Feirão: novos partidos oferecem verba para atrair deputados
Rateio de recursos do Fundo Partidário entra na negociação para ampliar bancadas de Pros e Solidariedade
As
negociações dos dois novos partidos políticos do Brasil para filiar
cerca de 50 deputados federais envolvem a entrega a eles do comando
político das siglas nos Estados e a promessa de um generoso rateio do
dinheiro do Fundo Partidário, algo entre R$ 3 e R$ 3,80 por voto
recebido pelos congressistas.
Solidariedade
e Pros (Partido Republicano da Ordem Social), que foram chancelados na
terça-feira pela Justiça Eleitoral, vão receber mais de R$ 30 milhões
por ano dos cofres públicos em recursos do fundo, que é uma das
principais fontes de financiamento das legendas.
O governo
estimula a ida para o Pros, que demonstrou tendência governista -- o
Solidariedade apoiará a candidatura de Aécio Neves (PSDB). (Da Folha de
S.Paulo - Ranier Bragon e Márcio Falcão)
Fonte Blog do Magno Martins
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PARTIDOS, PARTIDOS E MAIS PARTIDOS.
Visão Panorâmica
O TSE aprovou a criação do partido Solidariedade (o
“Partido do Paulinho”, como é conhecido) e do PRO (Partido Republicano
da Ordem Social). A Rede (de Marina Silva) está lutando com unhas e
dentes contra a sabotagem explícita do governo que tenta, a todo custo,
impedi-lo de nascer. Ainda “na fila” do parto, existe um número enorme
de partidos das mais variadas linhas ideológicas que também aguarda o
seu “lugar ao sol”.
E, como “lugar ao sol” você deve ler (literalmente)
uma boquinha nos cofres públicos. Pois, para a grande maioria dos
partidos que aí estão e dos que querem “vir ao mundo”, o grande fator
gerador dessa incrível fertilidade partidária (hoje já são 32 partidos
em atividade) é a grande mamata em que se transformou o fundo
partidário. Isso mesmo, tudo está muito distante sequer de uma sombra de
civismo ou mesmo de alguma vontade de mudar algo. A proliferação
partidária tem como meta o dinheiro fácil.
Criado para garantir meios de sobrevivência aos
partidos com poucos recursos e assegurar uma melhora nas condições de
embate nas urnas; o fundo partidário acabou se revertendo em fonte de
riqueza para muita gente.
Distante de ser uma “opção democrática”; ter 32
partidos políticos faz de nosso arcabouço eleitoral um enorme lamaçal de
oportunistas, negociatas e espertalhões prontos para alugar suas
legendas a quem pagar mais.
É humanamente impossível pensar em um comportamento
isonômico numa eleição onde 32 partidos políticos participam. A
quantidade de candidaturas possíveis é tão grande que torna inviável os
debates profundos sobre os enormes problemas que assolam nossa
sociedade.
Já passou da hora de criarmos dispositivos capazes de
exterminar esses “partidecos de aluguel” e banir a enorme confusão em
que se transformou nosso jogo eleitoral. Confusão essa que favorece
apenas as coligações oportunistas (como a que vemos hoje no poder) e os
escândalos como os Mensalões do PT, do DEM e do PSDB.
Um sistema mais enxuto, com menos partidos (quatro no
máximo) é o ideal para garantir uma boa “permeabilidade ideológica” das
legendas; candidatos fortes e que realmente tenham algo a dizer;
legendas mais preocupadas com a qualidade dos candidatos que oferecem do
que com a quantidade (ou a celebridade) e assegurando um uso mais
racional dos recursos tão preciosos que acabam parando nas contas
bancárias de muitos desses “donos” de partidos fajutos.
Partidos esses que, muitas vezes, passam eleição após
eleição sem receber qualquer votação expressiva e se comportam como
meros parasitas do sistema democrático sem nunca prestar qualquer
serviço à nação ou ao povo que acaba bancando sua existência.
Democracia nunca foi sinônimo de pulverização
partidária. Essa prática ajuda apenas aos inimigos da democracia e ao
descrédito da classe política que, em nosso país, cresce a cada dia e
vai muito além do que a imaginação humana pode conceber.
E você, o que pensa disso?
Fonte Visão Panorâmica
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