Através de consulta telefônica aos comitês, as atendentes confirmaram a contratação de “boqueiros” pagando valores que variam de R$ 20,00 a R$ 30,00.
Antonio Cavalcanti mostra fitas que entregou à Justiça com ofertas de “trabalho” de boca de urna
Resgatando um pouco da história do MCCE em Mato Grosso. DIÁRIO DE CUIABÁ Edição nº 9736 28/09/2000
LUIZ ACOSTA
Da Reportagem O Movimento Cívico de Combate à Corrupção (MCCC), representado pelo seu coordenador, Antonio Cavalcante Filho, apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na última terça-feira, uma denúncia contra 13 comitês de candidatos a vereador de todas as coligações, em Cuiabá, que estariam contratando pessoas para fazer boca de urna no dia da eleição.
Segundo o denunciante, através de consulta telefônica aos comitês, as atendentes confirmaram a contratação de “boqueiros” pagando valores que variam de R$ 20,00 a R$ 30,00. Para confirmar a denúncia, Cavalcante gravou as conversas e entregou duas fitas cassete ao juiz da propaganda eleitoral, Sebastião de Arruda Almeida, junto com a denúncia.
Por recomendação do próprio juiz, os nomes dos candidatos não foram revelados para não atrapalhar o trabalho de investigação que a Polícia Federal está realizando para reunir as provas.
Dos 13 candidatos, apenas um, segundo Antonio Cavalcante, não assumiu a contratação de pessoas para fazer a boca de urna, proibida pela Legislação Eleitoral por se tratar de crime com pena prevista de até quatro anos de reclusão, além da aplicação de multa.
Embora as fitas não sejam consideradas provas criminais pela Justiça, segundo o juiz Sebastião de Arruda Almeida, servem de embasamento para que a PF possa investigar a veracidade das denúncias.
O coordenador do MCCC, Antonio Cavalcante, disse também que os candidatos afirmam ter, inclusive, controle até para saber se o eleitor votou mesmo. “O sistema é simples, eles (os candidatos) apresentariam aos eleitores, após a votação, quatro fotografias para que eles apontassem qual delas eles viram no momento do voto, já que a foto oficial para ser inserida na urna foi entregue à Justiça Eleitoral junto com a documentação exigida para pedido de registro de candidatura”, explica o denunciante.
Na noite de terça-feira, o juiz da propaganda eleitoral, Sebastião de Arruda Almeida, se reuniu com o delegado da Polícia Federal, Marco Aurélio, pedindo que as investigações fossem iniciadas imediatamente para coibir a prática da boca de urna e inibir os demais candidatos de fazer o mesmo.
O juiz garantiu que, dependendo do andamento das investigações, hoje ou no mais tardar amanhã, serão divulgados os nomes dos candidatos denunciados.
Antonio Cavalcante disse que as denúncias provam que “o dia primeiro de outubro será o dia do crime, quando verdadeiras quadrilhas vão tentar tomar o poder de assalto”.
Fonte Diário de Cuiabá
https://www.facebook.com/antoniocavalcantefilho.cavalcante
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Da Reportagem O Movimento Cívico de Combate à Corrupção (MCCC), representado pelo seu coordenador, Antonio Cavalcante Filho, apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na última terça-feira, uma denúncia contra 13 comitês de candidatos a vereador de todas as coligações, em Cuiabá, que estariam contratando pessoas para fazer boca de urna no dia da eleição.
Segundo o denunciante, através de consulta telefônica aos comitês, as atendentes confirmaram a contratação de “boqueiros” pagando valores que variam de R$ 20,00 a R$ 30,00. Para confirmar a denúncia, Cavalcante gravou as conversas e entregou duas fitas cassete ao juiz da propaganda eleitoral, Sebastião de Arruda Almeida, junto com a denúncia.
Por recomendação do próprio juiz, os nomes dos candidatos não foram revelados para não atrapalhar o trabalho de investigação que a Polícia Federal está realizando para reunir as provas.
Dos 13 candidatos, apenas um, segundo Antonio Cavalcante, não assumiu a contratação de pessoas para fazer a boca de urna, proibida pela Legislação Eleitoral por se tratar de crime com pena prevista de até quatro anos de reclusão, além da aplicação de multa.
Embora as fitas não sejam consideradas provas criminais pela Justiça, segundo o juiz Sebastião de Arruda Almeida, servem de embasamento para que a PF possa investigar a veracidade das denúncias.
O coordenador do MCCC, Antonio Cavalcante, disse também que os candidatos afirmam ter, inclusive, controle até para saber se o eleitor votou mesmo. “O sistema é simples, eles (os candidatos) apresentariam aos eleitores, após a votação, quatro fotografias para que eles apontassem qual delas eles viram no momento do voto, já que a foto oficial para ser inserida na urna foi entregue à Justiça Eleitoral junto com a documentação exigida para pedido de registro de candidatura”, explica o denunciante.
Na noite de terça-feira, o juiz da propaganda eleitoral, Sebastião de Arruda Almeida, se reuniu com o delegado da Polícia Federal, Marco Aurélio, pedindo que as investigações fossem iniciadas imediatamente para coibir a prática da boca de urna e inibir os demais candidatos de fazer o mesmo.
O juiz garantiu que, dependendo do andamento das investigações, hoje ou no mais tardar amanhã, serão divulgados os nomes dos candidatos denunciados.
Antonio Cavalcante disse que as denúncias provam que “o dia primeiro de outubro será o dia do crime, quando verdadeiras quadrilhas vão tentar tomar o poder de assalto”.
Fonte Diário de Cuiabá
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