quarta-feira, 9 de abril de 2014

CUIABÁ - 295 ANOS: Ex-vereadores apontam desgaste da imagem da Câmara em legislaturas


O escândalo mais recente envolvendo um parlamentar cuiabano foi a prisão de João Emanuel (PSD). Ele é acusado pelo Ministério Público de liderar uma quadrilha voltada à prática de crimes de falsidade, estelionato, corrupção passiva, grilagem de terras e adulteração de documentos de veículos. 




Reportagem Especial

No dia em que Cuiabá celebra seus 295 anos, os escândalos envolvendo a Câmara Municipal, que vão desde fraudes em licitações até projetos aprovados na calada da noite, voltam à tona e demonstram um cenário que não é de comemoração. Na avaliação de ex-vereadores, os impasses desmoralizam imagem do Legislativo perante a população. O ex-parlamentar e procurador de Justiça aposentado, Benedito Alves Ferraz, é um dos que vê de forma negativa os entraves. Ele cumpriu três mandatos consecutivos, de 1969 a 1976, sendo uma vez presidente da Mesa Diretora, além de deputado estadual por um mandato, entre 1978 e 1982.

À época em que foi vereador, a função não era remunerada. Opina que esta é principal diferença entre antigamente e os dias atuais. “Quando fui vereador a gente não ganhava nada. Éramos recebidos bem em qualquer lugar, porque servíamos a população. Hoje a sociedade os despreza porque a política fala mais alto do que o interesse da comunidade”, avalia. Ferraz lembra que a função do vereador é levantar as demandas do povo, mas que ela foi esquecida pelos parlamentares de hoje. “Infelizmente, o que vejo é um retrocesso político: ao invés de melhorar, regredimos. São interesses escusos por trás de toda decisão. Isso pode ser consertado através do voto, as pessoas precisam aprender a votar”.

O escândalo mais recente envolvendo um parlamentar cuiabano foi a prisão de João Emanuel (PSD). Ele é acusado pelo Ministério Público de liderar uma quadrilha voltada à prática de crimes de falsidade, estelionato, corrupção passiva, grilagem de terras e adulteração de documentos de veículos. Internamente, a Comissão de Ética pediu sua cassação. Todos estes fatos, para Benedito Ferraz, colocam em cheque o prestígio da Câmara. “Ou se consolida de uma vez a atitude que a comunidade espera ou se desmoraliza mais do que já está”.

O “fator” João Emanuel também é alvo de críticas por parte do ex-vereador Paulo Borges. Ele, que ocupou uma cadeira no Legislativo, de 1982 a 1996, se diz envergonhado por assistir aos escândalos. “Me chateio como cuiabano, é lamentável que tenhamos este tipo de problema. É vergonhoso. João Emanuel entrou muito cheio de si na Câmara, se sentindo o todo poderoso, querendo bater de frente com o prefeito. Acho que foi mal orientado e se perdeu”.

 Borges ainda argumenta que, quando era vereador, havia respeito e amizade entre os parlamentares. “A gente batia boca, mas resolvia ali mesmo, no plenário. Depois que saía, acabava. Hoje ninguém é amigo de ninguém”, completa. O ex-parlamentar é outro que defende mudanças por meio do voto, tendo em vista que é quando a população tem a oportunidade de escolher quem os vai representar. “Lamentavelmente, o povo não sabe escolher ainda. Alguns eleitores se deixam levar por R$ 20, R$ 30. Como poderão cobrar depois, de forma contundente, uma atuação ética do vereador?”, questiona. Nos últimos anos, pelo menos 4 ex-presidentes têm a conduta investigada pela Justiça e/ou pelos orgãos fiscalizadores, sendo eles Chica Nunes (DEM), Lutero Ponce (PMDB), Deucimar Silva (PP) e João Emanuel.

Fonte RD News

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VEM PIZZA AI


 
Rufano Bombo

Existe grande probabilidade de o pedido de cassação do mandato do vereador João Emanuel (PSD) terminar em pizza.

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Pelo menos 13 vereadores estão fechados com o pessedista e se comprometeram a votar contrários à cassação do mandato dele.

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O pedido de cassação foi feito pela Comissão de Ética da Câmara, depois de 60 dias de apuração do fatos.

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Conforme os vereadores da Comissão, ficou comprovada a quebra de decoro parlamentar.

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Caso se confirma o acordão e João Emanuel se mantenha no cargo, a Câmara perderá o resto de credibilidade que ainda lhe resta, se é que resta algo depois dos sucessivos escândalos.

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O que se pode comemorar é que a votação ocorrerá abertamente, ou seja, a população saberá como vai votar cada parlamentar
 
Fonte Rufano o Bombo


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