara quanto Suellen afirmaram que vão processar a manicure Maria José Aparecida por ter exposto seus nomes e de suas famílias com a “falsa denúncia”.
Nos bastidores da Câmara Municipal, durante toda a semana, comentava-se que Ralf Leite estaria por trás da denúncia contra o vereador Domingos Sávio, que é relator do processo que ele responde na Comissão de Ética.
Ralf é acusado de exploração sexual de um travesti menor de idade, falsidade ideológica e desacato aos policiais militares que o prenderam na madrugada do dia 7 de fevereiro, na região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande, na companhia do adolescente. A Comissão de Ética marcou audiência para o próximo dia 15 de junho, para ouvir o travesti e os policiais militares.
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Da Redação, com informações de Euziany Teodoro
Fonte: Preto no Branco
