O ex-deputado Rogério Silva foi denunciado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)na eleições de 2002
Edição de 11/11/2002
do 24 Horas News
LUIZ ESMAEL
O delegado da Polícia Federal, Marco Aurélio, entrega hoje a tarde – horário não revelado – o inquérito que apurou a denuncia de compra de votos do deputado reeleito, Rogério Silva (PMDB), nas eleições do dia 6 de outubro para a Justiça Eleitoral. Foram um mês de trabalho investigativo para saber se houve ou não abuso de poder econômico na reeleição de Silva. Inclusive, numa ação conjunta entre PF e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) três dias após as eleições, Rogério Silva foi flagrado num restaurante em Chapada dos Guimarães, fazendo o que seria o pagamento dos votos comprados a seus correligionários. Na oportunidade, houve troca de tiros entre a PF e os seguranças do deputado federal. De acordo com o coordenador do MCCE, Antonio Cavalcante, o Ceará, o candidato do PMDB chegou a cadastrar cerca de 20 mil eleitores para votar nele no dia 6 de outubro. Rogério Silva foi reeleito a deputado federal com 56 mil votos pela coligação “Frente Cidadania e Desenvolvimento”, formada pelo PMDB, PSDB e PSL.
Fonte 24 Horas News
Saiba mais
Inquérito foi encaminhado ontem ao TRE, que agora vai aguardar por um parecer do Ministério Público
TÉO MENESES
Da Reportagem
O deputado federal eleito Rogério Silva (PMDB) e mais três assessores seus foram indiciados ontem pela Polícia Federal. Marco Aurélio Costa Lima, delegado responsável pelo inquérito, informou que além do deputado eleito, Paulo César da Silva, Edmundo Castelo e Otávio Augusto também foram indiciados por compra de 20 mil votos na última eleição. Rogério Silva foi denunciado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), e o seu caso segue agora para o procurador do Ministério Público Eleitoral Moacir Mendes decidir se apresenta ou denúncia sobre o caso ao Tribunal Regional Eleitoral.
Marco Aurélio protocolou o inquérito no TRE no final da tarde de ontem. Para concluir o caso, ele disse ontem que ouviu mais de 10 pessoas, entre cabos eleitorais do deputado, o coordenador do MCCE, Antônio Cavalcante Filho, o próprio Rogério Silva e seus assessores.
Quando foi depor, no dia 30 de outubro, Rogério Silva negou as acusações e classificou a tentativa de flagrante da PF como um atentado contra sua vida quando participava de um jantar com seus familiares e amigos.
Mas, segundo o delegado, a história é diferente. Uma equipe comandada por ele seguiu o candidato até o restaurante Horácio’s, localizado na estrada Cuiabá – Chapada, na noite de quarta-feira (09/10), “onde seriam pagos os valores prometidos aos cabos eleitorais prometidos”.
Marco Aurélio disse que a equipe invadiu o local e, devido o tumulto, um assessor foi confundido com Rogério Silva e o candidato conseguiu fugir.
“As provas arregimentadas nesse processo penal devem ser consideradas no processo eleitoral. Esse é o trabalho da Polícia Federal, se o Ministério público entender que todas as informações necessárias para se chegar a uma conclusão estão contidas no inquérito, o nosso trabalho termina por aqui”, comentou o delegado.
Ele completou ressaltando que o único caso relativo à compra de votos não deve acabar como os de pleitos anteriores, “apesar de quem define se ele (Rogério Silva) é acusado ou não, eu creio que o MP trabalhe com agilidade nesse caso”.
Rogério Silva foi o único candidato a ser denunciado por esse tipo de crime eleitoral. Mas segundo a coordenação do movimento que denunciou o peemedebista, Rogério Silva não está sendo um bode expiatório mas uma prova de que o abuso de poder econômico continua influenciando no pleito em Mato Grosso.
O deputado eleito Rogério Silva, que mora em Alta Floresta, não foi localizado ontem pela reportagem para comentar o indiciamento.
Fonte Diário de Cuiabá
https://www.facebook.com/antoniocavalcantefilho.cavalcante
Visite a pagina do MCCE-MT
www.mcce-mt.org
Fonte 24 Horas News
Saiba mais
Polícia Federal indicia Rogério Silva
Inquérito foi encaminhado ontem ao TRE, que agora vai aguardar por um parecer do Ministério Público
Agente da Polícia Federal
chega ao TRE com as caixas contendo o inquérito que apurou denúncia de
compra de voto contra Rogério Silva
Diário de Cuiabá Edição nº 10463 12/11/2002
TÉO MENESES
Da Reportagem
O deputado federal eleito Rogério Silva (PMDB) e mais três assessores seus foram indiciados ontem pela Polícia Federal. Marco Aurélio Costa Lima, delegado responsável pelo inquérito, informou que além do deputado eleito, Paulo César da Silva, Edmundo Castelo e Otávio Augusto também foram indiciados por compra de 20 mil votos na última eleição. Rogério Silva foi denunciado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), e o seu caso segue agora para o procurador do Ministério Público Eleitoral Moacir Mendes decidir se apresenta ou denúncia sobre o caso ao Tribunal Regional Eleitoral.
Marco Aurélio protocolou o inquérito no TRE no final da tarde de ontem. Para concluir o caso, ele disse ontem que ouviu mais de 10 pessoas, entre cabos eleitorais do deputado, o coordenador do MCCE, Antônio Cavalcante Filho, o próprio Rogério Silva e seus assessores.
Quando foi depor, no dia 30 de outubro, Rogério Silva negou as acusações e classificou a tentativa de flagrante da PF como um atentado contra sua vida quando participava de um jantar com seus familiares e amigos.
Mas, segundo o delegado, a história é diferente. Uma equipe comandada por ele seguiu o candidato até o restaurante Horácio’s, localizado na estrada Cuiabá – Chapada, na noite de quarta-feira (09/10), “onde seriam pagos os valores prometidos aos cabos eleitorais prometidos”.
Marco Aurélio disse que a equipe invadiu o local e, devido o tumulto, um assessor foi confundido com Rogério Silva e o candidato conseguiu fugir.
“As provas arregimentadas nesse processo penal devem ser consideradas no processo eleitoral. Esse é o trabalho da Polícia Federal, se o Ministério público entender que todas as informações necessárias para se chegar a uma conclusão estão contidas no inquérito, o nosso trabalho termina por aqui”, comentou o delegado.
Ele completou ressaltando que o único caso relativo à compra de votos não deve acabar como os de pleitos anteriores, “apesar de quem define se ele (Rogério Silva) é acusado ou não, eu creio que o MP trabalhe com agilidade nesse caso”.
Rogério Silva foi o único candidato a ser denunciado por esse tipo de crime eleitoral. Mas segundo a coordenação do movimento que denunciou o peemedebista, Rogério Silva não está sendo um bode expiatório mas uma prova de que o abuso de poder econômico continua influenciando no pleito em Mato Grosso.
O deputado eleito Rogério Silva, que mora em Alta Floresta, não foi localizado ontem pela reportagem para comentar o indiciamento.
Fonte Diário de Cuiabá
https://www.facebook.com/antoniocavalcantefilho.cavalcante
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