Vamos nos unir!
"Blogueiros político são Quixotes modernos na luta contra a corrupção, mesmo sabendo que somos utópicos nos recusamos a desistir, porque ainda temos "esperança". (Cara Nova no Congresso)
Por Enock Cavalcante (Foto)
Meus amigos, meus inimigos: nesta política de Mato Grosso, de tantas coisas incertas, uma coisa é certa: não podemos nos esquecer de José Geraldo Riva (PP-MT). O presidente da Assembléia Legislativa voltou a mostrar sua força na segunda-feira, durante a entrega das máquinas pelo Governo do Estado, aos prefeitos de Mato Grosso. A crise do Judiciário, com o pedido do MP para que nada menos que 10 magistrados do Judiciário de nosso Estado sejam afastados compulsóriamente, talvez tenha feito com que alguns se esquecessem de Riva. Só que Riva não se esquece de nós. Ele luta, como nunca, para manter e ampliar a sua persistente hegemonia sobre parte importante da estrutura do Estado em nossa região. Sua força se estende a partir do Legislativo sobre o Executivo, sobre o Judiciário, sobre uma área enorme de nossa politica. Nesse sentido, para os interesses de Riva, é formidável quando lideranças politicas como Blairo Maggi, Silval Barbosa e a senadora Serys o reverenciam publicamente, como aconteceu na cerimônia de segunda. Com tanta reverência, fica parecendo que Riva é mesmo nosso deus ex machina. Só que os processos contra Riva continuam avançando na Justiça e a pressão do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça sobre o Judiciário de Mato Grosso mostra que, naquele poder, o rigor dos julgamentos será uma exigência cada vez mais presente. Numa hora como esta, de renovação do poder político no Brasil e também em nosso Estado, com a possibilidade de que se estabeleça uma nova hegemonia, seria importante que mais e mais forças se dedicassem ao esforço cidadão de reduzir o expressivo poder que políticos, com o perfil concentrador de Riva, detém sobre a máquina pública em Mato Grosso. Ao insistirem nos aplausos a Riva, como se ele fosse uma liderança política irresistível, Maggi, Silval e Serys adotam uma postura de um conservadorismo que preocupa. Parecem não perceber que o movimento de depuração que se processa no Judiciário tem muito a ver com a necessidade de depuração que setores cada vez mais amplos de nossa sociedade reclamam para o Legislativo estadual. Na minha santa ingenuidade, imagino que quem não tiver clareza diante dessa realidade está se condenando ao repúdio daquelas forças que, em Mato Grosso, trabalham pelo aperfeiçoamento de nossas práticas democráticas e pelo afastamento de todos os "fichas sujas" que atuam em nosso Estado, seja em que ambiente for. O utopistas, meio enfraquecidos, voltaram a bradar em Porto Alegre: um outro mundo é possível. Aqui, em nosso ambiente de convivência, há que se erguer uma palavra de ordem profundamente renovadora: um outro Mato Grosso é possível! Sem utopias na cabeça, como é que se pode pretender avançar?! Esta é a opinião deste modesto cidadão.

