Mais que tudo, ele deixa sem resposta a explicação para sua decisão sua mais importante no STF.
Por que demorou tanto para afastar Eduardo Cunha do comando da Câmara?
Ele era responsável pelo caso Cunha, e já tinha em mãos fazia meses os documentos que levariam o presidente da Câmara à cadeia.
Mas Teori se movimentou apenas depois que o impeachment já se consumara.
Por Paulo Nogueira
De Teori Zavasvki, indicado por Dilma em 2012, esperava-se que reforçasse as ideias progressistas no STF.
Isso acabou não acontecendo. Teori se tornaria sob esta ótica uma
decepção, mais uma das más escolhas de Dilma (e Lula) para o Supremo.
Compare. Nos Estados Unidos, o presidente Roosevelt só conseguiu
colocar em prática seu New Deal quando, com as trocas que pôde fazer,
dotou a Suprema Corte de juízes afinados com seu ideário igualitário, na
década de 1930.
Esta grande lição de Roosevelt — montar um Supremo alinhado com a
presidência — foi ignorada por Lula e por Dilma, com as conhecidas
consequências.
Teori, se tinha algo de progressista em sua índole, escondeu muito
bem. Alguns o classificavam como discreto e reservado. Na verdade, ele
sempre pareceu mais acuado e intimidado do que qualquer outra coisa.
Mais que tudo, ele deixa sem resposta a explicação para sua decisão sua mais importante no STF.
Por que demorou tanto para afastar Eduardo Cunha do comando da Câmara?
Ele era responsável pelo caso Cunha, e já tinha em mãos fazia meses os documentos que levariam o presidente da Câmara à cadeia.
Mas Teori se movimentou apenas depois que o impeachment já se consumara.
Por que tamanha espera?
Eis a pergunta de importância histórica gigantesca que Teori deixou, para sempre, sem resposta.
Saiba mais
Filho de Teori diz que não acredita em sabotagem no acidente que matou o pai
O advogado Francisco Zavascki (Filho de Teori)
O advogado Francisco Zavascki disse que não cogita, no momento, que
uma sabotagem tenha sido a causa do acidente que matou o pai dele, o
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. O ministro
foi uma das vítimas da queda de um avião em Paraty, litoral sul do Rio
de Janeiro, no final da tarde de hoje (19).
No ano passado, Francisco chegou a publicar um texto nas redes
sociais afirmando temer que algo acontecesse ao pai, que era relator da
Operação Lava Jato no STF. “Eu realmente temia, mas agora isso não está
passando pela cabeça de ninguém. Acho que fatalidades acontecem. Paraty,
chuva. O avião arremeteu, e é isso aí. Deu zebra”, afirmou.
Em conversa por telefone com a Agência Brasil, o advogado contou que
ficou sabendo da tragédia por meio do grupo da família no aplicativo de
mensagens WhatsApp. “O meu cunhado perguntou se o pai estava em Paraty,
porque havia caído um avião. Ficamos assustados e começamos a correr
atrás da informação, até que confirmamos que o pai estava no vôo.
Esperamos por um milagre mas ele não aconteceu”, relatou Francisco.
O filho do ministro disse que não está em condições psicológicas de
acompanhar a comoção nacional causada pela tragédia, mas ressaltou que o
Brasil perdeu um grande juiz. “Uma pessoa que não tem medo, uma pessoa
que tem postura de juiz. Infelizmente, abre-se um hiato muito perigoso
agora”, completou, referindo-se aos processos da Operação Lava Jato que
estavam sob responsabilidade do pai.
Saiba mais
Dono do avião tentou trancar no STF ação por crime ambiental em Paraty
Amigo de Teori fez construções que tornaram ilha “aprazível para o deleite particular”
Por Kiko Nogueira
O bimotor em que morreu Teori Zavasck pertencia ao empresário Carlos
Alberto Filgueiras, dono do Emiliano, um dos primeiros hotéis butiques
do Brasil, no coração da rua Oscar Freire.
Segundo o colunista Lauro Jardim, do Globo, a amizade entre eles
começou num período em que Teori “passou a ir com frequência a São Paulo
a partir de 2012, quando sua mulher, Maria Helena, iniciou um
tratamento de câncer”.
Todas as vezes se hospedava no hotel. Ali os dois teriam se conhecido. Eram “companheiros de papo”, aponta Lauro.
O DCM apurou que Filgueiras responde a diversas ações cíveis e criminais.
Uma delas corre no RJ e teve o recurso negado no STF, com relatoria de Edson Fachin.
Ele promoveu “ilicitamente edificação” no lugar, que “integra a Área
de Preservação Ambiental (APA) Cairuçu, situada em Paraty/RJ, criada
pelo Decreto Federal 89.242/83.”
Tinha uma fazenda chamada Itatinga, onde dava festas que ficaram famosas. Chegou a receber a comenda “Amigos da Marinha” num cerimonial conduzido por autoridades da corporação e por agentes da Capitania dos Portos.
Adquiriu a propriedade em agosto de 2002 de Alain Jean Costilhes,
autor de livros de numismática. Tempos depois, começou a realizar obras
para erguer uma mansão.
“Não bastasse, também em data incerta, mas compreendida entre o dia
28 de julho de 2008 e 27 de janeiro de 2011, os denunciados promoveram
diversas edificações no local, em especial as residências de grande
porte.”
Teria sido construída até uma “praia artificial”.
Imagens do Google foram usadas pelo Ministério Público. Trecho da
denúncia afirma que a ilha “se tornou mais aprazível para o deleite
particular”
.
Teori, tão cioso da sua imagem, estava viajando no avião de alguém
que está em julgamento no Supremo, rumo, ao que tudo indica, a uma
propriedade no centro de um crime ambiental.
Perguntas?
Saiba mais
Maria Hilda e Maíra, mãe e filha matogrossenses que morreram no acidente de Teori
Diário do Centro do Mundo

Uma delas chegou a sobreviver à queda por instantes. Segundo o Corpo
de Bombeiros, bateu no vidro do avião pedindo socorro, mas afogou-se
antes que pudesse ser resgatada com vida.
A mãe, Maria Hilda Panas, 55, morava em Juína, e foi visitar a filha,
Maíra Panas Helatczuk, 23, que era massoterapeuta e trabalhava no hotel
do empresário Carlos Alberto Filgueiras, que estava na aeronave.
Ela atendia os hóspedes e também o empresário, que sofria do ciático
segundo o site Poder360. Uma amiga de Maíra confirmou as mortes.
“A Maria Hilda tinha ido passar o aniversário com a filha. O
aniversário dela foi dia 15 e o dono do hotel deu esse passeio a Paraty a
Maria Hilda porque ele gostava muito da Maíra, eles tinham uma relação
muito boa, uma relação paternal”, informou.
“Na madrugada, uma amiga da Maíra ligou dizendo que havia conseguido
falar com um piloto que estava por dentro do caso e passou essa
informação sigilosa de que de fatos as duas embarcaram no avião”.
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