sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mudança de sigla pode render de R$ 3 a R$ 3,80 por voto a congressistas


Feirão: novos partidos oferecem verba para atrair deputados


Rateio de recursos do Fundo Partidário entra na negociação para ampliar bancadas de Pros e Solidariedade



As negociações dos dois novos partidos políticos do Brasil para filiar cerca de 50 deputados federais envolvem a entrega a eles do comando político das siglas nos Estados e a promessa de um generoso rateio do dinheiro do Fundo Partidário, algo entre R$ 3 e R$ 3,80 por voto recebido pelos congressistas. 
 
Solidariedade e Pros (Partido Republicano da Ordem Social), que foram chancelados na terça-feira pela Justiça Eleitoral, vão receber mais de R$ 30 milhões por ano dos cofres públicos em recursos do fundo, que é uma das principais fontes de financiamento das legendas. 

O governo estimula a ida para o Pros, que demonstrou tendência governista -- o Solidariedade apoiará a candidatura de Aécio Neves (PSDB).  (Da Folha de S.Paulo - Ranier Bragon e Márcio Falcão)

Fonte Blog do Magno Martins


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Visão Panorâmica

O TSE aprovou a criação do partido Solidariedade (o “Partido do Paulinho”, como é conhecido) e do PRO (Partido Republicano da Ordem Social). A Rede (de Marina Silva) está lutando com unhas e dentes contra a sabotagem explícita do governo que tenta, a todo custo, impedi-lo de nascer. Ainda “na fila” do parto, existe um número enorme de partidos das mais variadas linhas ideológicas que também aguarda o seu “lugar ao sol”.

E, como “lugar ao sol” você deve ler (literalmente) uma boquinha nos cofres públicos. Pois, para a grande maioria dos partidos que aí estão e dos que querem “vir ao mundo”, o grande fator gerador dessa incrível fertilidade partidária (hoje já são 32 partidos em atividade) é a grande mamata em que se transformou o fundo partidário. Isso mesmo, tudo está muito distante sequer de uma sombra de civismo ou mesmo de alguma vontade de mudar algo. A proliferação partidária tem como meta o dinheiro fácil.

Criado para garantir meios de sobrevivência aos partidos com poucos recursos e assegurar uma melhora nas condições de embate nas urnas; o fundo partidário acabou se revertendo em fonte de riqueza para muita gente.

Distante de ser uma “opção democrática”; ter 32 partidos políticos faz de nosso arcabouço eleitoral um enorme lamaçal de oportunistas, negociatas e espertalhões prontos para alugar suas legendas a quem pagar mais.

É humanamente impossível pensar em um comportamento isonômico numa eleição onde 32 partidos políticos participam. A quantidade de candidaturas possíveis é tão grande que torna inviável os debates profundos sobre os enormes problemas que assolam nossa sociedade.

Já passou da hora de criarmos dispositivos capazes de exterminar esses “partidecos de aluguel” e banir a enorme confusão em que se transformou nosso jogo eleitoral. Confusão essa que favorece apenas as coligações oportunistas (como a que vemos hoje no poder) e os escândalos como os Mensalões do PT, do DEM e do PSDB.

Um sistema mais enxuto, com menos partidos (quatro no máximo) é o ideal para garantir uma boa “permeabilidade ideológica” das legendas; candidatos fortes e que realmente tenham algo a dizer; legendas mais preocupadas com a qualidade dos candidatos que oferecem do que com a quantidade (ou a celebridade) e assegurando um uso mais racional dos recursos tão preciosos que acabam parando nas contas bancárias de muitos desses “donos” de partidos fajutos.

Partidos esses que, muitas vezes, passam eleição após eleição sem receber qualquer votação expressiva e se comportam como meros parasitas do sistema democrático sem nunca prestar qualquer serviço à nação ou ao povo que acaba bancando sua existência.

Democracia nunca foi sinônimo de pulverização partidária. Essa prática ajuda apenas aos inimigos da democracia e ao descrédito da classe política que, em nosso país, cresce a cada dia e vai muito além do que a imaginação humana pode conceber.

E você, o que pensa disso? 

Fonte  Visão Panorâmica

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