Cinco advogados presos; PF faz busca e procura uma "lobista"
Ao todo são 30 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão. As investigações iniciaram em 2007 quando a Polícia Federal de Goiás indicou situações que envolviam possível exploração de prestígio em Mato Grosso. As prisões foram decretadas pela ministra Nancy Andrgi. A operação foi comandada pelo delegado federal Carlos Eduardo Istarol.
Rubens de Souza
Redação 24 Horas News
Cinco advogados foram presos pela Polícia Federal, dentro da Operação Asef, deflagrada nesta terça-feira, sob a acusação de intermediarem um esquema de venda de sentença no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). São eles: Altenor Alves de Sozua, Alessandro Jacarandá, Maxweize Mendonça, Rodrigo Vieira e Célia Cury. Além deles, vários advogados tiveram seus escritórios ocupados pela PF, com mandados de busca e apreensão. Também passaram pela PF a juiza Maria Abadia Aguiar e o ex-juiz eleitoral Renato Vianna, que ocupava a vaga no Tribunal Pleno representando a classe dos advogados.
A PF ainda busca cumprir dois mandatos de prisões, um de advogado e outro de pessoa comum envolvida no caso. Essa pessoa comum seria uma "lobista", que atuaria no esquema de tráfico de influência. A Polícia Federal negou, por outro lado, qualquer prisão de magistrado ou ex-magistrado. Foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão na casa de José Tadeu Cury e Donato Fortunato Ojeda, ex-desembargadores.
Também foram presos o genro da advogada, Cláudio Emanoel e outra pessoa identificada como Santos de Souza Ribeiro. O advogado Eduardo Gomes, ex-prefeito de Alto Paraguai, tido como um dos presos, apenas foi ouvido e liberado em seguida.
José Tadeu Cury também esteve na sede da Polícia Federal em Cuiabá. A exemplo de Vianna e Maria Abadia, apenas prestou esclarecimentos e foi liberado em seguida. A esposa continua presa. Cury foi aposentado cumpulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça por envolvimento no esquema de desvio de dinheiro, através da folha de pagamento, como empréstimo a Loja Maçonica Grande Oriente. Ojeda se desligou do TJ aposentado por cumprimento de tempo de serviço.
Os fatos apurados encontram-se sob segredo de justiça e versam sob supostas práticas de exploração de prestígio, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. Ao todo são 30 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão.
As investigações iniciaram em 2007 quando a Polícia Federal de Goiás indicou situações que envolviam possível exploração de prestígio em Mato Grosso. As prisões foram decretadas pela ministra Nancy Andrgi. A operação foi comandada pelo delegado federal Carlos Eduardo Istarol.
Participam da operação 125 policiais federais e dois médicos, acompanhados de seis membros do Ministério Público Federal e 10 representantes indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso.
Leia Também:
» Venda de sentenças envolve o Tribunal Regional Eleitoral de MT:
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=328887
» Mulher de ex-desembargador e ex-juiz presos pela PF:
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=328872
» PF faz busa megaoperação e alvo é membros do Tribunal de Justiça: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=328859
Fonte: 24 Horas News
Saiba Mais:
por Adriana Vandoni
Operação Asafe da PF, deflagrada hoje pela manhã em Mato Grosso, prendeu algumas conhecidas figuras que atuam na justiça do estado, acusados de participação num esquema de venda de sentença.
Dentre os 9 presos está Célia Cury, esposa do desembargador aposentado compulsoriamente em fevereiro deste ano, José Tadeu Cury. Além de Célia, foram presos Jarbas Nascimento – Advogado e ex-chefe de gabinete de Tadeu Cury no TJ e Cláudio Emanuel Camargo – Empresário e genro de Tadeu Cury.
O nome de Célia Cury já constava em uma carta-denúncia escrita pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado supostamente por denunciar um esquema de venda de sentença no TJ de MT, em 1999. Na carta (veja a imagem), ao falar da atuação da Célia, Leopoldino escreve: “Em Cuiabá, os advogados reclamam não aguentar a concorrência com as mulheres de desembargadores que advogam”. Segundo o juiz assassinado, Célia Cury teria recebido R$ 300 mil para comprar um despacho do desembargador Antônio Bitar Filho em favor de uma traficante conhecida como “Branca”. O objetivo da intermediação era obter uma autorização para que a traficante fosse transferida para um presídio de Brasília, o que efetivamente acabou acontecendo. (leia aqui a carta do juiz Leopoldino): http://www.prosaepolitica.com.br/wp-content/uploads/2010/03/CARTA-JUIZ-LEOPOLDINO.pdf
Além desses já citados, foram presos: Rodrigo Vieira – Advogado; Alcenor Alves de Souza – Advogado e ex-prefeito de Alto Paraguai; Alessandro Jacarandá – Advogado; Santos de Souza Ribeiro – Advogado; Max Weize Mendonça – Advogado.
Foram detidos para prestarem esclarecimentos: André Castrillo – Advogado; Eduardo Gomes – Advogado; Renato Viana – advogado e ex-juiz do TER; Renato Viana Filho – advogado e filho de Renato Viana; Eduardo Jacob – advogado e juiz do TRE; Felipe Jacob – advogado e filho do juiz Eduardo Jacob; Maria Abadia Aguiar – ex-juíza do TER.
Fonte: Prosa e Política
Rubens de Souza
Redação 24 Horas News
Cinco advogados foram presos pela Polícia Federal, dentro da Operação Asef, deflagrada nesta terça-feira, sob a acusação de intermediarem um esquema de venda de sentença no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). São eles: Altenor Alves de Sozua, Alessandro Jacarandá, Maxweize Mendonça, Rodrigo Vieira e Célia Cury. Além deles, vários advogados tiveram seus escritórios ocupados pela PF, com mandados de busca e apreensão. Também passaram pela PF a juiza Maria Abadia Aguiar e o ex-juiz eleitoral Renato Vianna, que ocupava a vaga no Tribunal Pleno representando a classe dos advogados.
A PF ainda busca cumprir dois mandatos de prisões, um de advogado e outro de pessoa comum envolvida no caso. Essa pessoa comum seria uma "lobista", que atuaria no esquema de tráfico de influência. A Polícia Federal negou, por outro lado, qualquer prisão de magistrado ou ex-magistrado. Foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão na casa de José Tadeu Cury e Donato Fortunato Ojeda, ex-desembargadores.
Também foram presos o genro da advogada, Cláudio Emanoel e outra pessoa identificada como Santos de Souza Ribeiro. O advogado Eduardo Gomes, ex-prefeito de Alto Paraguai, tido como um dos presos, apenas foi ouvido e liberado em seguida.
José Tadeu Cury também esteve na sede da Polícia Federal em Cuiabá. A exemplo de Vianna e Maria Abadia, apenas prestou esclarecimentos e foi liberado em seguida. A esposa continua presa. Cury foi aposentado cumpulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça por envolvimento no esquema de desvio de dinheiro, através da folha de pagamento, como empréstimo a Loja Maçonica Grande Oriente. Ojeda se desligou do TJ aposentado por cumprimento de tempo de serviço.
Os fatos apurados encontram-se sob segredo de justiça e versam sob supostas práticas de exploração de prestígio, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. Ao todo são 30 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão.
As investigações iniciaram em 2007 quando a Polícia Federal de Goiás indicou situações que envolviam possível exploração de prestígio em Mato Grosso. As prisões foram decretadas pela ministra Nancy Andrgi. A operação foi comandada pelo delegado federal Carlos Eduardo Istarol.
Participam da operação 125 policiais federais e dois médicos, acompanhados de seis membros do Ministério Público Federal e 10 representantes indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso.
Leia Também:
» Venda de sentenças envolve o Tribunal Regional Eleitoral de MT:
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=328887
» Mulher de ex-desembargador e ex-juiz presos pela PF:
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=328872
» PF faz busa megaoperação e alvo é membros do Tribunal de Justiça: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=328859
Fonte: 24 Horas News
Saiba Mais:
Corretagem de sentença em Mato Grosso
por Adriana Vandoni
Operação Asafe da PF, deflagrada hoje pela manhã em Mato Grosso, prendeu algumas conhecidas figuras que atuam na justiça do estado, acusados de participação num esquema de venda de sentença.
Dentre os 9 presos está Célia Cury, esposa do desembargador aposentado compulsoriamente em fevereiro deste ano, José Tadeu Cury. Além de Célia, foram presos Jarbas Nascimento – Advogado e ex-chefe de gabinete de Tadeu Cury no TJ e Cláudio Emanuel Camargo – Empresário e genro de Tadeu Cury.
O nome de Célia Cury já constava em uma carta-denúncia escrita pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado supostamente por denunciar um esquema de venda de sentença no TJ de MT, em 1999. Na carta (veja a imagem), ao falar da atuação da Célia, Leopoldino escreve: “Em Cuiabá, os advogados reclamam não aguentar a concorrência com as mulheres de desembargadores que advogam”. Segundo o juiz assassinado, Célia Cury teria recebido R$ 300 mil para comprar um despacho do desembargador Antônio Bitar Filho em favor de uma traficante conhecida como “Branca”. O objetivo da intermediação era obter uma autorização para que a traficante fosse transferida para um presídio de Brasília, o que efetivamente acabou acontecendo. (leia aqui a carta do juiz Leopoldino): http://www.prosaepolitica.com.br/wp-content/uploads/2010/03/CARTA-JUIZ-LEOPOLDINO.pdf
Além desses já citados, foram presos: Rodrigo Vieira – Advogado; Alcenor Alves de Souza – Advogado e ex-prefeito de Alto Paraguai; Alessandro Jacarandá – Advogado; Santos de Souza Ribeiro – Advogado; Max Weize Mendonça – Advogado.
Foram detidos para prestarem esclarecimentos: André Castrillo – Advogado; Eduardo Gomes – Advogado; Renato Viana – advogado e ex-juiz do TER; Renato Viana Filho – advogado e filho de Renato Viana; Eduardo Jacob – advogado e juiz do TRE; Felipe Jacob – advogado e filho do juiz Eduardo Jacob; Maria Abadia Aguiar – ex-juíza do TER.
Fonte: Prosa e Política



