quinta-feira, 22 de maio de 2014

Silval e Riva teriam recebido, juntos, R$ 7 milhões em esquema, diz jornal


Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Silval Barbosa teria recebido R$ 4 milhões para sua campanha de 2010, e Riva o montante de R$ 3 milhões. 





O governador Silval Barbosa (PMDB) teria recebido cerca de R$ 4 milhões para sua campanha política de 2010, no esquema ilegal investigado pela Polícia Federal, por meio da Operação Ararath. Além dele, o deputado estadual José Riva (PSD), atualmente preso em Brasília, também teria sido a destinação final de um montante na ordem de R$ 3 milhões. As informações são da Folha de S. Paulo, em reportagem publicada nesta quarta (21).

Segundo o jornal, o empresário Júnior Mendonça, que tem delação premiada com a PF, em seu depoimento, assim como documentos encontrados na casa do ex-secretário estadual Eder Moraes, também detido na Capital federal, teriam revelado a transação financeira feita para beneficiar Riva em 2011. Ainda de acordo com a reportagem, o BIC Banco autorizou o empréstimo para levantar dinheiro para o deputado. “Os valores decorrentes desta transação foram retirados da conta da Amazônia Petróleo [de propriedade de Mendonça] mediante transferências para contas de empresas interpostas indicadas pelo citado deputado estadual”, diz trecho da matéria.

O envolvimento do senador Blairo Maggi (PR) também é citado na reportagem do jornal paulistano. Conforme as informações publicadas, um dos empréstimos teria sido supostamente tomado por ele, quando ainda era governador. O destino do dinheiro seria interferir em um processo de "compra" de uma vaga vitalícia no TCE. “[Blairo] Obteve de Gércio [Mendonça], por meio de Eder, vantagem pecuniária de R$ 4 milhões em favor de Alencar Soares Filho, então conselheiro do Tribunal de Contas", diz a Folha, ao citar um trecho da decisão do ministro Dias Toffoli, do STF.

Confira, abaixo, a íntegra da reportagem da Folha de S.Paulo.




Saiba mais

Alencar se debruça sobre processo e não comenta suposta venda de vaga 



 OPERAÇÃO ARARATH


De Barra do Garças  

Alvo da Operação Ararath, o ex-conselheiro do TCE, Alencar Soares preferiu silenciar diante das citações da suposta negociação relatada por Júnior Mendonça, que seria o pivô de um esquema criminoso de lavagem de dinheiro e que aceitou contar como funcionava as articulações por meio de delação premiada. Um dia após ter a casa revirada por agentes federais, Alencar Soares veio à Capital onde se debruça sobre o conteúdo das investigações que o colocam como o protagonista de um suposto esquema de venda de sentenças no Estado. Alencar não atendeu as ligações do Rdnews, porém, seu filho, o empresário Leandro Soares, informou que o ex-conselheiro estaria se "inteirando" dos fatos para, somente depois, comentar o assunto. O conselheiro Sérgio Ricardo, que teria comprado a cadeira, também preferiu não comentar o assunto.

Conforme a relatos da Procuradoria Geral da República, que constam na decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou a deflagração da 5ª etapa da Operação Ararath, o cobiçado cargo de conselheiro do TCE teria custado ao ex-deputado estadual Sérgio Ricardo, R$ 4 milhões, dinheiro este repassado ao conselheiro aposentado.

Nesta terça (20), o conteúdo do inquérito vazou depois que a PF realizou a 5ª fase da Operação, que resultou na expedição de mandados de busca, apreensão e prisão de autoridades de Mato Grosso, como o deputado José Riva e o ex-secretário de Fazenda e da Casa Civil Eder Moraes. No inquérito consta citações de dois conselheiros do TCE e um ex-conselheiro, Sérgio Ricardo, Humberto Bosaipo (afastado pelo Supremo Tribunal Federal) e Alencar Soares Filho.

De acordo com depoimento do empresário Júnior Mendonça, Alencar Soares teria "recebido vantagem no montante de R$ 4 milhões para que deixasse o cargo em favor de Ricardo". Quantia igual também teria sido repassada ao ex-conselheiro por Eder para a devolução do valor que recebera do ex-deputado, conforme compromisso firmado com o governador Blairo Maggi durante viagem à África do Sul. Alencar fez parte da comitiva.

À ação da PF na residência do conselheiro aposentado repercutiu em Barra. Alencar foi por duas vezes deputado estadual e em outras duas oportunidades, concorreu sem sucesso à prefeitura da cidade, tendo, inclusive, deixado o TCE em 2012 com a pretensão de disputar pela terceira vez o cargo de prefeito.



Fonte RDNews


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