quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O ESCÂNDALO DA ASSEMBLÉIA


"A impunidade gera a audácia dos maus".
 (Carlos Lacerda)

Por Enock Cavalcante

Que bacana! CNJ vai investigar sentenças de Bertolucci condenando o deputado mais processado de Mato Grosso e, na certa, ampliará exposição de José Riva

Eu achei bacana a notícia. Riva tem todo o direito de pedir investigação sobre a atuação do juiz Luiz Alberto Bertolucci, titular da Vara Especializada em Ação Civil Publica e Ação Popular. Tanto tem que o Corregedor Nacional de Justiça, Gilson Dipp, conforme informa o Midianews, acaba de acatar o pedido do parlamentar do PP, e já determinou que o des. Manoel Ornellas investigue as possiveis "arbitrariedades" que estariam sendo cometidas por Bertoluccci contra o deputado José Geraldo Riva, o parlamentar mais processado de Mato Grosso, réu em mais de 100 processos em que o Ministério Público do Estado Mato Grosso o acusa de improbidade administrativa e do possível desvio de cerca de 450 milhões de reais (em valores atualizados) dos cofres da Assembléia Legislativa de Mato Grosso. Também está arrolado como réu, ao lado de Riva, nesses processos, o conselheiro do Tribunal de Contas de MT, Humberto Bosaipo.


O processo do CNJ sobre as sentenças de Bertolucci contra Riva (já foram três as sentenças condenatórias) ampliará, certamente, imagino eu, a exposição de José Riva - um caso que é tratado com boca de siri pela chamada grande mídia mato-grossense. Dentro da Assembléia Legislativa e entre os políticos com mandato em Mato Grosso, a boca de siri com relação a Riva também é geral. Claro, o deputado do PP nunca deixa de dá assunto para o papo das esquinas e dos botequins mas quando a mídia silencia fica parecendo que não existe contra ele demanda judicial nenhuma. À medida que Geraldo Riva esperneia, possivelmente com o receio de ficar inelegível para a disputa da eleição deste ano de 2010, impedido quem sabe até de se candidatar a uma nova reeleição como deputado estadual, a cobertura jornalistica, regional e nacional, deve se ampliar. E isso é bom. Claro que devemos esperar que o juiz Bertolucci mantenha a paciência e continue fazendo o seu trabalho, enquanto os conselheiros do CNJ farão o deles. Riva diz que confia no seu taco e que está sendo vítima de perseguição politica, tanto por parte do Ministério Público, quanto por parte do juiz Bertolucci, quando por parte de um grupo de jornalistas e militantes do movimento de combate à corrupção. Cabe à Justiça brasileira decidir todo este imblóglio. Esperemos por ela.

Fonte: Pagina do Enock

CONFIRA AS INFORMAÇÕES DO RD NEWS


CNJ acata pedido da defesa de Riva; juiz de MT será investigado

Por Andréa Haddad


Preocupado em ficar inelegível em pleno ano eleitoral, o presidente da Assembleia, José Riva (PP), obteve decisão favorável no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que seja instaurado processo administrativo contra o juiz Luiz Aparecido Bertolucci Júnior, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, por supostas motivações pessoais nas condenações do progressista.

Por determinação do ministro Gilson Dipp, corregedor nacional de Justiça, Bertolucci será investigado pelo corregedor-geral do TJ, desembargador Manoel Ornellas, dentro de 15 dias, a partir da notificação. O relatório deve ser concluído em 60 dias.

Dentre as ações em que Riva figura na condição de réu, Bertolucci condenou o progressista por três vezes, sendo que em todas determina a inelegibilidade do acusado, afastamento da gestão financeira e administrativa da AL, além da devolução de dinheiro aos cofres da Casa.

Das três condenações em primeira instância, o advogado de Riva, Alexandre Nery, já conseguiu reverter uma no Tribunal de Justiça. Ele explica que resolveu ingressar com a representação disciplinar contra Bertolucci por entender que o juiz não instruiu o processo. “Ele adotou uma linha pessoal, que não permite a produção de provas, nem a outra parte é ouvida”, reclama. Alexandre sustenta que o magistrado não poderia atuar nas ações envolvendo Riva, pois a defesa já ingressou com um pedido de suspeição no TJ.

FONTE RD NEWS