quinta-feira, 17 de abril de 2014

Entidade pede retomada de sessão que pode cassar vereador de MT


"A prática da injustiça acobertada pela impunidade, é tão nefasta que destrói aquele alento do fundo da alma, para o trabalho honesto, o exercício do bem, promovendo com isto a inspiração maléfica para a delinqüência a contravenção e a corrupção". (Ivan Teorilang)
 
APRENDIZ
Grampo flagra vereador e advogado debatendo sobre vídeo polêmico

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O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) pediu nesta quarta-feira (16) que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso revogue a decisão que suspendeu a votação de cassação do vereador João Emanuel, ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. Integrantes do movimento alegam que os advogados do vereador tiveram acesso integral às provas, diferentemente do que a defesa alegou ao pedir a suspensão da votação. Na terça-feira (15), a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro acatou o pedido da defesa, que levou à suspensão da votação na Câmara de Cuiabá.

A TV Centro América teve acesso a uma gravação feita em novembro do ano passado, no dia em que foi feita a busca e apreensão do Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) na Câmara. Na conversa, João Emanuel e o advogado dele, Eduardo Mahon, referem-se ao vídeo em que o vereador aparece negociando supostas fraudes em licitações na Casa de Leis.

Nesta quarta-feira (16), integrantes do MCCE entregaram novamente um CD com a cópia da gravação e outros documentos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A expectativa é que a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro revogue a decisão que suspendeu a votação na Câmara, quando o processo de gravação contra João Emanuel seria analisado.

A magistrada concedeu essa liminar ao vereador depois que a defesa dele alegou não ter tido acesso a toda as provas listadas na investigação, inclusive os vídeos. “Essa decisão equivocada do juízo acaba perdendo tudo aquilo que foi feito e jogando por terra o trabalho da Câmara Municipal”, disse Vilson Nery, advogado do MCCE.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Faissal Calil, também apresentou ofício em que mostra que o material foi entregue ao vereador. O encaminhamento foi feito no começo de abril, recebido e assinado pelos advogados de João Emanuel. "No processo disciplinar aqui na Câmara ele teve vistas dos autos e recebeu cópia dos documentos que ele alega que não existem nos autos”, afirmou o vereador.

O ex-presidente da Câmara, João Emanuel, é alvo de uma investigação do Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de fraude em licitações e de esquema de falsificação de documentos de terrenos, que eram dados como garantia a agiotas em empréstimos para angariar recursos para investir na eventual campanha eleitoral dele a deputado estadual neste ano.

No dia 26 de março, por suspeita de tentar prejudicar as investigações, João Emanuel chegou a ser preso. Dois dias depois, no entanto, ele ingressou, por meio do seu advogado, com um pedido de revogação da prisão e foi solto.

Veja a íntegra do diálogo entre João Emanuel e Eduardo Mahon:

João Emanuel – Doutor Eduardo?

Eduardo Mahon – Fala.

João Emanuel – Aquele vídeo está lá no seu escritório?

Eduardo Mahon – Tá lá.

João Emanuel – É porque eu queria pegar aquele vídeo e mostrar para o Riva e o Silval, que eles ficaram preocupados e tal...

Eduardo Mahon – Ah sim. Eu vou te dar o telefone e você vai ligar para o Roni. Eu vou te dar o telefone só um segundinho. (mudo)... Anota aí... Ele é o cara que abre e fecha o escritório.

João Emanuel – Ok. Vou ligar agora para ele. Um abraço.

Eduardo Mahon – Feito. Até mais.


Fonte G1

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