Diante das denúncias protocoladas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) junto ao Ministério Público comprovando que o IDP não possuía expertise no assunto, a Assembleia resolver manter o certame suspenso e dispensar a empresa.
Assembleia Legislativa oficializou saída da empresa IDP de concurso por meio de nota. (foto Otmar de Oliveira)
Por Welington Sabino, repórter do GD
Por meio de nota, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso confirmou,
oficialmente, que o IDP - Cursos e Projetos Ltda não é mais a empresa
responsável pelo concurso público lançado no dia 16 de julho, mas
suspenso após vários questionamentos e pedidos de investigação devido
irregularidades no edital e a inexperiência da empresa na realização de
certames dessa natureza. A princípio, tanto a Assembleia quanto a
empresa resistiram às denúncias e chegaram a afirmar que a empresa tinha sim capacidade e “experiência” para realizar o concurso.
Contudo, diante das denúncias protocoladas pelo Movimento de Combate à
Corrupção Eleitoral (MCCE) junto ao Ministério Público comprovando que o
IDP não possuía expertise no assunto, a Assembleia resolver manter o
certame suspenso e dispensar a empresa.
Porém, a Mesa Diretora da
AL, garante que a saída do IDP do certame foi consensual, após
conversações ao longo dos últimos dias. “Chegou-se a um consenso e o
distrato foi consolidado no final da tarde desta sexta-feira (23)”, diz
trecho do comunicado. O concurso prevê 430 vagas que exigem formação em
nível médio e superior com salários variando de de R$ 2 mil a R$ 6 mil.
Entre as vagas ofertadas estão: motoristas, copeiros, técnico em
eletricidade, técnico em informática, técnico hidráulico, técnico
legislativo, jornalistas, radialistas, administrador, analista de
sistemas, arquiteto, assistente social, bibliotecário, contador,
economista entre outras vagas. A Assembleia Legislativa garante que os
candidatos que fizeram as inscrições e pagaram as taxas de R$ 70 e R$
120, estão assegurados.
No pedido protocolado no Ministério
Público no dia 22 de julho, o MCCE também afirmou que o edital lançado
pelo IDP na terça-feira (16), “continha inúmeros vícios que podem
levantar a suspeita de que a escolha pública somente foi deflagrada para
legitimar um ‘trem da alegria’ liderado pelos ‘operosos’ deputados
estaduais. Por isso urgente é a necessidade de se instaurar inquérito
civil público (art. 1º IV; art. 8º; art. 21, todos da Lei 7347/85) e
suspender o concurso da AL/MT, para os ajustes de interesse da
cidadania”.
Diante de tantos questionamentos e o fato de que
realmente existiam irregularidades no edital e o IDP não tem experiência
na aplicação de concursos públicos, indicativos de o concurso poderia
ser alvo de dezenas de ações judiciais futuras, a Assembleia resolveu
que vai contratar outra empresa. Alegou entre outros motivos, que nos 9
dias de inscrições foram registradas 50 mil inscrições, fato que
preocupou inclusive representantes da empresa.
O presidente da AL,
deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) diz reconhecer a idoneidade da
empresa, mas ressalta que ela não possui experiência na realização de
concursos. Pontuou que para garantir a lisura do certame, está sondando
as 3 maiores realizadoras de concurso, inclusive a Fundação Getúlio
Vargas.
Confira a nota divulgada pela AL
Em
função das últimas informações divulgadas pela imprensa relacionadas ao
concurso público da Assembleia Legislativa, a Mesa Diretora traz os
seguintes esclarecimentos:
1) A Comissão do Concurso da
Assembleia e o IDP (Cursos e Projetos Ltda) efetivamente mantiveram
conversações ao longo dos últimos dias sobre a possível saída deste como
instituição responsável pelo concurso. Chegou-se a um consenso e o
distrato foi consolidado no final da tarde desta sexta-feira (23);
2)
A Assembleia Legislativa informa que buscará outra instituição para a
realização do concurso. Espera que o mais breve possível já possa
anunciar o nome desta;
3) Na semana que vem, ainda, a
Assembleia juntamente com o IDP irá informar e orientar os candidatos
que realizaram as inscrições sobre a forma de ressarcimento do valor
pago;
4) A Assembleia Legislativa reafirma o compromisso
em realizar o concurso público ainda neste ano, permitindo que os
aprovados sejam chamados dentro dos prazos legais permitidos por lei.
Fonte Gazeta Digital
Siga passo a passo as ações do MCCE pela a anulação do concurso da Assembéia Legislativa MT
segunda-feira, 22 de julho de 2013
MCCE PEDE A SUSPENSÃO DO CONCURSO DA ASSEMBLEIA
"Esse
edital como está é um ato de improbidade. Até leis do Mato Grosso do Sul
constam do edital do concurso. Essa banca não pode fazer as provas,
nosso povo não merece esse tipo de tratamento da assembleia legislativa".
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Entidades entregam documentos ao MP que comprovam a “incompetência” do IDP para realizar o concurso da AL
sexta-feira, 26 de julho de 2013
AL suspende a realização de concurso público
“Esse edital como está é um ato de
improbidade. Até leis do Mato Grosso do Sul constam do edital do
concurso. Essa banca não pode fazer as provas, nosso povo não merece
esse tipo de tratamento da assembleia legislativa”, (Antônio Cavalcante
Filho)
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Assembleia regulariza funções e promete extinguir cargos de confiança
O MCCE
também chegou emitir um documento indagando a capacidade empresa
responsável pela prova, a IDP Cursos e Projetos, Segundo o MCCE, o
edital tinha vários erros, inclusive a utilização de uma lei de outro
estado para justificar a isenção de algumas categorias.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
NOVO EDITAL DO CONCURSO DA AL MANTERÁ OS MESMOS VÍCIOS
O “novo” edital vai prever uma
segunda etapa, uma tal de “prova prática” de caráter classificatório
(item 1.3 do arquivo anexo), o que significa que a ordem dos melhores
classificados será invertida depois (a critério dos deputados), por
regras que não foram publicadas. É a chave para premiar os escolhidos, e
não os melhores candidatos classificados.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
UMA SIMULAÇÃO AO CUSTO DE UM MILHÃO E MEIO DE REAIS
Isso tudo é muito obscuro. O futuro dirá o tamanho de mais esse prejuízo aos combalidos cofres estaduais.
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