terça-feira, 12 de maio de 2009

Lutero diz que não liga para a auditoria de Deucimar

Tirbunal de Contas do Estado apontou falhas gravíssimas nas contas do vereador em 2008
ANTONIELLE COSTA
DA REDAÇÃO
O ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Lutero Ponce (PMDB), afirmou, em entrevista ao Midianews, que não teme uma cassação, como insinua o seu sucessor, Deucimar Silva (PP), caso seja comprovado o desvio de recursos na sua gestão, no exercício de 2008.
Mesmo com as irregularidades apresentadas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) - malversação de recursos públicos, entre outras -, Lutero disse que sua administração sempre foi pautada na legalidade e, por isso, não teme o resultado da auditoria contratada pelo atual presidente.
Lutero afirmou que o trabalho contratado por Deucimar não passa de uma auditoria independente e acusou o sucessor de tentar manchar sua imagem. Ele disse ainda que não tem motivos para levar em consideração a auditoria. "Desde que assumiu a presidência, ele (Deucimar) tem mostrado sua linha de atuação. Estou tranqüilo, pois se trata de uma auditoria independente e, por isso, não há por que levar em consideração. Se houver falhas, devo satisfações aos órgãos fiscalizadores", ressaltou.
O parlamentar destacou ainda que, até o momento, não recebeu nenhuma cópia do resultado dos trabalhos, como havia prometido Deucimar, em entrevista ao Midianews, no último dia 6. Lutero frisou que o relatório será discutido entre os vereadores e, se as falhas existirem, o procedimento a ser tomado é encaminhar aos órgãos competentes. Para que então possa responder os apontamentos.
Contas de 2007
Lutero teve suas contas referente ao ano de 2007 aprovadas pelo Tribunal de Contas, mesmo com 20 irregularidades consideradas gravíssimas. O relator do processo, conselheiro Valter Albano, votou pela reprovação das contas, mas o conselheiro Humberto Boisapo pediu vistas do processo e optou pela aprovação. Na época, Lutero foi multado em 225 Unidades de Padrão Fiscal (UPF-MT). Cada UPF corresponde a R$ 30,70.
O relatório técnico do TCE apontou para pagamentos que passavam de R$ 1 milhão a empresas fantasmas. Os empreendimentos contratados não tinham comprovação de localização e nem de prestação de serviços. As principais suspeitas recaíam sobre as empresas Uniserv (União de Serviços e Comércio Ltda.- ME), Limparhtec Indústria e Comércio Serviços Ltda. (atualmente, sob a razão social Melo e Melo Ltda.-ME), a MS Engenharia C. E. Representação, a M.A.F. Pinheiro, sob o nome fantasia de Locamais, e 2 M Computers Comércio Importação e Exportação Ltda.
Além disso, a administração tinha uma dívida com Imposto de Renda que somavam R$ 4 milhões, segundo o Tribunal de Contas.
Fonte: Midia News