
“Diferença entre político e ladrão: Após longa pesquisa, cheguei a seguinte conclusão: A diferença é que, um eu escolho, o outro me escolhe". (Citação de um observador atento do cenário político brasileiro).
Livro sobre Sarney diz que Dante deixou US$ 42 mi na Suiça e vê "rolo" de Armando
Por Romilson Dourado
A obra Honoráveis Bandidos, lançada há dois meses pela Geração Editorial, revela a história do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional no Maranhão pela família Sarney e, das 199 páginas, em 6 delas há referências aos nomes dos irmãos Dante e Armando de Oliveira. Já falecido, Dante foi ministro da Reforma Agrária do governo José Sarney, deputado federal, prefeito de Cuiabá por duas vezes e governador também por dois mandatos. Armando, que na obra do jornalista Palmério Dória é chamado de Armandinho Nova República, era funcionário da Cemat.
Quando a Centrais Elétricas Mato-Grossenses foi privatizada na gestão Dante, Armandinho constituiu a Amper Construções Elétricas. Essa empresa se viu encrencada com a Justiça Depois. Foi apontada pelo Ministério Público Federal como suspeita de lavagem de dinheiro sob a forma de dois empréstimos no valor total de US$ 3,2 milhões feitos no BankBoston e no Deutsche Bank em Montevidéu (Uruguai) e que tiveram o aval de João Arcanjo Ribeiro e a intermediação de uma offshore de Arcanjo, que recebeu uma comissão.
Nas páginas 103 e 104, o autor lembra que Dante era amigo íntimo de Sarney e que em 2001, enquanto governador, integrou o Conselho Deliberativo da Sudam e auxiliou Roseana, que presidia a reunião, quando foi aprovado projeto de financiamento para a Usimar, uma fábrica de autopeças que seria implantada no distrito industrial de São Luís (MA) . O caso Usimar virou escândalo nacional depois por causa de denúncias de superfaturamento e corrupção com dinheiro da Sudam. No meio desse assunto, o autor escreve que o ex-governador Dante "(...) deixou ao morrer (em 2006) uma conta na Suiça com US$ 42 milhões". Insinua que seria dinheiro em paraíso fiscal num esquema envolvendo Armandinho.
"(...) Armandinho Nova República, o funcionário público de terceiro escalão das Centrais Elétricas de Mato Grosso que se tornou o mais rico empreiteiro do Estado, sócio de uma construtora e de Fernando Sarney", escreve Palmério. Ele conta ainda que Dante se tornou ministro (em 85), graças à indicação de Roseana, filha de Sarney, e reforço do empresário Jorge Murad, esposa de Roseana. Lembra que Sarney, que lutava contra a emenda das Diretas Já, apresentada por Dante enquanto deputado, o convidou para compor o primeiro escalão. Cita que o então peemedebista, "deputado mato-grossense famoso por sua emenda à Constituição (...), teve a sorte de trocar a Prefeitura de Cuiabá, onde enfrentava índices assombrosos de desaprovação, por um Ministério da Reforma Agrária. Inócuo, mas um Ministério".
Armando de Oliveira só não foi preso em 2004 porque conseguiu habeas corpus preventivo no Tribunal Regional Federal (TRF), da 1ª Região em Brasília. Foi o juiz Julier Sebastião da Silva quem decretou sua prisão. Ele havia autorizado a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão de documentos na casa de Armando e na Amper.
Polêmica
O polêmico livro de Palmério Dória está provocando muita confusão, principalmente no Maranhão, terra da família Sarney. Em Mato Grosso, começa a ganhar repercussão por causa das citações dos irmãos Dante e Armando em suposto esquema de "dinheiro sujo". A obra discorre também sobre o controle que o patriarca Sarney exerce no Senado, com suas alianças e indicações, além de citar nomes e histórias de vários políticos envolvidos, de forma ou de outra, com o senador.
Além de dedicar um capítulo para refazer toda a cronologia da vida de Sarney, relacionando-a com os acontecimentos no Brasil, o livro contém ainda um caderno especial de 16 páginas com charges assinadas pelos irmãos Caruso - Chico e Paulo - feitas em vários momentos da trajetória política de Sarney. E para provar que "o coronel" continua no controle de uma forma ou de outra, Dória conta ter recebido recentemente a notícia de que "Honoráveis Bandidos" não chegou às livrarias no Maranhão.
Fonte: RD News
Livro sobre Sarney diz que Dante deixou US$ 42 mi na Suiça e vê "rolo" de Armando
Por Romilson Dourado
A obra Honoráveis Bandidos, lançada há dois meses pela Geração Editorial, revela a história do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional no Maranhão pela família Sarney e, das 199 páginas, em 6 delas há referências aos nomes dos irmãos Dante e Armando de Oliveira. Já falecido, Dante foi ministro da Reforma Agrária do governo José Sarney, deputado federal, prefeito de Cuiabá por duas vezes e governador também por dois mandatos. Armando, que na obra do jornalista Palmério Dória é chamado de Armandinho Nova República, era funcionário da Cemat.
Quando a Centrais Elétricas Mato-Grossenses foi privatizada na gestão Dante, Armandinho constituiu a Amper Construções Elétricas. Essa empresa se viu encrencada com a Justiça Depois. Foi apontada pelo Ministério Público Federal como suspeita de lavagem de dinheiro sob a forma de dois empréstimos no valor total de US$ 3,2 milhões feitos no BankBoston e no Deutsche Bank em Montevidéu (Uruguai) e que tiveram o aval de João Arcanjo Ribeiro e a intermediação de uma offshore de Arcanjo, que recebeu uma comissão.
Nas páginas 103 e 104, o autor lembra que Dante era amigo íntimo de Sarney e que em 2001, enquanto governador, integrou o Conselho Deliberativo da Sudam e auxiliou Roseana, que presidia a reunião, quando foi aprovado projeto de financiamento para a Usimar, uma fábrica de autopeças que seria implantada no distrito industrial de São Luís (MA) . O caso Usimar virou escândalo nacional depois por causa de denúncias de superfaturamento e corrupção com dinheiro da Sudam. No meio desse assunto, o autor escreve que o ex-governador Dante "(...) deixou ao morrer (em 2006) uma conta na Suiça com US$ 42 milhões". Insinua que seria dinheiro em paraíso fiscal num esquema envolvendo Armandinho.
"(...) Armandinho Nova República, o funcionário público de terceiro escalão das Centrais Elétricas de Mato Grosso que se tornou o mais rico empreiteiro do Estado, sócio de uma construtora e de Fernando Sarney", escreve Palmério. Ele conta ainda que Dante se tornou ministro (em 85), graças à indicação de Roseana, filha de Sarney, e reforço do empresário Jorge Murad, esposa de Roseana. Lembra que Sarney, que lutava contra a emenda das Diretas Já, apresentada por Dante enquanto deputado, o convidou para compor o primeiro escalão. Cita que o então peemedebista, "deputado mato-grossense famoso por sua emenda à Constituição (...), teve a sorte de trocar a Prefeitura de Cuiabá, onde enfrentava índices assombrosos de desaprovação, por um Ministério da Reforma Agrária. Inócuo, mas um Ministério".
Armando de Oliveira só não foi preso em 2004 porque conseguiu habeas corpus preventivo no Tribunal Regional Federal (TRF), da 1ª Região em Brasília. Foi o juiz Julier Sebastião da Silva quem decretou sua prisão. Ele havia autorizado a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão de documentos na casa de Armando e na Amper.
Polêmica
O polêmico livro de Palmério Dória está provocando muita confusão, principalmente no Maranhão, terra da família Sarney. Em Mato Grosso, começa a ganhar repercussão por causa das citações dos irmãos Dante e Armando em suposto esquema de "dinheiro sujo". A obra discorre também sobre o controle que o patriarca Sarney exerce no Senado, com suas alianças e indicações, além de citar nomes e histórias de vários políticos envolvidos, de forma ou de outra, com o senador.
Além de dedicar um capítulo para refazer toda a cronologia da vida de Sarney, relacionando-a com os acontecimentos no Brasil, o livro contém ainda um caderno especial de 16 páginas com charges assinadas pelos irmãos Caruso - Chico e Paulo - feitas em vários momentos da trajetória política de Sarney. E para provar que "o coronel" continua no controle de uma forma ou de outra, Dória conta ter recebido recentemente a notícia de que "Honoráveis Bandidos" não chegou às livrarias no Maranhão.
Fonte: RD News
