O Ministério Pùblico Federal destacou que R$ 100 milhões já foram bloqueados através de cinco ações penais já movidas em decorrência da "Operação Ararath". Riva é citado ainda como maior ficha suja do páis com mais de 125 processos na Justiça.
CLÁUDIO MORAES
Da Editoria
Numa ampla reportagem de 12 minutos na noite deste domingo, o
programa Fantástico (Rede Globo) revelou dados sobre os mais variados
assuntos ligados a corrupção existente em Mato Grosso nos últimos anos.
Os alvos da reportagem do jornalista Eduardo Faustini no quadro "Cadê o
Dinheiro que estava aqui?" foram o ex-secretário Éder Moraes Dias, o
ex-governador Silval Barbosa (PMDB), deputado estadual Mauro Savi (PR) e
ainda o ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-deputado estadual
José Riva (PSD), preso na tarde de ontem.
O grupo é acusado de um esquema que teria gerado desvios de R$ 640
milhões nas obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e também através
de gráficas que prestaram serviços ao Governo do Estado e Legislativo. O
programa mostrou trechos de um depoimento de Éder Moraes ao Ministério
Pùblico Estadual em que assume que receberia propina de R$ 10 milhões
nas obras do VLT e Arena Pantanal.
O executivo é apontado como "resolvedor de problemas" e que cumpria
ordens do ex-governador Silval Barbosa. Também foi citado que Éder
Moraes usaria o dinheiro para comprar apoio de deputados no
parlamento. Éder Moraes também aparece pedindo anulação de sua delação
ao MPE por não ter sido indicado ao TCE.
O empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o "Júnior Mendonça"
confirmou ter feito cerca de R$ 500 milhões em empréstimos para
autoridades através de "bancos piratas". Ele ainda revelou que o
ex-deputado Jospe Riva possui uma dívida de R$ 5,721 milhões numa nota
promissória assinada por Riva e Mauro Savi.
O Ministério Pùblico Federal destacou que R$ 100 milhões já foram
bloqueados através de cinco ações penais já movidas em decorrência da
"Operação Ararath". Riva é citado ainda como maior ficha suja do páis
com mais de 125 processos na Justiça.
VLT
Em relação especificamente ao VLT, o programa abordou que o modal de
transporte tem custo previsto de R$ 1,5 bilhão e que para concluir serão
necessários mais R$ 500 milhões no mínimo. O BRT, que deveria ser o
modal inicial, custaria R$ 322 milhões. "A mudança do projeto foi feita
às pressas e de forma criminosa", declarou o MPF acrescentando que a
capital de Mato Grosso tem um "rasgo" no trânsito.
Também foram citados falhas nos viadutos da Sefaz e UFMT. Um
engenheiro prevê mais quatro anos para a conclusão do VLT que acabará
custando a "bagatela" de R$ 2 bilhões.
GRÁFICAS
Foi mostrada uma cartilha feita com "erros grosseiros" como por
exemplo a falta de espaço entre as palavras. O promotor Gilberto Gomes
cita que em dois anos o Governo do Estado e Assembleia Legislativa
gastaram R$ 140 milhões com empresas do setor gráfico.
Um dos empresários que participou do esquema revelou que 75% dos
valores supostamente gastos. "O objetivo era desviar o dinheiro público
sendo que 25% ficavam com as gráficas e 75% retornavam para o presidente
da Assembleia Legislativa", diz o "sombra", ao comparar que as
cartilhas dariam para ir de Cuiabá a São Paulo.
Todos citados na reportagem negaram qualquer tipo de fraude. Ao
final, a matéria fez uma análise interessante colocando que o dinheiro
supostamente desviado daria para executar várias obras como por exemplo o
Hospital Central de Cuiabá, que está parado há 30 anos, mas será
retomado por determinação do governador Pedro Taques (PDT).
Riva transformou a Assembléia em valhacouto de politicoides acovardados e
submissos. Só assim se explica o papelão protagonizado pelos seus
"caititus", coniventes e cúmplices das suas falcatruas. Ninguém pode
roubar tanto sozinho. Veja aqui a relação dos parlamentares fisiológicos
que durante anos prestara total apoio ao deputado mais processado do
Brasil: Adalto de Freitas (SDD ). Airton Português (PSD). Alexandre
Cesar (PT). Antonio Azambuja (PP). Baiano Filho (PMDB). Carlos
Avalone (PSDB ). Dilmar Dal Bosco (DEM). Emanuel Pinheiro (PR).
Hermínio J. Barreto (PR). João Malheiros (PR). José Domingos (PSD). José
Riva (PSD). Luiz Marinho (PTB). Marcio Pandolfi PDT). Mauro Savi (PR).
Neldo Weirich (PR). Pedro Satélite (PSD). Romoaldo Júnior (PMDB).
Sebastião Rezende (PR). Teté Bezerra (PMDB). Wagner Ramos (PR). Walter
Rabello (PSD). Zeca Viana (PDT). Ademir Brunetto (PT). Ezequiel Fonseca
(PP). Guilherme Maluf (PSDB). Luciane Bezerra (PSB). Ondanir Bortolini
(PR).
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Fonte Folha Max
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OPERAÇÃO IMPERADOR
Gaeco vê destruição de provas e cita que Riva zomba de MT
Promotores citam que ex-deputado é ícone da corrupção e impunidade
RAFAEL COSTA
Da Redação
Para requerer a prisão preventiva ao Judiciário, o Ministério Público
Estadual (MPE) alegou que o ex-deputado estadual José Riva (PSD),
embora seja notoriamente conhecido pelos mais de 100 processos que
responde nas esferas cíveis e criminal, continuou cometendo delitos, o
que deveria ser considerado um abuso. Riva é acusado de liderar uma
organização criminosa que desviou R$ 62 milhões dos cofres do
Legislativo.
Conforme a denúncia criminal, vários itens foram adquiridos em cinco papelarias, mas nunca foram entregues na sede do Parlamento. Os promotores exemplificam a compra de 30 mil toners num ano enquanto tinha somente 150 impressoras na sede da Assembleia Legislativa.
O mandado de prisão foi acatado pela juíza da Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado, Selma Rosane de Arruda. Riva foi preso em sua residência no sábado e transferido para o Centro de Custódia de Cuiabá, onde permanece.
Ao classificar Riva de "ícone da corrupção e impunidade", a denúncia criminal assinada pelos promotores de Justiça Marco Aurélio de Castro, Samuel Frungilo e Arnaldo Justino afirma que o ex-deputado não se sentia incomodado e permaneceu cometendo delitos. “O que se verificou na prática foi que o acusado não se intimidou e fez de ombros com a Justiça, continuando a se locupletar ilicitamente através de reiterado desvio de dinheiro público oriundo da Casa Cidadã, zombando das autoridades constituídas e levando ao total descrédito das instituições responsáveis pela persecução penal”, diz um dos trechos.
Outro ponto considerado importante para que fosse ordenada a prisão preventiva é que a Assembleia Legislativa, por influência de José Riva, estaria destruindo provas documentais consideradas essenciais para a investigação. “Basta um breve folhear no procedimento investigatório e seus apensos, para verificar a enorme dificuldade que tivemos em fazer cumprir as ordens judiciais direcionadas à AL para entrega de documentos a este Gaeco e à Justiça, somado ao fato de ter sido informado nos autos acerca da destruição de inúmeros documentos sob o pretexto de se estar cumprindo uma norma interna daquela Casa de Leis”, diz.
É citado ainda que, embora não esteja no mandato de deputado estadual, José Riva detém contatos com políticos influentes, o que seria uma “teia de relacionamentos” e “dependências interpessoais” cultivadas no período em que permaneceu no Parlamento. Nos cinco mandatos seguidos na Assembleia Legislativa, Riva alternou sempre nos cargos de presidente do Legislativo e primeiro secretário, funções de maior prestígio na Mesa Diretora pois detém o poder de ordenar despesas. “Estes exemplos demonstram, sem sombra de dúvidas, o poder ainda exercido pelo denunciado, que não medirá esforços em ocultar/falsear documentos, além de exercer pressões indevidas sobre as testemunhas arroladas”, completa a denúncia do MPE.
Conforme a denúncia criminal, vários itens foram adquiridos em cinco papelarias, mas nunca foram entregues na sede do Parlamento. Os promotores exemplificam a compra de 30 mil toners num ano enquanto tinha somente 150 impressoras na sede da Assembleia Legislativa.
O mandado de prisão foi acatado pela juíza da Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado, Selma Rosane de Arruda. Riva foi preso em sua residência no sábado e transferido para o Centro de Custódia de Cuiabá, onde permanece.
Ao classificar Riva de "ícone da corrupção e impunidade", a denúncia criminal assinada pelos promotores de Justiça Marco Aurélio de Castro, Samuel Frungilo e Arnaldo Justino afirma que o ex-deputado não se sentia incomodado e permaneceu cometendo delitos. “O que se verificou na prática foi que o acusado não se intimidou e fez de ombros com a Justiça, continuando a se locupletar ilicitamente através de reiterado desvio de dinheiro público oriundo da Casa Cidadã, zombando das autoridades constituídas e levando ao total descrédito das instituições responsáveis pela persecução penal”, diz um dos trechos.
Outro ponto considerado importante para que fosse ordenada a prisão preventiva é que a Assembleia Legislativa, por influência de José Riva, estaria destruindo provas documentais consideradas essenciais para a investigação. “Basta um breve folhear no procedimento investigatório e seus apensos, para verificar a enorme dificuldade que tivemos em fazer cumprir as ordens judiciais direcionadas à AL para entrega de documentos a este Gaeco e à Justiça, somado ao fato de ter sido informado nos autos acerca da destruição de inúmeros documentos sob o pretexto de se estar cumprindo uma norma interna daquela Casa de Leis”, diz.
É citado ainda que, embora não esteja no mandato de deputado estadual, José Riva detém contatos com políticos influentes, o que seria uma “teia de relacionamentos” e “dependências interpessoais” cultivadas no período em que permaneceu no Parlamento. Nos cinco mandatos seguidos na Assembleia Legislativa, Riva alternou sempre nos cargos de presidente do Legislativo e primeiro secretário, funções de maior prestígio na Mesa Diretora pois detém o poder de ordenar despesas. “Estes exemplos demonstram, sem sombra de dúvidas, o poder ainda exercido pelo denunciado, que não medirá esforços em ocultar/falsear documentos, além de exercer pressões indevidas sobre as testemunhas arroladas”, completa a denúncia do MPE.
Fonte Folha Max
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