
Para Toninho de Souza, ocorrências na casa de Deucimar e no Legislativo têm motivações políticas
BRUNO GARCIA
DA REDAÇÃO
Um dos principais líderes do PDT, o vereador Toninho de Souza (PDT) cobrou, na semana passada, resposta da Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil, às seguidas ocorrências envolvendo o Legislativo Municipal. Primeiro, o assalto à casa do presidente Deucimar Silva (PP), no bairro Morada do Ouro, no começo do mês; depois, o assalto ao prédio da própria Câmara, na semana passada, quando os bandidos arrombaram um caixa eletrônico e invadoram gabinetes de vereadores, levando memórias de computador (CPUs).
"De onde vieram esses recados? Quem é o emissário desses recados? Isso nós precisamos saber. Quero aqui cobrar o trabalho da Polícia", afirmou o pedetista, para quem os dois assaltos seguidos são um golpe na imagem do Poder Legislativo. O vereador também assinalou que a sucessão de escândalos, nos últimos tempos, só contribuem para denegrir a imagem da Câmara.
O parlamentar reforçou a tese de crime político, pelo menos menos, no assalto à casa de Deucimar, uma vez que não roubaram bens de valor. Na ocasião, os ladrões levaram um notebook, 11 pendrives, R$ 500 em espécie, cartões de crédito, um talão de cheques, um chip de celular e uma pasta. Dois dias depois, foi encontrada a pasta com os cartões de crédito e cheques, que, inclusive, estavam assinados em branco. "Algum recado veio através dessa ação [assalto]. Temos que saber a origem, quais os interessados", afirmou Toninho.
Abalado com o fato, Deucimar Silva chegou a denunciar que estaria enfrentando pressão por parte dos vereadores, que estariam cobrando uma espécie de esquema financeiro para beneficio pessoais. O presidente chegou a colocar o seu cargo à disposição dos colegas.
"Quero deixar claro ao presidente Deucimar que ele tem o nosso apoio para conduzir o Legislativo. Deucimar, seja forte e continue a frente da presidência", disse Toninho de Souza.
Sobre as pressões sofridas pelo presidente, o vereador do PDT lembrou sua trajetória na carreira jornalística, destacando que também já sofreu muita pressão. "Ninguém é paladino da moralidade, pressão foi o que mais enfrentei na vida, ao longo de 24 anos de profissão, fazendo comentários, mexendo com os piores bandidos possíveis e sempre toquei a minha vida de cabeça erguida. Deucimar deve enfrentar os desafios que o cargo requer", declarou.
Fonte: Midia News
