Eleito presidente do PT, o companheiro sergipano José Eduardo Dutra prometeu recrutar os melhores e mais brilhantes do partido para a composição do diretório nacional. O Brasil soube há dias que essa tropa de elite, se depender de Dutra, será liderada pelos craques José Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha. Os três veteranos armadores também são titulares absolutos do Bando dos 40, denunciado pelo procurador-geral da República e instalado pelo Supremo Tribunal Federal no banco dos réus reservado aos protagonistas do escândalo do mensalão.
Por que Dutra estendeu acintosamente a mão amiga a três delinquentes juramentados?, quiseram saber os jornalistas. “Primeiro, para mim, não existe esse termo, mensaleiros”, começou o legítimo herdeiro de Ricardo Berzoini. “Depois, é um orgulho fazer parte da chapa ao lado de Dirceu, Genoino e João Paulo”, tentou terminar. Os jornalistas insistiram no assunto, o entrevistado perdeu a paciência: “Não tem sentido prescindir da experiência desses companheiros num momento tão importante como este, em que temos a pré-campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência”.
Na abertura do trecho encimado pelo subtítulo Quadrilha, a denúncia do procurador-geral Antonio Fernando Sousa fez um didático resumo da ópera:
“O conjunto probatório produzido no âmbito do presente inquérito demonstra a existência de uma sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude. A organização criminosa ora denunciada era estruturada em núcleos específicos, cada um colaborando com o todo criminoso em busca de uma forma individualizada de contraprestação. Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoíno. Como dirigentes máximos, tanto do ponto de vista formal quanto material, do Partido dos Trabalhadores, os denunciados, em conluio com outros integrantes do Partido (um deles é João Paulo Cunha, copiosamente mencionado nas páginas seguintes), estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais e também de concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira. O objetivo desse núcleo principal era negociar apoio político, pagar dívidas pretéritas do Partido e também custear gastos de campanha e outras despesas do PT e dos seus aliados”.
A releitura do texto permite enxergar as coisas com penosa nitidez. Enquanto o Brasil que presta faz escolhas baseado em biografias, a companheirada elege chefes pelo tamanho do prontuário. Basta retocar graficamente a última frase de José Eduardo Dutra para entender por que sente vontade de cantar o Hino Nacional quando vê a trinca por perto: “Não tem $entido pre$cindir da experiência de$$e$ companheiro$ num momento tão importante como e$te, em que temo$ a pré-campanha da mini$tra Dilma Rou$$eff à Pre$idência”.
É isso. Os bandidos já ensaiam a continuação da série ultrajante sem que o primeiro dos faroestes sequer tenha chegado ao fim.
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/ee-tre-abem-da-coia/
José Genoino é contra o Ficha Limpa veja porque
Lei que proíbe candidato 'ficha suja' não passa, diz Genoino
BRASÍLIA - Está em tramitação na Câmara dos Deputados o projeto de iniciativa popular que proíbe a candidatura dos chamados políticos 'ficha suja', que respondem a algum tipo de processo.
Como prevê o regimento interno da Casa, a proposta já foi anexada a um outro projeto de 1993, que trata do mesmo assunto, para dar maior agilidade à tramitação.
Alguns parlamentares, no entanto, avaliam que a matéria não será aprovada por estabelecer restrições tão excessivas que lembram o regime de Ditadura Militar.
É o caso do deputado José Genoino (PT-SP), que é réu no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta entrevista concedida ao Terra, ele explica por que é contra a matéria e afirma contar com apoio suficiente para derrubar o projeto.
- Por que o senhor defende que a Câmara não aprove um projeto de iniciativa popular que proíbe a candidatura de políticos ficha suja?
- Me baseio em princípios universais da democracia que vão desde a Constituição francesa até a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) e de todas as convenções internacionais que tratam da presunção da presunção da inocência. A culpa só pode ser deferida depois de o processo transitado e julgado. Na minha avaliação, a idéia fere a Constituição. Nós não podemos aceitar este atalho autoritário porque quem criou esta idéia foi a Junta Militar em 1970, em pleno governo Médici. Tenho todas declarações de Ulisses Guimarães, Josafá Marinho, Odacyr Klein, Ayr de Soares, todos os deputados da oposição que criticaram esta lei complementar da Ditadura Militar. A Justiça tem que acelerar os processos, a justiça tem que ter mais agilidade, tudo isso tem que ser feito.
- O senhor vai tomar alguma medida para impedir a aprovação da matéria?
- Não vou tomar nenhuma medida, o projeto vai tramitar e eu vou criticar o projeto porque eu considero que ele fere a Constituição e tem um viés autoritário. Aliás, este conceito de ficha suja e ficha limpa foi introduzido na história da humanidade por regimes autoritários. Os juristas que fundamentaram barbáries autoritárias as fizeram a partir deste princípio: existem os puros e os impuros. Isso provocou tragédias tanto em regimes de esquerda como em regimes de direita.
- Mas nem todos os seus pares terão coragem de assumir a mesma postura por causa da má repercussão na imprensa...
- A imprensa tem o seu papel. Agora, o mandato parlamentar tem a legitimidade de representar o povo, o parlamentar que é eleito tem que dar as suas opiniões e eu nunca deixei de dar as minhas opiniões ao longo dos 6 mandatos parlamentares que tenho. Portanto, este projeto, no meu modo de entender, não vai passar na Câmara dos Deputados e estou publicamente apresentando os argumentos contrários a sua aprovação. É a minha posição a favor da democracia.
- Após a defesa pública contra a matéria, o senhor recebeu apoio de algum deputado?
- Recebi de vários, vários deputados fizeram aparte (ao meu discurso), vários deputados falaram comigo, vários. Algumas pessoas que entendem de direito constitucional falaram comigo. Aliás, o meu discurso se baseou no voto do ministro Celso de Mello e do ministro Eros Grau, (ambos) do STF, contra uma ação de inconstitucionalidade apresentada pelos magistrados do Brasil, e a sentença me dá razão por considerar inconstitucional.
- Mas o senhor responde a processo do mensalão no STF...
- Sobre este assunto eu não falo. Sobre STF, só com o meu advogado.
Fonte: http://www.reformapolitica.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=297:lei-que-proibe-candidato-ficha-suja-nao-passa-diz-genoino&catid=45:legislativo&Itemid=1
Lider do PT na câmara é contra o Ficha Limpa, veja porque
O deputado Cândido Vaccarezza, líder petista, usou uma metáfora para explicar sua posição diante do tema espinhoso. “No Velho Oeste, quando se pegava um suposto ladrão de galinhas, o enforcavam sem ele ter apresentado provas. Acontece que estamos vivendo num regime democrático e a minha posição pessoal sobre esse assunto é de que não se pode condenar uma pessoa se o processo contra ela não for tramitado e julgado, ou seja, o fato de ter um processo contra ela não a torna criminosa”, contesta. O parlamentar ainda disse que antes de qualquer discussão entre os colegas de partido, é necessário comprovar se a quantidade de assinaturas tem de fato o número exigido pela legislação.
Fonte: http://politicaetica.com/2009/09/30/lider-do-pt-e-contra-a-campanha-ficha-limpa/
José Dirceu é contra Ficha Limpa veja porque
[ José Dirceu ] Sou contra. Se inventassem de fazer isso com jornalistas, diriam que estariam atuando contra a liberdade de imprensa. Se amanhã um adversário seu (jornalista) entra com um processo contra você, você já está... Eu aceito desde que valha pra todo mundo (para todas as profissões). Se alguém for processado tem que se afastar. Por que só o político, por que não todo mundo? Aliás, isso é inconstitucional. O STF tem dito isso, que não pode tornar inelegível um candidato porque ele foi condenado na primeira instância. A pretexto de combater a impunidade, está se querendo se subverter a ordem jurídica. Depois nós sabemos o resultado disso. É fácil começar...
Fonte: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=16&Itemid=11
Fonte: Cara nova no congresso



