"A prática da injustiça acobertada pela impunidade, é tão nefasta que destrói aquele alento do fundo da alma, para o trabalho honesto, o exercício do bem, promovendo com isto a inspiração maléfica para a delinqüência a contravenção e a corrupção". (Ivan Teorilang)
APRENDIZ
Grampo flagra vereador e advogado debatendo sobre vídeo polêmico
Grampo flagra vereador e advogado debatendo sobre vídeo polêmico
Por
G1
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) pediu nesta
quarta-feira (16) que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso revogue a
decisão que suspendeu a votação de cassação do vereador João Emanuel,
ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. Integrantes do movimento
alegam que os advogados do vereador tiveram acesso integral às provas,
diferentemente do que a defesa alegou ao pedir a suspensão da votação.
Na terça-feira (15), a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro acatou o
pedido da defesa, que levou à suspensão da votação na Câmara de Cuiabá.
A TV Centro América teve acesso a uma gravação feita em novembro do ano
passado, no dia em que foi feita a busca e apreensão do Gaeco (Grupo de
Atuação e Combate ao Crime Organizado) na Câmara. Na conversa, João
Emanuel e o advogado dele, Eduardo Mahon, referem-se ao vídeo em que o
vereador aparece negociando supostas fraudes em licitações na Casa de
Leis.
Nesta quarta-feira (16), integrantes do MCCE entregaram novamente um CD
com a cópia da gravação e outros documentos no Tribunal de Justiça de
Mato Grosso (TJMT). A expectativa é que a desembargadora Maria Aparecida
Ribeiro revogue a decisão que suspendeu a votação na Câmara, quando o
processo de gravação contra João Emanuel seria analisado.
A magistrada concedeu essa liminar ao vereador depois que a defesa dele
alegou não ter tido acesso a toda as provas listadas na investigação,
inclusive os vídeos. “Essa decisão equivocada do juízo acaba perdendo
tudo aquilo que foi feito e jogando por terra o trabalho da Câmara
Municipal”, disse Vilson Nery, advogado do MCCE.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Faissal
Calil, também apresentou ofício em que mostra que o material foi
entregue ao vereador. O encaminhamento foi feito no começo de abril,
recebido e assinado pelos advogados de João Emanuel. "No processo
disciplinar aqui na Câmara ele teve vistas dos autos e recebeu cópia dos
documentos que ele alega que não existem nos autos”, afirmou o
vereador.
O ex-presidente da Câmara, João Emanuel, é alvo de uma investigação do
Ministério Público Estadual (MPE) por suspeita de fraude em licitações e
de esquema de falsificação de documentos de terrenos, que eram dados
como garantia a agiotas em empréstimos para angariar recursos para
investir na eventual campanha eleitoral dele a deputado estadual neste
ano.
No dia 26 de março, por suspeita de tentar prejudicar as investigações,
João Emanuel chegou a ser preso. Dois dias depois, no entanto, ele
ingressou, por meio do seu advogado, com um pedido de revogação da
prisão e foi solto.
João Emanuel – Doutor Eduardo?
Eduardo Mahon – Fala.
João Emanuel – Aquele vídeo está lá no seu escritório?
Eduardo Mahon – Tá lá.
João Emanuel – É porque eu queria pegar aquele vídeo e mostrar para o Riva e o Silval, que eles ficaram preocupados e tal...
Eduardo Mahon – Ah sim. Eu vou te dar o telefone e você vai ligar para o Roni. Eu vou te dar o telefone só um segundinho. (mudo)... Anota aí... Ele é o cara que abre e fecha o escritório.
João Emanuel – Ok. Vou ligar agora para ele. Um abraço.
Eduardo Mahon – Feito. Até mais.
Fonte G1
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