O escândalo mais recente envolvendo um parlamentar cuiabano foi a prisão de João Emanuel (PSD). Ele é acusado pelo Ministério Público de liderar uma quadrilha voltada à prática de crimes de falsidade, estelionato, corrupção passiva, grilagem de terras e adulteração de documentos de veículos.
RD News
Thaisa Pimpão
Reportagem Especial
No dia em que Cuiabá celebra seus 295 anos, os escândalos envolvendo a
Câmara Municipal, que vão desde fraudes em licitações até projetos
aprovados na calada da noite, voltam à tona e demonstram um cenário que
não é de comemoração. Na avaliação de ex-vereadores, os impasses
desmoralizam imagem do Legislativo perante a população. O ex-parlamentar
e procurador de Justiça aposentado, Benedito Alves Ferraz, é um dos que
vê de forma negativa os entraves. Ele cumpriu três mandatos
consecutivos, de 1969 a 1976, sendo uma vez presidente da Mesa Diretora,
além de deputado estadual por um mandato, entre 1978 e 1982.
À época em que foi vereador, a função não era remunerada. Opina que
esta é principal diferença entre antigamente e os dias atuais. “Quando
fui vereador a gente não ganhava nada. Éramos recebidos bem em qualquer
lugar, porque servíamos a população. Hoje a sociedade os despreza porque
a política fala mais alto do que o interesse da comunidade”, avalia.
Ferraz lembra que a função do vereador é levantar as demandas do povo,
mas que ela foi esquecida pelos parlamentares de hoje. “Infelizmente, o
que vejo é um retrocesso político: ao invés de melhorar, regredimos. São
interesses escusos por trás de toda decisão. Isso pode ser consertado
através do voto, as pessoas precisam aprender a votar”.
O escândalo mais recente envolvendo um parlamentar cuiabano foi a
prisão de João Emanuel (PSD). Ele é acusado pelo Ministério Público de
liderar uma quadrilha voltada à prática de crimes de falsidade,
estelionato, corrupção passiva, grilagem de terras e adulteração de
documentos de veículos. Internamente, a Comissão de Ética pediu sua
cassação. Todos estes fatos, para Benedito Ferraz, colocam em cheque o
prestígio da Câmara. “Ou se consolida de uma vez a atitude que a
comunidade espera ou se desmoraliza mais do que já está”.
O “fator” João Emanuel também é alvo de críticas por parte do
ex-vereador Paulo Borges. Ele, que ocupou uma cadeira no Legislativo, de
1982 a 1996, se diz envergonhado por assistir aos escândalos. “Me
chateio como cuiabano, é lamentável que tenhamos este tipo de problema. É
vergonhoso. João Emanuel entrou muito cheio de si na Câmara, se
sentindo o todo poderoso, querendo bater de frente com o prefeito. Acho
que foi mal orientado e se perdeu”.
Borges ainda argumenta que, quando era vereador, havia respeito e
amizade entre os parlamentares. “A gente batia boca, mas resolvia ali
mesmo, no plenário. Depois que saía, acabava. Hoje ninguém é amigo de
ninguém”, completa. O ex-parlamentar é outro que defende mudanças por
meio do voto, tendo em vista que é quando a população tem a oportunidade
de escolher quem os vai representar. “Lamentavelmente, o povo não sabe
escolher ainda. Alguns eleitores se deixam levar por R$ 20, R$ 30. Como
poderão cobrar depois, de forma contundente, uma atuação ética do
vereador?”, questiona. Nos últimos anos, pelo menos 4 ex-presidentes têm
a conduta investigada pela Justiça e/ou pelos orgãos fiscalizadores,
sendo eles Chica Nunes (DEM), Lutero Ponce (PMDB), Deucimar Silva (PP) e
João Emanuel.
Fonte RD News
Leia mais:
Existe grande probabilidade de o pedido de cassação do mandato do vereador João Emanuel (PSD) terminar em pizza.
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Pelo menos 13 vereadores estão fechados com o pessedista e se comprometeram a votar contrários à cassação do mandato dele.
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O pedido de cassação foi feito pela Comissão de Ética da Câmara, depois de 60 dias de apuração do fatos.
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Conforme os vereadores da Comissão, ficou comprovada a quebra de decoro parlamentar.
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Caso se confirma o acordão e João Emanuel se mantenha no cargo, a Câmara perderá o resto de credibilidade que ainda lhe resta, se é que resta algo depois dos sucessivos escândalos.
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O que se pode comemorar é que a votação ocorrerá abertamente, ou seja, a população saberá como vai votar cada parlamentar
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VEM PIZZA AI
Rufano Bombo
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Pelo menos 13 vereadores estão fechados com o pessedista e se comprometeram a votar contrários à cassação do mandato dele.
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O pedido de cassação foi feito pela Comissão de Ética da Câmara, depois de 60 dias de apuração do fatos.
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Conforme os vereadores da Comissão, ficou comprovada a quebra de decoro parlamentar.
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Caso se confirma o acordão e João Emanuel se mantenha no cargo, a Câmara perderá o resto de credibilidade que ainda lhe resta, se é que resta algo depois dos sucessivos escândalos.
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O que se pode comemorar é que a votação ocorrerá abertamente, ou seja, a população saberá como vai votar cada parlamentar
Fonte Rufano o Bombo
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