sábado, 24 de agosto de 2013

Diante de denúncias, AL dispensa IDP e edital de concurso segue suspenso


Diante das denúncias protocoladas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) junto ao Ministério Público comprovando que o IDP não possuía expertise no assunto, a Assembleia resolver manter o certame suspenso e dispensar a empresa. 

Assembleia Legislativa oficializou saída da empresa IDP de concurso por meio de nota. (foto Otmar de Oliveira)


Por Welington Sabino, repórter do GD

Por meio de nota, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso confirmou, oficialmente, que o IDP - Cursos e Projetos Ltda não é mais a empresa responsável pelo concurso público lançado no dia 16 de julho, mas suspenso após vários questionamentos e pedidos de investigação devido irregularidades no edital e a inexperiência da empresa na realização de certames dessa natureza. A princípio, tanto a Assembleia quanto a empresa resistiram às denúncias e chegaram a afirmar que a empresa tinha sim capacidade e “experiência” para realizar o concurso. Contudo, diante das denúncias protocoladas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) junto ao Ministério Público comprovando que o IDP não possuía expertise no assunto, a Assembleia resolver manter o certame suspenso e dispensar a empresa.

Porém, a Mesa Diretora da AL, garante que a saída do IDP do certame foi consensual, após conversações ao longo dos últimos dias. “Chegou-se a um consenso e o distrato foi consolidado no final da tarde desta sexta-feira (23)”, diz trecho do comunicado. O concurso prevê 430 vagas que exigem formação em nível médio e superior com salários variando de de R$ 2 mil a R$ 6 mil. Entre as vagas ofertadas estão: motoristas, copeiros, técnico em eletricidade, técnico em informática, técnico hidráulico, técnico legislativo, jornalistas, radialistas, administrador, analista de sistemas, arquiteto, assistente social, bibliotecário, contador, economista entre outras vagas. A Assembleia Legislativa garante que os candidatos que fizeram as inscrições e pagaram as taxas de R$ 70 e R$ 120, estão assegurados.

No pedido protocolado no Ministério Público no dia 22 de julho, o MCCE também afirmou que o edital lançado pelo IDP na terça-feira (16), “continha inúmeros vícios que podem levantar a suspeita de que a escolha pública somente foi deflagrada para legitimar um ‘trem da alegria’ liderado pelos ‘operosos’ deputados estaduais. Por isso urgente é a necessidade de se instaurar inquérito civil público (art. 1º IV; art. 8º; art. 21, todos da Lei 7347/85) e suspender o concurso da AL/MT, para os ajustes de interesse da cidadania”.

Diante de tantos questionamentos e o fato de que realmente existiam irregularidades no edital e o IDP não tem experiência na aplicação de concursos públicos, indicativos de o concurso poderia ser alvo de dezenas de ações judiciais futuras, a Assembleia resolveu que vai contratar outra empresa. Alegou entre outros motivos, que nos 9 dias de inscrições foram registradas 50 mil inscrições, fato que preocupou inclusive representantes da empresa.

O presidente da AL, deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) diz reconhecer a idoneidade da empresa, mas ressalta que ela não possui experiência na realização de concursos. Pontuou que para garantir a lisura do certame, está sondando as 3 maiores realizadoras de concurso, inclusive a Fundação Getúlio Vargas.

Confira a nota divulgada pela AL

Em função das últimas informações divulgadas pela imprensa relacionadas ao concurso público da Assembleia Legislativa, a Mesa Diretora traz os seguintes esclarecimentos:

1) A Comissão do Concurso da Assembleia e o IDP (Cursos e Projetos Ltda) efetivamente mantiveram conversações ao longo dos últimos dias sobre a possível saída deste como instituição responsável pelo concurso. Chegou-se a um consenso e o distrato foi consolidado no final da tarde desta sexta-feira (23); 

2) A Assembleia Legislativa informa que buscará outra instituição para a realização do concurso. Espera que o mais breve possível já possa anunciar o nome desta; 

3) Na semana que vem, ainda, a Assembleia juntamente com o IDP irá informar e orientar os candidatos que realizaram as inscrições sobre a forma de ressarcimento do valor pago; 

4) A Assembleia Legislativa reafirma o compromisso em realizar o concurso público ainda neste ano, permitindo que os aprovados sejam chamados dentro dos prazos legais permitidos por lei. 


Siga passo a passo as ações do MCCE pela a anulação do concurso da Assembéia Legislativa MT

segunda-feira, 22 de julho de 2013

MCCE PEDE A SUSPENSÃO DO CONCURSO DA ASSEMBLEIA

"Esse edital como está é um ato de improbidade. Até leis do Mato Grosso do Sul constam do edital do concurso. Essa banca não pode fazer as provas, nosso povo não merece esse tipo de tratamento da assembleia legislativa".
 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Entidades entregam documentos ao MP que comprovam a “incompetência” do IDP para realizar o concurso da AL

A intenção tanto do MCCE quanto da Ong Moral é que o Ministério Público atue no sentido de suspender o edital que lançou o concurso - com inscrições em prazo limitado, que se encerra nesta sexta-feira, dia 26 de julho - e exija a substituição da banca examinadora.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

AL suspende a realização de concurso público

“Esse edital como está é um ato de improbidade. Até leis do Mato Grosso do Sul constam do edital do concurso. Essa banca não pode fazer as provas, nosso povo não merece esse tipo de tratamento da assembleia legislativa”, (Antônio Cavalcante Filho) 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Assembleia regulariza funções e promete extinguir cargos de confiança

O MCCE também chegou emitir um documento indagando a capacidade empresa responsável pela prova, a IDP Cursos e Projetos, Segundo o MCCE, o edital tinha vários erros, inclusive a utilização de uma lei de outro estado para justificar a isenção de algumas categorias. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NOVO EDITAL DO CONCURSO DA AL MANTERÁ OS MESMOS VÍCIOS

O “novo” edital vai prever uma segunda etapa, uma tal de “prova prática” de caráter classificatório (item 1.3 do arquivo anexo), o que significa que a ordem dos melhores classificados será invertida depois (a critério dos deputados), por regras que não foram publicadas. É a chave para premiar os escolhidos, e não os melhores candidatos classificados. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

UMA SIMULAÇÃO AO CUSTO DE UM MILHÃO E MEIO DE REAIS

Isso tudo é muito obscuro. O futuro dirá o tamanho de mais esse prejuízo aos combalidos cofres estaduais.
 
 


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