
VERGONHA PARA MT E PT - Riva, deputado + processado por corrupção é paparicado por Lula. 3 novas ações do MP, todavia, desnudam rapinagem na Assembléia. Agora, MP aponta desvio de + de R$ 6 mi. Total desviado pode superar R$ 120 milhões
LEIA, AQUI, INTEIRO TEOR DAS AÇÕES. EXCLUSIVO!
- (Não porque eu, jornalista Enock Cavalcanti, queira mas porque a grande imprensa de MT e seus jornalistas se omitem, miseravelmente, diante destes fatos, fugindo às suas responsabilidades para com a Cidadania mato-grossense)
Quem abre hoje o Jornal do Brasil, lê na coluna Informe JB, o seguinte:
Lula só defende mesmo o Sarney
Por Leandro Mazzini
Luiz Inácio Lula da Silva, quando candidato do PT à Presidência, queria exorcizar o então presidente José Sarney. Agora, beija sua mão. Mas não faz isso com os petistas. Na sexta, 19, ao lançar em Alta Floresta (MT) o mutirão Arco Verde, deixou ao relento a senadora Serys Slhessarenko. Lula aprontava-se para o comício e topou com o governador: “Blairo, quem vai falar no palanque?”. Maggi olhou para o deputado estadual José Riva: “Quem vai?”. E ouviu: “Falem os federais e a senadora Serys...”. E Lula: “Ôh Riva, fala você, que tem voto no povão! Deixa a senadora pro Senado”. Riva é do PP; Serys, do PT. Ambos de Mato Grosso. O PP teve origem na Arena, que apoiava os militares. O PT foi criado por Lula, pró-povão. Petistas históricos reclamam:Lula tem conseguido algo inédito na brilhante carreira política: dissociar-se do partido que fundou, e, pelo poder, deixar o PT nas mãos dos rivais.
QUE DERRAPADA! - O presidente Lula, que tenta salvar José Sarney e não dà força às investigações sobre a corrupção no Senado Federal é o mesmo que bate palmas para José Riva em Mato Grosso. São as contradições das alianças político-partidárias que vão arrastando o Partido dos Trabalhadores para o descrédito, já que renega hoje a sua prática de antigamente, quando se credenciou como o Partido da Esperança, para uma grande maioria do povo brasileiro.
ENQUANTO Lula derrapa no discurso, o Ministério Público Estadual, mais uma vez representado pelo promotor Célio Furio, ingressou, em maio e neste mês de junho, com três novas ações contra o deputado José Geraldo Riva (Partido Progressista). Riva exerce, pela quarta vez, a presidência da Assembleia de Mato Grosso. Também é réu nas novas ações o mais fiel parceiro de Riva, o ex-deputado Humberto Bosaipo, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
SÃO novas ações em Furio procura punição para improbidade administrativa (corrupção), cuja pratica teria sido favorecida justamente pelo fato de Riva deter o comando do Legislativo estadual. E cujas investigações ficam prejudicadas justamente pelo fato de Riva continuar a deter, depois de tanto tempo, o comando da Assembléia.
AS AÇÕES contra Riva são sempre cercadas de um silêncio constrangedor. Ano após anos, o MPE tem levado à Justiça os podres da Assembléia - mas a unanimidade dos parlamentares estaduais prefere fazer de conta que não é com eles. Sim, Riva foi reeleito para seu quarto mandato como presidente da AL pela unanimidade dos deputados - e, claro, a bancada do PT, formada pelos deputados Ademir Brunetto e Alexandre César, respaldou a eleição de Riva, sem se dignar em fazer um comentário sequer sobre os processos que o MPE sustenta contra Riva. Com o péssimo exemplo dado pelo presidente Lula, no palanque, em Alta Floresta, fica claro que os petistas resolveram, no mínimo, (há quem pense coisa pior), deixar de priorizar o combate a corrupção em sua rotina de atuação político-parlamentar. Mas, os petistas não estão sozinho na Assembléia de Mato Grosso. Lá, a blindagem em torno de Riva é completa. O que fica parecendo é que os parlamentares todos, de todos os partidos, à maneira da Máfia siciliana, teriam assinado um espécie de "pacto de proteção" em benefício de Riva - e, certamente, em prejuizo dos interesses públicos, a se confirmar a existência deste pacto.
MAS QUEM quem tiver a curiosidade de visitar a Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, que funciona no Forum de Cuiabá, verá que não passa uma semana sem que o Ministério Público Estadual, através da Curadoria do Patrimônio Público, Histórico e Cultural, ingresse com novas ações civis públicas por improbidade administrativa contra o deputado José Riva (PP) e o ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas, Humberto Bosaipo.
ESTA ROTINA rotina que marca a moderna política de Mato Grosso, representa um desdobramento da Operação Arca de Noé que desbaratou a máfia do crime organizado que era comandada (ou ainda é?!), em Mato Grosso, pelo “comendador” João Arcanjo Ribeiro.
AS INVESTIGAÇÕES da Operação Arca de Noé, deflagradas sob a coordenação do Procurador da República José Pedro Taques, agora transformadas em seguidas ações contra Riva e Bosaipo, se iniciaram depois que documentos apreendidos na Confiança Factoring, de propriedade do “comendador” João Arcanjo Ribeiro, demonstrarem uma inusitada movimentação financeira de um grande volume de cheques sacados contra a conta corrente da Assembléia Legislativa.
CONSTA, mais uma vez, da nova ação apresentada contra Riva em 25 de março último, que os documentos apreendidos e juntados ao relatório do Banco Central demonstram que a empresa de Arcanjo teria sido utilizada para a lavagem de dinheiro proveniente da Assembléia Legislativa, mediante pagamentos efetuados para pretensos credores - que seriam, na verdade, empresas fantasmas.
NESTAS NOVAS ações (cujo inteiro teor divulgamos abaixo) é apontada como empresa fantasma fabricada pelos gestores da Assembléia, as firmas NFB DA LUz TURISMO e LIVRARIA E PAPELARIA PALÁCIO e depósitos feitos a título de CONTRIBUIÇÃO PARA FUNDO SOCIAL . Como o MPE tem relatado, seguidamente, no texto de suas ACPs, o esquema, comandado por Riva e Bosaipo, funcionaria assim: necessitando de dinheiro para pagamento de despesas pessoais ou decorrentes de campanhas eleitorais, os requeridos José Riva e Humberto Bosaipo recorriam, freqüentemente, à Confiança Factoring, da qual emprestavam dinheiro e, em troca, para garantir a quitação das referidas operações (empréstimos) eram entregues por eles cheques emitidos contra a conta corrente da Assembléia Legislativa.
TAIS CHEQUES eram nominais a supostos fornecedores da AL e eram registrados junto à factoring como se estivessem sendo descontados em uma operação de fomento mercantil, tudo como forma de encobrir o desvio e a apropriação indevida de recursos públicos.
A INUSITADA REPETIÇÃO destas operações é que teria resultado no volume imenso de processos já impetrados pelo MPE contra Riva e Bosaipo, relacionando o desvio de recursos que devem passar da casa dos 120 milhões de reais. (Se for feita a devida atualização monetária, essa quantia deve duplicar, triplicar, quem sabe, já que as ações do MPE contra os desmandos da Assembléia começaram a ser impetradas no ano de 2003.)
Outro lado
O DEPUTADO José Riva (PP) tem declarado, sistematicamente, à imprensa, que aceita com tranqüilidade as ações propostas pelo Ministério Público e que tudo que for solicitado de informação será enviado, a exemplo do que vêm ocorrendo nas ações anteriores.
RIVA INFORMOU ao Olhar Direto que já disponibilizou a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal e que em nenhuma dessas investigações caracterizou qualquer desvio financeiro. No total, Riva responde a mais de 100 ações na Justiça.
EM OUTROS momentos, Riva argumenta, como em recente aparição no programa Ponto de Vista, da Tv Rondon, em Cuiabá, que tudo o que o Ministério Público tem apresentado contra ele é resultado de uma "perseguição implacável" da qual estaria sendo vítima.
LEIA, NOS LINKS ABAIXO, O INTEIRO TEOR DAS NOVAS AÇÕES DO MPE-MT CONTRA RIVA E DEMAIS ACUSADOS DE ATACAR OS COFRES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MATO GROSSO
A MEMÓRIA É QUE FAZ A HISTÓRIA
Releia, aqui, outras matérias sobre os escândalos na Assembléia Legislativa de Mato Grosso
DEU NO JORNAL DO BRASIL - "Patrimônio de Riva é incalculável e o coloca entre os mais ricos de Mato Grosso". Novo Maluf criou império econômico e transformou MT em feudo político
25/04/2009 - 08:44:00
Reproduzimos, a seguir, um segundo trecho da reportagem publicada pelo Jornal do Brasil nesta segunda-feira:
Reproduzimos, a seguir, um segundo trecho da reportagem publicada pelo Jornal do Brasil nesta segunda-feira:
Novo Maluf: Um império econômico e um feudo político
Por Vasconcelo Quadros, JB Online
BRASÍLIA - Ex-contador da Prefeitura de Juara, Riva virou prefeito da cidade em 1982, então com 23 anos, o mais jovem do país. Sua renda à época era tão curta que, ao terminar o mandado, seis anos depois, comprou um Fiat 147 usado, que quase não saía da oficina, e passou a circular na região vendendo anúncios para um jornal que lançava no Norte do Estado. Na paralela, vendia imóveis e, dizem os adversários, realizava alguns negócios não muito republicanos com guias de transporte de madeira. Tentou, sem sucesso, virar deputado estadual em 1990, mas continuou insistindo e, em 1994, finalmente, conseguiu se eleger. Começava ali a mais longa dobradinha para controlar a Mesa Diretora da Casa. Sua declaração de bens entregue à justiça eleitoral em 2006 registra um patrimônio em torno de R$ 2,6 milhões, dos quais R$ 1.510.237.00 em dinheiro vivo depositado em vários bancos e R$ 630 mil em créditos referentes a dinheiro emprestado. O restante está distribuído em imóveis em Cuiabá, Juara e Porto dos Gaúchos.
Dirigente do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o ativista Gilmar Brunetto sustenta que patrimônio de Riva não declarado é incalculável, mas que seguramente o coloca entre os homens mais ricos do Mato Grosso.
– Ele tem negócios que passam pelas áreas imobiliária, pecuária, frigoríficos, comunicação, agricultura, comércio de combustíveis e garimpo, a maior parte em nome de laranjas – diz Brunetto. Outro ativista, Ademar Adms, coordenador da ONG Moral, diz que o deputado estadual José Riva comanda uma bancada de quatro deputados federais, entre os quais o mais fiel é Eliene Lima, eleito exclusivamente com o prestígio do presidente da Assembleia.
– O Riva hoje é mais forte que o Blairo Maggi – diz Adms, ao se referir ao empresário e governador do Mato Grosso, o rei da soja e do agronegócio.
Revezamento
Durante os últimos 13 anos, Riva e Bosaipo se revezaram no controle da Mesa diretora da Assembleia estadual e das finanças. Segundo o MP e os adversários, graças a generosa distribuição de benesses entre os colegas, a autoridades de outros poderes e a um arrojado esquema de gastos em publicidade nos veículos de comunicação locais, raramente são questionados.
Ao deixar Juara, em 1995, Riva levou para Cuiabá um grupo de amigos que entendia de contabilidade e, com ele, montou o que o Ministério Público considera o maior esquema de fraude para desviar recursos de uma única conta bancária, a de número 86.100, aberto pela assembleia no Banco do Brasil. Num espaço de quatro anos, entre 1998 e 2002, foram emitidos centenas de cheques – cujos valores variavam de R$ 100 a mais de R$ 4 milhões – nominais a empresas fantasmas criadas pela dupla para simular o pagamento a fornecedores e descontar, em forma de empréstimos, na Confiança Factoring.
O MP já listou cerca de 80 empresas, mas o número deve aumentar. Para cada uma delas foi aberta uma investigação, o que eleva para 119 a carga judicial que tramita em Mato Grosso e em Brasília sobre os ombros de Riva e Bosaipo. Segundo o MP, tudo funcionava como se fosse operação de fomento mercantil.
– Para completar o rombo, posteriormente os cheques eram compensados ou sacados em prol da Confiança Factoring, fechando assim o círculo criminoso de desvio de dinheiro público – diz o promotor Célio Fúrio. (V.Q.)
Fonte Jornal do Brasil
Para ver com seus próprios olhos, da edição on line do Jornal do Brasil, clique nos links abaixo:
REVEJA, AQUI, OUTRAS MATÉRIAS DESTA PÁGINA DO E (E DE OUTROS VEICULOS DE COMUNICAÇÃO) SOBRE O RUMOROSO CASO DOS DESVIOS DE RECURSOS DA ASSEMBLÉIA DE MATO GROSSO
Jornalista Enock Cavalcanti nega perseguição a Geraldo Riva
ONG MORAL DIZ QUE NÃO PERSEGUE RIVA
RIVA NÃO CONSEGUE PARAR AÇÕES CONTRA ELE NO STJ
RIVA E BOSAIPO SÃO DESTAQUES ENTRE AUTORIDADES BRASILEIRAS PROCESSADAS
A GAZETA DÁ DESTAQUE A PROCESSOS CONTRA ALEXANDRE CESAR MAS ESCONDE PROCESSOS CONTRA RIVA
VARAL DE CALCINHAS NO PROTESTO CONTRA RIVA E BOSAIPO
MATO GROSSO Protesto contra corrupção
Uma varal de calcinhas e sutiãs de várias cores e modelos foi montado ontem na Praça da República, em Cuiabá (MT). A exposição de peças íntimas ao público fez parte da manifestação promovida pelo Fórum de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado no estado. O ato serviu para protestar contra o cheque de R$ 55 mil que a Assembléia Legislativa mato-grossense teria emitido para uma empresa que vende roupas. Segundo os organizadores do evento, a lingerie tem um significado político, pois indica o suposto envolvimento de parlamentares estaduais em atividades irregulares. Os deputados José Riva e Humberto Bosaipo, acusados de desviar dinheiro do Legislativo, foram representados por bonecos durante o protesto. Um terceiro boneco representou o empresário João Arcanjo Ribeiro, apontado como chefe da máfia no Mato Grosso.
(CORREIO BRAZILIENSE - 11 DE JULHO DE 2003)
contra-riva-e-bosaipo
Fonte: Pagina do Enock
